| Fale conosco |
| Ajuda |
| Mapa do site |
![]() |
|
Crie seu grupo |
Muito
bem-feita a reportagem de capa sobre a possível e tenebrosa eleição
de Luís Inácio Lula da Silva. Tenebrosa porque o "risco"
ninguém sabe, nem o PT, que é um real e verdadeiro imbróglio.
Engraçado, antes de estar bem nas pesquisas, o senhor Lula fumava
charutos cubanos e adorava Jospin. Agora, que está assessorado
por Duda Mendonça, foi procurar dentista de Primeiro Mundo e anda
rindo à toa. Será que ele acha que somos imbecis? ("Por
que Lula assusta o mercado", 22 de maio) O
empresariado assustado com Lula está acostumado a ganhos polpudos
com a especulação. Os bem-intencionados com o trabalho só
terão a ganhar. Nos
últimos dez anos o Brasil teve um grau de desenvolvimento como
nunca antes, graças principalmente ao governo FHC. O país
precisa continuar no mesmo caminho; caso contrário, aconselho a
observar bem o que acontece com nossos vizinhos Argentina e Colômbia.
Aquele poderá ser também nosso futuro. O
que torna o PT diferente dos demais partidos é que ele é
menos corrupto. Por isso a preocupação daqueles que já
estão para lá de acostumados com o tal "jeitinho brasileiro"! Ser
honesto não é suficiente. Precisamos de um administrador
com muita competência. Levar à Presidência do Brasil
um indivíduo cuja grande experiência administrativa foi comandar
um torno mecânico, sem ter sido sequer prefeito de um pequeno município,
é querer que o país retroceda a um mundo que há muito
não existe.
Como a dívida pública mais que dobrou em relação
ao PIB, o desemprego cresceu (o que significa menos consumo), os salários
foram congelados (idem) e a concentração de renda aumentou
nos últimos oito anos, entre outros indicadores negativos de nossa
economia, os empresários deveriam estar preocupados com a continuidade,
não com Lula. Não
temos o que temer com a vitória do Lula, pois o PT sozinho não
vai conseguir governar. Serão necessárias as alianças,
prevalecendo a máxima: o poder é como o violino, toma-se
com a esquerda e toca-se com a direita. Lula
assusta não só porque mudou a "embalagem" e o conteúdo.
Não se sabe o prazo de validade do produto. Lula assusta porque
não trabalha nem estuda há anos, porque nunca administrou
nada. Nem uma prefeitura de interior. Hoje é "administrado", então
posa de moderninho dentro de ternos Armani e sorri com dentes alinhados.
Será que o senhor Duda Mendonça modernizou as idéias
dos petistas das alas retrógradas?
A confortável posição de Lula deve-se, antes de tudo,
a nosso presidente. Nestes oito anos de governo, Fernando Henrique não
pensou ou não conseguiu formar nem preparar um candidato que pudesse
dar continuidade a seu trabalho para esta eleição. Vai deixar
todos que desejam a continuidade desse trabalho sem opção
de escolha. Lamentável! Ao
aceitar que os marqueteiros dirijam sua campanha, Lula se compara a Roseana
Sarney, que numa embalagem bem-feita quase foi vendida ao povo brasileiro.
Quem lê a reportagem de VEJA fica impressionado com a recauchutagem
geral em sua imagem, com os ternos caros que usa e com o policiamento
que Duda Mendonça faz até nas palavras que Lula pode ou
não proferir. Ele virou um fantoche nas mãos do publicitário.
Será que Duda Mendonça está preparado para governar
o país?
Aplausos para as palavras do senhor Michael Bailey (Amarelas, 22 de maio),
ao traçar um perfeito quadro político-econômico-social
dos países do Terceiro Mundo. Graças a Deus ele não
utilizou o nome "países em desenvolvimento", o que torna sua entrevista
mais louvável ainda. Os
candidatos à Presidência da República que se espelhem
nos conselhos do senhor Michael Bailey, da Oxfam. Não basta dar
comida para acabar com a fome, é preciso dar oportunidade para
plantar.
Luiz Felipe de Alencastro foi muito feliz em sua abordagem ("O Brasil
dá as caras", Ponto de vista, 22 de maio). Realmente a sociedade
brasileira começa a mostrar sua face, miscigenada, reconhecendo
o multiculturalismo, que no decorrer dos anos a vem permeando, o que a
torna tão fascinante e envolvente.
A capacidade dos chineses para impressionar o mundo é diretamente
proporcional ao tamanho de sua população. É um absurdo
que um número cada vez maior de chineses se submeta a um tratamento
cirúrgico tão doloroso, colocando em risco a própria
saúde, com o único objetivo de ganhar uns centímetros
a mais ("Os chineses querem crescer", 22 de maio). Em
complementação à reportagem, devemos esclarecer que
a Metodologia de Ilizarov tem o Brasil como importante centro de referência
mundial, sendo utilizada por aproximadamente 500 especialistas em nosso
país. O método requer para seu bom êxito equipe multidisciplinar,
que envolve, além do cirurgião especialista, um psicólogo
e um fisioterapeuta, prevendo e aconselhando ainda a participação
familiar antes, durante e após o tratamento. Os alongamentos, desde
que bem orientados, não requerem permanência prolongada no
leito nem são acompanhados de dores atrozes. Ao contrário,
necessitam, para que se consiga resultado satisfatório, deambulação
precoce e retomada o mais breve possível das funções
habituais. Além dos alongamentos estéticos aceitos com ressalvas,
o método tem particular indicação nas malformações
congênitas do aparelho locomotor, nas infecções ósseas
crônicas, nas grandes perdas ósseas, nas seqüelas de
infecções articulares e nas consolidações
ausentes ou retardadas.
Cumprimentamos VEJA pelo brilhantismo da reportagem "A pátria de
dieta" (22 de maio). Porém, gostaríamos de comentar duas
das catorze sugestões: 1) Alimentos com teores de sal adicionais
retêm líquido e comprometem o controle do peso, bem como
a desintoxicação orgânica, imprescindível à
fisiologia celular saudável. Um molho com cebola, alho, limão,
azeite e bem pouco sal batidos no liquidificador provê sabor suficiente
para "devorar legumes e verduras insossos". Sendo ingredientes absolutamente
naturais e sem aditivos industrializados, com o tempo asseguram a naturalização
do paladar e a apreciação por esse tipo de alimento. 2)
Refrigerantes light ou café descafeinado, indicados "quando houver
fome de doce", podem ser substituídos com vantagem por frutas passa:
uva, banana, figo, tâmara. Sua elevada concentração
de frutose e fibras faz com que a vontade "passe" imediatamente, com o
benefício de acalmar a consciência e desenvolver gosto pelas
frutas, em vez de produtos industrializados.
A respeito da reportagem "Os gatunos dão o tom do mercado" (22
de maio), gostaria de dizer que possuo perto de 1.000
discos e me recuso a adquirir qualquer material pirata, pois sou colecionador,
respeito o trabalho dos artistas e concordo com a perseguição
e a punição aos falsificadores. Contudo, os artistas se
esquecem, com raras exceções, de questionar o preço
extorsivo com que seus produtos chegam ao mercado. O cidadão comum,
cuja relação com o disco é meramente de consumo,
recusa-se a pagar valores que, muitas vezes, ultrapassam 30 reais. O curioso
é que alguns artistas conseguem vender seu trabalho por 9,90 reais
em bancas de jornais e há selos independentes, que representam
artistas nacionais e estrangeiros, que vendem seus discos por menos de
16 reais. Enquanto existir essa sede alucinada de lucros fenomenais, haverá,
na mesma intensidade, quem queira faturar à custa da burrice dos
artistas e das grandes gravadoras.
Será que chegará o dia em que israelenses e palestinos conviverão
pacificamente? Espero presenciar esse momento mágico. O dia em
que as autoridades de ambos os lados abrirem mão das desavenças
pessoais e perceberem que a harmonia entre seus povos é o que realmente
importa, aí, sim, poderá ser consolidado o acordo de paz
mais esperado pela comunidade mundial ("Encurralados em Belém",
22 de maio).
VEJA publicou minha carta que apontava o erro relativo à Escócia
para denegrir mais uma vez meu país e torná-lo subserviente
à Inglaterra ("A Escócia é um país?", Cartas,
15 de maio). A resposta de que essa confusão se deve em parte à
tradição brasileira é absurda. Eu gostaria de ver
sua resposta se o Washington Post escrevesse que o espanhol era
falado no Brasil simplesmente porque é parte da tradição
americana pensar dessa forma. VEJA cometeu erro factual quando afirmou
que a decisão sobre impostos partiu de Londres. O Parlamento escocês
tem poderes para alterar a taxa de imposto de renda em 3% tanto acima
quanto abaixo da taxa-padrão da Grã-Bretanha. O governo
escocês possui amplos poderes. No entanto, ao ler o artigo, temos
a impressão de que o Parlamento escocês não tem poder
algum.
O senhor Sorrell é o marido que todas as mulheres gostariam de
ter: competente, inteligente, esperto, rico, boa aparência e, o
mais importante, nunca está em casa para encher a esposa (Amarelas,
8 de maio).
Enquanto meu filho ainda dormia, recebi o primeiro presente do Dia das
Mães: o ensaio "Copa do Mundo: prós e contras" (15 de maio).
Tanta lucidez, sensibilidade e beleza o texto encerra que até parece
que foi de propósito para presentear as mães. Adorei! Comecei
aquele dia especial com o coração feliz.
Há
uma pequena incorreção no texto publicado na reportagem
"O que eles temem em Lula" (22 de maio). O texto diz: "...mas criar barreiras,
como uma quarentena, para que esse investimento de curto prazo não
saia do país tão facilmente". O correto seria: "...mas
criar barreiras, como uma quarentena, para que esse investimento de curto
prazo não entre no país tão facilmente".
Com efeito, barreiras à entrada de capitais no país são
instrumentos que não rompem contratos preexistentes, enquanto entraves
à saída de capitais em geral modificam contratos, pois,
por exemplo, impedem a saída de quem entrou podendo sair, ou ainda
proíbem um residente de fazer algo que poderia. Dessa forma, barreiras
à saída de capitais não devem ser usadas.
Atendendo
a orientação do Banco Central, apenas baixei portaria nomeando
uma comissão do mais alto nível moral para privatizar o
Banco Agrimisa. Nada mais fiz. Ao responder ao senhor Mário Genival
Tourinho (Cartas, 22 de maio), quanto à sentença do STJ,
espero que seja revista, tendo em vista recursos cabíveis apresentados
pelo meu advogado e pelos da MGI e do Estado de Minas Gerais, em que estão
demonstrados os equívocos que causarão vultosos prejuízos
ao Estado de Minas Gerais, se mantida aquela decisão. Reconhecer
o erro é uma ação magnânima. Eu, pessoalmente,
reconheço que errei. Quando deputado federal, fui ao STE interceder
para soltar e não cassar o senhor Genival Tourinho. Novamente errei
quando trouxe em um carro ote;veis apresentados
pelo meu advogado e pelos da MGI e do Estado de Minas Gerais, em que estão
demonstrados os equívocos que causarão vultosos prejuízos
ao Estado de Minas Gerais, se mantida aquela decisão. Reconhecer
o erro é uma ação magnânima. Eu, pessoalmente,
reconheço que errei. Quando deputado federal, fui ao STE interceder
para soltar e não cassar o senhor Genival Tourinho. Novamente errei
quando trouxe em um carro o senhor Genival Tourinho, do Supremo até
a Câmara dos Deputados.
Brilhante
e oportuna a matéria "Manual de caça ao corrupto" (Guia,
22 de maio). Sem dúvida, a imprensa de grande porte é o
meio mais rápido para que possamos atingir nosso objetivo, colocando
os corruptos em seus devidos lugares.
Pedro Bial
é, de fato, um gato. Sou fã de carteirinha do jornalista,
mas acho um desperdício tê-lo como apresentador de um programa
tão sem graça como o Big Brother Brasil. Ele deveria
voltar a fazer reportagens instigantes, inteligentes e sensíveis,
marcadas também, claro, por seu charme e carisma. Quem é
que não se lembra do bonitão narrando a queda do Muro de
Berlim ou o impeachment do presidente Collor? Até hoje me emociono
ao ver suas reportagens gravadas em vídeos que tenho em casa. Bial,
largue o Big Brother e vá correr o mundo, para delírio
de suas fãs! ("Big Bial", 22 de maio)
A Unidade
de Negócios da Petrobras de Exploração e Produção
da Bacia do Solimões (UN-BSOL) cumprimenta a revista VEJA pela
edição especial "O Brasil que já é Primeiro
Mundo". Iniciativas como essa enchem o brasileiro de orgulho e são
um estímulo para novas conquistas. A UN-BSOL, como unidade da Petrobras
para a produção do gás de Urucu, no Amazonas, sente-se
honrada em ter suas atividades citadas como exemplo de ação
sustentável de desenvolvimento em uma região tão
sensível como a Amazônia.
Arc, se
não entendes como funciona o Brasil, és um privilegiado,
porque eu não entendo como funciona o mundo! ("Arc e as oposições
políticas", 22 de maio)
CORREÇÕES:
Luiza Erundina não foi a primeira pessoa do Partido dos Trabalhadores
a ser eleita para um cargo executivo, como diz a reportagem "O
que eles temem em Lula" (22 de maio). Em 1985, Maria Luiza
Fontenelle foi eleita prefeita de Fortaleza.
|
|
|