
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Escolha onde pisa
As tramas
de um tapete podem compor
uma obra de arte. Difícil é decidir qual
estilo vai dar certo em cada ambiente

Antonio Celso
Villari
Quem entra
numa loja de tapetes logo descobre que a melhor maneira de fazer a escolha
seria estender cada modelo na sala, até descobrir qual combina
com o ambiente. Mesmo as pessoas que nunca consideraram a hipótese
de consultar um decorador têm noção de que, de alguma
forma, é preciso haver harmonia entre cores e estilos das cortinas,
dos móveis, das paredes e do piso. Como em todas aquelas decisões
em que o ideal seria contar com regrinhas simples para seguir sem erro,
para os tapetes também não existem soluções
que sirvam para todo mundo. Cada caso é diferente e deve
ficar feliz quem se apaixona por uma peça a ponto de estendê-la
no chão sem se importar com a opinião alheia. Para tomar
uma decisão racional, é útil saber que tapetes podem
ser mais ou menos duráveis conforme a matéria-prima de que
são compostos e o tipo de tráfego que vão receber.
Lã natural ou sintética, algodão, seda ou fibras
naturais fazem parte desse cardápio. Os sintéticos, mais
resistentes e práticos na hora da limpeza, não desbotam
facilmente ao contato com a água e o sabão. São,
porém, feitos por máquinas e bem menos valorizados que os
exemplares tecidos com técnicas milenares, em teares manuais. Como
norma geral, a maioria dos especialistas defende que um espaço
em estilo clássico fica mais bem-vestido com um tapete de estilo
oriental que com peças modernas.
O preço
de um oriental legítimo é capaz de assustar os desavisados.
Conforme a trama e a raridade da peça, um exemplar iraniano pode
ser vendido por mais de 4.000 reais o metro
quadrado. São peças para colecionadores e mais apropriadas
para enfeitar paredes que para ser pisadas. Existem orientais de excelente
qualidade pelos quais se podem pagar 150 reais o metro quadrado. Também
é preciso considerar que, para quem gosta de estar na onda contemporânea,
a época não é nem de móveis clássicos
nem de tapetes orientais. "Os modelos mais adequados às tendências
de hoje são de algodão ou de fibra natural, com cores leves
e poucos desenhos", diz a decoradora paulista Camilla Matarazzo. Uma vantagem
das tramas artesanais é que é possível encomendá-las,
sob medida. Uma desvantagem é a manutenção. Pode
ser bem difícil limpar determinados tipos de mancha em fibras de
sisal, por exemplo.
Na maior
parte dos casos, o tapete é um complemento que só se adquire
depois de ter montado o ambiente. Isso facilita as decisões mais
simples, como escolher um estampado para compor com peças lisas
ou procurar um tom mais claro quando se tem paredes de cores fortes
indicações que são lembradas pelo decorador Edmundo
Reinhold. Para uma combinação mais ousada, com estampas
em todas as peças, basta que haja cores com tons próximos
em pelo menos alguns detalhes. Mas há quem tenha um tapete valioso
à mão e gostaria de aproveitá-lo na decoração.
Nesse caso, pode-se levá-lo às lojas de móveis e
estendê-lo diante das peças que se pretender comprar. Se
você gostar do que vê, não ligue se o vendedor torcer
o nariz. É mau gosto dele.
|
|
 |