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Edição 1 753 - 29 de maio de 2002
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"Em sociedades videomaníacas, é natural que os apelos visuais sejam mais sedutores que o conteúdo dos programas partidários."
Flávio Lauria Ferreira
Manaus, AM

Lula

Muito bem-feita a reportagem de capa sobre a possível e tenebrosa eleição de Luís Inácio Lula da Silva. Tenebrosa porque o "risco" ninguém sabe, nem o PT, que é um real e verdadeiro imbróglio. Engraçado, antes de estar bem nas pesquisas, o senhor Lula fumava charutos cubanos e adorava Jospin. Agora, que está assessorado por Duda Mendonça, foi procurar dentista de Primeiro Mundo e anda rindo à toa. Será que ele acha que somos imbecis? ("Por que Lula assusta o mercado", 22 de maio)
José Geraldo Queiroz
Juiz de Fora, MG

O empresariado assustado com Lula está acostumado a ganhos polpudos com a especulação. Os bem-intencionados com o trabalho só terão a ganhar.
Renzo Sansoni
Uberlândia, MG

Nos últimos dez anos o Brasil teve um grau de desenvolvimento como nunca antes, graças principalmente ao governo FHC. O país precisa continuar no mesmo caminho; caso contrário, aconselho a observar bem o que acontece com nossos vizinhos Argentina e Colômbia. Aquele poderá ser também nosso futuro.
Carlos Evandro Ferst
Santos, SP

O que torna o PT diferente dos demais partidos é que ele é menos corrupto. Por isso a preocupação daqueles que já estão para lá de acostumados com o tal "jeitinho brasileiro"!
Mirna Machado
Guarulhos, SP

Ser honesto não é suficiente. Precisamos de um administrador com muita competência. Levar à Presidência do Brasil um indivíduo cuja grande experiência administrativa foi comandar um torno mecânico, sem ter sido sequer prefeito de um pequeno município, é querer que o país retroceda a um mundo que há muito não existe.
Carlos Fidalgo Jr.
Needham, Massachusetts, EUA

Como a dívida pública mais que dobrou em relação ao PIB, o desemprego cresceu (o que significa menos consumo), os salários foram congelados (idem) e a concentração de renda aumentou nos últimos oito anos, entre outros indicadores negativos de nossa economia, os empresários deveriam estar preocupados com a continuidade, não com Lula.
Emerson Rios
Niterói, RJ

Não temos o que temer com a vitória do Lula, pois o PT sozinho não vai conseguir governar. Serão necessárias as alianças, prevalecendo a máxima: o poder é como o violino, toma-se com a esquerda e toca-se com a direita.
Fausto Rodrigues Garcia
São José dos Campos, SP

Lula assusta não só porque mudou a "embalagem" e o conteúdo. Não se sabe o prazo de validade do produto. Lula assusta porque não trabalha nem estuda há anos, porque nunca administrou nada. Nem uma prefeitura de interior. Hoje é "administrado", então posa de moderninho dentro de ternos Armani e sorri com dentes alinhados. Será que o senhor Duda Mendonça modernizou as idéias dos petistas das alas retrógradas?
Edna Maria Campana Moreira
São Paulo, SP

A confortável posição de Lula deve-se, antes de tudo, a nosso presidente. Nestes oito anos de governo, Fernando Henrique não pensou ou não conseguiu formar nem preparar um candidato que pudesse dar continuidade a seu trabalho para esta eleição. Vai deixar todos que desejam a continuidade desse trabalho sem opção de escolha. Lamentável!
Pedro Brunelli Netto
Varginha, MG

Ao aceitar que os marqueteiros dirijam sua campanha, Lula se compara a Roseana Sarney, que numa embalagem bem-feita quase foi vendida ao povo brasileiro. Quem lê a reportagem de VEJA fica impressionado com a recauchutagem geral em sua imagem, com os ternos caros que usa e com o policiamento que Duda Mendonça faz até nas palavras que Lula pode ou não proferir. Ele virou um fantoche nas mãos do publicitário. Será que Duda Mendonça está preparado para governar o país?
Claudio Jorge Antunes Machado
Florianópolis, SC

 

Michael Bailey

Aplausos para as palavras do senhor Michael Bailey (Amarelas, 22 de maio), ao traçar um perfeito quadro político-econômico-social dos países do Terceiro Mundo. Graças a Deus ele não utilizou o nome "países em desenvolvimento", o que torna sua entrevista mais louvável ainda.
Carolina de Oliveira
São Luís, MA

Os candidatos à Presidência da República que se espelhem nos conselhos do senhor Michael Bailey, da Oxfam. Não basta dar comida para acabar com a fome, é preciso dar oportunidade para plantar.
Antonio Santos Fonseca
São Paulo, SP

 

Luiz Felipe de Alencastro

Luiz Felipe de Alencastro foi muito feliz em sua abordagem ("O Brasil dá as caras", Ponto de vista, 22 de maio). Realmente a sociedade brasileira começa a mostrar sua face, miscigenada, reconhecendo o multiculturalismo, que no decorrer dos anos a vem permeando, o que a torna tão fascinante e envolvente.
Lander das Dores Silva
Belo Horizonte, MG

 

Medicina

A capacidade dos chineses para impressionar o mundo é diretamente proporcional ao tamanho de sua população. É um absurdo que um número cada vez maior de chineses se submeta a um tratamento cirúrgico tão doloroso, colocando em risco a própria saúde, com o único objetivo de ganhar uns centímetros a mais ("Os chineses querem crescer", 22 de maio).
Alamir J. Pereira
Patos de Minas, MG

Em complementação à reportagem, devemos esclarecer que a Metodologia de Ilizarov tem o Brasil como importante centro de referência mundial, sendo utilizada por aproximadamente 500 especialistas em nosso país. O método requer para seu bom êxito equipe multidisciplinar, que envolve, além do cirurgião especialista, um psicólogo e um fisioterapeuta, prevendo e aconselhando ainda a participação familiar antes, durante e após o tratamento. Os alongamentos, desde que bem orientados, não requerem permanência prolongada no leito nem são acompanhados de dores atrozes. Ao contrário, necessitam, para que se consiga resultado satisfatório, deambulação precoce e retomada o mais breve possível das funções habituais. Além dos alongamentos estéticos aceitos com ressalvas, o método tem particular indicação nas malformações congênitas do aparelho locomotor, nas infecções ósseas crônicas, nas grandes perdas ósseas, nas seqüelas de infecções articulares e nas consolidações ausentes ou retardadas.
Doutor Franklin Leite Rodrigues
Presidente do Comitê Asami Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia
www.sbot.org.br

 

Dieta

Cumprimentamos VEJA pelo brilhantismo da reportagem "A pátria de dieta" (22 de maio). Porém, gostaríamos de comentar duas das catorze sugestões: 1) Alimentos com teores de sal adicionais retêm líquido e comprometem o controle do peso, bem como a desintoxicação orgânica, imprescindível à fisiologia celular saudável. Um molho com cebola, alho, limão, azeite e bem pouco sal batidos no liquidificador provê sabor suficiente para "devorar legumes e verduras insossos". Sendo ingredientes absolutamente naturais e sem aditivos industrializados, com o tempo asseguram a naturalização do paladar e a apreciação por esse tipo de alimento. 2) Refrigerantes light ou café descafeinado, indicados "quando houver fome de doce", podem ser substituídos com vantagem por frutas passa: uva, banana, figo, tâmara. Sua elevada concentração de frutose e fibras faz com que a vontade "passe" imediatamente, com o benefício de acalmar a consciência e desenvolver gosto pelas frutas, em vez de produtos industrializados.
Augusto Fajardo
Presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição & Qualidade de Vida
nutrevida@ig.com.br

 

Pirataria

A respeito da reportagem "Os gatunos dão o tom do mercado" (22 de maio), gostaria de dizer que possuo perto de 1.000 discos e me recuso a adquirir qualquer material pirata, pois sou colecionador, respeito o trabalho dos artistas e concordo com a perseguição e a punição aos falsificadores. Contudo, os artistas se esquecem, com raras exceções, de questionar o preço extorsivo com que seus produtos chegam ao mercado. O cidadão comum, cuja relação com o disco é meramente de consumo, recusa-se a pagar valores que, muitas vezes, ultrapassam 30 reais. O curioso é que alguns artistas conseguem vender seu trabalho por 9,90 reais em bancas de jornais e há selos independentes, que representam artistas nacionais e estrangeiros, que vendem seus discos por menos de 16 reais. Enquanto existir essa sede alucinada de lucros fenomenais, haverá, na mesma intensidade, quem queira faturar à custa da burrice dos artistas e das grandes gravadoras.
Antonio Inácio dos
Santos Júnior
Salvador, BA

 

Oriente Médio

Será que chegará o dia em que israelenses e palestinos conviverão pacificamente? Espero presenciar esse momento mágico. O dia em que as autoridades de ambos os lados abrirem mão das desavenças pessoais e perceberem que a harmonia entre seus povos é o que realmente importa, aí, sim, poderá ser consolidado o acordo de paz mais esperado pela comunidade mundial ("Encurralados em Belém", 22 de maio).
Val Oliveira
Curitiba, PR

 

Escócia

VEJA publicou minha carta que apontava o erro relativo à Escócia para denegrir mais uma vez meu país e torná-lo subserviente à Inglaterra ("A Escócia é um país?", Cartas, 15 de maio). A resposta de que essa confusão se deve em parte à tradição brasileira é absurda. Eu gostaria de ver sua resposta se o Washington Post escrevesse que o espanhol era falado no Brasil simplesmente porque é parte da tradição americana pensar dessa forma. VEJA cometeu erro factual quando afirmou que a decisão sobre impostos partiu de Londres. O Parlamento escocês tem poderes para alterar a taxa de imposto de renda em 3% tanto acima quanto abaixo da taxa-padrão da Grã-Bretanha. O governo escocês possui amplos poderes. No entanto, ao ler o artigo, temos a impressão de que o Parlamento escocês não tem poder algum.
John Fitzpatrick
S
São Paulo, SP

 

Martin Sorrell

O senhor Sorrell é o marido que todas as mulheres gostariam de ter: competente, inteligente, esperto, rico, boa aparência e, o mais importante, nunca está em casa para encher a esposa (Amarelas, 8 de maio).
Maria Helena Hofer
Basel, Suíça

 

Roberto Pompeu de Toledo

Enquanto meu filho ainda dormia, recebi o primeiro presente do Dia das Mães: o ensaio "Copa do Mundo: prós e contras" (15 de maio). Tanta lucidez, sensibilidade e beleza o texto encerra que até parece que foi de propósito para presentear as mães. Adorei! Comecei aquele dia especial com o coração feliz.
Diulea Pedroso Guimarães
Rio de Janeiro, RJ

 

Lula II

Há uma pequena incorreção no texto publicado na reportagem "O que eles temem em Lula" (22 de maio). O texto diz: "...mas criar barreiras, como uma quarentena, para que esse investimento de curto prazo não saia do país tão facilmente". O correto seria: "...mas criar barreiras, como uma quarentena, para que esse investimento de curto prazo não entre no país tão facilmente". Com efeito, barreiras à entrada de capitais no país são instrumentos que não rompem contratos preexistentes, enquanto entraves à saída de capitais em geral modificam contratos, pois, por exemplo, impedem a saída de quem entrou podendo sair, ou ainda proíbem um residente de fazer algo que poderia. Dessa forma, barreiras à saída de capitais não devem ser usadas.
Sérgio Ribeiro da Costa Werlang
Diretor do Banco Itaú e ex-diretor do Banco Central
Rio de Janeiro, RJ

 

Cartas

Atendendo a orientação do Banco Central, apenas baixei portaria nomeando uma comissão do mais alto nível moral para privatizar o Banco Agrimisa. Nada mais fiz. Ao responder ao senhor Mário Genival Tourinho (Cartas, 22 de maio), quanto à sentença do STJ, espero que seja revista, tendo em vista recursos cabíveis apresentados pelo meu advogado e pelos da MGI e do Estado de Minas Gerais, em que estão demonstrados os equívocos que causarão vultosos prejuízos ao Estado de Minas Gerais, se mantida aquela decisão. Reconhecer o erro é uma ação magnânima. Eu, pessoalmente, reconheço que errei. Quando deputado federal, fui ao STE interceder para soltar e não cassar o senhor Genival Tourinho. Novamente errei quando trouxe em um carro ote;veis apresentados pelo meu advogado e pelos da MGI e do Estado de Minas Gerais, em que estão demonstrados os equívocos que causarão vultosos prejuízos ao Estado de Minas Gerais, se mantida aquela decisão. Reconhecer o erro é uma ação magnânima. Eu, pessoalmente, reconheço que errei. Quando deputado federal, fui ao STE interceder para soltar e não cassar o senhor Genival Tourinho. Novamente errei quando trouxe em um carro o senhor Genival Tourinho, do Supremo até a Câmara dos Deputados.
Newton Cardoso
Vice-governador do Estado de Minas Gerais
Belo Horizonte, MG

 

Guia

Brilhante e oportuna a matéria "Manual de caça ao corrupto" (Guia, 22 de maio). Sem dúvida, a imprensa de grande porte é o meio mais rápido para que possamos atingir nosso objetivo, colocando os corruptos em seus devidos lugares.
Nelson Varella Filho
ONG Cidadania por Novos Caminhos
Cachoeira Paulista, SP

 

Televisão

Pedro Bial é, de fato, um gato. Sou fã de carteirinha do jornalista, mas acho um desperdício tê-lo como apresentador de um programa tão sem graça como o Big Brother Brasil. Ele deveria voltar a fazer reportagens instigantes, inteligentes e sensíveis, marcadas também, claro, por seu charme e carisma. Quem é que não se lembra do bonitão narrando a queda do Muro de Berlim ou o impeachment do presidente Collor? Até hoje me emociono ao ver suas reportagens gravadas em vídeos que tenho em casa. Bial, largue o Big Brother e vá correr o mundo, para delírio de suas fãs! ("Big Bial", 22 de maio)
Adriana Cunha Costa
Fortaleza, CE

 

VEJA Especial Brasil

A Unidade de Negócios da Petrobras de Exploração e Produção da Bacia do Solimões (UN-BSOL) cumprimenta a revista VEJA pela edição especial "O Brasil que já é Primeiro Mundo". Iniciativas como essa enchem o brasileiro de orgulho e são um estímulo para novas conquistas. A UN-BSOL, como unidade da Petrobras para a produção do gás de Urucu, no Amazonas, sente-se honrada em ter suas atividades citadas como exemplo de ação sustentável de desenvolvimento em uma região tão sensível como a Amazônia.
Bento Daher Júnior
Gerente-geral
Manaus, AM

 

Arc

Arc, se não entendes como funciona o Brasil, és um privilegiado, porque eu não entendo como funciona o mundo! ("Arc e as oposições políticas", 22 de maio)
Ricardo Oliveira Rosa
Porto Alegre, RS

 

 

CORREÇÕES: Luiza Erundina não foi a primeira pessoa do Partido dos Trabalhadores a ser eleita para um cargo executivo, como diz a reportagem "O que eles temem em Lula" (22 de maio). Em 1985, Maria Luiza Fontenelle foi eleita prefeita de Fortaleza. A cantora Dido é inglesa e não americana ("Elas sofrem, o espectador canta", 22 de maio).

 

EM DEFESA DO TERCEIRO MUNDO

Alguns leitores gostaram de saber que existe uma organização não-governamental que luta para convencer dirigentes do mundo desenvolvido de que é possível ajudar os pobres do Terceiro Mundo com práticas de políticas externas mais justas. Katia Maria Junqueira Figueira, de Campinas, São Paulo, é uma das dez pessoas que escreveram pedindo mais informações sobre a Oxfam, a ONG da qual o inglês Michael Bailey é dirigente (Amarelas, 22 de maio).

Veja também
Da internet
Site da ONG Oxfam

 

O MALAMUTE BRANCO

A capa da edição 1 751 de VEJA (15 de maio) exibiu uma família feliz e seu belo cachorro. "Eu o achei lindo", escreveu Daniele Alfins, referindo-se ao cão. Na verdade, trata-se de uma cadela branca da raça malamute, do Alasca, com quase 5 anos. Seu nome é "Juju" e tem dois filhotes branquinhos como ela. Juju pertence ao canil Cão de Mel, de São Paulo, que a cedeu para a foto da capa de VEJA.

Veja também
Da internet
Site do canil Cão de Mel

 

AS MELHORES ESCOLAS DE BELO HORIZONTE


VEJA fez circular na semana passada uma edição especial sobre as melhores escolas particulares de Belo Horizonte. Outras três capitais serão contempladas com edições semelhantes, no futuro. Como ocorre sempre que se publicam rankings, a iniciativa gerou polêmica. Até sexta-feira passada, a redação recebeu trinta cartas sobre o assunto. O Colégio Imaculada Conceição festeja o terceiro lugar obtido nos rankings dos ensinos fundamental e médio. O Colégio Arnaldo, que não entrou nas listas, parabeniza a revista, mas sugere mudanças na análise das instituições. O leitor Pedro Cândido Ferreira Filho, pai de um aluno do Colégio Santo Agostinho, décimo entre as escolas do ensino fundamental e sexto do médio, acha que a instituição deveria estar mais bem classificada. O professor Leonardo Gomes de Souza afirma que várias escolas não mereciam o destaque que tiveram, mas se recusou a nomeá-las. Essa discussão é normal – e saudável – num ramo que não está acostumado a ser avaliado, embora avalie alunos o tempo todo.



 
 
   
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