Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 728 - 28 de novembro de 2001
Artes e Espetáculos Cinema
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Geral
Economia e Negócios
Internacional
Especial
Guia
Artes e Espetáculos
  Os ladrões de imagens na TV
Os atores de O Clone não querem envelhecer
Racismo em No Limite 3
O mexicano E Sua Mãe Também
O argentino Plata Quemada
O relançamento de Dona Flor e Seus Dois Maridos
Marisa Monte, a poderosa da MPB
O CD de Supla

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
VEJA on-line
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

No México é melhor

Um filme com adolescentes, mas que
não tem
nada de bobo. Americano é
que não poderia ser

Isabela Boscov

 
Divulgação

Luna e García, os protagonistas: a caminho do desconhecido

Como um daqueles sujeitos que, numa festa, invadem as rodinhas para se enturmar e pescar um pouco da conversa, a câmara do diretor mexicano Alfonso Cuarón é afoita, curiosa e anda quase sempre trombando com os personagens de E Sua Mãe Também (Y Tu Mamá También, México/Estados Unidos, 2001), que estréia nesta sexta-feira no país. Essa vivacidade é um dos motores que impulsionam o filme para muito além do território conhecido dos road movies. Julio e Tenoch (interpretados por Gael García Bernal, de Amores Brutos, e Diego Luna) são dois adolescentes de classe média alta que não sabem como espantar o tédio das férias – ou de sua vida, que se parece toda ela com um longo feriado. Atraídos por Luisa (Maribel Verdú), uma espanhola mais velha que conhecem numa festa, os amigos tentam seduzi-la. Para tanto, inventam uma história sobre uma praia paradisíaca num canto remoto do México. Atormentada por uma crise pessoal, Luisa aceita o convite para ir à tal praia – que, agora, vai ter de se materializar.

Dessa viagem improvisada ao litoral, Cuarón tira um filme singular, para não dizer um dos melhores a ser lançados por aqui neste ano. E Sua Mãe Também é às vezes cômico, noutras devastador – e nunca onde se espera que ele seja uma coisa ou outra. Nada escapa à atenção do diretor. Auxiliado por um narrador, ele se detém sobre cada pedra do caminho, por assim dizer, para contar sua história. A Julio e Tenoch não se poderia confiar essa tarefa. Eles pouco conhecem seu país e, por ora, ainda estão preocupados demais com sua vida sexual (o filme tem boas doses de erotismo) para pensar em outro assunto. Luisa, a estrangeira, é quem vai servir-lhes de guia e obrigá-los a enfrentar algumas verdades. Cuarón, que até aqui era mais conhecido pelo belo infantil A Princesinha, tem um verdadeiro dom para imbuir a platéia da mesma afeição que ele dedica aos seus personagens, e também para captar aquele tumulto de acontecimentos bons e ruins que emoldura os momentos determinantes da vida. É o diretor certo no lugar certo. Assim como Julio e Tenoch, o cinema mexicano dá sinais claros de que está caindo na real.

   
canaldecompras
O que é canal de compras
CDs DVDs Vídeos
Saraiva.com.br
 
Livros
Saraiva.com.br
Livraria Nobel
 
Ingressos
Fun by Net
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS