
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Tecnologia para andar
a pé
Seu carro
ainda vai acabar incorporando
inovações desenvolvidas a partir do
seu par de tênis
No mercado
de tênis, assim como no de automóveis, não basta o
produto ser durável e eficiente. Ele precisa ser bonito, moderno,
confortável, de linhas ousadas e recheado de tecnologia. Essa é
a aposta dos últimos anos, feita pela indústria de calçados,
que se tornou uma exigência dos consumidores. A cada nova geração,
de olho num mercado que rende 16 bilhões de dólares por
ano em todo o mundo, os fabricantes de tênis vão incorporando
novos detalhes. Alguns contribuem para o desempenho, o conforto e a flexibilidade.
Outros são apenas acessórios para impressionar na academia.
Não importa. Um tênis, hoje, pode ter tanta tecnologia quanto
um aparelho médico. As últimas novidades são os componentes
de fibra de carbono, o couro sintético, as espumas de poliuretano
e os plásticos de alta resistência materiais que deixam
no chinelo os tênis de lona e borracha vulcanizada. O preço
final de um artefato desses pode passar de 400 reais. Os de lona, que
ainda resistem, custam 35 reais o par.
Um dos lançamentos
que vão fazer a garotada babar diante das vitrines neste Natal
tem nome de jogo para computador: Shox XT 5.0. É fabricado pela
Nike. Esse tênis, que começou a ser vendido na semana passada,
custa 430 reais e produziu listas de espera entre os consumidores nas
lojas de calçados. Ele é uma evolução de um
modelo lançado em maio e contava com outros dois integrantes na
família nesse aspecto, a indústria do tênis
já bate a de carros. A linha Shox caracteriza-se por ter um conjunto
de molas de espuma de poliuretano instalado no calcanhar do calçado.
Os técnicos da Nike levaram dezesseis anos para conseguir o sistema
ideal de impulso, que garante um efeito trampolim ao esportista. Pouca
gente vai usar até o limite esse recurso, mas ninguém comprará
um produto desses sem decorar que ele tem um novo conjunto de três
molas na parte dianteira, a grande novidade em relação a
seu irmão mais velho. Possui ainda orifícios de ventilação
nas laterais e estrutura de material plástico resistente ao calor
e a impactos. Foi projetado para ser usado em academias de ginástica.
Não
há exagero no paralelo entre a tecnologia automobilística
e a que se vê nos pés dos corredores. A São Paulo
Alpargatas, fabricante da marca Rainha, instalou um microprocessador na
sola de seu modelo DPT, ou Digital Personal Trainer, feito para adeptos
de corrida. Trata-se de um cronômetro conectado a um conjunto de
sensores que medem o impacto do pé do esportista no tênis
durante o exercício. Com ele é possível monitorar
a velocidade, a distância e o tempo de um percurso como no
painel de um automóvel. A Timberland, marca que investe em esportes
de aventura, criou um modelo perfeito para guardar na mochila do montanhista.
Entre a sola e a cobertura de couro há uma estrutura de náilon,
leve e deformável. Ao puxar um cordão no calcanhar, o tênis
se comprime e se reduz ao tamanho do solado.
Ferrari
e Alfa Romeo têm carros desenhados pelo estúdio italiano
Pininfarina. A fábrica de artigos esportivos Fila oferece um tênis
que saiu dos mesmos computadores. O modelo chega ao Brasil nesta semana.
É o que se pode chamar de elegante e discreto, com uma sola de
borracha transparente capaz de absorver impactos e resistente à
abrasão, o que lhe confere maior durabilidade e tração.
"O objetivo foi colocar em um tênis toda a imagem de sofisticação
e esportividade dos carros desenhados pela Pininfarina e ao mesmo tempo
associá-lo à idéia de bom gosto italiano", diz Lellis
Gouveia, supervisor de marketing da Fila no Brasil.
|
|
 |