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Edição 2110

29 de abril de 2009
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Michel Temer (Entrevista) - 66
Farra aérea dos políticos - 38
MST - 25
Genética (capa) - 20
Favelas muradas - 14

Genética

A reportagem "Genética não é espelho" (22 de abril) ficou incrível! Sempre admirei os mistérios que envolvem a genética e por isso vou prestar neste ano vestibular para biomedicina! Espero que um dia possa fazer parte do grupo de pesquisadores que deram base a essa reportagem! Parabéns!
Marina Silveira Batista
Estudante
Tubarão, SC

Como clínico, valorizo muito os antecedentes familiares. A reportagem "Genética não é espelho" mostra como a medicina está abrindo novos e largos caminhos para o futuro. Chegamos à conclusão de que o patrimônio genético é fundamental e decisivo para o desenvolvimento das características somáticas e, em menor grau, dos distúrbios psíquicos. Uma nova era começou.
Joaquim P. Martins
Nefrologista
João Pessoa, PB

Valorizar apenas a genética, principalmente no caso de gêmeos, é descartar ou mesmo negar a complexa "rede de relações" em que o sujeito se encontra imerso durante toda a sua vida, uma rede formada pela cultura do indivíduo, pelo seu grupo social, por sua religião, entre outros fatores. Além disso, a família – o mesmo pai, a mesma mãe, por exemplo – pode se relacionar das mais distintas formas com os mesmos filhos. Não haveria nenhuma carga genética que pudesse dar conta dessa maravilhosa complexidade que são as redes de relações humanas e a unicidade do ser humano.
Larissa N.R. Elmôr
Fonoaudióloga
Ribeirão Preto, SP

 

"Como pesquisador na área, fico muito feliz de ver os últimos e excitantes achados da ciência chegando ao público de forma tão bem apresentada e ilustrada. Fascinante reportagem!"
Marcelo Távora Mira
Professor adjunto do programa de pós-graduação em ciências da saúde da Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Curitiba, PR

Lailson Santos
Saudáveis na terceira idade
O casal Daphnis de Lauro (84 anos) e Esther Citti (80 anos), que não tem doenças relacionadas ao envelhecimento, deve integrar um banco genético com amostras de DNA de idosos cheios de saúde


Michel Temer

Não concordo com o raciocínio do deputado Michel Temer (Amarelas, 22 de abril) quando ele diz ser vital separar os "equívocos" de A, B ou C do comportamento correto da maioria dos parlamentares. É sabido que na política brasileira prevalecem os equívocos e o comportamento correto só de uns poucos. É preciso, assim, preservar a instituição dos erros de muitos, e não de poucos. A população espera por mudanças. Ninguém suporta mais tanta falcatrua.
Geraldo Magela Lino de Brito
Recife, PE

O deputado Michel Temer deve ter se enganado. Naquela modesta relação em que mostra que A, B ou C cometem aquilo que eufemisticamente ele chama de equívocos, poderia incluir o restante do alfabeto. E ainda faltariam letras.
Carlos Bruni Fernandes
São Paulo, SP

Após a publicação da entrevista do nobre deputado Michel Temer, a imprensa noticiou que ele também usou as passagens aéreas dadas pela Câmara para levar parentes numa viagem de férias à Bahia, em 2008. Se a questão é a falta de clareza da ordem jurídica da Câmara em considerar ilegal ou não essa farra, como alegado na entrevista, por que não se consultou a vigente Constituição Federal para observar que, além da legalidade, se devem respeitar outros princípios como, por exemplo, o da moralidade no trato da coisa pública? É chegada a hora de os legisladores buscarem a legalidade e a moralidade não apenas nos discursos, mas em suas atitudes, para que possam reconquistar o respeito da sociedade brasileira.
Gabriel Fernandes Angelo
Paulista, PE

As declarações do senhor Michel Temer me deixaram indignada. Só cego não enxerga que há falta de ética, moral e decência em nosso meio político. Infelizmente, não vejo solução para os abusos cometidos por nossos parlamentares.
Simone I.V. de Santana
Resende, RJ

O deputado Temer tenta diminuir as acusações do senador Jarbas Vasconcelos classificando-as de genéricas. Genérico é o PMDB, um partido sem identidade, sem programa e sem moral. Genéricas, generalizadas, temerárias e notórias são as formas como a corrupção, o patrimonialismo e a promiscuidade dos peemedebistas com o Erário já vinham perdendo a capacidade de nos chocar. Genéricas são as palavras proferidas pelo senhor Temer nas Páginas Amarelas de VEJA, que de tão genéricas poderiam ter sido ditas a qualquer tempo por qualquer um dos "Paraguaçus" que com ele esbarram no Congresso.
Guilherme Cavalcanti
Recife, PE

 

Farra aérea dos políticos

Oh, deputado... Oh, senador... Como é incrível vossa capacidade de tornar o público privado ("Virou agência de viagem", 22 de abril). Tenham pena do nosso país. Deixem de pilantragem e sejam apenas deputados e senadores.
Ricardo Souza da Silva
Campo Grande, MS

Já que nossos ilustres deputados e senadores gostam de viajar, levando familiares e amigos, à nossa custa, acho-me no direito de sugerir alguns roteiros aos nobres congressistas: cruzeiro pela costa da Somália, com direito a abordagem de piratas de verdade; city tour pela Faixa de Gaza, de preferência quando o Exército de Israel estiver atacando; visita aos campos de refugiados em vários países da África, com hospedagem e alimentação nos próprios campos; passeio pelo Iraque e pelo Afeganistão, com direito a homens-bomba e a uma pequena batalha com soldados do Tio Sam. Ah, um pequeno e importante detalhe: todas as passagens serão somente de ida!
Josué Luiz Hentz
São João da Boa Vista, SP

 

MST

Li com preocupação a reportagem "Abatido pelo radicalismo" (22 de abril). Mais uma vez o MST fez valer métodos revolucionários para atingir seus objetivos. Maior preocupação veio com a mensagem de desesperança do promotor de Justiça Gilberto Thums, que não teve o respaldo da administração pública para dar continuidade ao seu trabalho. A administração pública, estadual e federal, está deixando o "ovo da serpente" crescer! Vamos ver passivamente isso acontecer?
Ricardo Junghans
Curitiba, PR

Parabéns, senhor Gilberto Thums, pelo trabalho realizado no Rio Grande do Sul. É uma vergonha para um país como o Brasil deparar com a afirmação: "Cansei. Esta luta não pode ser apenas minha". Ninguém que paga seus impostos e que trabalha para que os filhos tenham melhor educação pode ficar de braços cruzados diante de tantas barbaridades causadas por esse movimento que se diz social.
Adriana Aparecida Pinto
Maringá, PR

 

Peter Löscher

"É fundamental praticar negócio limpo, o tempo todo, em todos os lugares. Não se podem tolerar negócios obscuros. O desempenho não é contraditório com a ética." Essas palavras do austríaco Peter Löscher, presidente da Siemens ("Punimos 1400 por má conduta", 22 de abril), deveriam ser a principal regra de conduta dos homens que ocupam instituições públicas e privadas, que recebem dinheiro público no Brasil. Não existe palavra mais elucidativa para classificar tanto escândalo com a coisa pública: intolerável. O hábito atávico de levar vantagem é cultural no Brasil. As pessoas reclamam, dizem-se ultrajadas, mas é comum ouvir o seguinte comentário sobre atos de corrupção: "Se eu tivesse oportunidade, também faria o mesmo". Quando a ética e a civilidade se popularizarão neste país?
Isabel Albuquerque
Fortaleza, CE

 

Favelas muradas

O escritor português José Saramago criticou a construção de muros nas favelas. Convide esse senhor a se mudar da ilha paradisíaca onde mora para a favela do Alemão. Ele vai adorar.
Jorge Manuel Português
Rio de Janeiro, RJ

 

Maranhão

Depois de quarenta anos de atraso com a oligarquia Sarney, o Maranhão conseguiu finalmente se libertar em 2007. Com essa decisão pela cassação de Jackson Lago, vemos que o Brasil é um país de poucos (Datas, 22 de abril).
Isabela Crema Tavares
Imperatriz, MA

 

Piratas da Somália

O mundo ocidental fechou os olhos para o Afeganistão e a Somália, e agora está pagando o preço de sua omissão. No primeiro caso, a fatura chegou em 11 de setembro de 2001, e uma permanente nuvem de insegurança após esse dia paira sobre o Ocidente e seus aliados. No caso da Somália, a fatura chegou há dois anos, com a intensificação da pirataria na costa leste da África, afetando o comércio marítimo mundial ("A nova era da pirataria", 22 de abril).
James Bispo da Conceição
Guarulhos, SP

 

Susan Boyle

A escocesa Susan Boyle ("Todo mundo quer chorar com Susan", Gente, 22 de abril) provou ao mundo, de forma emocionante e surpreendente, que a verdadeira beleza é invisível aos olhos.
Carmelia Prates
Rio de Janeiro, RJ

 

Fernando Lugo

Depois de ficarmos sabendo da paternidade reconhecida pelo presidente Fernando Lugo, ainda como membro da Igreja Católica (Veja Essa, 22 de abril), nos é permitido fazer a pergunta: no Paraguai até o bispo é falso?
Humberto Domingos Pastore
São Caetano do Sul, SP

 

Roberto Pompeu de Toledo

O jornalista Roberto Pompeu de Toledo mostrou aos leitores um ponto de vista mais humano em relação à decisão do jogador Adriano ("De volta ao lar", 22 de abril). A tendência geral a lhe atribuir "distúrbios psíquicos" para justificar sua decisão de deixar o futebol, além de calar o sofrimento de Adriano, tenta nos convencer de que a lógica do dinheiro, do sucesso e da juventude é irrefutável, e quem a ela escapa, como o jogador em questão, deve ter problemas de saúde. É quase inconcebível à maioria que alguém realmente possa querer voltar às suas raízes familiares, humildes, ao lugar encravado em sua "memória afetiva", onde sentiu os primeiros cheiros e ouviu os primeiros sons, como bem apontou Toledo. Parabenizo o autor pela sensibilidade, assim como Adriano pela coragem.
Marina Vahle
Psicóloga
Aracaju, SE

 

Maílson da Nóbrega

Muito oportuno o debate proposto por Maíl-son da Nóbrega, em seu artigo "É hora de privatizar o Banco do Brasil?" (22 de abril). Por que não estender a questão para outras estatais que também atuem em áreas em que não existam falhas de mercado que exijam que permaneçam estatais? O setor privado brasileiro prova-se cada vez mais competitivo, pujante e meritocrático, enquanto o setor público, salvo raríssimas exceções, está cada vez mais ineficiente, burocrático, inchado e improdutivo. Por que não se espelhar nos exemplos bem-sucedidos de Vale, Usiminas, CSN e transferir a gestão de outras empresas públicas ao setor privado, utilizando os impostos criados por elas para investimentos em saúde, educação e segurança pública? Espero que o articulista esteja errado quando diz que "a mudança mental requer tempo, talvez mais de uma geração", e que as ondas de privatização recomecem o mais breve possível no Brasil.
Eduardo Ledoux Gava
Joinville, SC

 

Correção: o avô materno, e não o paterno, do empresário Marcelo Rodrigues Afonso sofria com o alcoolismo ("Genética não é espelho", 22 de abril).

 

 



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