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Um
autor por baixo da carne-seca Y ASÍ
PASAN LOS DÍAS 1. Vocês
ainda se lembram daquela história, edificante!, do garoto holandês
que botou o dedo na rachadura do dique pra salvar sua cidade, e toda a Holanda,
por que não?, de ser inundada pelas águas? Pois é. O Brasil
está precisando de pelo menos um milhão desses garotos pra tapar
com o dedo todas as rachaduras que estão aparecendo em nossos cofres morais.
E, olha aqui não seria também uma forma de resolver o problema
dos menores abandonados? Nosso maior pobrema? 2.
Estatística do IMGE (Instituto Millôr de Geografia e Estatística):
10% das mulheres dirigem admiravelmente 90% são material de anedota. 3.
Os extremos se trocam. Pouco a pouco, mesmo no mundo ocidental, a quantidade
de camisetas T-shirt com retrato de Bin Laden está se aproximando
da quantidade das que têm a figura de Chê Guevara. Cada oriente
tem o ocidente que merece. 4. Na
soma de todas as parcelas é com a subtração que se vão
todos os lucros. 5. E neste parágrafo
5 quero deixar consignado que estou plenamente de acordo com companheiros que
apontam a imprensa, seus editores ignorantes, sectários e prepotentes,
como responsáveis por "tudo isso que está aí".
Essa imprensa, afinal, digamos a palavra, solidários que somos com os esclarecidos
companheiros safada. 6. Mas
é ainda a essa mesma imprensa que, por falta de ideal mais alto, de profissão
mais digna, de função mais bem remunerada, continuo a servir nesta
modesta (mas modesta, hein, mamita?) página da VEJA. Depois de ter feito
o mesmo em exatamente duas dezenas de publicações desprevenidas
atualmente até em UOL, que ainda não concluí se é
imprensa, ou apenas um ato de levitação cinética. Pois
é, alguns já repararam e me fazem justiça (embora eu mereça
mesmo é misericórdia) que continuo aqui, neste local e neste espaço,
neste dia e nesta hora, na mesma linha -bitola estreita- de sempre e prossigo
nesta letra (estão me acompanhando?), prometendo a mim mesmo e a
vocês, ora!, ora! não botar a boca em nenhum trombone. Pois
não tenho a menor vontade de ser mais uma arcada dentária à
disposição do doutor Palhares, identificada valha o trocadalho
no livro de tombo dos que caíram sem glória. Mas
é isso aí. Fica combinado: se alguém repetir como se fosse
minha qualquer coisa que afirmo, eu logo desminto. Pois em matéria de heroísmo
tudo que fiz na vida foi recusar os meus 10%. Coisa, aliás, de que me arrependo
muito. 7. ?.!!!!!!!!?
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