Edição 1 642 - 29/3/2000

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"Uns têm coragem de buscar a felicidade e recomeçar, enquanto outros permanecem submersos num casamento fracassado."

Renata Neves
Cuiabá, MT

 

Separação

Para as mulheres, casamento é uma relação de amor. Para os homens, é constituir família. Porém, todos se esquecem de que para constituir uma família de valores e respeito mútuo tem de haver amor ("Até que o casamento os separe", 22 de março).
Marcos Ferrer Lima
Mauá, SP

Sobre o relacionamento de nove anos com meu ex-marido, declarei que não tive chance de exercer minha profissão pois as obrigações de mãe e dona-de-casa não me permitiam, e que havia pouco diálogo, mas não faltava sexo. Disse ainda que tivemos uma separação harmoniosa, com entendimento de ambos, tanto que até hoje ainda o considero meu melhor amigo.
Ana Célia Gouveia
Recife, PE

Fico envergonhado ao ver que as pessoas atualmente preferem colocar a culpa de seus erros na natureza. Os homens dizem que são infiéis porque isso faz parte da essência do macho. As mulheres falam que são interesseiras porque essa é a essência feminina. Gente, cadê o raciocínio? Por que os casamentos fracassam? Fracassam porque faltam união e a consciência de que temos direitos iguais, sim, mas deveres iguais também.
Marcelo Pereira
marfp71@yahoo.com

 

David Landes

Mr. Landes está coberto de razão. Sou nordestina e estou ansiosa para me livrar de paulistanos que votam em Pitta, de Nicéa Pitta, dos skinheads e de todos os neonazistas do sul do Brasil. Também do narcotráfico e da falta de ética dos cariocas. Assim serei feliz! Prosperidade caminha com ética e estética. Faltam ambos no sul do Brasil. Sobram no Nordeste (Amarelas, 22 de março).
Maria da Graça Rodrigues
Salvador, BA

 

São Paulo

Gostaria de poder contar com um empréstimo do empresário Jorge Yunes. Contam a meu favor o fato de nunca ter dado calote em alguém, não ser político e muito menos casado ("Retrato de uma família estilhaçada", 22 de março).
Renato Pinto
São Paulo, SP

Se Pitta traiu Nicéa ou não, se foi bom pai ou não, problema dele. Agora, se roubou, ou consentiu que roubassem, vai ter de se explicar. E devolver centavo a centavo. O que não é possível, à luz da Constituição, é aproveitar o momento para expor a intimidade de uma família em ruínas. Vamos com calma.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Advogado
Recife, PE

 

Televisão

O Louro José não é palmeirense, e sim corintiano ("Dá o pé, louro...", 22 de março).
Fernando Luna de Campos
Cotia, SP

 

Gente

É um absurdo o desrespeito de VEJA referindo-se à soprano Charlotte Church como "aquela que berra com Agnaldo Rayol" (Gente, 22 de março).
Vilma Meneghetti
Campinas, SP

 

História

O que foi revelado de tão novo na reportagem "Preconceito oficial"? O fato de que diplomatas brasileiros de menor importância eram anti-semitas? Não há dúvida de que havia vários anti-semitas notórios no Império, na República Velha e no governo Vargas. Repetir frases revoltantes dessas figuras ou "pesquisar" aqui e acolá novos textos chocantes é muito fácil e de efeito sempre garantido. Difícil é partir da simples coleta da amostragem e escrever história. A história que a senhora Tucci Carneiro oculta é que nenhum país do mundo recebia imigrantes livremente, e o Brasil, apesar das restrições, foi a segunda nação que mais acolheu judeus de 1938 a 1942, enquanto Oswaldo Aranha era chanceler. Para alcançar os quinze minutos de fama que sua abalada reputação acadêmica não lhe traz, a senhora Tucci Carneiro requenta periodicamente o intragável café frio do suposto "engodo" Oswaldo Aranha. Prefiro ficar com a conclusão de VEJA em 15 de abril de 1998: "Aranha foi acusado erradamente de cúmplice do holocausto ao recusar vistos de imigração para judeus" ("Preconceito oficial", 22 de março).
Pedro Corrêa do Lago
São Paulo, SP

 

 

 

Previ

Com referência à reportagem "A Previ dá as cartas" (15 de março), esclarecemos que, por ocasião da privatização da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), dois investidores adquiriram ações em quantidade suficiente para lhes garantir o direito de veto sobre decisões da empresa: CSN e Previ. Essa situação permanece inalterada. O direito exclusivo de veto nas decisões da CVRD e o valor das ações que a Previ detém na Vale encontram-se absolutamente preservados. A venda das ações da Itaúsa foi decisão unânime da diretoria, não tendo decorrido de atos ou recomendação isolada de qualquer dos diretores da instituição.
Luiz Tarquínio Sardinha Ferro,
Gilberto Audelino Correa,
José
Marques de Lima,
Arlindo Magno de Oliveira,
Henrique Pizzolato,
Vitor Paulo Camargo Gonçalves
Diretores da Previ
Rio de Janeiro, RJ

 

Não temos conhecimento de nenhum documento celebrado entre Previ, Bradesco e Opportunity, pelo qual a Previ "abriria mão do direito exclusivo de veto" na Companhia Vale do Rio Doce. Assim sendo, não poderíamos ter emitido parecer contrário à transação mencionada na referida reportagem.
Paulo Albert W. Vieira
Rio de Janeiro, RJ

 

Universidade

Há um ano corre no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) o processo sob o nº 819213470, requerendo nulidade administrativa sobre a utilização da marca Univer Cidade (de propriedade de W. Fenianos Editora Ltda.), por parte da instituição citada na reportagem. O único relacionamento que temos é uma ação na Justiça em que pedimos que nossa marca, respeitada entre escolas, professores e alunos, não seja maculada por uma instituição que parece não levar a sério a educação e a ética neste país ("Diploma na berlinda", 23 de fevereiro).
Eduardo Emílio Fenianos

Diretor
Curitiba, PR

 

Claudio de Moura Castro

É gratificante ler artigos como o de Claudio de Moura Castro (Ponto de vista, 22 de março). Faltou apenas que tivesse usado a tristemente famosa frase atribuída a De Gaulle "O Brasil não é um país sério" para explicar a razão de as favelas em sua grande maioria continuarem como guetos de cidadãos humildes, brasileiros segregados a uma existência indigna por falta de sensibilidade política de nossos dirigentes, infelizmente, voltados em sua grande maioria para a causa própria.
Expedito Justiniano de Noronha
ejustiniano@uol.com.br

 

Leão Lobo

VEJA mostrou mais uma vez sua competência jornalística na reportagem "Sai, Lobo Mau!" (22 de março). Limitou-se a relatar os fatos, sem criar polêmica, ao contrário desses fofoqueiros de plantão. Esses programas ultrapassam o limite da ética e do respeito, tanto com os artistas quanto conosco, telespectadores pensantes.
Renata Ferreira
Mauá, SP

CORREÇÃO: O crédito correto da foto publicada no índice referente à reportagem "Preconceito oficial" (22 de março) é Arquivo Lasar Segall.

 

 

 

Direto de

Numa entrevista a VEJA, o historiador americano David Landes disse que, se o Brasil se dividisse em dois, o Sul teria mais chances de ser desenvolvido.
O Fórum de Debates de VEJA perguntou aos leitores o que eles achavam dessa afirmação. Veja algumas opiniões:

Sou paraense e com certeza não trocaria meu açaí nem minha chuva das 2 da tarde por nenhuma região, mas seria bem melhor ter tudo isso aliado ao avanço tecnológico e às melhores condições de educação da Região Sul.
Cristina Ferraz
didaferraz@bol.com.br
Belém, PA

Concordo com o pessoal do Sul que quer separar-se. Gostaria muito que minha cidade, Ibitiara, localizada na Chapada Diamantina, na Bahia, se tornasse outro país, sem nenhum vínculo com o Brasil. É um lugar lindo, sem ladrão nem violência, tem um povo maravilhoso, clima delicioso, é tudo perfeito.
José Ewerton Santos Filho
Ibitiara, BA

Estou plenamente de acordo com o desdobramento do Brasil Sul. Sem revanchismo nem mágoa. Precisamos encarar a realidade. Só isso.
Olacir Pavarini
Marília, SP

Tenho a mais absoluta convicção de que nenhum brasileiro quer dividir seu país, mesmo sabendo que isso implicaria uma melhor condição de vida para este ou aquele. Tampouco sugeriríamos, por uma questão de educação, que os Estados Unidos fossem divididos.
Theobório Grando Júnior
grando@rondonet.com.br
Marechal Cândido Rondon, PR