Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 728 - 28 de novembro de 2001
VEJA Recomenda
 

estaçãoveja
Leia trechos de livros, veja trailers de filmes e ouça as músicas dos CDs recomendados nas últimas semanas por esta coluna na seção multimídia de VEJA on-line.

estasemana

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Geral
Economia e Negócios
Internacional
Especial
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
VEJA on-line
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

LIVROS

 
Tela de Van Dyck: de pé, a mulher teria 3,5 metros de altura

O Conhecimento Secreto, de David Hockney (tradução de José Marcos Macedo; Cosac & Naify; 296 páginas; 129 reais) – Além de ser um dos papas da pop art surgida nos anos 60, o inglês David Hockney é um conhecedor da história da pintura e um observador de agudeza ímpar. Essa faceta vem à tona nesse volume, que vai agradar em cheio aos iniciados nas artes plásticas. Hockney defende uma tese polêmica: a de que, no passado, vários pintores valeram-se de artefatos ópticos – lentes, por exemplo – para chegar às imagens retratadas em suas obras-primas. O segredo do autor é saber destrinçar esse abacaxi por meio de um texto bem-humorado e de comparações curiosas. Dos jogos de luz de Caravaggio a um objeto desfocado num quadro de Vermeer, Hockney faz um amplo apanhado dos artifícios que teriam sido utilizados pelos artistas para obter certos efeitos. Como um bom professor, ele revela coisas que não se notam à primeira vista. Um exemplo é o óleo Uma Nobre Genovesa e Seu Filho, pintado em 1626 pelo flamengo Van Dyck. A proporção entre as duas figuras do quadro é bizarra, por causa da perspectiva empregada. "Se a mulher se levantasse, teria mais de 3,5 metros de altura", delicia-se Hockney.

Alice, de Lewis Carroll (tradução de Maria Luiza Borges; Jorge Zahar; 328 páginas; 38,50 reais) – Essa edição é indispensável para uma leitura em profundidade dos clássicos do inglês Carroll (1832-1898), Aventuras de Alice no País das Maravilhas e Através do Espelho. Organizada pelo americano Martin Gardner, ela traz os textos comentados. Minuciosas, as notas falam sobre a biografia do autor, sobre sua época e explicam trocadilhos e ironias quase frase a frase. Matemático como Carroll, Gardner faz contabilidades na linha "cultura inútil". Por exemplo, quantas vezes Alice muda de tamanho durante suas aventuras no País das Maravilhas (doze). Completam a edição ilustrações originais, um episódio suprimido de Através do Espelho e um ensaio psicanalítico sobre Alice.

 

DISCOS

God Bless the Go-Go's, The Go-Go's (Sony Music) – O disco marca o reagrupamento das Go-Go's, uma das bandas mais simpáticas da new wave, no momento em que esse gênero dos anos 80 volta a tocar nas pistas de dança. As moças melhoraram como instrumentistas. God Bless the Go-Go's traz várias faixas leves, que fazem lembrar os velhos tempos da banda. Mas também apresenta composições mais pesadas, como La La Land e Unforgiven. Ah, sim. Quarentonas, as Go-Go's continuam bonitas – tanto que, recentemente, a vocalista Belinda Carlisle posou nua para a Playboy americana.

Tim Maia Disco Club, Tim Maia (WEA) – Lançado em 1978 para acompanhar a febre da disco music, esse álbum passou um bom tempo fora de catálogo. É um dos últimos suspiros de criatividade do cantor carioca. Ele se cercou da nata da soul music da época, sobretudo os integrantes da Banda Black Rio. Também fez experiências com vários subgêneros da música negra, encomendando arranjos caprichados que contam até com naipe de cordas. Entre as canções, duas pérolas da disco (A Fim de Voltar e Acenda o Farol), um dos melhores funks de Tim Maia (Sossego) e boas baladas (Se Me Lembro Faz Doer e Murmúrio).

GHV2, Madonna (WEA) – Tudo que Madonna fez de bom nos anos 90 está nesse CD. A cantora começou a década com discos fracos (Erotica e Bedtime Stories, de 1992 e 1994) e tropeçou nas paradas. Teve, então, de reinventar-se, para provar que é mesmo uma das artistas mais criativas do pop. GHV2 traz as seis melhores faixas daqueles malfadados CDs, as experiências com música eletrônica dos últimos anos e duas canções (Don't Cry For Me Argentina e Beautiful Stranger) anteriormente lançadas apenas em trilhas sonoras.

 

DVD

Sindicato de Ladrões (On the Waterfront, Estados Unidos, 1954. Columbia) – No início dos anos 50, o diretor Elia Kazan andava em desgraça por ter agido como delator durante a febre anticomunista nos Estados Unidos. Isso torna ainda mais intenso esse drama sobre um rapaz (Marlon Brando) que presta serviços ao sindicato corrupto das docas de Nova York. Envolvido num assassinato e apaixonado pela irmã da vítima (Eva Marie Saint), ele entrega os chefões do esquema à polícia. O roteiro é perfeito, as atuações, definitivas e a angústia, genuína. Kazan permanece uma figura controvertida. O melhor extra do DVD é justamente uma entrevista em que ele, hoje com 92 anos, fala sobre aquele momento do seu passado.

 

TELEVISÃO

Guerra Profana (dia 2, às 22h30, no GNT; dia 1º, às 12h, 18h e 1h, e dia 2, às 11h, 19h e 22h, na CNN) – Há cerca de um ano, a jornalista inglesa Saira Shah filmou um documentário chocante sobre a vida no Afeganistão sob o Talibã. De ascendência afegã, ela voltou ao país no mês passado, no calor dos bombardeios americanos, para rodar Guerra Profana. Ao atravessar a fronteira, usando uma rota de contrabando, cruzou com refugiados, entrevistou soldados da Aliança do Norte e visitou lugarejos arrasados pela fome. A meta era localizar três garotas que apareceram em sua primeira reportagem – um reencontro que se revela dramático. O programa será exibido em inglês pela CNN e com legendas pelo GNT.

 

OS MAIS VENDIDOS – CRÍTICA

O gaúcho Luis Fernando Verissimo é um cronista acima de qualquer suspeita. Num gênero tão sujeito a envelhecimento, por se destinar ao consumo rápido nas páginas dos jornais, seus textos humorísticos resistem bravamente à passagem do tempo – e funcionam bem em livro. Basta olhar nas listas dos mais vendidos para comprovar. Desde o ano passado, crônicas antigas e recentes do autor vêm sendo recuperadas em coletâneas temáticas. As Mentiras que os Homens Contam e Comédias para se Ler na Escola tornaram-se best-sellers instantâneos. Agora, chegou a vez de A Mesa Voadora (Objetiva; 154 páginas; 17,90 reais), que reúne textos sobre um único assunto: a comilança. São 47 crônicas que cobrem dos escargots aos pastéis de beira de estrada. Em oitavo lugar na categoria de ficção, o livro tem passagens bem divertidas. Como aquela em que Verissimo conclama o leitor a se posicionar na "polêmica da salsinha" ("abaixo a ditadura do supérfluo verde!", ataca). Ou, então, a que descreve a degustação de um ovo frito. Ei-la: "Não existe nada no sexo comparável a uma gema deixada intacta em cima do arroz, esperando o momento de prazer supremo quando o garfo romperá a fina membrana que a separa do êxtase". Que Proust, o quê.

   
 
Fontes: São Paulo: Cultura, Laselva, Saraiva, Livraria da Vila, Nobel, Siciliano, Fnac; Rio: Saraiva, Laselva, Sodiler, Siciliano; Porto Alegre: Saraiva, Livraria Ed. Porto Alegre, Siciliano; Brasília: Sodiler, Siciliano, Saraiva; Recife: Sodiler, Saraiva, Siciliano; Natal: Sodiler; Florianópolis: Siciliano; Goiânia: Siciliano; Fortaleza: Siciliano, Laselva; Salvador: Siciliano; Curitiba: Siciliano, Saraiva; Belo Horizonte: Siciliano, Leitura.
   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS