Edição 1 642 - 29/3/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Franceses reconstroem castelo medieval
Começam as eliminatórias para a Copa de 2002
Boeing e Airbus disputam mercado de jatos executivos
Ilha do Mel, um paraíso no litoral paranaense
Os novos suplementos nutricionais
Vida melhora nos municípios que viviam das estatais
Os robôs que viram bichos de estimação
Os cinqüenta anos da lista dos mais procurados do FBI
Cores fortes tentam desbancar o preto no inverno
As falhas no combate às doenças hereditárias
Naves procuram os limites do sistema solar
Motorola vai destruir satélites do Iridium
Compra de ações é a nova estratégia do Greenpeace
Aquecimento altera geografia e fauna da Antártica
Metade das cidades brasileiras depende do INSS
Paulo Zulu, o gatão de meia-idade
As extravagâncias dos hotéis seis-estrelas
A geopolítica da nova economia
Micos-leões-dourados lotam reservas ambientais
A recuperação das faculdades reprovadas no Provão
As páginas das celebridades mortas
BMW lança lambreta com capota
Melhora a vida dos portadores de síndrome de Down
O drama de quem espera pelo transplante de fígado
O papa na Terra Santa
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Lista de mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Ela tem até capota

Lambretas se modernizam e a BMW entra na disputa entre as motos de baixa cilindrada

 
AFP BMW C1, com teto de vidro: cinto de segurança numa moto de 125 cc e preço de 20 000 reais

Nos anos 60, elas faziam sucesso entre os jovens rebeldes. Quarenta anos depois, as lambretas foram rebatizadas como scooters, ganharam cara nova e retornam com força total. Em 1994, apenas 10.000 dessas motos saíram das fábricas para as garagens dos brasileiros. No ano passado, foram vendidas mais de 88.000 unidades em todo o país e as estimativas do mercado indicam mais de 100.000 para este ano. Tamanho crescimento tem levado os fabricantes a uma verdadeira corrida pela modernização de suas motonetas. As novidades incluem linhas arredondadas, partida elétrica, freio a disco e câmbio automático. Nada, porém, que se compare ao moderníssimo modelo que a BMW venderá a partir de abril na Europa. De tão inovadora, a scooter C1, de 125 cilindradas, mais parece um veículo híbrido. Tem uma cabine protetora de vidro de alta resistência e cinto de segurança. De comum com as demais scooters só mesmo as duas rodas e a plataforma de apoio para os pés, a característica mais marcante desse tipo de moto. Projetada no início dos anos 90 como protótipo, a C1 deve aportar no Brasil no começo do ano que vem. Só é preciso preparar o bolso para uma facada de 20.000 reais, cinco vezes mais que uma scooter comum. "É um modelo caro, mas marca definitivamente nossa entrada numa categoria da qual não podemos ficar de fora", diz José Carlos Tadeu, gerente de motos da BMW do Brasil.

 
PRIMA Kasinski Prima, a brasileira: desenho que lembra um besouro por 3550 reais

A conclusão do executivo da BMW é compreensível. O mercado nacional de motonetas está numa ebulição nunca antes vista, nem mesmo na época em que a Vespa foi relançada. Com quase uma dezena de modelos nacionais e importados à venda, o perfil dos pilotos dessas máquinas também vem se ampliando. "Atualmente, não é apenas a garotada que anda de scooter. Muitas mulheres e jovens executivos estão optando por essa ágil e econômica opção de transporte", diz o gerente executivo da Associação Brasileira de Ciclomotores, Franklin de Mello Neto. Dados da Kasinski, a única empresa nacional a produzir esse tipo de motoneta, confirmam a informação. De cada dez scooters vendidas pela montadora brasileira, três são adquiridas por mulheres. A Kasinski está lançando, na próxima semana, a Prima, de 50 cilindradas, que chegará às lojas por 3.550 reais. De frente, devido aos dois faróis, ela tem a aparência de um besouro. Os pneus também são mais largos que os encontrados na maioria das concorrentes. O crescimento do mercado é tanto que já existem oito fabricantes atuando no país. A liderança absoluta está com a Honda. O modelo Biz, de 100 cilindradas, custa 2.800 reais e vendeu 72.500 unidades no ano passado, o que representa mais de 82% de todas as scooters comercializadas no período. Correndo por fora, a Kasinski vendeu 1.900 dessas pequenas motos no ano passado, mas iniciou o ano com aumento de 100% na produção. "Em menos de um ano no mercado, passamos de 300 para 600 unidades fabricadas por mês", comemora o diretor comercial da empresa, Rogério Scialo. Os fabricantes acreditam que o preço convidativo, a facilidade de pilotar e a agilidade no caótico trânsito brasileiro devem consolidar as scooters no país. É esperar para ver.