"Dormir
não é perda de tempo. É o tempo
de que precisamos para ganhar força e
combustível para a nossa mente." Fernanda Barollo Sforcin São Paulo, SP
Segredos do sono
Com grande expectativa,
li a reportagem "Dormir para aprender" (21 de novembro),
sobre o sono, pois durante anos percorri dezenas de consultórios
e fiz outras dezenas de exames para tentar resolver problemas
de memória, raciocínio e fadiga crônica,
sem saber que eram um distúrbio de sono. Por quase
unanimidade os médicos me receitavam antidepressivos.
O mais impressionante foi que, mesmo após ter sido
descoberto o distúrbio, ele continuou a ser ignorado
pelos médicos. Minha esperança é que
essa reportagem sirva para informar os profissionais da importância
do assunto. Lisiane A. Barreto Curitiba, PR
As conclusões científicas
a que VEJA teve acesso e que divulga em sua mais nova
edição só corroboram o que a voz
comum das ruas já sabe faz tempo: que uma boa noite
de sono, com qualidade e não só quantidade,
é capaz de operar verdadeiros milagres para a
mente e o corpo humanos. Dormir de modo correto, o que
inclui a postura, e dentro de um mínimo de moderação
para evitar excessos (tanto para mais quanto para menos),
é meio caminho andado para render mais no trabalho. Não
custa lembrar que o ser humano gasta um terço de sua
vida dormindo; portanto é de bom-tom que o faça
inteligentemente. Não existe fórmula mágica:
dormir bem auxilia no aprendizado e na memória. Dureza
vai ser tornar isso um mantra de vida em um mundo
tão agitado e impaciente como o nosso.
Aí, cara pálida, já são outros
quinhentos. Gustavo Henrique B.A.
Freire Recife, PE
O sono é
um alimento para o corpo e para a alma, e isso está
muito bem explicado e detalhado na matéria. Parabéns
à equipe, em especial ao jornalista Marcos Todeschini,
pela inteligente reportagem. Só fará bem a quem
a leu.
Patrick Dimon São Paulo, SP
Dormir não
é perda de tempo. É o tempo de que precisamos
para ganhar força e combustível para a nossa
mente. Fernanda Barollo Sforcin São Paulo, SP
O sono só
é restaurador quando temos motivos para novas jornadas
saudáveis. Como no país tudo é pela lei
de Gérson, poderemos realmente descansar? Isaac Soares de Lima Maceió, AL Eric Nadelstern
Adorei a entrevista
com o professor americano Eric Nadelstern (Amarelas, 21 de
novembro). Há tempos venho defendendo a necessidade
de a escola pública ter "patrão".
Esse "patrão", na figura do diretor, necessita
de incentivos, de autonomia e deve cobrar resultados de seu
corpo docente. Para isso, precisa planejar, ter objetivos,
pois ele deverá ser igualmente cobrado. Ficará
no cargo se for competente e se for aprovado pela comunidade,
e ganhará participação nos resultados
se cumprir suas metas. Yolanda Maria Davis
de Almeida Mantenedora do Espaço
Natural Berçário e Educação Infantil São José
dos Campos, SP
A maravilhosa
entrevista com Eric Nadelstern acertou em muitas maneiras
alguns dos problemas mais sérios das escolas americanas.
É mais do que interessante a constatação
da importância da autonomia do diretor, de provas de
aprendizagem e da diminuição do tamanho das
escolas e turmas. Esses esforços já têm
premiado as instituições de ensino da cidade
de Nova York com quase 60% dos estudantes concluindo o ensino
médio. Barbara P. Lamp Pedagoga Recife, PE
Já fazia
algum tempo eu esperava por uma entrevista que pudesse explicar
a má qualidade da educação brasileira.
Como sempre, VEJA não deixou seus leitores esperando,
sem informações de qualidade, e trouxe um profissional
renomado mundialmente para uma elucidação majestosa
e utilitária. A abordagem de Nadelstern faz com que
percebamos claramente que não há vontade política
para resolver o problema e dar melhor qualidade ao ensino
no Brasil. Diógenes Pereira
da Silva Uberlândia, MG
Portos
Na reportagem "Infra-estrutura,
é preciso vencer essa guerra" (8 de agosto), VEJA
fez uma ampla abordagem dos problemas e apontou as soluções
para o setor. Sempre com o intuito de bem informar, três
meses depois a revista volta ao assunto com a matéria
"A lógica do atraso" (21 de novembro), na
qual trata novamente do tema da logística. Nesse sentido,
gostaria de comentar algo pitoresco. Estava retornando da
Ilha de Itaparica no sábado (17), às 13 horas,
e observei que havia em torno de dez navios ancorados ao largo
da Baía de Todos os Santos. Observei também
que a área de carga e descarga da Codeba (estatal que
administra o porto) estava totalmente vazia, sem nenhum navio
no píer (só um porta-contêineres no terminal
privado). Curioso que sou, perguntei o porquê daquele
marasmo, daquele clima de feriado, e a resposta foi que
nos fins de semana e feriados não há atividade
portuária. Como um país pode ser competitivo
se os portos "fecham para descanso"? Humberto Viana Guimarães Salvador, BA
A situação
dos portos no Brasil é calamitosa, basta verificar
Paranaguá (quando não tem greve). Realmente,
é o gargalo da produção. Aliado à
ineficiência dos portos, o governo, com seu Ministério
dos Transportes, mantém rodovias esburacadas e muito
perigosas, outro enorme problema enfrentado pela logística. João Paulo B.
da Silva Ribeirão Preto,
SP
Sindicalismo
Eu comprei a revista
e demorei para ler a reportagem "A mamata dos sindicalistas"
(21 de novembro). Deixei por último porque sabia que
iria passar raiva. E passei! Sou médica, trabalho bastante e
recebo muito, mas muito menos do que a maioria das pessoas
citadas na reportagem. Já que é para
passar raiva, vamos comparar o salário do senhor
Jair Meneguelli, que recebe 25.000 reais, com o de um médico
que trabalha no SUS e ganha 10 reais por consulta (contando
com o reajuste que teve em outubro). Para que um médico
tivesse o mesmo salário que o senhor Jair, teria de
atender num mês 2.500 consultas, quatro pacientes
por hora, 625 horas por mês, 21 horas por dia num mês
de trinta dias, incluindo sábados e domingos. Duvido
que o senhor Jair trabalhe tudo isso e ainda tenha os
mesmos riscos e responsabilidades de um médico. Eu
me sinto um pouco pior agora, mas agradeço por
termos uma revista como VEJA. Marianna Mellone de Camargo Galani Campinas, SP
O sindicalismo no
Brasil nasceu graças ao estado, atrelado a ele umbilicalmente
até os nossos dias, especialmente pelo financiamento
público das entidades privadas de classe. A liberdade
de associação sindical não existe de
fato. O trabalhador, ainda que não filiado, é
compelido a financiar sindicato que muitas vezes desconhece.
A aprovação da CPMF, caso ocorra, deveria
vincular-se à extinção da contribuição
sindical compulsória, em respeito ao princípio
da intangibilidade salarial também previsto na Constituição
Federal. Humberto Halison Barbosa
de Carvalho e Silva Juiz do trabalho e
professor de direito coletivo
do trabalho da ESMAT-PB João Pessoa, PB
Veja essa
Maluf (a que ponto
chegamos!) é mais sensato do que o presidente Lula,
ao avaliar sem miopia a figura do
presidente venezuelano (Veja essa, 21 de novembro). Helaine Povoa Brasília, DF
O bate-boca entre
Adib Jatene e Paulo Skaf sobre a CPMF (Veja essa, 21 de novembro)
é um daqueles episódios cinematográficos
da comédia nacional. Ambos têm razão!
Ricardo Luiz Freitas Rio de Janeiro, RJ
Juan
Carlos versus Hugo Chávez
Não é
toda freguesia que tolera as provocações de
Hugo Chávez. Não o rei da Espanha ("Chávez
calado já está errado", 21 de novembro). Figura
cordial e respeitadíssima em seu país, em circunstância
alguma usa de sua posição real para subestimar
quem quer que seja. Pelo contrário, toda a família
real espanhola prima pela educação, pela discrição,
pelo acolhimento sincero e pela ausência de ostentação.
Eulga Prado Curitiba, PR
O rei Juan Carlos,
da Espanha, errou ao mandar o presidente Hugo Chávez,
da Venezuela, calar a boca. Mandar alguém calar a boca
em público é tão deselegante quanto impedir
que alguém se manifeste falando ao mesmo tempo em que
seu interlocutor, que era o que Chávez tentava fazer
na oportunidade, impedindo, de forma insensata, a manifestação
do atual chefe de governo da Espanha de terminar sua réplica
ao insulto que havia sido dirigido ao ex-presidente de governo
Aznar. Sérgio Peixoto
Mendes Porto Alegre, RS
Pena o rei Juan
Carlos não estar presente à entrevista de Lula
em que este pôs às claras não saber a
diferença entre regime presidencialista e parlamentarista,
ditador e democrata, forma de exercer o poder e usurpação
do poder, democracia com a realização de eleições
e plebiscitos, promovendo um verdadeiro festival de desatinos.
Certamente o rei teria dito: "Por qué no te
callas también?". Eduardo Roberto
da Silva Natal, RN
A atitude do rei
Juan Carlos, da Espanha, ao mandar Hugo Chávez calar
a boca demonstrou a enorme diferença existente entre
os sérios estadistas e os fanfarrões. Hugo Chávez
recebeu uma boa resposta do rei da Espanha. Turíbio Liberatto São Caetano
do Sul, SP
Sugestões
ao tenente-coronel Hugo Chávez: faz como o também
fascista espanhol Francisco Franco: promove-te a "Generalíssimo"
e proclama-te "Caudillo de Venezuela, por la gracia de
Dios". Quem sabe teus conterrâneos concluam
que és um "louco de pedra". Estou seguro
de que o "compañero" Lula há
de arranjar-te acomodações no Juqueri! Nelson Coslovsky Presidente Prudente,
SP
Até que enfim
um líder mundial enquadrou o perfeito idiota latino-americano.
Vida longa ao rei. Sirio P. Oberziner Timbó, SC
Osesp
Quero cumprimentar
VEJA pela reportagem "Como fugir do marasmo" (21
de novembro), sobre a Osesp. Finalmente um jornalista fala
coisa com coisa sobre essa orquestra e esse maestro. Parece
que chegou a hora da mudança, e esperamos que venha em
benefício da orquestra e de seus ouvintes. O tão
apregoado milagre que esse maestro teria feito se deve
aos 40 milhões que teve a sua disposição.
Aliás, ele foi durante alguns meses diretor do
Municipal de São Paulo e da Orquestra Sinfônica
Jovem, e o milagre não aconteceu. Temos no Brasil maestros mais
musicais, mais competentes, com carreira internacional e com
melhor currículo. Posso citar três nomes que,
exatamente por essas razões, nunca foram convidados
por ele para reger a Osesp: os maestros Isaac Karabtchewsky,
Júlio Medaglia e Henrique Morelembaum. Leniza Castello Branco São Paulo, SP
Com respeito à
reportagem, creio que a análise de VEJA contém
várias alegações discutíveis.
Participei pessoalmente das mais de trinta reuniões
de programação da temporada 2008 da Osesp, em
que analisamos cada música, cada mérito de solista
e maestro, cada minutagem e cada combinação
de obras, levando em conta a importância da interpretação
das peças para o público e para a orquestra,
buscando tradição, renovação e
vanguarda. Se interpretar Die Tote Stadt, de Korngold,
ou as obras de Maxwell Davies, Roussell, Zemlinsky ou Blacher
não é considerado surpreendente nem é
um passo adiante na evolução da orquestra, o
que seria então? Victor Hugo Toro Regente assistente
da Osesp São Paulo, SP
Seja na música,
na política, na ciência, seja em qualquer outra
área, quando o ego se sobrepõe à inteligência,
"está na hora de pensar na sucessão".
Os dez anos sob a batuta de Neschling não só
deram à Osesp um ponto de estagnação
como trouxeram descontentamento para a maioria dos músicos Mirna Machado Atibaia, SP
Se há uma
coisa que não existe na Osesp é marasmo. Trabalhamos
duro, ensaiamos exaustivamente, temos um repertório
imenso, não tocamos o trivial e matamos um leão
por dia, todos os dias. Daí decorre a lista imensa
de prêmios. Com isso tudo, a Osesp chegou aonde
está com o esforço de músicos extremamente
qualificados e dedicados. Não há corpo
mole. A reportagem acertou em nos comparar às
grandes orquestras internacionais e citar Furtwängler
para falar de Neschling. O maestro nunca escondeu de
nós que um dia poderá deixar a orquestra, mas,
antes disso, a sociedade brasileira lhe deve um monumento
e uma praça com seu nome. Joel Gisiger Primeiro-oboé-solo
da Osesp São Paulo, SP
VEJA se esqueceu
de mencionar que o trabalho do maestro John Neschling nos
últimos dez anos não foi apenas dele, já
que o maestro Roberto Minczuck (primeiro brasileiro a ser
regente assistente da Filarmônica de New York) trabalhou,
e muito, na transformação dessa orquestra, que,
como bem indicou o repórter Sérgio Martins,
corre o perigo de ficar "estacionada" no patamar
(respeitável) em que está hoje. Alberto Rios São Paulo, SP
Na corda bamba
Sobre informações
veiculadas por VEJA na seção Contexto sob o
título "Sete governadores na corda bamba"
(21 de novembro), a Secretaria da Comunicação
do Tocantins esclarece que o governador do estado, Marcelo
Miranda (PMDB), está tranqüilo com o desenrolar
do caso na Justiça Eleitoral. As acusações
contra ele, constantes do processo movido pela coligação
derrotada nas urnas, são infundadas. Sebastião Vieira
de Melo Secretaria da Comunicação Palmas, TO
Quero registrar
que o governador Ivo Cassol, do estado de Rondônia,
citado na matéria como sendo pertencente aos quadros
do Partido Popular Socialista, desligou-se do PPS no dia 8
de agosto, conforme correspondência de sua lavra protocolada
na sede do Diretório Regional do partido, em Porto
Velho. Moreira Mendes Deputado federal,presidente do Diretório Regional do PPS Porto Velho, RO
Petróleo
Muito boa a notícia
da nova descoberta da Petrobras ("É só
teste... mas dá para comemorar", 14 de novembro),
uma justa recompensa pelo reconhecido esforço que a
empresa mantém na busca de estabelecer novos horizontes
na produção de petróleo. Gostaria apenas
de esclarecer que a plataforma que aparece na foto é
de produção, e não de exploração,
como citado na legenda. A maior lâmina dágua
operada pela Petrobras é de 1.870 metros, no campo
de Roncador, na Bacia de Campos, embora já haja poços
perfurados com quase 3.000 metros de lâmina dágua.
Quanto à profundidade, a Petrobras tem poços
produzindo com quase 5 000 metros de profundidade e já
perfurou poços com mais de 7.000. Luiz Carlos Rocha Bezerra Rio de Janeiro, RJ
Segredo do sono
2
Sobre a reportagem
"Dormir para aprender" (21 de novenbro), gostaria
de esclarecer que sou naturalizado brasileiro há
26 anos. A pesquisa que mediu a síntese da proteína
BDNF no hipocampo apenas nas doze horas depois da aquisição
de uma memória foi feita pelo meu grupo de estudos
do Centro de Memória da PUC do Rio Grande do Sul, em
colaboração com a Universidade de Buenos Aires. Iván Izquierdo Professor doutor Centro
de Memória, PUCRS Porto Alegre, RS
CORREÇÕES:Zahara, filha adotiva da atriz
Angelina Jolie, tem 2 anos, e não 4, como informou
a nota "Angelina sofre um golpe no coração"
(Gente, 21 de novembro). O professor Eric Nadelstern
(Amarelas, 21 de novembro) veio ao Brasil para falar sobre
as reformas nas escolas públicas de Nova York a convite
do Instituto Fernand Braudel, de São Paulo.
Paraguaio, não!
Gustavo Volpe e
Felipe C. Resck, presidente e vice-presidente de relações
internacionais da União Industrial Paraguaia,
escrevem indignados com a reportagem "Made in Paraguai"
(29 de agosto). O texto falava da adaptação
do seriado Donas de Casa Desesperadas pela Rede
TV!. "Se os atores são brasileiros, a produção
é argentina e o roteiro americano, por que falar
no jeitão de produto paraguaio?",
perguntam os executivos do país vizinho. "O
que sabe o autor sobre os produtos feitos no Paraguai?",
indagam. Na verdade, a expressão "made in
Paraguai" não se refere aos produtos legalmente
fabricados naquele país. Surgiu anos atrás
como referência ao uísque falsificado que
cruzava a fronteira e tanta dor de cabeça dava
à alfândega e (aqui literalmente) aos consumidores
brasileiros. A reportagem é de agosto, a carta
tem data de outubro e só chegou à redação
em novembro, mas fica aí o protesto dos empresários
paraguaios. Mais informações sobre a UIP
no site http://www.uip.org.py/convenio/.
Há trinta
anos em VEJA
A reportagem de VEJA,
de 1978: petróleo na camada pré-sal
O leitor Antônio
Salvador Silva escreveu para alertar a redação
sobre uma reportagem de VEJA publicada na edição
de 15 de março de 1978. Sob o título "Enfim,
o petróleo estava lá", a reportagem
relatava o anúncio oficial do então governo
Ernesto Geisel da "descoberta de indícios
concretos da existência de óleo no polo
1-SPS-9, operado pela BP (British Petroleum) na área
de risco número 8, na bacia de Santos".
Alguma semelhança com o anúncio oficial
recente sobre as possibilidades petrolíferas
do poço Tupi? Sim. A região é a
mesma e o petróleo de trinta anos atrás
também foi encontrado na camada pré-sal
a uma profundidade de mais de 5 000 metros. A descoberta
anunciada trinta anos atrás nunca se materializou.
Ficou no campo da promessa. Tupi seguirá o mesmo
caminho da frustração? Talvez não.
A tecnologia avançou muito e o preço do
petróleo deve se manter na casa dos 100 dólares
o barril, muito próximo de seu recorde histórico
em dólares deflacionados. Essas novas condições
podem viabilizar o campo de Tupi. O anúncio da
descoberta de 1978, exatamente como o de agora, não
era propriamente uma novidade. Em dezembro do ano anterior
o repórter Antônio Salvador Silva (o mesmo
que alertou VEJA) já publicara uma reportagem
sobre a descoberta na coluna Informe Econômico,
do Jornal do Brasil. É bom que as coincidências
parem por aí. A revelação de trinta
anos atrás chamou a atenção da
então recém-criada Comissão de
Valores Mobiliários. A entidade abriu uma investigação
para apurar se houve vazamento de informação
privilegiada. Uma corretora se abarrotara com 18 milhões
de ações da Petrobras e vendera tudo logo
depois do anúncio oficial da descoberta. Ninguém
foi punido. Depois de seis meses de investigação,
a CVM se limitou a "distribuir conselhos para autoridades,
corretores e diretores de empresas" (VEJA, 1º
de novembro de 1978). Por fim, como em toda ditadura,
a CVM colocou parte da culpa na imprensa, por ter dado
a notícia.