Amigo cibernético
Japoneses criam bicharocos eletrônicos
para substituir os animais de estimação
AP
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Caravela e peixe
robôs: sensores evitam trombadas
com o vidro
do aquário e
com os peixes de verdade
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Quem achava o Tamagotchi uma bobagem tecnológica
não perde por esperar. Aquele bicho de estimação
virtual que implorava por atenção e virou
febre no Brasil há três anos está sendo
sucedido por uma verdadeira fauna de animais cibernéticos.
Cachorros, gatos, peixes, caranguejos e até águas-vivas
feitos de plástico e metal foram a grande atração
da Feira de Brinquedos de Tóquio, que terminou na
semana passada. Há também versões mais
sofisticadas do antigo Tamagotchi. A maioria dos produtos
expostos deve estar à venda nas lojas japonesas no
segundo semestre, por preços que variam de 20 a 500
dólares. Dali, devem ganhar o mundo. "Os robôs
não são mais ficção científica",
diz Tetsuji Kawakami, do departamento de pesquisa da fábrica
de brinquedos Takara.
AFP
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Patata, protótipo
de cachorro eletrônico
da Bandai: reage à voz
com expressões faciais
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A equipe de Kawakami desenvolveu o grupo de bichos artificiais
que se tornaram a sensação da feira. Batizados
com o nome de Aquaroid Fish, comportam-se com desenvoltura
em ambientes aquáticos e podem conviver com animais
de verdade. O peixe artificial é dotado de barbatanas
movidas a energia solar e tem um cérebro computadorizado
que, auxiliado por sensores, evita colisões com as
paredes do aquário ou com companheiros de carne e
espinha. Há caravelas eletrônicas que flutuam
balançando seus tentáculos de mentira e lagostas
e caranguejos que se movem pelo fundo dos aquários.
O preço de cada um é 140 dólares. Um
único porém está no quesito beleza:
a maioria dos Aquaroids são muito feios.
Reuters
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AFP
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Chibi Botto, neto dos Tamagotchi:
custa 20 dólares
e mexe as pernas quando
alguém bate em sua cabeça
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Gato BN-1, de 470 dólares:
movimentos parecidos aos de um felino de verdade
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Na geração atual de bichos robôs há
vários sucessores do Aibo, o cachorro criado pela
Sony. Em junho do ano passado, ele encantou ao responder
a comandos de voz e até abanar o rabo. O sucesso
foi fulminante. A Sony vendeu em poucos dias, por 2.500
dólares, as 5.000 unidades
produzidas. Hoje, há protótipos de cães
capazes de sorrir e uma série de bichos que fazem
coisas parecidas a preços bem mais acessíveis
que o do Aibo. É o caso dos gatos BN-1, que têm
movimentos similares aos dos felinos e custarão 470
dólares. "Eles nos dão a sensação
de estarmos brincando com animais de verdade", exagera Hiroshi
Matsumoto, da empresa ToyBox. "Os gatos, por exemplo, podem
até miar." A ToyBox promete para breve a primeira
versão mutante desses robôs. Será um
ser metade gato e metade cachorro movido a chip e sensores
eletrônicos. O que significa exatamente ainda não
se sabe. Talvez uma máquina capaz de miar e latir.