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28 de novembro de 2007
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Morreram: o coreógrafo francês Maurice Béjart, nome capital da dança contemporânea. Filho de Gaston Berger, um industrial que ganhou fama como filósofo, Maurice tornou-se dançarino porque seu médico recomendou que se exercitasse. Na juventude, substituiu o sobrenome paterno pelo de Armande Béjart, mulher do dramaturgo Molière, de quem era fã. No pós-guerra, começou a desenvolver seu estilo, que valoriza a participação masculina e a sensua-lidade. Em 1959, foi aclamado pela crítica por sua ousada A Sagração da Primavera, da obra homônima de Igor Stravinsky. O êxito o incentivou a montar, no ano seguinte, sua própria companhia, o Ballet du XXe Siècle. A coreografia de estréia desse grupo, Bolero, sobre a obra de Maurice Ravel, também alcançou um estrondoso sucesso. Béjart, que assinou mais de 220 trabalhos, dedicou-se à dança até os seus últimos momentos. Do hospital onde morreu, acompanhava por telefone os ensaios de sua mais nova coreografia, que estreará em dezembro. Dia 22, aos 80 anos, de problemas cardíacos e renais, na Suíça.

• o ex-ditador da Rodésia, atual Zimbábue, Ian Smith. Em 1965, ele proclamou a independência do país, que era colônia da Inglaterra. Por catorze anos, Ian Smith liderou um governo racista e violento, que pregava a supremacia branca. Pivô de uma guerra civil que durou sete anos e matou 30.000 pessoas, Smith abandonou o poder por pressão internacional. Dia 20, aos 88 anos, de derrame, na África do Sul.

• a baleia minke que encalhou duas vezes no Rio Tapajós. Os biólogos acreditam que o animal se confundiu ao passar nas imediações da Foz do Amazonas e nadou mais de 1.000 quilômetros em água doce, continente adentro. Dia 20, no Pará.

Encontrado: o corpo do jogador americano de basquete Tony Lee Harris, que atuava no clube Universo, de Brasília. Depois de passar catorze dias desaparecido, ele foi achado enforcado com cadarços de tênis, pendurado em uma árvore de uma fazenda do Exército. Os dirigentes do clube dizem que o jogador apresentava sinais de síndrome de perseguição. A polícia acredita em suicídio. Dia 18, em Formosa, Goiás

Charles Platiau/AP
Jacques Chirac: indiciado por empregar amigos em seu gabinete


Indiciado:
o ex-presidente francês Jacques Chirac por desvio de verbas públicas quando era prefeito de Paris, entre 1977 e 1995. Ele é acusado de transformar seu gabinete em cabide de empregos para amigos que nunca apareciam para trabalhar. Chirac nega que tenha orquestrado a mamata. É a primeira vez que um ex-presidente francês é indiciado. Dia 21, em Paris.

Perdidas: pelo governo da Inglaterra informações confidenciais de 25 milhões de ingleses. Eram dados pessoais e bancários de beneficiários de um programa estatal de ajuda financeira. As informações estavam em dois CDs-ROM que, enviados pelo Fisco inglês ao Escritório Nacional de Auditoria, nunca chegaram ao destino. Dia 20, em Londres.

Presos: 34 integrantes da Liga dos Camponeses Pobres, que haviam invadido dois meses atrás a fazenda Forkilha, no Pará. Depois de tomarem a terra, os líderes do movimento passaram a extorquir seus liderados. Era a imagem acabada da terra sem lei. Depois de VEJA relatar o caso, a polícia decidiu trabalhar. Agora, os fora-da-lei poderão lotear o terreno do xilindró. Dia 19.

• o presidente do Tribunal de Contas da Bahia, Antônio Honorato de Castro Neto. Ele é acusado de integrar uma quadrilha que, por dez anos, fraudou licitações nas áreas de segurança e de limpeza pública no estado, causando um prejuí-zo de 625 milhões de reais. Dia 22, em Salvador.

Divulgação
O alemão Poschmann e a garra fossilizada do escorpião gigante

Descoberta: a garra fossilizada de um escorpião gigante. Ela foi encontrada na Alemanha pelo cientista Markus Poschmann. A garra tem 46 centímetros, o que faz crer que o escorpião em questão tinha 2,5 metros de comprimento. Estima-se que a espécie tenha vivido há 390 milhões de anos, em ambiente marinho. O fóssil foi exposto no dia 20, em Londres.




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