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Panorama
"Não como mais nenhum bicho" O cantor baiano Luiz Caldas ficou famoso nos anos 80 com hits como Tieta e Fricote (Nega do Cabelo Duro). Depois de anos de ostracismo, ele quer voltar ao estrelato. Para isso, tem uma estratégia mirabolante
Em que estilos você compôs? Dois álbuns são de MPB. Os outros se dividem em forró, rock, axé, frevo, samba, violão instrumental, romântico e tem até um cantado em tupi.
Você fala tupi? Não, usei um dicionário. Tem uma canção que diz: "Uicócatú oan, ueçarai recé umongarú opab", que significa "Viver bem, não esquecer de alimentar tudo".
Quando os álbuns chegarão às lojas? Na verdade, vou lançar primeiro as músicas na internet. O público poderá comprá-las em meu site, por 2 reais cada uma. Você ainda se maquia e faz shows descalço? Ainda pinto os olhos, mas sem extravagância. E, por incrível que pareça, agora uso tênis. Foi um golpezinho de marketing, para dar uma mexida legal.
Dizem que a bebida atrapalhou sua carreira. É verdade? Prejudicou a parte física. Eu bebia de tudo. Começava com uma cerveja ao acordar. Agora estou bem.
E drogas? Nunca tive esse problema. Só fumei maconha, mas também parei. Vivo com a mesma mulher há trinta anos, tenho três filhos, uma neta, pratico ioga e não como mais nenhum bicho, nem o camarão do acarajé.
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