Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 753 - 29 de maio de 2002
Geral Cidades
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
  Ministério revela os hábitos dos melhores alunos
Novo sistema de alerta para colisões evita acidentes
Pilotos querem investigar avião da Airbus
Uma trilha sobre as árvores
A pesca de truta no Rio Grande do Sul
Fábricas investem na beleza interna
Excesso de tecnologia atrapalha motorista
Hells Angels viram grife e se metem em confusão
Médicos que são vitrines de seus tratamentos
Dubai passa por revolução urbanística
Pesquisa revela as razões que afastam jovens do vício
Balanço de uma década de globalização
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

VEJA na copa
Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

O emirado dos arranha-céus

Com planos de ser um megacentro
financeiro, Dubai constrói dezenas
de prédios modernos

 
Jon Hicks/Corbis

Hotel Burj Al Arab: sessenta andares no mar


Veja também
Mais fotos de arranha-céus de Dubai

Um dos mini-Estados petrolíferos do Golfo Pérsico, Dubai tem a ambição de se tornar a Hong Kong do Oriente Médio. Nos últimos cinco anos, o xeque Maktoum bin Rashid al Maktoum, que governa o emirado, empreendeu uma revolução imobiliária e urbanística. De dez anos para cá já foram erguidos mais de 100 arranha-céus e outros 45 devem brotar das areias do deserto até 2005. Há extravagâncias, como o hotel Burj Al Arab, de sessenta andares, construído numa ilhota e ligado à praia por uma passarela, e projetos mirabolantes, como o de uma ilha artificial em formato de palmeira, orçada em 3 bilhões de dólares. Com apenas 900.000 habitantes, 75% deles trabalhadores vindos da Índia e do Paquistão, a cidade-Estado é um dos principais centros financeiros e comerciais do Oriente Médio, com renda per capita de 16.000 dólares. Por seu aeroporto passam 4 milhões de turistas anualmente, tráfego que o xeque espera quadruplicar até 2010. Para isso, já encomendou 22 Airbus A380 para a companhia aérea nacional, a Emirates. São os maiores aviões existentes, com capacidade para 550 passageiros, e custam 230 milhões de dólares cada um.

Dubai é um dos sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos, confederação criada em 1971. Apesar de se localizar no Golfo Pérsico, não está entre as grandes potências petrolíferas. Os Emirados produzem 2 milhões de barris de petróleo por dia, mas a maior parte vem de Abu Dabi, que tem o maior território e é dono de 94% das reservas. Com uma posição estratégica, próxima ao Estreito de Ormuz, a cidade sempre esteve ligada às rotas de comércio entre os países do Golfo Pérsico, a Índia e o sudeste da Ásia. Também tem grande concentração de bancos e empresas de exportação, atraídos por todo tipo de incentivos fiscais. Gera um volume de negócios suficiente para garantir à família al Maktoum, proprietária de quase tudo no emirado, um patrimônio estimado em mais de 10 bilhões de dólares. A aposta no aumento do comércio e do turismo é parte de uma estratégia dos al Maktoum para garantir a sobrevivência econômica da cidade em meio às crises do petróleo e quando as reservas acabarem. O desafio é manter o emirado livre dos negócios ilícitos que são atraídos por esse tipo de porto livre. A CIA, agência de espionagem dos Estados Unidos, já qualifica a cidade-Estado como um foco de contrabando e lavagem de dinheiro. A última notícia é que também começa a ser usada por traficantes asiáticos como centro de distribuição de drogas.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS