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Edição 1 728 - 28 de novembro de 2001
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Leve e solto

Vigilantes do Peso chega
com sucesso a Wall Street



AP

Obesidade pode dar lucro


Até quem não é obeso já ouviu falar nos Vigilantes do Peso. A organização criada há 38 anos em Nova York por uma dona-de-casa e um empresário virou sinônimo de luta sem trégua contra a balança, por meio de dietas rigorosas à base de pontos e reuniões semanais para dar suporte psicológico a seus sócios. Com uma fórmula simples, os Vigilantes do Peso ganharam o mundo e transformaram-se numa multinacional da boa forma avaliada em 2,5 bilhões de dólares. Chega a 1 milhão de associados em trinta países, inclusive o Brasil. O sucesso da Weight Watchers International – nome oficial dos Vigilantes do Peso – pôde ser medido duas semanas atrás, quando a empresa que a controla, a Artal Luxembourg, lançou ações na Bolsa de Nova York. Era uma jogada arriscada, pois os negócios envolvendo abertura de capital estavam parados desde os atentados de 11 de setembro. Mas o sucesso foi estrondoso. As ações dos Vigilantes do Peso tiveram 23% de valorização em relação ao preço inicial logo no primeiro dia, um grande desempenho.

São várias as razões para que a empresa cujo público-alvo são os obesos tenha atraído tantos investidores. O nome Vigilantes do Peso está entre as quinze marcas mais conhecidas do planeta. A indústria do emagrecimento movimenta 40 bilhões de dólares por ano no mundo inteiro. São 790 milhões de obesos – e os hábitos alimentares de hoje só fazem esse contingente aumentar. No ano passado, a marca faturou 1,5 bilhão de dólares com franquias e venda de vários produtos, como alimentos dietéticos, livros e vitaminas. Há ainda o dinheiro arrecadado com os sócios – no Brasil, a taxa de inscrição é de 45 reais, e os associados ainda pagam mais 15 reais para cada reunião semanal.

 
 
   
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