Aviso salvador
Estudo
concluiu pela eficácia
de sistema que alerta tripulação
sobre risco de colisão
Alexandre Sant'Anna

Cabine
de um Boeing 747: mapas digitais |
Dois acidentes
aéreos mataram 146 pessoas na Coréia do Sul e na Tunísia
nas últimas quatro semanas. A causa foi similar: obstáculos
cuja existência o piloto só percebeu quando já era
tarde para se desviar e impedir a colisão. O mais trágico
é que esses acidentes poderiam ter sido evitados com o uso de um
novo equipamento de navegação, o EGPWS. Trata-se de um pequeno
banco de dados recheado de mapas e informações topográficas
dos arredores dos aeroportos que avisa com dois minutos de antecedência
se uma montanha ou outra barreira geográfica está na rota
do avião. Dessa forma, o piloto tem tempo suficiente para evitar
colisões durante o vôo ou nos procedimentos de aterrissagem
e decolagem. Os aparelhos mais antigos servem apenas para alertar a tripulação
poucos segundos antes do choque.
Um
estudo divulgado na semana passada concluiu que desde que começou
a ser instalado em aviões, em 1996, o EGPWS já evitou vinte
colisões só nos Estados Unidos. Os dados reforçam
a determinação do FAA, o órgão do governo
americano que regula a aviação civil, de que o aparelho
seja colocado em todas as aeronaves do país até 2005. Os
novos aviões da Airbus e da Boeing saem da fábrica com o
sistema já instalado. No Brasil, ele é encontrado em parte
da frota da Varig e da TAM. O EGPWS é um complemento aos aparelhos
de navegação eletrônica que já existem nas
aeronaves. O que ele faz é cruzar os dados obtidos por meio de
localizador por satélite (GPS), radares e computador de bordo,
que registra velocidade, altitude e rota, com as informações
de seus mapas digitais. O resultado pode ser a diferença entre
a vida e a morte.
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