Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 753 - 29 de maio de 2002
Geral Automóveis
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
  Ministério revela os hábitos dos melhores alunos
Novo sistema de alerta para colisões evita acidentes
Pilotos querem investigar avião da Airbus
Uma trilha sobre as árvores
A pesca de truta no Rio Grande do Sul
Fábricas investem na beleza interna
Excesso de tecnologia atrapalha motorista
Hells Angels viram grife e se metem em confusão
Médicos que são vitrines de seus tratamentos
Dubai passa por revolução urbanística
Pesquisa revela as razões que afastam jovens do vício
Balanço de uma década de globalização
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
Gente
Datas

VEJA na copa
Para usar
VEJA on-line
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

A beleza está no interior

Fabricantes agora tentam
atrair os compradores com
painéis mais bonitos

 
Fotos divulgação
Audi TT Roadster: painel e bancos misturam Bauhaus com beisebol


Veja também
Galeria de imagens: design de carros

A decisão de comprar este ou aquele carro novo é, tradicionalmente, a soma de algumas considerações práticas. O comprador avalia a aparência, a potência do motor e os recursos mecânicos. O que os fabricantes estão fazendo agora é acrescentar um novo item a ser considerado: o design interno. São detalhes que raramente recebiam atenção, como formato dos botões no painel, materiais de acabamento e iluminação dos mostradores. Tanto o interior dos carros luxuosos quanto o dos mais simples estão repletos de novidades capazes de encher os olhos dos motoristas. Mas, evidentemente, é nos modelos de luxo que está a melhor vitrine. Um exemplo é o TT Roadster, um conversível esportivo de dois lugares produzido pela Audi alemã que é vendido no Brasil por 165.000 reais. As saídas de ar e os botões de alumínio escovado com formato saliente e arredondado são inspirados no estilo Bauhaus, a célebre escola alemã de design desaparecida em 1933 mas ainda hoje referência para a arte e a arquitetura. Os bancos de couro avermelhado têm uma costura que lembra uma luva de beisebol. O resultado é tão bonito que impressiona até mesmo quem nunca ouviu falar em Bauhaus e jamais assistiu a uma partida de beisebol.

 
Novo Mini, da BMW: detalhes copiados do ônibus espacial e câmbio que lembra o dos antigos carros de corrida

"O interior do carro é uma homenagem aos esportivos dos anos 50 e 60 que estão no imaginário de qualquer amante do automobilismo", diz Lothar Werninghaus, chefe de treinamento técnico da Audi no Brasil. Do outro lado do Atlântico, o novo Lincoln Navigator, um grande jipe de luxo de 50.000 dólares produzido pela Ford americana, traz detalhes como iluminação dos mostradores do painel idêntica à dos jatinhos executivos. Em vez da tonalidade amarela dos modelos anteriores, a luz emitida por lâmpadas especiais é de uma tonalidade branca levemente azulada. O acabamento combina metais como níquel com madeiras como carvalho, e os mostradores copiam o desenho. Veículos que custam um terço do preço do Lincoln Navigator também têm acabamento interno requintado. O Mini, carrinho popular produzido pela BMW, mistura tradição com modernidade. Os mostradores redondos, os detalhes de metal e o câmbio lembram um carro de corrida antigo. Já os botões do painel e as alavancas ao redor do volante foram inspirados nos interruptores que existem no ônibus espacial americano. O conjunto faz do Mini o melhor exemplo daquilo que está sendo chamado de "chique e barato".

Há quatro anos, a Volkswagen surpreendeu ao instalar um vasinho com uma margarida ao lado do volante do New Beetle, reminiscência dos primeiros automóveis europeus, que contavam com amenidades como essa. "Nos anos 70 e 80, as fábricas de carro pararam de pensar no motorista", diz Emilio Paganoni, chefe de desenvolvimento de produto da Chrysler no Brasil. "O requinte se restringia ao estilo da carroceria." Hoje não é mais assim. As pessoas querem carros que sejam tão bonitos por dentro quanto por fora. Não se trata de uma mudança sem motivo. Estudos encomendados pelos fabricantes concluíram que, devido ao trânsito infernal das grandes cidades, os motoristas passam em média 82 minutos por dia dentro do carro. É mais que o dobro do que ocorria vinte anos atrás. Os compradores também estão fartos da padronização excessiva que marcou a indústria automobilística nas últimas décadas.

 

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS