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Edição 2036

28 de novembro de 2007
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Cartas

"Dormir não é perda de tempo. É o tempo
de que precisamos para ganhar força e
combustível para a nossa mente."

Fernanda Barollo Sforcin
São Paulo, SP

Segredos do sono

Com grande expectativa, li a reportagem "Dormir para aprender" (21 de novembro), sobre o sono, pois durante anos percorri dezenas de consultórios e fiz outras dezenas de exames para tentar resolver problemas de memória, raciocínio e fadiga crônica, sem saber que eram um distúrbio de sono. Por quase unanimidade os médicos me receitavam antidepressivos. O mais impressionante foi que, mesmo após ter sido descoberto o distúrbio, ele continuou a ser ignorado pelos médicos. Minha esperança é que essa reportagem sirva para informar os profissionais da importância do assunto.
Lisiane A. Barreto
Curitiba, PR

As conclusões científicas a que VEJA teve acesso e que divulga em sua mais nova edição só corroboram o que a voz comum das ruas já sabe faz tempo: que uma boa noite de sono, com qualidade e não só quantidade, é capaz de operar verdadeiros milagres para a mente e o corpo humanos. Dormir de modo correto, o que inclui a postura, e dentro de um mínimo de moderação para evitar excessos (tanto para mais quanto para menos), é meio caminho andado para render mais no trabalho. Não custa lembrar que o ser humano gasta um terço de sua vida dormindo; portanto é de bom-tom que o faça inteligentemente. Não existe fórmula mágica: dormir bem auxilia no aprendizado e na memória. Dureza vai ser tornar isso um mantra de vida em um mundo tão agitado e impaciente como o nosso. Aí, cara pálida, já são outros quinhentos.
Gustavo Henrique B.A. Freire
Recife, PE

O sono é um alimento para o corpo e para a alma, e isso está muito bem explicado e detalhado na matéria. Parabéns à equipe, em especial ao jornalista Marcos Todeschini, pela inteligente reportagem. Só fará bem a quem a leu.
Patrick Dimon
São Paulo, SP

Dormir não é perda de tempo. É o tempo de que precisamos para ganhar força e combustível para a nossa mente.
Fernanda Barollo Sforcin
São Paulo, SP

O sono só é restaurador quando temos motivos para novas jornadas saudáveis. Como no país tudo é pela lei de Gérson, poderemos realmente descansar?
Isaac Soares de Lima
Maceió, AL
Eric Nadelstern

Adorei a entrevista com o professor americano Eric Nadelstern (Amarelas, 21 de novembro). Há tempos venho defendendo a necessidade de a escola pública ter "patrão". Esse "patrão", na figura do diretor, necessita de incentivos, de autonomia e deve cobrar resultados de seu corpo docente. Para isso, precisa planejar, ter objetivos, pois ele deverá ser igualmente cobrado. Ficará no cargo se for competente e se for aprovado pela comunidade, e ganhará participação nos resultados se cumprir suas metas. 
Yolanda Maria Davis de Almeida
Mantenedora do Espaço Natural Berçário e Educação Infantil
São José dos Campos, SP

A maravilhosa entrevista com Eric Nadelstern acertou em muitas maneiras alguns dos problemas mais sérios das escolas americanas. É mais do que interessante a constatação da importância da autonomia do diretor, de provas de aprendizagem e da diminuição do tamanho das escolas e turmas. Esses esforços já têm premiado as instituições de ensino da cidade de Nova York com quase 60% dos estudantes concluindo o ensino médio.
Barbara P. Lamp
Pedagoga
Recife, PE

Já fazia algum tempo eu esperava por uma entrevista que pudesse explicar a má qualidade da educação brasileira. Como sempre, VEJA não deixou seus leitores esperando, sem informações de qualidade, e trouxe um profissional renomado mundialmente para uma elucidação majestosa e utilitária. A abordagem de Nadelstern faz com que percebamos claramente que não há vontade política para resolver o problema e dar melhor qualidade ao ensino no Brasil.
Diógenes Pereira da Silva
Uberlândia, MG

 

Portos

Na reportagem "Infra-estrutura, é preciso vencer essa guerra" (8 de agosto), VEJA fez uma ampla abordagem dos problemas e apontou as soluções para o setor. Sempre com o intuito de bem informar, três meses depois a revista volta ao assunto com a matéria "A lógica do atraso" (21 de novembro), na qual trata novamente do tema da logística. Nesse sentido, gostaria de comentar algo pitoresco. Estava retornando da Ilha de Itaparica no sábado (17), às 13 horas, e observei que havia em torno de dez navios ancorados ao largo da Baía de Todos os Santos. Observei também que a área de carga e descarga da Codeba (estatal que administra o porto) estava totalmente vazia, sem nenhum navio no píer (só um porta-contêineres no terminal privado). Curioso que sou, perguntei o porquê daquele marasmo, daquele clima de feriado, e a resposta foi que nos fins de semana e feriados não há atividade portuária. Como um país pode ser competitivo se os portos "fecham para descanso"?
Humberto Viana Guimarães
Salvador, BA

A situação dos portos no Brasil é calamitosa, basta verificar Paranaguá (quando não tem greve). Realmente, é o gargalo da produção. Aliado à ineficiência dos portos, o governo, com seu Ministério dos Transportes, mantém rodovias esburacadas e muito perigosas, outro enorme problema enfrentado pela logística.
João Paulo B. da Silva
Ribeirão Preto, SP

 

Sindicalismo

Eu comprei a revista e demorei para ler a reportagem "A mamata dos sindicalistas" (21 de novembro). Deixei por último porque sabia que iria passar raiva. E passei! Sou médica, trabalho bastante e recebo muito, mas muito menos do que a maioria das pessoas citadas na reportagem. Já que é para passar raiva, vamos comparar o salário do senhor Jair Meneguelli, que recebe 25.000 reais, com o de um médico que trabalha no SUS e ganha 10 reais por consulta (contando com o reajuste que teve em outubro). Para que um médico tivesse o mesmo salário que o senhor Jair, teria de atender num mês 2.500 consultas, quatro pacientes por hora, 625 horas por mês, 21 horas por dia num mês de trinta dias, incluindo sábados e domingos. Duvido que o senhor Jair trabalhe tudo isso e ainda tenha os mesmos riscos e responsabilidades de um médico. Eu me sinto um pouco pior agora, mas agradeço por termos uma revista como VEJA.
Marianna Mellone de
Camargo Galani
Campinas, SP

O sindicalismo no Brasil nasceu graças ao estado, atrelado a ele umbilicalmente até os nossos dias, especialmente pelo financiamento público das entidades privadas de classe. A liberdade de associação sindical não existe de fato. O trabalhador, ainda que não filiado, é compelido a financiar sindicato que muitas vezes desconhece. A aprovação da CPMF, caso ocorra, deveria vincular-se à extinção da contribuição sindical compulsória, em respeito ao princípio da intangibilidade salarial também previsto na Constituição Federal.
Humberto Halison Barbosa de Carvalho e Silva
Juiz do trabalho e professor de direito coletivo do trabalho da ESMAT-PB
João Pessoa, PB

 

Veja essa

Maluf (a que ponto chegamos!) é mais sensato do que o presidente Lula, ao avaliar – sem miopia – a figura do presidente venezuelano (Veja essa, 21 de novembro).
Helaine Povoa
Brasília, DF

O bate-boca entre Adib Jatene e Paulo Skaf sobre a CPMF (Veja essa, 21 de novembro) é um daqueles episódios cinematográficos da comédia nacional. Ambos têm razão!
Ricardo Luiz Freitas
Rio de Janeiro, RJ

 

Juan Carlos versus Hugo Chávez

Não é toda freguesia que tolera as provocações de Hugo Chávez. Não o rei da Espanha ("Chávez calado já está errado", 21 de novembro). Figura cordial e respeitadíssima em seu país, em circunstância alguma usa de sua posição real para subestimar quem quer que seja. Pelo contrário, toda a família real espanhola prima pela educação, pela discrição, pelo acolhimento sincero e pela ausência de ostentação.
Eulga Prado
Curitiba, PR

O rei Juan Carlos, da Espanha, errou ao mandar o presidente Hugo Chávez, da Venezuela, calar a boca. Mandar alguém calar a boca em público é tão deselegante quanto impedir que alguém se manifeste falando ao mesmo tempo em que seu interlocutor, que era o que Chávez tentava fazer na oportunidade, impedindo, de forma insensata, a manifestação do atual chefe de governo da Espanha de terminar sua réplica ao insulto que havia sido dirigido ao ex-presidente de governo Aznar.
Sérgio Peixoto Mendes
Porto Alegre, RS

Pena o rei Juan Carlos não estar presente à entrevista de Lula em que este pôs às claras não saber a diferença entre regime presidencialista e parlamentarista, ditador e democrata, forma de exercer o poder e usurpação do poder, democracia com a realização de eleições e plebiscitos, promovendo um verdadeiro festival de desatinos. Certamente o rei teria dito: "Por qué no te callas también?".
Eduardo Roberto da Silva
Natal, RN

A atitude do rei Juan Carlos, da Espanha, ao mandar Hugo Chávez calar a boca demonstrou a enorme diferença existente entre os sérios estadistas e os fanfarrões. Hugo Chávez recebeu uma boa resposta do rei da Espanha.
Turíbio Liberatto
São Caetano do Sul, SP

Sugestões ao tenente-coronel Hugo Chávez: faz como o também fascista espanhol Francisco Franco: promove-te a "Generalíssimo" e proclama-te "Caudillo de Venezuela, por la gracia de Dios". Quem sabe teus conterrâneos concluam que és um "louco de pedra". Estou seguro de que o "compañero" Lula há de arranjar-te acomodações no Juqueri!
Nelson Coslovsky
Presidente Prudente, SP

Até que enfim um líder mundial enquadrou o perfeito idiota latino-americano. Vida longa ao rei.
Sirio P. Oberziner
Timbó, SC

 

Osesp

Quero cumprimentar VEJA pela reportagem "Como fugir do marasmo" (21 de novembro), sobre a Osesp. Finalmente um jornalista fala coisa com coisa sobre essa orquestra e esse maestro. Parece que chegou a hora da mudança, e esperamos que venha em benefício da orquestra e de seus ouvintes. O tão apregoado milagre que esse maestro teria feito se deve aos 40 milhões que teve a sua disposição. Aliás, ele foi durante alguns meses diretor do Municipal de São Paulo e da Orquestra Sinfônica Jovem, e o milagre não aconteceu. Temos no Brasil maestros mais musicais, mais competentes, com carreira internacional e com melhor currículo. Posso citar três nomes que, exatamente por essas razões, nunca foram convidados por ele para reger a Osesp: os maestros Isaac Karabtchewsky, Júlio Medaglia e Henrique Morelembaum.
Leniza Castello Branco
São Paulo, SP

Com respeito à reportagem, creio que a análise de VEJA contém várias alegações discutíveis. Participei pessoalmente das mais de trinta reuniões de programação da temporada 2008 da Osesp, em que analisamos cada música, cada mérito de solista e maestro, cada minutagem e cada combinação de obras, levando em conta a importância da interpretação das peças para o público e para a orquestra, buscando tradição, renovação e vanguarda. Se interpretar Die Tote Stadt, de Korngold, ou as obras de Maxwell Davies, Roussell, Zemlinsky ou Blacher não é considerado surpreendente nem é um passo adiante na evolução da orquestra, o que seria então?
Victor Hugo Toro
Regente assistente da Osesp
São Paulo, SP

Seja na música, na política, na ciência, seja em qualquer outra área, quando o ego se sobrepõe à inteligência, "está na hora de pensar na sucessão". Os dez anos sob a batuta de Neschling não só deram à Osesp um ponto de estagnação como trouxeram descontentamento para a maioria dos músicos
Mirna Machado
Atibaia, SP

Se há uma coisa que não existe na Osesp é marasmo. Trabalhamos duro, ensaiamos exaustivamente, temos um repertório imenso, não tocamos o trivial e matamos um leão por dia, todos os dias. Daí decorre a lista imensa de prêmios. Com isso tudo, a Osesp chegou aonde está com o esforço de músicos extremamente qualificados e dedicados. Não há corpo mole. A reportagem acertou em nos comparar às grandes orquestras internacionais e citar Furtwängler para falar de Neschling. O maestro nunca escondeu de nós que um dia poderá deixar a orquestra, mas, antes disso, a sociedade brasileira lhe deve um monumento e uma praça com seu nome.
Joel Gisiger
Primeiro-oboé-solo da Osesp
São Paulo, SP

VEJA se esqueceu de mencionar que o trabalho do maestro John Neschling nos últimos dez anos não foi apenas dele, já que o maestro Roberto Minczuck (primeiro brasileiro a ser regente assistente da Filarmônica de New York) trabalhou, e muito, na transformação dessa orquestra, que, como bem indicou o repórter Sérgio Martins, corre o perigo de ficar "estacionada" no patamar (respeitável) em que está hoje.
Alberto Rios
São Paulo, SP

 

Na corda bamba

Sobre informações veiculadas por VEJA na seção Contexto sob o título "Sete governadores na corda bamba" (21 de novembro), a Secretaria da Comunicação do Tocantins esclarece que o governador do estado, Marcelo Miranda (PMDB), está tranqüilo com o desenrolar do caso na Justiça Eleitoral. As acusações contra ele, constantes do processo movido pela coligação derrotada nas urnas, são infundadas.
Sebastião Vieira de Melo
Secretaria da Comunicação
Palmas, TO

Quero registrar que o governador Ivo Cassol, do estado de Rondônia, citado na matéria como sendo pertencente aos quadros do Partido Popular Socialista, desligou-se do PPS no dia 8 de agosto, conforme correspondência de sua lavra protocolada na sede do Diretório Regional do partido, em Porto Velho.
Moreira Mendes
Deputado federal, presidente do Diretório Regional do PPS
Porto Velho, RO

 

Petróleo

Muito boa a notícia da nova descoberta da Petrobras ("É só teste... mas dá para comemorar", 14 de novembro), uma justa recompensa pelo reconhecido esforço que a empresa mantém na busca de estabelecer novos horizontes na produção de petróleo. Gostaria apenas de esclarecer que a plataforma que aparece na foto é de produção, e não de exploração, como citado na legenda. A maior lâmina d’água operada pela Petrobras é de 1.870 metros, no campo de Roncador, na Bacia de Campos, embora já haja poços perfurados com quase 3.000 metros de lâmina d’água. Quanto à profundidade, a Petrobras tem poços produzindo com quase 5 000 metros de profundidade e já perfurou poços com mais de 7.000.
Luiz Carlos Rocha Bezerra
Rio de Janeiro, RJ

 

Segredo do sono 2

Sobre a reportagem "Dormir para aprender" (21 de novenbro), gostaria de esclarecer que sou naturalizado brasileiro há 26 anos. A pesquisa que mediu a síntese da proteína BDNF no hipocampo apenas nas doze horas depois da aquisição de uma memória foi feita pelo meu grupo de estudos do Centro de Memória da PUC do Rio Grande do Sul, em colaboração com a Universidade de Buenos Aires.
Iván Izquierdo
Professor doutor Centro de Memória, PUCRS
Porto Alegre, RS


CORREÇÕES:
Zahara, filha adotiva da atriz Angelina Jolie, tem 2 anos, e não 4, como informou a nota "Angelina sofre um golpe no coração" (Gente, 21 de novembro). O professor Eric Nadelstern (Amarelas, 21 de novembro) veio ao Brasil para falar sobre as reformas nas escolas públicas de Nova York a convite do Instituto Fernand Braudel, de São Paulo.

 

 

Paraguaio, não!

Gustavo Volpe e Felipe C. Resck, presidente e vice-presidente de relações internacionais da União Industrial Paraguaia, escrevem indignados com a reportagem "Made in Paraguai" (29 de agosto). O texto falava da adaptação do seriado Donas de Casa Desesperadas pela Rede TV!. "Se os atores são brasileiros, a produção é argentina e o roteiro americano, por que falar no ‘jeitão de produto paraguaio’?", perguntam os executivos do país vizinho. "O que sabe o autor sobre os produtos feitos no Paraguai?", indagam. Na verdade, a expressão "made in Paraguai" não se refere aos produtos legalmente fabricados naquele país. Surgiu anos atrás como referência ao uísque falsificado que cruzava a fronteira e tanta dor de cabeça dava à alfândega e (aqui literalmente) aos consumidores brasileiros. A reportagem é de agosto, a carta tem data de outubro e só chegou à redação em novembro, mas fica aí o protesto dos empresários paraguaios. Mais informações sobre a UIP no site http://www.uip.org.py/convenio/.



Há trinta anos em VEJA


A reportagem de VEJA, de 1978: petróleo na camada pré-sal

O leitor Antônio Salvador Silva escreveu para alertar a redação sobre uma reportagem de VEJA publicada na edição de 15 de março de 1978. Sob o título "Enfim, o petróleo estava lá", a reportagem relatava o anúncio oficial do então governo Ernesto Geisel da "descoberta de indícios concretos da existência de óleo no polo 1-SPS-9, operado pela BP (British Petroleum) na área de risco número 8, na bacia de Santos". Alguma semelhança com o anúncio oficial recente sobre as possibilidades petrolíferas do poço Tupi? Sim. A região é a mesma e o petróleo de trinta anos atrás também foi encontrado na camada pré-sal a uma profundidade de mais de 5 000 metros. A descoberta anunciada trinta anos atrás nunca se materializou. Ficou no campo da promessa. Tupi seguirá o mesmo caminho da frustração? Talvez não. A tecnologia avançou muito e o preço do petróleo deve se manter na casa dos 100 dólares o barril, muito próximo de seu recorde histórico em dólares deflacionados. Essas novas condições podem viabilizar o campo de Tupi. O anúncio da descoberta de 1978, exatamente como o de agora, não era propriamente uma novidade. Em dezembro do ano anterior o repórter Antônio Salvador Silva (o mesmo que alertou VEJA) já publicara uma reportagem sobre a descoberta na coluna Informe Econômico, do Jornal do Brasil. É bom que as coincidências parem por aí. A revelação de trinta anos atrás chamou a atenção da então recém-criada Comissão de Valores Mobiliários. A entidade abriu uma investigação para apurar se houve vazamento de informação privilegiada. Uma corretora se abarrotara com 18 milhões de ações da Petrobras e vendera tudo logo depois do anúncio oficial da descoberta. Ninguém foi punido. Depois de seis meses de investigação, a CVM se limitou a "distribuir conselhos para autoridades, corretores e diretores de empresas" (VEJA, 1º de novembro de 1978). Por fim, como em toda ditadura, a CVM colocou parte da culpa na imprensa, por ter dado a notícia.

 


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