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Estilo
demais
É
esse o grande defeito do
argentino
Plata Quemada
Isabela
Boscov
Divulgação
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Noriega,
Pablo Echarri e Sbaraglia, como
o trio de assaltantes: Bonnie e Clyde gay
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Em
1965, um assalto agitou a Argentina: um trio de gângsteres parou
um carro-forte que transportava dinheiro do governo, matou dois guardas,
fugiu com o resultado do roubo e, por um bom tempo, conseguiu despistar
os investigadores. É desse fato verídico que parte Plata
Quemada (Argentina/Espanha/Uruguai/França, 2000), baseado
num livro de Ricardo Piglia e desde sexta-feira em cartaz em São
Paulo. O intuito do diretor Marcelo Piñeyro é mostrar o
que não chegou às páginas policiais: as desavenças
e as paixões que envolveram os assaltantes nos meses em que eles
passaram escondidos. Dois dos personagens, em especial, merecem a sua
atenção: Nene (o ótimo Leonardo Sbaraglia) e Angel
(Eduardo Noriega), que são lindos, glamourosos, violentos e amantes
profundamente apaixonados um pelo outro embora Angel, que diz ouvir
vozes, tenha se afastado de qualquer contato físico com o companheiro.
O diretor tem estilo à beça, e é isso que o atrapalha.
Ele se fascina tanto com as possibilidades estéticas desse Bonnie
e Clyde gay que se esquece de avançar no estudo psicológico
que se tinha proposto. O resultado é meio eletrizante, meio vazio.
Mais um pouco e, com perdão do trocadilho, Piñeyro queimaria
inteiramente o seu filme com o público, com a crítica
e com os produtores (que odeiam queimar "la plata").
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