Lauro Jardim
Chico Caruso/O Globo
E no domingão do Rubão,
a nova dupla
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Shumaquinho e Shumakão
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ECONOMIA
Roendo as unhas
A decisão sobre a criação
da AmBev fará uma tremenda e, até agora desconhecida,
diferença nos cofres de alguns empresários.
Se o Cade vetar a fusão Brahma/Antarctica, fabricantes
de Coca-Cola donos de participação na Kaiser
poderão embolsar 400 milhões de reais. Mas,
se o governo aprovar a AmBev sem muitas restrições
(a hipótese mais provável, aliás),
esse valor cai para 250 milhões de reais. Esse é
o teor das duas propostas que a Heineken botou diante dos
engarrafadores da Coca para comprar 38% dos 80% que eles
possuem na Kaiser.
Deixa para lá
É forte a pressão
dos escalões superiores da Aeronáutica para
que a Infraero faça corpo mole na cobrança
das dívidas das empresas aéreas com a estatal.
São débitos de 570 milhões de reais.
Ah, como é bom dever ao governo...
O chuchu da vez
De tempo em tempo, os governos elegem
alguns vilões para a inflação. Nos
anos 70, até o inofensivo e insípido chuchu
foi responsabilizado pela elevação do custo
de vida. Agora, o governo andou fazendo uns cálculos
e descobriu que a energia elétrica foi sozinha a
responsável por 7% dos 17% de inflação
medida pelo IGP-M nos últimos doze meses.
Ligação complicada
A participação societária
do Opportunity na Telemar voltou para a alça de mira
do presidente da Anatel, Renato Guerreiro. Ele quer que
o banco de Daniel Dantas bata as asas e saia dali. ou
da Tele Centro Sul. Ou uma ou outra.
De saída
A Previ está estudando a
melhor forma de fazer seu desembarque da Bombril, empresa
da qual possui 19% do capital total. Considera que é
heterodoxo demais para seu gosto o tratamento que a Bombril
dá aos acionistas minoritários.
Sem pressa
A privatização do
Banespa está emperrada na Justiça desde fevereiro.
Um banqueiro de investimento que conhece a cabeça
e o cofre de seus colegas tem certeza de que Bradesco, Unibanco
e Itaú estão adorando essa história.
O Banespa vai sair caro e, para a banca nacional, quanto
mais tempo passar, melhor para conseguir mais liquidez para
a disputa.
Idéia fixa
O canto de sereia da internet fez
o chefe do escritório do J.P. Morgan no Brasil, Leonardo
Corrêa, largar a instituição. Ele está
virando sócio do Banco Pactual, com a missão
de olhar exclusivamente para o pote de ouro da Nova Economia.
POLÍTICA
Mosca azul
Para quem ainda tem dúvida,
não custa repetir: Pedro Malan é, sim, candidato
a presidente embora ainda continue tendo crises de urticária
sempre que lhe perguntam sobre o assunto.
Laços de ternura
O eterno líder do PC do B,
João Amazonas, está com a popularidade lá
no alto. Não no Brasil, na Albânia. Na semana
passada, o embaixador Paulo Tarso Fecha de Lima foi ao país
apresentar suas credenciais (ele é embaixador na
Itália e na Albânia), e a cúpula do
governo albanês não se cansava de pedir informações
sobre o velho comunista. Pelo menos lá, Amazonas
teve seu dia de Pelé.
GOVERNO
O rei da verba
Tem gente na Petrobras irritadíssima
com o secretário da Comunicação, Andrea
Matarazzo, que tem mandado e desmandado nas verbas publicitárias
da estatal. O mais recente motivo de mal-estar foi a imposição
de Matarazzo de destinar 2 milhões de reais do dinheirinho
da Petrobras a uma festa cívica em Brasília,
incluída na comemoração dos 500 anos
do Descobrimento.
FUTEBOL
Campo minado
O incansável lobby da CBF
para barrar a instalação da CPI da Nike, que
investigaria o contrato entre a entidade e a empresa americana,
já teve acolhida melhor na Câmara. Na semana
passada, o PT proibiu que seus deputados participassem de
uma pelada entre parlamentares, marcada para o campo de
futebol da mansão da CBF em Brasília.
CINEMA
A volta da morta-viva
A ressurreição da
Embrafilme foi o assunto de uma reunião realizada
na semana passada, com ares de sigilo, na sede do Ministério
da Cultura no Rio. Estavam lá os produtores Luiz
Carlos Barreto e Anibal Massaini, o ministro Francisco Weffort
e o secretário do Audiovisual, José Álvaro
Moisés. Todos pareciam animados com a possibilidade
da volta aos bons tempos da velha Embra, quando sobrava
dinheiro para as fitas nacionais e não havia tanta
implicância com prestações de conta...
Aos
piratas, com carinho
AP
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Coelho:
dedicatória em edição pirata
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Paulo Coelho
participará em maio das noites de autógrafo
mais esquisitas de sua vida. Serão no Irã,
onde ele também é um formidável
fenômeno editorial. O país é o único,
além do Brasil, no qual todos os livros do escritor
foram lançados. Até aí, nada de
mais. O problema é que todas as edições
de O Alquimista, O Diário de um Mago e
companhia são piratas. Ou seja, são livros
pelos quais ele não recebe um centavo sequer.
Coelho aceitou um convite do presidente Mohammed Khatami
para conhecer o país. |
Colaborou
Marcelo Camacho