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Leve e solto
Vigilantes
do Peso chega
com sucesso a Wall Street
AP

Obesidade
pode dar lucro |
Até quem não é obeso já ouviu falar nos Vigilantes
do Peso. A organização criada há 38 anos em Nova
York por uma dona-de-casa e um empresário virou sinônimo
de luta sem trégua contra a balança, por meio de dietas
rigorosas à base de pontos e reuniões semanais para dar
suporte psicológico a seus sócios. Com uma fórmula
simples, os Vigilantes do Peso ganharam o mundo e transformaram-se numa
multinacional da boa forma avaliada em 2,5 bilhões de dólares.
Chega a 1 milhão de associados em trinta países, inclusive
o Brasil. O sucesso da Weight Watchers International nome oficial
dos Vigilantes do Peso pôde ser medido duas semanas atrás,
quando a empresa que a controla, a Artal Luxembourg, lançou ações
na Bolsa de Nova York. Era uma jogada arriscada, pois os negócios
envolvendo abertura de capital estavam parados desde os atentados de 11
de setembro. Mas o sucesso foi estrondoso. As ações dos
Vigilantes do Peso tiveram 23% de valorização em relação
ao preço inicial logo no primeiro dia, um grande desempenho.
São
várias as razões para que a empresa cujo público-alvo
são os obesos tenha atraído tantos investidores. O nome
Vigilantes do Peso está entre as quinze marcas mais conhecidas
do planeta. A indústria do emagrecimento movimenta 40 bilhões
de dólares por ano no mundo inteiro. São 790 milhões
de obesos e os hábitos alimentares de hoje só fazem
esse contingente aumentar. No ano passado, a marca faturou 1,5 bilhão
de dólares com franquias e venda de vários produtos, como
alimentos dietéticos, livros e vitaminas. Há ainda o dinheiro
arrecadado com os sócios no Brasil, a taxa de inscrição
é de 45 reais, e os associados ainda pagam mais 15 reais para cada
reunião semanal.
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