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Edição 1 787 - 29 de janeiro de 2003
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"Se o presidente pretende mesmo reformar a Previdência, que o faça logo. Não tenha medo de ameaças nem ceda às pressões de privilegiados."
Gil Ribeiro Motta
Salvador, BA

 

Previdência social

Séria, competente e de profundidade a reportagem "Começou mal a reforma da Previdência" (22 de janeiro). Não há o que questionar sobre a necessidade urgente de mudanças pela raiz na previdência social brasileira – carregada de incoerências absurdas e marcada pela manutenção histórica de privilégios inaceitáveis e descabidos.
Ângela Luiza S. Bonacci
Pindamonhangaba, SP

Muito me orgulhou ler matéria sobre um assunto tão urgente em nosso país ser tratada de forma tão lúcida e direta. Espero que também seja inspiradora para os legisladores brasileiros, que terão o poder de corrigir tamanha injustiça para com o povo de nosso país. Acredito e espero que no Brasil todos sejam iguais perante a lei, em breve!
Kyosuke Siqueira Saito
São Paulo, SP

Quando recebi a revista, meu cachorro não tirava os olhos da figura do osso. Se fosse um osso de verdade, pelo seu instinto de cão, dificilmente o largaria, mesmo porque, em sua condição de cachorro, não conhece o artigo 5º da Constituição brasileira, que diz: "Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...", coisa que esses "senhores" que não querem largar o osso devem, pelo seu dever de ofício, conhecer de cor e salteado. Isso é democracia?
Lacordaire Constantino Ribeiro
Goiatuba, GO

A verdadeira justiça não vem originariamente de lei nenhuma. A justiça vem do bom senso, do bom caráter, do amor ao próximo e do não-egoísmo. Nem tudo o que é legal é legítimo, ou seja, é aprovado pela maioria da população.
José Williams Carvalho Silva
Teresina, PI

Que tal instituir a cobrança de contribuição dos servidores inativos (bastaria a inclusão de um artigo na Constituição Federal, nesse sentido); a criação de um teto salarial para o serviço público, que acabaria com as superaposentadorias; a proibição por lei de os governos (federal, estaduais e municipais) gastarem dinheiro com propaganda?
Eduardo André B.B. Fernandes
Juiz federal da 3ª Vara Federal
de Volta Redonda
Rio de Janeiro, RJ

Para impedir a evolução do déficit da Previdência, através de adequada reforma, não é necessário promover a involução do relacionamento entre os poderes da República, cujos representantes devem evitar a passionalidade, a incontinência e a arrogância. O tema requer doses de renúncia, serenidade, olhar cívico fixado no futuro e permanente disposição para o diálogo e o entendimento.
Antonio Carlos dos Reis (Salim)
Presidente da Confederação Geral
dos Trabalhadores (CGT)
São Paulo, SP

Entrei para as Forças Armadas quando tinha 16 anos. Lá, trabalhei dias e noites, noites e dias, sábados, domingos e feriados, Carnaval, Semana Santa, Natal e Ano-Novo, no frio, no vento, no sol e na chuva, no exterior e no Brasil, no Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. As duas filhas, nem vi crescer direito. De uma delas não assisti sequer ao batizado; deixei de partilhar de várias formaturas escolares e aniversários das duas. Reuniões de pais e mestres? Nem uma vez. Minha mulher se anestesiou de tanto sofrer, mas tinha esperança de dias melhores. Orçamento doméstico, hoje e sempre, apertado. Aprendi que militar é superior ao tempo. Sem hora extra, sem FGTS, sem folgas nem compensações, a não ser a reserva depois de trinta anos de serviço, com vencimento integral. Eu acreditei e cumpri com minha parte no contrato. Agora dizem que sou privilegiado e querem tirar o que conquistei, dentro da lei, com muito suor, esforço, renúncia, dedicação e sacrifício.
Dimas Sampaio Peixoto
Salvador, BA

 

Rio de Janeiro

Quando cheguei ao Rio de Janeiro, vindo de Campos, em 1998, não conhecia, muito menos mantinha relacionamento próximo com Rodrigo Silveirinha, ex-subsecretário adjunto de Administração Tributária da Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro. Essa é a verdade. Querer fazer ilações de caráter político é distorcer a realidade, é contribuir com a desinformação. Durante minha administração à frente do governo estadual, passei a tomar conhecimento da existência do fiscal, assim como da de centenas de outros servidores de segundo e terceiro escalões, por intermédio dos secretários de Estado que despachavam as nomeações em meu gabinete. No decorrer da última campanha eleitoral ao governo do Estado, em que foi eleita minha esposa, Rosinha, o senhor Silveirinha participou de um dos grupos de trabalho que prepararam a plataforma programática da candidatura na área econômica. Quero deixar claro com esses esclarecimentos que, em meus vinte anos de vida pública, nunca compactuei com irregularidades de qualquer natureza. Eu mesmo e minha esposa, quando nos afastamos do governo estadual, em 5 de abril de 2002, protocolamos junto ao Ministério Público autorização para a efetivação da quebra dos nossos sigilos bancário, telefônico e fiscal para quem quer que seja, de forma que a transparência com que tratamos a coisa pública seja estendida até a nossa vida privada. Por fim, quero enfatizar a minha indignação e revolta com as ações criminosas perpetradas pela quadrilha de bandidos, da Receita Federal e da Fazenda estadual ("Perto do Garotinho", 22 de janeiro).
Anthony Garotinho
Ex-governador do Estado do
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ

 

John de Mol

Muito oportuna e interessante a entrevista com John de Mol (Amarelas, 22 de janeiro), criador dos reality shows, que têm feito tanto sucesso no Brasil e no mundo. Fala-se muito sobre os programas como o Big Brother, mas nunca tinha lido nada a respeito do criador desses programas, que se tornaram uma revolução na história da televisão. Para quem gosta de televisão como eu, foi sem dúvida uma das melhores entrevistas que VEJA já fez. Parabéns!
Mariana Busanelli
Jundiaí, SP

Bastante esclarecedora e interessante a entrevista de John de Mol. Aos 47 anos, ele mostra todo o seu conhecimento e confiança na manutenção do sucesso, assim como retrata bem cada edição dos reality shows, exaltando a peculiaridade de cada país para o sucesso de seu formato. Esperamos que as emissoras também possam sempre inovar, para que essa fórmula não caia na rotina e acabe cansando o telespectador.
José Maria Baena Camizão Néto
São Luís, MA

Participar de reality show como o Big Brother deve ser uma experiência tão marcante na vida de uma pessoa que deveríamos pagar para participar. Pelo menos sairia mais barato do que pagar anos de terapia, análise ou psicólogos, e ainda correr o risco de não descobrir nada, além do que você já sabia sobre você mesmo.
Marcelo Henrique Alves de Araújo
Natal, RN

 

Claudio de Moura Castro

Excelente a abordagem do economista Claudio de Moura Castro sobre um tema tão importante e básico para a formação da nação ("Aprendizagem de mentira", Ponto de vista, 22 de janeiro). Posso falar com a experiência de quem aos 14 anos ingressou no Senai Roberto Simonsen, em São Paulo, como contratado da Volkswagen do Brasil, e logo nos primeiros meses passou a entender o que era uma máquina e efetivamente a operá-la. Mas isso tudo com uma excelente estrutura de curso, equipamentos e professores de que o Senai dispunha e ainda dispõe. Hoje, depois de 35 anos de carreira, ocupo um cargo de executivo na mesma Volkswagen e considero que a formação que recebi no Senai, tanto no lado pessoal como no profissional, foi um dos alicerces mais importantes de minha carreira profissional.
Paulo R. Guino
Gerente executivo da qualidade
da Volkswagen do Brasil
São Paulo, SP

 

Regimes personalizados

Atualmente, cada vez mais as pessoas estão descobrindo que comer bem pode ser fácil e prazeroso e que uma alimentação balanceada, que leve em conta as necessidades individuais, traz resultados melhores e mais duradouros que dietas radicais. O nutricionista hoje é um grande aliado para encontrar soluções que se adaptem ao paladar e ao estilo de vida de cada um ("Comer sem gula. E sem culpa", 22 de janeiro).
Marcia Daskal e Juliana Ribeiro
São Paulo, SP

 

Pena de morte

Muito boa a reportagem "Íamos matar inocentes" (22 de janeiro), sobre as ações do governador de Illinois, que oferece clemência e brilha no mundo cada vez mais conservador, autoritário e inclemente do "Planeta Bush". VEJA conseguiu mostrar os dois lados da questão, abrangendo o fato de o perdão ter sido dado também a verdadeiros "monstros". No final, apenas uma ressalva: o uso da expressão "retardados mentais", pejorativa e tão inadequada para uma reportagem nesse tom, foi uma pisada na bola.
Rodrigo Maia
Brasília, DF

 

Diplomacia

Infelizmente, a posição de vassalo que o Brasil sempre adotou em relação aos Estados Unidos faz com que qualquer atitude contrária aos interesses daquele país pareça uma provocação gratuita. Ora, desde que o governo Lula saiba em que terreno está pisando e até onde pode ir, pequenos banhos de soberania não nos farão mal algum, antes pelo contrário ("Brazilians, go home?", 22 de janeiro).
Ubiraci Bagno
Belo Horizonte, MG

Na crise política venezuelana, o governo brasileiro não deveria tomar partido em favor do governo do presidente Chávez ou da oposição. Deve procurar uma solução pacífica e justa para os dois lados. O presidente Chávez não precisa de mais ajuda. Depois de ser eleito de forma transparente e legítima pela maioria da população, surpreendeu os venezuelanos com um projeto "revolucionário" jurássico que procura reproduzir na Venezuela o modelo comunista cubano. Depois de quatro anos de governo, todos os indicadores sociais e econômicos pioraram, e hoje ele é rejeitado por 70% da população, incluindo as camadas mais pobres.
Claudio Fratini
Caracas, Venezuela

 

Diogo Mainardi

O artigo "Corrente chapa-branca" (22 de janeiro), de Diogo Mainardi, está sensacional. Pode representar a reversão no festival de besteira que assola o país e, em particular, a nossa mídia, que anda caipira demais.
Roberto de Castro Neves
Rio de Janeiro, RJ

É sempre bom ler Mainardi, apesar de muitos o acharem cáustico demais. Seu texto sobre Zuenir Ventura é um retrato fiel de algumas tontices cariocas, como a de aplaudir pôr-de-sol.
Laércio Zanini
Garça, SP

Gostaria de comunicar aos cariocas que organizarei uma força-tarefa para identificar uma nova fisioterapeuta para o filho de Diogo Mainardi, que seja residente na Vila de São Paulo de Piratininga. Talvez assim ele passe os doze meses do ano lá. Interessados em participar da força-tarefa, favor entrar em contato.
Leonardo Guimarães Ganem
Rio de Janeiro, RJ

 

Gustavo Franco

Cumprimento o colunista Gustavo Franco pelo feliz artigo "Neoliberais naturalizados" (Em foco, 22 de janeiro). O colunista se mostrou bem realista sobre a situação atual do governo Lula e sobre os impasses para a aprovação da reforma previdenciária. A partir de agora, o PT, que até então se utilizava de todos os meios para embargar a reforma, vai ter de se acostumar com as críticas e com os desafios que a proposta exige. O feitiço virou contra o feiticeiro.
Gustavo Lopes Tomaz
Patos, PB

 

Festas de formatura

Na reportagem "A farra dos canudos" (11 de dezembro de 2002), foi citada a festa de formatura dos alunos de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, que teria sido realizada pelo Buffet Catarina. Na verdade, essa festa foi realizada pelo Buffet Célia Soutto Mayor.
Paulo Costa
Buffet Célia Soutto Mayor
pauloc1@souttomayor.com.br

 

Arc

Não conhecia as histórias do Arc até que, sem querer, acabei lendo uma em uma revista VEJA. Desde então leio todas, inclusive as do site. Acho essas histórias fora de série. Elas mostram como tudo que é tão complicado poderia ser tão mais simples. Parabéns aos criadores do Arc. Continuem fazendo esse trabalho tão bom e interessante.
Fernando M. Oliva Garcia
Peruíbe, SP

 

Guia

A nota "Gravidez adiada" (Guia, 15 de janeiro) pode alimentar uma falsa ilusão em muitas mulheres. Os dados de todos os relatos mundiais de reprodução assistida mostram que os resultados são piores com a evolução da idade da mulher, ficando bem baixos após os 40 anos. Além disso, gestações nessa época têm maior probabilidade de desenvolver problemas de não-disjunção cromossômica, com maior incidência de síndromes genéticas, como a de Down. Achamos importante que as mulheres estejam engajadas profissionalmente e possam escolher a época certa para ter filhos, mas precisam ficar alertas para isso, não postergando em demasia a decisão. Essa é hoje a principal causa do aumento de casos de procura por tratamento, e infelizmente a ciência não tem ainda uma boa resposta para essa situação.
Rui Ferriani
Professor titular de ginecologia da USP-Ribeirão Preto
Ribeirão Preto, SP

 

Cosméticos

Com relação à reportagem "Muito além do batom" (8 de janeiro), que tem o mérito de mostrar ao leitor todo o suporte de pesquisa e desenvolvimento que antecede qualquer lançamento de produtos de consumo, gostaríamos de informar que a primeira linha para cabelos cacheados lançada no Brasil foi a Seda Hidraloe, da Unilever, em março de 1998.
Cecília Conte
Assessoria de imprensa da Unilever Brasil
São Paulo, SP

 

CORREÇÕES: A imagem que ilustrou a nota "Games machistas" (22 de janeiro) é do jogo Grand Theft Auto Vice City, e não do Grand Theft Auto 3. Marco Aurélio Garcia, hoje assessor de assuntos internacionais de Lula, é professor licenciado de história contemporânea da Unicamp, e não de direito ("Brazilians, go home?", 22 de janeiro). A empresa de turismo do governo da Bahia é a Bahiatursa. A Emtursa é a empresa de turismo da capital baiana, Salvador ("Veja recomenda", 22 de janeiro). O bombardeiro americano cuja foto aparece na página 75 da reportagem "Tudo pronto para a guerra" (22 de janeiro) é um B-52.

 

 

 

OS AVIÕES DO ATENTADO DE 11 DE SETEMBRO

 
Divulgação
United Airlines: dois aviões derrubados

A seção Datas (18 de dezembro) registrou o pedido de concordata da United Airlines, a segunda maior empresa aérea do mundo. A nota informou que "no atentado de 11 de setembro em Nova York foram utilizados dois de seus aviões". O leitor Adilson Ramos escreveu: "Os aviões envolvidos no atentado eram da American Airlines". Na verdade, quatro aviões foram usados no atentado aos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001. Dois da American Airlines e dois da United Airlines. As torres do World Trade Center foram atingidas por uma aeronave de cada companhia. O avião que foi lançado contra o Pentágono, em Washington, era da American Airlines. A aeronave derrubada em Shanksville, na Pensilvânia, da United Airlines.



NÃO É O BANDERAS

Alguns leitores apontaram uma incorreção na resenha "Um De Palma legítimo" (22 de janeiro), sobre o filme Femme Fatale, de Brian De Palma. Na foto do filme que ilustra a reportagem, apesar da semelhança, é um figurante quem assiste ao strip-tease da loira Laure Ash (Rebecca Romijn-Stamos), e não o ator Antonio Banderas, como foi publicado. "O ator espanhol está presente na cena, mas não nessa foto", escreveu Dimas Oliveira, de Feira de Santana, Bahia.



SANGUE, SUOR E LÁGRIMAS

Na reportagem "Ele falou em mudar 14 vezes" (8 de janeiro) é citada a frase "Eu nada tenho a oferecer senão sangue, suor e lágrimas", dita por Winston Churchill em seu famoso discurso no Parlamento inglês, ao assumir o cargo de primeiro-ministro, durante a II Guerra Mundial. O leitor Luis C. Lamb, de Porto Alegre, escreveu para a redação levantando uma questão: "A afirmação correta é I have nothing to offer but blood, toil, tears and sweat. Toil, que significa trabalho árduo, longo e contínuo, tem sido omitido por quase todos os que citam o famoso discurso de Churchill", escreveu Lamb. Na fala original de Churchill, realmente aparece a palavra toil, que com o tempo foi sendo suprimida. Quem explica o que aconteceu é o jornalista e escritor americano William Safire: "A frase de 1940 sobre sangue, trabalho árduo, lágrimas e suor é hoje comumente conhecida na forma alterada: sangue, suor e lágrimas. A alteração faz sentido. Trabalho árduo e suor são expressões redundantes" (Lend Me Your Ears – Great Speeches in History – W.W. Norton & Co., New York, 1992). Heitor Aquino Ferreira, tradutor do livro Churchill, de Roy Jenkins (Nova Fronteira, 2002), lembra que "a frase ficou famosa sem a palavra toil. O próprio livro com os discursos de Churchill foi publicado com o título Blood, Sweat and Tears (Sangue, Suor e Lágrimas)", diz.



 
 
   
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