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O emirado dos arranha-céus
Com planos
de ser um megacentro
financeiro, Dubai constrói dezenas
de prédios modernos
Jon Hicks/Corbis

Hotel
Burj Al Arab: sessenta andares no mar |

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Um dos mini-Estados
petrolíferos do Golfo Pérsico, Dubai tem a ambição
de se tornar a Hong Kong do Oriente Médio. Nos últimos cinco
anos, o xeque Maktoum bin Rashid al Maktoum, que governa o emirado, empreendeu
uma revolução imobiliária e urbanística. De
dez anos para cá já foram erguidos mais de 100 arranha-céus
e outros 45 devem brotar das areias do deserto até 2005. Há
extravagâncias, como o hotel Burj Al Arab, de sessenta andares,
construído numa ilhota e ligado à praia por uma passarela,
e projetos mirabolantes, como o de uma ilha artificial em formato de palmeira,
orçada em 3 bilhões de dólares. Com apenas 900.000
habitantes, 75% deles trabalhadores vindos da Índia e do Paquistão,
a cidade-Estado é um dos principais centros financeiros e comerciais
do Oriente Médio, com renda per capita de 16.000
dólares. Por seu aeroporto passam 4 milhões de turistas
anualmente, tráfego que o xeque espera quadruplicar até
2010. Para isso, já encomendou 22 Airbus A380 para a companhia
aérea nacional, a Emirates. São os maiores aviões
existentes, com capacidade para 550 passageiros, e custam 230 milhões
de dólares cada um.
Dubai é
um dos sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos, confederação
criada em 1971. Apesar de se localizar no Golfo Pérsico, não
está entre as grandes potências petrolíferas. Os Emirados
produzem 2 milhões de barris de petróleo por dia, mas a
maior parte vem de Abu Dabi, que tem o maior território e é
dono de 94% das reservas. Com uma posição estratégica,
próxima ao Estreito de Ormuz, a cidade sempre esteve ligada às
rotas de comércio entre os países do Golfo Pérsico,
a Índia e o sudeste da Ásia. Também tem grande concentração
de bancos e empresas de exportação, atraídos por
todo tipo de incentivos fiscais. Gera um volume de negócios suficiente
para garantir à família al Maktoum, proprietária
de quase tudo no emirado, um patrimônio estimado em mais de 10 bilhões
de dólares. A aposta no aumento do comércio e do turismo
é parte de uma estratégia dos al Maktoum para garantir a
sobrevivência econômica da cidade em meio às crises
do petróleo e quando as reservas acabarem. O desafio é manter
o emirado livre dos negócios ilícitos que são atraídos
por esse tipo de porto livre. A CIA, agência de espionagem dos Estados
Unidos, já qualifica a cidade-Estado como um foco de contrabando
e lavagem de dinheiro. A última notícia é que também
começa a ser usada por traficantes asiáticos como centro
de distribuição de drogas.
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