Edição 1937 . 28 de dezembro de 2005

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Cartas

 

"Ana Carolina, além de ter uma voz maravilhosa e de ser campeã de músicas em telenovelas, é bissexual. E daí?"
Endrigo de Souza
Cordeirópolis, SP

Ana Carolina

Gostaria de cumprimentar Sérgio Martins pela reportagem de capa "Sou bi. E daí?" (21 de dezembro). Por meio de um texto bem construído e repleto de informações consistentes e esclarecedoras, o jornalista se utiliza do depoimento de Ana Carolina (indiscutivelmente uma das maiores cantoras desta geração) para ilustrar a brilhante matéria. Martins teve sensibilidade ímpar ao narrar os fatos, jogando para bem longe a máscara do preconceito.
Gustavo Lima
Contagem, MG

Gostaria de cumprimentar VEJA pela reportagem com a cantora Ana Carolina. Sou um fã e acompanho seu trabalho há bastante tempo. Hoje, mais do que nunca, me tornei um megafã. A sinceridade é a melhor forma de transmitir respeito a seu público. Ela vai continuar sendo amada por seus fãs.
Edson Júnior de Oliveira Castro
Juiz de Fora, MG

Ser corajoso não está em se assumir bissexual ou homossexual. A coragem está em assumir que é corrupto, ladrão, traficante, assassino. A declaração de Ana Carolina soa natural, algo mais que normal nos dias atuais. Ana, além de ter uma voz maravilhosa e de ser campeã de músicas em telenovelas, é bissexual. E daí?
Endrigo de Souza
Cordeirópolis, SP

Merecida a reportagem com a cantora que está se tornando um fenômeno musical numa época de pouca criatividade no cenário musical brasileiro. Mas não concordo, em pleno século XXI, em dar ênfase a suas preferências afetivas e sexuais como foco principal da matéria.
Geraldo Nardi
São Gabriel, ES

Ana Carolina foi uma mulher feliz e de fibra ao revelar sua bissexualidade num momento em que tanto se discute se é possível ou não ter sentimento por ambos os sexos. Mas isso não interfere em nada na sua carreira magistral como cantora, e ela não deixará de ter fãs pelo Brasil afora. Pelo contrário, com essa revelação bombástica, terá uma legião de fãs para apreciar a cada segundo suas músicas.
Marcelo Teixeira
São Paulo, SP

O preconceito continua a existir, mas beleza é fundamental. Ângela Ro Ro é uma cantora de sucesso, talento e bissexualidade assumida há muito tempo, mas nunca ganhou uma capa nem um texto tão simpático quanto os que foram dados à bonita Ana Carolina.
Almir Esquárcio
Belo Horizonte, MG

Ao ler a reportagem desta semana com a cantora Ana Carolina, a quem admiro muito, fiquei pensativo em relação à influência exercida pela TV sobre adolescentes que não param de assistir nas telas a cenas que tornam comum o homossexualismo. Recentemente, a novela América trouxe um personagem que vivia o conflito da identidade sexual. Por interferência da opinião pública, acabou não acontecendo o tão esperado beijo. Quando a mídia se posiciona diante de fatos que dizem respeito à privacidade, tais como questões de opção sexual, passa a ir de encontro ao direito dos pais de exercer sua função de repassar seus valores a seus filhos em fase de formação e de importantes decisões.
Rubens Doria
Lauro de Freitas, BA

Sou leitor assíduo de VEJA desde sua primeira edição e creio que ela sempre foi a melhor revista informativa do país. No entanto, vez por outra, ela me decepciona, como nessa entrevista com essa cantorazinha Ana Carolina. É falta de assunto?
José Antônio de Morais
Belo Horizonte, MG

 

Bolívar Lamounier

Poucas vezes tive a oportunidade de ler uma entrevista tão esclarecedora sobre o que é, no fundo, o PT. A coragem do entrevistado, aliás, é raríssima em um meio como o da intelectualidade, tradicionalmente coalhado de petistas. Como talentoso pensador social que é, o doutor Bolívar domina como poucos a arte de desfazer mitos e desmascarar mercadores de ilusões (Amarelas, 21 de dezembro).
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

A realidade posta pelo cientista Bolívar Lamounier, de que Lula teve de comprar muitas indulgências porque durante mais de duas décadas seu partido dizia coisas muito vagas ou muito pouco realistas sobre economia, é, na verdade, a síntese da cultura política brasileira, em que um mandato, antes de significar uma oportunidade de servir à nação, é um bilhete de loteria cujo prêmio é um passe livre para o poder e todos os privilégios agregados a um Estado que, inchado e incompetente, agora "descobrimos" corrupto.
Etienne Douat
Joinville, SC

Mesmo tendo sido preso pelo regime militar, o cientista político Bolívar Lamounier não abdicou da racionalidade, como é tão comum na emocional esquerda brasileira. Parabéns pela entrevista.
Roberto Cesar Ribeiro de Castro
São Paulo, SP  

Com cenários tão absurdamente claros sobre em quem não votar, eu acho que nosso presidente está mais uma vez em devaneio pela calçada de ouro de seu pequeno país das maravilhas ao achar que pode sair vencedor em 2006. A única coisa que ainda me preocupa é o tamanho do rombo que o próximo presidente pode encontrar. A entrevista de Bolívar Lamounier é muito elucidativa a esse respeito.
Johnson Franklim Ramos Pimentel
Ribeirão Preto, SP

 

Romeu Queiroz

Recebi do Congresso Nacional brasileiro o título de idiota ao descobrir que os ilustres deputados ali instalados consideraram normal que seus pares recebam irrisórias quantias de 452 000 reais de origem ilícita sem que devam por isso responder perante a sociedade que supostamente "representam" ("Os amigos ocultos", 21 de dezembro).
William Siqueira
São Paulo, SP

O voto secreto no caso da absolvição do deputado Romeu Queiroz revelou ao Brasil o que todo mundo já sabia. Existem muito mais do que treze deputados que recebiam o mensalão.
Lauro Kleber
Londrina, PR

Escrevo pela primeira vez a VEJA para registrar minha indignação e perplexidade diante da absolvição em plenário do deputado Romeu Queiroz no processo de cassação. Por coerência e lógica, os 250 "amigos ocultos" repetirão a dose nos outros processos de cassação. É só esperar para ver! E viva o Congresso Nacional!
Paulo Henrique Caetano Chaves
Belo Horizonte, MG

Depois de ler a reportagem, cheguei à conclusão de que os políticos brasileiros não precisam respeitar a sociedade brasileira, e sim temê-la.
Frederico Thomé
Goiânia, GO

 

Lula

Se realmente o senhor Lula cair na realidade e conscientizar-se de que o engodo chegou ao fim, ele estará fazendo um grande favor à nação ao não sair candidato, pois assim poupará a todos nós de suportar sua demagogia, hipocrisia e cinismo ("O comitê da reeleição", 21 de dezembro).
Gisele Martins Carvalho
Natal, RN

O presidente Lula parece que está batendo fora do bumbo. Lembra aqueles filmes de vikings em que o comandante do navio com desespero batia desordenadamente no bumbo que regia seus remadores eficientes. Os remadores então se perdiam e se desconcentravam, deixando o inimigo abater a nau. Assim parece Lula: sem foco, sem meta e sem rumo, só pensa na reeleição.
Luci Buzzulini
Campinas, SP

Estamos há três anos sem governo de fato, e ainda teremos de viver 2006 nessa situação, ou em outra ainda pior. Mais quatro anos com o senhor Luiz Inácio Lula da Silva brincando de presidente e dizendo bobagem a todo momento, será que o país agüenta?
João Moessa de Lima
Cuiabá, MT

Lula perdeu 20 milhões de votos: oxalá não os encontre nunca mais! ("Lula perdeu 20 milhões de votos", 21 de dezembro)
Julio Cesar Teixeira de Souza
Santana do Livramento, RS

Com relação à reportagem "Mais candidato que nunca" (14 de dezembro), fiquei profundamente chocada ao ver como nosso presidente está abatido e preocupado com o mar de lama que envolve seu nome e seu mandato. Superbem-vestido, um "big" relógio de ouro no pulso, muitíssimo sorridente, imensamente gordo, muito bem-cuidado; nem um sinal de preocupação ou culpa no semblante. Simplesmente não está nem aí. A coisa toda não tem nada a ver com ele, não é mesmo? Sabe qual é a minha impressão, ou melhor, a minha certeza? Ele está rindo da nossa cara!
Inez Murari Pereira Gentil
Campo Grande, MS

 

McDonald's

Dizem que no Brasil as leis foram criadas para ser burladas. Se o Ministério Público Federal não acompanhar essa McFraude, com certeza ela vai acabar em McPizza. Parabéns pela reportagem. Continuem, pois acredito que um dia tornaremos o nosso país um lugar sério perante o mundo ("McFraude", 21 de dezembro).
Carlos Augusto Faria de Oliveira
Uberlândia, MG

Acabou a farsa, e mais uma vez graças a VEJA. Ontem o mensalão, hoje a tática do comércio sujo de legislação. Tudo tramado nos esgotos do governo federal. Agora sei que a farsa das grandes arrecadações desses dois últimos governos se prendeu num trinômio: arrecadação covarde e fácil, administradores tributários venais e criação de dificuldade com venda de facilidade.
Maria S. Moreira
Brasília, DF

Quem diria? Jamais poderíamos esperar que o McDonald's, esse gigante americano do ramo de alimentação, pudesse capitular diante do nosso sistema corrupto.
Daniel dos Santos
Paraibuna, SP

Não me admiro com as práticas heterodoxas do McDonald's. Desde que Gregory Ryan deixou a rede, é péssimo o atendimento, as lojas estão sujas, e o que é pior: ninguém nos ouve quando reclamamos. Os funcionários ficam com cara de quem literalmente não tem a menor idéia de como tratar bem um cliente. Chamem o Greg Ryan de volta!
Josimar Lopes
São Paulo, SP

 

Juros

VEJA teria uma posição diferente se refletisse sobre o desempenho econômico das economias cujo banco central segue metas de inflação. Na América Latina, os que seguem o modelo, México e Brasil, em 2005 crescerão 3% e 2,3%, respectivamente, os dois piores desempenhos econômicos entre as economias mais relevantes da região. Chile, Peru, Argentina, Uruguai e Venezuela crescerão no mínimo 6%. A Inglaterra reduziu significativamente sua velocidade de crescimento econômico depois de passar a seguir o método de inflation targeting. Outras economias como Israel, República Checa e Nova Zelândia também apresentam desempenho pífio, e seguem esse modismo. Em geral, bancos centrais cujo único objetivo é conter a inflação acabam deprimindo o crescimento em comparação aos que, além de conter a inflação, têm como obrigação manter o nível do emprego e acelerar o crescimento ("Sete perguntas sobre os juros", 21 de dezembro).
Igor Cornelsen
São Paulo, SP

A matéria menciona que a taxa de juros só será substancialmente reduzida quando o governo efetuar profundo corte nos gastos públicos. Todavia, considerando-se a situação de verdadeira penúria por que passam as áreas de saúde, educação, segurança, previdência, além do iminente sucateamento da infra-estrutura nacional, tal afirmativa soa até como um despropósito. Na realidade, o Brasil precisa mesmo é acabar com a agiotagem institucionalizada: existe uma financeira em cada esquina das médias e grandes cidades, com funcionários disputando quase a tapas e beliscões os desavisados transeuntes.
Edival Galindo Medeiros

Campo Magro, PR

 

Pedro Henry

Causou-me surpresa o fato de ter sido relacionado como um dos beneficiários de 4,1 milhões de reais juntamente com os deputados Pedro Correa e José Janene ("Os amigos ocultos", 21 de dezembro). Tenho a plena convicção de que a revista VEJA presta e prestou grandes serviços à nação brasileira, pautando-se por um jornalismo independente e compromissado com a verdade dos fatos, daí o motivo de eu estar escrevendo esta carta para manifestar minha total discordância quanto à inserção de meu nome como um dos beneficiários dessa quantia apontada na reportagem. Não posso concordar com esse fato por não ser verdade. Em momento algum meu nome esteve envolvido com qualquer ato ilegal em todo esse processo que o Parlamento brasileiro está vivendo. A única menção feita a meu nome, que originou a representação no Conselho de Ética, é a afirmação "caluniosa" do deputado Roberto Jefferson de que eu teria cooptado parlamentares do seu partido, o PTB, para o PP. Nada além disso, como o senhor poderá verificar nos documentos que anexo. Compreendo perfeitamente que possam ocorrer fatos assim no jornalismo e não creio ter havido má-fé, e sim uma informação incorreta. Aproveito a ocasião para solicitar a retificação, portanto, pois os prejuízos que pode causar a meu nome uma matéria como essa são irreparáveis.
Pedro Henry

Deputado federal (PP­MT)
Brasília, DF

 

Ensino fundamental

Lendo a matéria "Um ano a mais na escola" (14 de dezembro), sobre o projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados para aumentar em um ano a garantia de estudo para as crianças, voltei a pensar na nossa educação. Se esse projeto não vier acompanhado de outras medidas, de nada adiantará. Acredito que uma medida primordial é investir nos nossos educadores, não só com aumento salarial, mas em capacitação. A partir do momento em que esses profissionais forem devidamente valorizados e estiverem preparados e motivados, eles próprios serão agentes de transformação, para que tenhamos mudanças no nosso modelo atual de educação.
Roberta Perdomo

Por e-mail

O projeto seria bom se seguisse na íntegra o de países com "educação-modelo". Do contrário, será um desperdício para o aluno manter-se vinculado por mais um ano a um ensino tão deficiente. Há que pensar em alternativas que atendam a nossas necessidades, que se enquadrem em nossa realidade e sejam praticáveis.
Renata Maria dos Santos
Aracaju, SE

Sou contra o aumento do tempo de permanência da criança na escola. No Brasil, o problema da educação não está ligado à duração do ensino fundamental ou do médio. A questão centra-se na falta de estrutura das escolas, em professores mal remunerados e mal preparados e, principalmente, nos currículos ultrapassados e divorciados da realidade. A solução é mais qualidade, e não mais quantidade. Luiz Carlos Gonçalves
Professor de português
Divinópolis, MG

A reportagem abordou problemas vitais que obviamente devem ser resolvidos para a melhoria da educação no Brasil. Contudo, há muitos anos venho insistindo na urgente necessidade de correção de mais duas questões: a disciplina nas escolas ("Com medo dos alunos", 11 de maio) e a atuação efetiva dos pais. A disciplina foi em parte ultrajada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, porquanto impediu que escolas e professores adotassem medidas disciplinares antes consideradas corretivas e educativas para alunos que provocavam a quebra da ordem em sala de aula. E os pais foram incentivados a permitir liberdade total para evitar, dizem alguns, a quebra do desenvolvimento criativo. Virou libertinagem. Portanto, revisar o ECA e exigir a efetiva participação dos pais, inclusive através do Ministério Público, são medidas complementares indispensáveis e urgentes a ser tomadas.
Mario Carlos Rogerio Vercesi Aparecida
Goiânia, GO

Nossos governantes querem as crianças nove anos no ensino fundamental. Será que esses mesmos governantes sabem qual a qualidade de vida dos nossos alunos desde o nascimento até a fase escolar? Não precisamos que nossas crianças fiquem nove anos na escola, precisamos que elas tenham acesso a alimentação adequada desde o nascimento para que não apresentem deficiências no aprendizado. Aumenta-se o tempo nas escolas como nos países do Primeiro Mundo, mas não se verificam as condições de vida das famílias nem sua renda.
Simone Ribeiro

Jundiaí, SP

 

Informalidade

A matéria "A armadilha da informalidade" (14 de dezembro) é uma importante contribuição para o progresso do país. É fundamental que o brasileiro se conscientize dos reveses oriundos do comércio informal, destacadamente de cargas roubadas, produtos piratas e dos que ocupam irregularmente o espaço urbano. Em última análise, somos todos prejudicados, e a conscientização é uma das principais formas de combater esse mal.
Jean Mikhael Makdissi Junior
Diretor de relações públicas da Associação de Lojistas do Brás
São Paulo, SP

Como diretor-presidente da CD+, a quarta empresa de replicação de CDs no ranking nacional, afirmo que esse é um dos segmentos mais penalizados não só pela pirataria mas também por uma perversa política de tributação, que asfixia brutalmente a indústria do setor. Para se ter idéia, se a fabricação de CDs e DVDs é feita na Zona Franca de Manaus, onde há tributação reduzida, a indústria depara com o alto custo imposto pela logística de distribuição. Quando se fabrica fora de Manaus, não se tem o benefício de redução/isenção de impostos e contribuições, e o resultado: encargos na ordem de 36% a 40% sobre o preço de venda bruta, além de encargos sociais e, quando houver lucro, de IR e CSL. Tudo isso somado à tributação que toda a cadeia de circulação acumula na distribuição do produto, além dos valores correspondentes ao frete, royalties e direitos autorais. Questões que só serão resolvidas se o Brasil se debruçar sobre uma agenda de simplificação da economia e se comprometer, de fato, com uma reforma tributária justa.
Fabio Zanetti
Diretor-presidente da Nordeste Digital Line-CD+
Caucaia, CE

 

Pantanal

Muito oportuna a matéria "Pantanal – Um paraíso em perigo" (14 de dezembro), sobre as ameaças que sofre nosso Pantanal a todo instante. Entre elas, cabe dizer, as que mais aterrorizam os moradores de Mato Grosso do Sul são as idéias descabidas de nosso governo, que tem à frente o Zeca do PT. Ora, senhor Zeca, falar em instalação de usinas de álcool na região é um devaneio tão gritante quanto crer que seu partido esteja isento das denúncias de corrupção que ouvimos no dia-a-dia. Acho que o Francisco Anselmo – que Deus o tenha – ateou fogo ao próprio corpo com receio de que o próximo "grande plano" do Zeca fosse instalar refinarias de petróleo em Bonito.
A.J. Gevaerd

Campo Grande, MS

O desenvolvimento sustentável da região é o foco principal da Embrapa Pantanal (www.cpap.embrapa.br), ao que nos dedicamos totalmente. Para nós, o desenvolvimento sustentável inclui a manutenção da biodiversidade e dos processos ecológicos fundamentais ao ecossistema. Nosso maior desafio é compatibilizar o desenvolvimento econômico e social da região com sua conservação. É preciso esclarecer que o Pantanal não é tão rico em biodiversidade quanto a Amazônia, a Mata Atlântica e o cerrado, mas é a área úmida mais rica em diversidade de aves no planeta, com pelo menos 465 espécies, número que deve chegar a 500 após os inventários ora em andamento. A Embrapa Pantanal ressalta ainda que o jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris) não ocorre no Pantanal; a espécie correta é o Caiman yacare, ou jacaré do Pantanal, que é o mostrado na foto da matéria.
Denise Justino da Silva
Jornalista da Embrapa Pantanal
Área de Comunicação e Negócios (ACN)
Corumbá, MS

A situação está pior do que se viu na reportagem. Em Cuiabá, a população metropolitana é de 800.000 pessoas, aproximadamente, e não há tratamento de esgoto, que é despejado no Rio Cuiabá e vai direto para o Pantanal, com toneladas de lixo in natura. O fim daquele ecossistema está próximo.
Roberto Mendes da Silva
Cuiabá, MT

A matéria sobre a saúde dos rios brasileiros "Retrato das águas" (14 de dezembro) veio atender à maior preocupação do planeta. A crise que se avizinha é a falta de água doce. E a água é vida. Na Terra, não existe vida sem água.
Erisvaldo Gadelha Saraiva

João Pessoa, PB

 

Hugo Chávez

Na Venezuela chavista, todo o mérito popular do ditador provém do ardil de sustentar com migalhas um povo "acostumado" com a inanição política. O contra-senso sentido pelo povo entre o antigo governo, elitista e negligente, e o assistencialismo estratégico de Chávez lembra o paradoxo de um homem que após viver anos nos escombros de uma caverna escura perde a visão ao deparar com a fraca luz de um dia nublado. No caso dos venezuelanos, a cegueira permite que o caudilho se passe por representante dos pobres e os Estados Unidos por arqui-rival ("Viagem ao circo de Chávez", 14 de dezembro).
Thiago Trindade

Vitória da Conquista, BA

 

Especial O Melhor do Brasil

VEJA está de parabéns pelo conteúdo da revista desta semana, especialmente pelo guia O Melhor do Brasil (dezembro de 2005). Eu e meu noivo nos deliciamos e viajamos ao lê-lo. Foi de imensa utilidade, pois sempre nos aventuramos Brasil afora e, às vezes, pagamos mico por estarmos mal informados. Valeu pela qualidade!
Juliana Silva
Por e-mail

Sensacional a edição VEJA O Melhor do Brasil. Vivemos hoje uma época em que o turismo é talvez a maior válvula de escape com que podemos sonhar para enfrentar as inúmeras dificuldades do dia-a-dia. A distribuição gratuita do guia é um grande presente para todos, pois ajuda a tornar esse sonho – as viagens – uma experiência mais agradável com suas dicas e sugestões de lugares. Entretanto, sinto falta de sugestões de restaurantes com preços mais em conta, a maioria das casas recomendadas não está acessível à grande parte dos que hoje viajam. Outra sugestão é a participação dos leitores nas votações.
Nelson Laskowsky
Rio de Janeiro, RJ

 

Roberto Pompeu de Toledo

Como gostaria de ter sido eu a escrever o comovente ensaio "Um certo José" (21 de dezembro). Texto primoroso e extremamente criativo. A grande imprensa demonstra em artigos como esse que ainda não sucumbiu às banalidades nem às mediocridades reinantes. Queiram o articulista e VEJA, que o abriga, receber meus cumprimentos.
José Cândido da Silva
Professor da PUC (MG)
Por e-mail

 

Tales Alvarenga

Pois é, caro Tales. O potencial ex-presidente enganou gente demais. Quase todo mundo para falar a verdade. Porém, eu posso me gabar de que nunca caí nesse papo furado dele. Para citar o grande Abraham Lincoln: "Pode-se enganar alguns durante todo o tempo; pode-se enganar todos por algum tempo; mas não se pode enganar a todos durante todo o tempo" ("O testamento do PT", 21 de dezembro).
Natan de Cerqueira
Fortaleza, CE

 

André Petry

Não tenho dúvida de que a grande maioria dos nossos deputados é honesta e bem-intencionada, porém a imagem que eles transmitem ao povo é péssima. André Petry foi muito feliz em seu artigo "Todo político é ladrão" (21 de dezembro), abordando o assunto com muita clareza e objetividade. Cabe aos próprios deputados a tarefa de limpar o Congresso, cassando e eliminando os desonestos. Caso contrário, o povo vai generalizar, dizendo que "todo político é ladrão".
Cláudio Froes Peña
Porto Alegre, RS

 

Diogo Mainardi

Faltou uma pergunta que deveria ter sido feita ao ex-presidente em "Bate-bola com FHC" (21 de dezembro). O PSDB tem planos de manter o que talvez seja o único acerto do governo do PT, o Palocci? Parabéns pelo seu trabalho, e coragem, coisa que falta em muitos por aí.
Giuliano Chagas Biasioli
Por e-mail

 

Sangue

Parabéns pela brilhante reportagem que mostra uma técnica que muito tem auxiliado no tratamento de úlceras na pele provocadas pelo diabetes, assim como aumentado o sucesso nos casos de implante dentário. No meio científico, essa técnica de plasma rico em plaquetas (PRP) tem se mostrado um dos grandes achados para apressar a regeneração de tecidos ("A máquina que faz cola. De sangue", 21 de dezembro).
Doutor Marco A.B. Pontual
www.drpontual.com.br
Vitória, ES

 

Eduardo Gomes

Com relação à nota "Ele tinha estilista" (14 de dezembro), esclareço que prestei declarações aos auditores da Brasil Telecom em meio a ambiente inamistoso, que me impôs o uso da ironia. Feito o registro, informo que jamais prestei serviços como personal stylist de Daniel Dantas. O cargo que ocupei foi o de diretor de arte da Brasil Telecom.
Eduardo Gomes
Rio de Janeiro, RJ

 

Cartas

Tendo em vista o quadro "O leão impiedoso com o leitor" (Cartas, 21 de dezembro), gostaria de cumprimentá-los e pedir que continuem fazendo pressão na Receita Federal, pois também estou inconformada com a demora da minha restituição do imposto retido na fonte sobre indenização trabalhista, que levou sete anos para que eu recebesse.
Silvia H Bordotti
Por e-mail

 

Animais de estimação

Muito interessante destacar essas criaturinhas que nos ajudam a desenvolver laços afetivos. Sou vovó fictícia de um belo cãozinho da raça lhasa apso. Ele me ajuda na recuperação da depressão ("O que seu bicho precisa...", 14 de dezembro).
Conceição Consalter
Lençóis Paulista, SP

 

CORREÇÕES: Na reportagem "Os amigos ocultos" (21 de dezembro), informa-se que o nome do deputado José Mentor (PT-SP) apareceu na lista elaborada por Marcos Valério, mas, na verdade, seu nome surgiu numa quebra de sigilo bancário feita pela CPI dos Correios, na qual o deputado consta como beneficiário de 120.000 reais do valerioduto, e não de 180.000 reais. Ao contrário do que foi publicado na reportagem "Um mar de areia" (Especial O Melhor do Brasil, dezembro de 2005), Maragogi fica no estado do Alagoas, e não no Rio Grande do Norte. A foto que aparece no alto da página 128 ("Sou bi. E daí?") é do seriado Os Assumidos (Queer as Folk), e não do seriado The L Word.

MENTE EM EQUILIBRIO

Entre os dezoito leitores que comentaram a entrevista com a atriz americana Linda Hamilton (Amarelas, 7 de dezembro), que assumiu publicamente sofrer de transtorno bipolar, está Fabiane Pessoa Sampaio, de Fortaleza (CE), que luta contra o distúrbio há mais de vinte anos. "Não existe ex-bipolar. Podemos encontrar certo equilíbrio na vigília, e é, paradoxalmente, nessa auto-observância constante e por vezes cansativa que nos superamos", conta Fabiane, que indica dois livros que a ajudaram a entender um pouco mais a doença, que alterna momentos de euforia com depressão. São eles: O Demônio do Meio-Dia, de Andrew Solomon, e Uma Mente Inquieta, de Kay Redfield Jamison. A psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, informa que portadores da doença e seus familiares também podem procurar orientação na Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (www.abrata.org.br), em São Paulo. A leitora Lilian Miranda, de Curitiba (PR), indica a ONG Mãos sem Fronteiras (www.maossemfronteiras.com.br), que a ajudou no enfrentamento do distúrbio, que a afligiu por oito anos.

 
 
 
 
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