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Cartas  | "Ana
Carolina, além de ter uma voz maravilhosa e de ser campeã de músicas
em telenovelas, é bissexual. E daí?" Endrigo
de Souza Cordeirópolis, SP |
Ana
Carolina Gostaria de cumprimentar Sérgio
Martins pela reportagem de capa "Sou bi. E daí?" (21 de dezembro). Por
meio de um texto bem construído e repleto de informações
consistentes e esclarecedoras, o jornalista se utiliza do depoimento de Ana Carolina
(indiscutivelmente uma das maiores cantoras desta geração) para
ilustrar a brilhante matéria. Martins teve sensibilidade ímpar ao
narrar os fatos, jogando para bem longe a máscara do preconceito.
Gustavo Lima Contagem, MG
Gostaria de cumprimentar VEJA pela reportagem com a cantora Ana Carolina. Sou
um fã e acompanho seu trabalho há bastante tempo. Hoje, mais do
que nunca, me tornei um megafã. A sinceridade é a melhor forma de
transmitir respeito a seu público. Ela vai continuar sendo amada por seus
fãs. Edson Júnior de Oliveira Castro Juiz de Fora,
MG Ser corajoso não está
em se assumir bissexual ou homossexual. A coragem está em assumir que é
corrupto, ladrão, traficante, assassino. A declaração de
Ana Carolina soa natural, algo mais que normal nos dias atuais. Ana, além
de ter uma voz maravilhosa e de ser campeã de músicas em telenovelas,
é bissexual. E daí? Endrigo de Souza Cordeirópolis,
SP Merecida a reportagem com a cantora
que está se tornando um fenômeno musical numa época de pouca
criatividade no cenário musical brasileiro. Mas não concordo, em
pleno século XXI, em dar ênfase a suas preferências afetivas
e sexuais como foco principal da matéria. Geraldo Nardi São
Gabriel, ES Ana Carolina foi uma mulher
feliz e de fibra ao revelar sua bissexualidade num momento em que tanto se discute
se é possível ou não ter sentimento por ambos os sexos. Mas
isso não interfere em nada na sua carreira magistral como cantora, e ela
não deixará de ter fãs pelo Brasil afora. Pelo contrário,
com essa revelação bombástica, terá uma legião
de fãs para apreciar a cada segundo suas músicas. Marcelo
Teixeira São Paulo, SP
O preconceito continua a existir, mas beleza é fundamental. Ângela
Ro Ro é uma cantora de sucesso, talento e bissexualidade assumida há
muito tempo, mas nunca ganhou uma capa nem um texto tão simpático
quanto os que foram dados à bonita Ana Carolina. Almir Esquárcio
Belo Horizonte, MG Ao ler
a reportagem desta semana com a cantora Ana Carolina, a quem admiro muito, fiquei
pensativo em relação à influência exercida pela TV
sobre adolescentes que não param de assistir nas telas a cenas que tornam
comum o homossexualismo. Recentemente, a novela América trouxe um
personagem que vivia o conflito da identidade sexual. Por interferência
da opinião pública, acabou não acontecendo o tão esperado
beijo. Quando a mídia se posiciona diante de fatos que dizem respeito à
privacidade, tais como questões de opção sexual, passa a
ir de encontro ao direito dos pais de exercer sua função de repassar
seus valores a seus filhos em fase de formação e de importantes
decisões. Rubens Doria Lauro de Freitas, BA
Sou leitor assíduo de VEJA desde sua primeira edição e creio
que ela sempre foi a melhor revista informativa do país. No entanto, vez
por outra, ela me decepciona, como nessa entrevista com essa cantorazinha Ana
Carolina. É falta de assunto? José Antônio de Morais
Belo Horizonte, MG Bolívar
Lamounier Poucas vezes tive a oportunidade
de ler uma entrevista tão esclarecedora sobre o que é, no fundo,
o PT. A coragem do entrevistado, aliás, é raríssima em um
meio como o da intelectualidade, tradicionalmente coalhado de petistas. Como talentoso
pensador social que é, o doutor Bolívar domina como poucos a arte
de desfazer mitos e desmascarar mercadores de ilusões (Amarelas, 21 de
dezembro). Gustavo Henrique de Brito Alves Freire Recife, PE
A realidade posta pelo cientista Bolívar Lamounier, de que Lula teve de
comprar muitas indulgências porque durante mais de duas décadas seu
partido dizia coisas muito vagas ou muito pouco realistas sobre economia, é,
na verdade, a síntese da cultura política brasileira, em que um
mandato, antes de significar uma oportunidade de servir à nação,
é um bilhete de loteria cujo prêmio é um passe livre para
o poder e todos os privilégios agregados a um Estado que, inchado e incompetente,
agora "descobrimos" corrupto. Etienne Douat Joinville, SC
Mesmo tendo sido preso pelo regime militar, o cientista político Bolívar
Lamounier não abdicou da racionalidade, como é tão comum
na emocional esquerda brasileira. Parabéns pela entrevista. Roberto
Cesar Ribeiro de Castro São Paulo, SP
Com cenários tão absurdamente claros sobre em quem não votar,
eu acho que nosso presidente está mais uma vez em devaneio pela calçada
de ouro de seu pequeno país das maravilhas ao achar que pode sair vencedor
em 2006. A única coisa que ainda me preocupa é o tamanho do rombo
que o próximo presidente pode encontrar. A entrevista de Bolívar
Lamounier é muito elucidativa a esse respeito. Johnson Franklim
Ramos Pimentel Ribeirão Preto, SP
Romeu Queiroz Recebi
do Congresso Nacional brasileiro o título de idiota ao descobrir que os
ilustres deputados ali instalados consideraram normal que seus pares recebam irrisórias
quantias de 452 000 reais de origem ilícita sem que devam por isso responder
perante a sociedade que supostamente "representam" ("Os amigos ocultos", 21 de
dezembro). William Siqueira São Paulo, SP
O voto secreto no caso da absolvição do deputado Romeu Queiroz revelou
ao Brasil o que todo mundo já sabia. Existem muito mais do que treze deputados
que recebiam o mensalão. Lauro Kleber Londrina, PR
Escrevo pela primeira vez a VEJA para registrar minha indignação
e perplexidade diante da absolvição em plenário do deputado
Romeu Queiroz no processo de cassação. Por coerência e lógica,
os 250 "amigos ocultos" repetirão a dose nos outros processos de cassação.
É só esperar para ver! E viva o Congresso Nacional! Paulo
Henrique Caetano Chaves Belo Horizonte, MG
Depois de ler a reportagem, cheguei à conclusão de que os políticos
brasileiros não precisam respeitar a sociedade brasileira, e sim temê-la.
Frederico Thomé Goiânia, GO
Lula Se
realmente o senhor Lula cair na realidade e conscientizar-se de que o engodo chegou
ao fim, ele estará fazendo um grande favor à nação
ao não sair candidato, pois assim poupará a todos nós de
suportar sua demagogia, hipocrisia e cinismo ("O comitê da reeleição",
21 de dezembro). Gisele Martins Carvalho Natal, RN
O presidente Lula parece que está batendo fora do bumbo. Lembra aqueles
filmes de vikings em que o comandante do navio com desespero batia desordenadamente
no bumbo que regia seus remadores eficientes. Os remadores então se perdiam
e se desconcentravam, deixando o inimigo abater a nau. Assim parece Lula: sem
foco, sem meta e sem rumo, só pensa na reeleição. Luci
Buzzulini Campinas, SP Estamos
há três anos sem governo de fato, e ainda teremos de viver 2006 nessa
situação, ou em outra ainda pior. Mais quatro anos com o senhor
Luiz Inácio Lula da Silva brincando de presidente e dizendo bobagem a todo
momento, será que o país agüenta? João Moessa
de Lima Cuiabá, MT
Lula perdeu 20 milhões de votos: oxalá não os encontre nunca
mais! ("Lula perdeu 20 milhões de votos", 21 de dezembro) Julio
Cesar Teixeira de Souza Santana do Livramento, RS
Com relação à reportagem "Mais candidato que nunca" (14 de
dezembro), fiquei profundamente chocada ao ver como nosso presidente está
abatido e preocupado com o mar de lama que envolve seu nome e seu mandato. Superbem-vestido,
um "big" relógio de ouro no pulso, muitíssimo sorridente, imensamente
gordo, muito bem-cuidado; nem um sinal de preocupação ou culpa no
semblante. Simplesmente não está nem aí. A coisa toda não
tem nada a ver com ele, não é mesmo? Sabe qual é a minha
impressão, ou melhor, a minha certeza? Ele está rindo da nossa cara!
Inez Murari Pereira Gentil Campo Grande, MS
McDonald's Dizem
que no Brasil as leis foram criadas para ser burladas. Se o Ministério
Público Federal não acompanhar essa McFraude, com certeza ela vai
acabar em McPizza. Parabéns pela reportagem. Continuem, pois acredito que
um dia tornaremos o nosso país um lugar sério perante o mundo ("McFraude",
21 de dezembro). Carlos Augusto Faria de Oliveira Uberlândia,
MG Acabou a farsa, e mais uma vez
graças a VEJA. Ontem o mensalão, hoje a tática do comércio
sujo de legislação. Tudo tramado nos esgotos do governo federal.
Agora sei que a farsa das grandes arrecadações desses dois últimos
governos se prendeu num trinômio: arrecadação covarde e fácil,
administradores tributários venais e criação de dificuldade
com venda de facilidade. Maria S. Moreira Brasília, DF
Quem diria? Jamais poderíamos
esperar que o McDonald's, esse gigante americano do ramo de alimentação,
pudesse capitular diante do nosso sistema corrupto. Daniel dos Santos
Paraibuna, SP Não me admiro
com as práticas heterodoxas do McDonald's. Desde que Gregory Ryan deixou
a rede, é péssimo o atendimento, as lojas estão sujas, e
o que é pior: ninguém nos ouve quando reclamamos. Os funcionários
ficam com cara de quem literalmente não tem a menor idéia de como
tratar bem um cliente. Chamem o Greg Ryan de volta! Josimar Lopes
São Paulo, SP
Juros VEJA teria uma posição
diferente se refletisse sobre o desempenho econômico das economias cujo
banco central segue metas de inflação. Na América Latina,
os que seguem o modelo, México e Brasil, em 2005 crescerão 3% e
2,3%, respectivamente, os dois piores desempenhos econômicos entre as economias
mais relevantes da região. Chile, Peru, Argentina, Uruguai e Venezuela
crescerão no mínimo 6%. A Inglaterra reduziu significativamente
sua velocidade de crescimento econômico depois de passar a seguir o método
de inflation targeting. Outras economias como Israel, República
Checa e Nova Zelândia também apresentam desempenho pífio,
e seguem esse modismo. Em geral, bancos centrais cujo único objetivo é
conter a inflação acabam deprimindo o crescimento em comparação
aos que, além de conter a inflação, têm como obrigação
manter o nível do emprego e acelerar o crescimento ("Sete perguntas sobre
os juros", 21 de dezembro). Igor Cornelsen São Paulo, SP
A matéria menciona que a taxa
de juros só será substancialmente reduzida quando o governo efetuar
profundo corte nos gastos públicos. Todavia, considerando-se a situação
de verdadeira penúria por que passam as áreas de saúde, educação,
segurança, previdência, além do iminente sucateamento da infra-estrutura
nacional, tal afirmativa soa até como um despropósito. Na realidade,
o Brasil precisa mesmo é acabar com a agiotagem institucionalizada: existe
uma financeira em cada esquina das médias e grandes cidades, com funcionários
disputando quase a tapas e beliscões os desavisados transeuntes. Edival
Galindo Medeiros Campo Magro, PR
Pedro Henry
Causou-me surpresa o fato de ter sido relacionado como um dos beneficiários
de 4,1 milhões de reais juntamente com os deputados Pedro Correa e José
Janene ("Os amigos ocultos", 21 de dezembro). Tenho a plena convicção
de que a revista VEJA presta e prestou grandes serviços à nação
brasileira, pautando-se por um jornalismo independente e compromissado com a verdade
dos fatos, daí o motivo de eu estar escrevendo esta carta para manifestar
minha total discordância quanto à inserção de meu nome
como um dos beneficiários dessa quantia apontada na reportagem. Não
posso concordar com esse fato por não ser verdade. Em momento algum meu
nome esteve envolvido com qualquer ato ilegal em todo esse processo que o Parlamento
brasileiro está vivendo. A única menção feita a meu
nome, que originou a representação no Conselho de Ética,
é a afirmação "caluniosa" do deputado Roberto Jefferson de
que eu teria cooptado parlamentares do seu partido, o PTB, para o PP. Nada além
disso, como o senhor poderá verificar nos documentos que anexo. Compreendo
perfeitamente que possam ocorrer fatos assim no jornalismo e não creio
ter havido má-fé, e sim uma informação incorreta.
Aproveito a ocasião para solicitar a retificação, portanto,
pois os prejuízos que pode causar a meu nome uma matéria como essa
são irreparáveis. Pedro Henry Deputado federal
(PPMT) Brasília, DF
Ensino fundamental Lendo a matéria
"Um ano a mais na escola" (14 de dezembro), sobre o projeto de lei aprovado pela
Câmara dos Deputados para aumentar em um ano a garantia de estudo para as
crianças, voltei a pensar na nossa educação. Se esse projeto
não vier acompanhado de outras medidas, de nada adiantará. Acredito
que uma medida primordial é investir nos nossos educadores, não
só com aumento salarial, mas em capacitação. A partir do
momento em que esses profissionais forem devidamente valorizados e estiverem preparados
e motivados, eles próprios serão agentes de transformação,
para que tenhamos mudanças no nosso modelo atual de educação.
Roberta Perdomo Por e-mail
O projeto seria bom se seguisse na íntegra o de países com "educação-modelo".
Do contrário, será um desperdício para o aluno manter-se
vinculado por mais um ano a um ensino tão deficiente. Há que pensar
em alternativas que atendam a nossas necessidades, que se enquadrem em nossa realidade
e sejam praticáveis. Renata Maria dos Santos Aracaju, SE
Sou contra o aumento do tempo de permanência
da criança na escola. No Brasil, o problema da educação não
está ligado à duração do ensino fundamental ou do
médio. A questão centra-se na falta de estrutura das escolas, em
professores mal remunerados e mal preparados e, principalmente, nos currículos
ultrapassados e divorciados da realidade. A solução é mais
qualidade, e não mais quantidade. Luiz Carlos Gonçalves
Professor de português Divinópolis, MG
A reportagem abordou problemas vitais que obviamente devem ser resolvidos para
a melhoria da educação no Brasil. Contudo, há muitos anos
venho insistindo na urgente necessidade de correção de mais duas
questões: a disciplina nas escolas ("Com medo dos alunos", 11 de maio)
e a atuação efetiva dos pais. A disciplina foi em parte ultrajada
pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, porquanto impediu que escolas
e professores adotassem medidas disciplinares antes consideradas corretivas e
educativas para alunos que provocavam a quebra da ordem em sala de aula. E os
pais foram incentivados a permitir liberdade total para evitar, dizem alguns,
a quebra do desenvolvimento criativo. Virou libertinagem. Portanto, revisar o
ECA e exigir a efetiva participação dos pais, inclusive através
do Ministério Público, são medidas complementares indispensáveis
e urgentes a ser tomadas. Mario Carlos Rogerio Vercesi Aparecida Goiânia,
GO Nossos governantes querem as crianças
nove anos no ensino fundamental. Será que esses mesmos governantes sabem
qual a qualidade de vida dos nossos alunos desde o nascimento até a fase
escolar? Não precisamos que nossas crianças fiquem nove anos na
escola, precisamos que elas tenham acesso a alimentação adequada
desde o nascimento para que não apresentem deficiências no aprendizado.
Aumenta-se o tempo nas escolas como nos países do Primeiro Mundo, mas não
se verificam as condições de vida das famílias nem sua renda.
Simone Ribeiro Jundiaí, SP
Informalidade A
matéria "A armadilha da informalidade" (14 de dezembro) é uma importante
contribuição para o progresso do país. É fundamental
que o brasileiro se conscientize dos reveses oriundos do comércio informal,
destacadamente de cargas roubadas, produtos piratas e dos que ocupam irregularmente
o espaço urbano. Em última análise, somos todos prejudicados,
e a conscientização é uma das principais formas de combater
esse mal. Jean Mikhael Makdissi Junior Diretor de relações
públicas da Associação de Lojistas do Brás São
Paulo, SP Como diretor-presidente
da CD+, a quarta empresa de replicação de CDs no ranking nacional,
afirmo que esse é um dos segmentos mais penalizados não só
pela pirataria mas também por uma perversa política de tributação,
que asfixia brutalmente a indústria do setor. Para se ter idéia,
se a fabricação de CDs e DVDs é feita na Zona Franca de Manaus,
onde há tributação reduzida, a indústria depara com
o alto custo imposto pela logística de distribuição. Quando
se fabrica fora de Manaus, não se tem o benefício de redução/isenção
de impostos e contribuições, e o resultado: encargos na ordem de
36% a 40% sobre o preço de venda bruta, além de encargos sociais
e, quando houver lucro, de IR e CSL. Tudo isso somado à tributação
que toda a cadeia de circulação acumula na distribuição
do produto, além dos valores correspondentes ao frete, royalties e direitos
autorais. Questões que só serão resolvidas se o Brasil se
debruçar sobre uma agenda de simplificação da economia e
se comprometer, de fato, com uma reforma tributária justa. Fabio
Zanetti Diretor-presidente da Nordeste Digital Line-CD+ Caucaia, CE
Pantanal
Muito oportuna a matéria "Pantanal Um paraíso
em perigo" (14 de dezembro), sobre as ameaças que sofre nosso Pantanal
a todo instante. Entre elas, cabe dizer, as que mais aterrorizam os moradores
de Mato Grosso do Sul são as idéias descabidas de nosso governo,
que tem à frente o Zeca do PT. Ora, senhor Zeca, falar em instalação
de usinas de álcool na região é um devaneio tão gritante
quanto crer que seu partido esteja isento das denúncias de corrupção
que ouvimos no dia-a-dia. Acho que o Francisco Anselmo que Deus o tenha
ateou fogo ao próprio corpo com receio de que o próximo "grande
plano" do Zeca fosse instalar refinarias de petróleo em Bonito. A.J.
Gevaerd Campo Grande, MS O
desenvolvimento sustentável da região é o foco principal
da Embrapa Pantanal (www.cpap.embrapa.br),
ao que nos dedicamos totalmente. Para nós, o desenvolvimento sustentável
inclui a manutenção da biodiversidade e dos processos ecológicos
fundamentais ao ecossistema. Nosso maior desafio é compatibilizar o desenvolvimento
econômico e social da região com sua conservação. É
preciso esclarecer que o Pantanal não é tão rico em biodiversidade
quanto a Amazônia, a Mata Atlântica e o cerrado, mas é a área
úmida mais rica em diversidade de aves no planeta, com pelo menos 465 espécies,
número que deve chegar a 500 após os inventários ora em andamento.
A Embrapa Pantanal ressalta ainda que o jacaré-do-papo-amarelo (Caiman
latirostris) não ocorre no Pantanal; a espécie correta é
o Caiman yacare, ou jacaré do Pantanal, que é o mostrado
na foto da matéria. Denise Justino da Silva Jornalista da
Embrapa Pantanal Área de Comunicação e Negócios
(ACN) Corumbá, MS A situação
está pior do que se viu na reportagem. Em Cuiabá, a população
metropolitana é de 800.000 pessoas, aproximadamente, e não há
tratamento de esgoto, que é despejado no Rio Cuiabá e vai direto
para o Pantanal, com toneladas de lixo in natura. O fim daquele ecossistema
está próximo. Roberto Mendes da Silva Cuiabá,
MT A matéria sobre a saúde
dos rios brasileiros "Retrato das águas" (14 de dezembro) veio atender
à maior preocupação do planeta. A crise que se avizinha é
a falta de água doce. E a água é vida. Na Terra, não
existe vida sem água. Erisvaldo Gadelha Saraiva João
Pessoa, PB
Hugo Chávez Na Venezuela chavista, todo
o mérito popular do ditador provém do ardil de sustentar com migalhas
um povo "acostumado" com a inanição política. O contra-senso
sentido pelo povo entre o antigo governo, elitista e negligente, e o assistencialismo
estratégico de Chávez lembra o paradoxo de um homem que após
viver anos nos escombros de uma caverna escura perde a visão ao deparar
com a fraca luz de um dia nublado. No caso dos venezuelanos, a cegueira permite
que o caudilho se passe por representante dos pobres e os Estados Unidos por arqui-rival
("Viagem ao circo de Chávez", 14 de dezembro). Thiago Trindade
Vitória da Conquista, BA Especial
O Melhor do Brasil VEJA está
de parabéns pelo conteúdo da revista desta semana, especialmente
pelo guia O Melhor do Brasil (dezembro de 2005). Eu e meu noivo nos deliciamos
e viajamos ao lê-lo. Foi de imensa utilidade, pois sempre nos aventuramos
Brasil afora e, às vezes, pagamos mico por estarmos mal informados. Valeu
pela qualidade! Juliana Silva Por e-mail
Sensacional a edição VEJA O Melhor do Brasil. Vivemos hoje
uma época em que o turismo é talvez a maior válvula de escape
com que podemos sonhar para enfrentar as inúmeras dificuldades do dia-a-dia.
A distribuição gratuita do guia é um grande presente para
todos, pois ajuda a tornar esse sonho as viagens uma experiência
mais agradável com suas dicas e sugestões de lugares. Entretanto,
sinto falta de sugestões de restaurantes com preços mais em conta,
a maioria das casas recomendadas não está acessível à
grande parte dos que hoje viajam. Outra sugestão é a participação
dos leitores nas votações. Nelson Laskowsky Rio
de Janeiro, RJ Roberto
Pompeu de Toledo Como gostaria de ter sido eu a
escrever o comovente ensaio "Um certo José" (21 de dezembro). Texto primoroso
e extremamente criativo. A grande imprensa demonstra em artigos como esse que
ainda não sucumbiu às banalidades nem às mediocridades reinantes.
Queiram o articulista e VEJA, que o abriga, receber meus cumprimentos. José
Cândido da Silva Professor da PUC (MG) Por e-mail
Tales Alvarenga
Pois é, caro Tales. O potencial ex-presidente enganou gente demais. Quase
todo mundo para falar a verdade. Porém, eu posso me gabar de que nunca
caí nesse papo furado dele. Para citar o grande Abraham Lincoln: "Pode-se
enganar alguns durante todo o tempo; pode-se enganar todos por algum tempo; mas
não se pode enganar a todos durante todo o tempo" ("O testamento do PT",
21 de dezembro). Natan de Cerqueira Fortaleza, CE
André Petry
Não tenho dúvida de que a grande maioria dos nossos deputados é
honesta e bem-intencionada, porém a imagem que eles transmitem ao povo
é péssima. André Petry foi muito feliz em seu artigo "Todo
político é ladrão" (21 de dezembro), abordando o assunto
com muita clareza e objetividade. Cabe aos próprios deputados a tarefa
de limpar o Congresso, cassando e eliminando os desonestos. Caso contrário,
o povo vai generalizar, dizendo que "todo político é ladrão".
Cláudio Froes Peña Porto Alegre, RS
Diogo Mainardi
Faltou uma pergunta que deveria ter sido feita ao ex-presidente em "Bate-bola
com FHC" (21 de dezembro). O PSDB tem planos de manter o que talvez seja o único
acerto do governo do PT, o Palocci? Parabéns pelo seu trabalho, e coragem,
coisa que falta em muitos por aí. Giuliano Chagas Biasioli
Por e-mail Sangue
Parabéns pela brilhante reportagem que mostra uma técnica que muito
tem auxiliado no tratamento de úlceras na pele provocadas pelo diabetes,
assim como aumentado o sucesso nos casos de implante dentário. No meio
científico, essa técnica de plasma rico em plaquetas (PRP) tem se
mostrado um dos grandes achados para apressar a regeneração de tecidos
("A máquina que faz cola. De sangue", 21 de dezembro). Doutor Marco
A.B. Pontual www.drpontual.com.br Vitória, ES
Eduardo Gomes
Com relação à nota "Ele tinha estilista" (14 de dezembro),
esclareço que prestei declarações aos auditores da Brasil
Telecom em meio a ambiente inamistoso, que me impôs o uso da ironia. Feito
o registro, informo que jamais prestei serviços como personal stylist de
Daniel Dantas. O cargo que ocupei foi o de diretor de arte da Brasil Telecom.
Eduardo Gomes Rio de Janeiro, RJ
Cartas Tendo em vista o quadro "O leão impiedoso
com o leitor" (Cartas, 21 de dezembro), gostaria de cumprimentá-los e pedir
que continuem fazendo pressão na Receita Federal, pois também estou
inconformada com a demora da minha restituição do imposto retido
na fonte sobre indenização trabalhista, que levou sete anos para
que eu recebesse. Silvia H Bordotti Por e-mail
Animais de estimação
Muito interessante destacar essas criaturinhas
que nos ajudam a desenvolver laços afetivos. Sou vovó fictícia
de um belo cãozinho da raça lhasa apso. Ele me ajuda na recuperação
da depressão ("O que seu bicho precisa...", 14 de dezembro). Conceição
Consalter Lençóis Paulista, SP
CORREÇÕES: Na reportagem "Os amigos ocultos" (21 de dezembro),
informa-se que o nome do deputado José Mentor (PT-SP) apareceu na lista
elaborada por Marcos Valério, mas, na verdade, seu nome surgiu numa quebra
de sigilo bancário feita pela CPI dos Correios, na qual o deputado consta
como beneficiário de 120.000 reais do valerioduto, e não de 180.000
reais. Ao contrário do que foi publicado
na reportagem "Um mar de areia" (Especial O Melhor do Brasil, dezembro
de 2005), Maragogi fica no estado do Alagoas, e não no Rio Grande do Norte.
A foto que aparece no alto da página
128 ("Sou bi. E daí?") é do seriado Os Assumidos (Queer as Folk),
e não do seriado The L Word. 
MENTE EM EQUILIBRIO
Entre os
dezoito leitores que comentaram a entrevista com a atriz americana Linda Hamilton
(Amarelas, 7 de dezembro), que assumiu publicamente sofrer de transtorno bipolar,
está Fabiane Pessoa Sampaio, de Fortaleza (CE), que luta contra o distúrbio
há mais de vinte anos. "Não existe ex-bipolar. Podemos encontrar
certo equilíbrio na vigília, e é, paradoxalmente, nessa auto-observância
constante e por vezes cansativa que nos superamos", conta Fabiane, que indica
dois livros que a ajudaram a entender um pouco mais a doença, que alterna
momentos de euforia com depressão. São eles: O Demônio
do Meio-Dia, de Andrew Solomon, e Uma Mente Inquieta, de Kay Redfield
Jamison. A psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Instituto de Psiquiatria do Hospital
das Clínicas, informa que portadores da doença e seus familiares
também podem procurar orientação na Associação
Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (www.abrata.org.br),
em São Paulo. A leitora Lilian Miranda, de Curitiba (PR), indica a ONG
Mãos sem Fronteiras (www.maossemfronteiras.com.br),
que a ajudou no enfrentamento do distúrbio, que a afligiu por oito anos. |
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