Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 728 - 28 de novembro de 2001
Geral Aventura
 

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Sumário
Brasil
Geral
 

O enriquecimento de negros durante a escravidão
Brasileiros abandonam o Beaujolais Nouveau
O sucesso das motos no Brasil e no exterior
Navegador cruza a Amazônia num veleiro
Raiva ao volante pode ser doença mental
O número de abortos cai
Itacaré, a mistura do chique com o ecológico
Seis ministros do Zimbábue se tratam de Aids
Como entrar em forma rapidamente

Economia e Negócios
Internacional
Especial
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Claudio de Moura Castro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Veja essa
Arc
VEJA on-line
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Digite uma ou mais palavras:

Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Busca detalhada
Arquivo 1997-2001
Reportagens de capa 2000 | 2001
Entrevistas
2000 | 2001
Busca somente texto 96|97|98|99|00|01


Crie seu grupo




 

O Pelé dos mares

Maior navegador da era moderna,
Peter Blake atravessa a Amazônia
a bordo de um superveleiro

Amauri Segalla

 
Fotos AFP

Blake (no alto): campeão da F-1 dos oceanos

Há uma estirpe raríssima de esportistas que, de tão competentes e vitoriosos, se transformam em sinônimo de excelência em sua modalidade. É o caso de Tiger Woods, no golfe, de Michael Jordan, no basquete, e de Pelé, no futebol. No mundo do iatismo, a coroa de rei pertence ao neozelandês Peter Blake, 53 anos, que tem seus feitos comparados com os dos grandes desbravadores do continente antártico. Blake foi o homem que completou a mais rápida volta ao mundo dentro de um veleiro – em exatos 74 dias, 22 horas, 17 minutos e 22 segundos. De acordo com os especialistas, a única pessoa capaz de melhorar a marca estabelecida em 1994 é o próprio neozelandês. Nas regatas oceânicas, ele também não encontra adversários. Nos últimos anos, venceu três vezes as provas mais importantes desse circuito, como a America's Cup e a Whitbread, atual Volvo Ocean Race. Tradicionalmente, as competições do tipo são dominadas por tripulações dos Estados Unidos. Em mais de um século de história, Blake foi um dos poucos a quebrar a hegemonia dos americanos nessas provas disputadas em barcos equipados com alta tecnologia naval – não por acaso, elas são comparadas à Fórmula 1. "Blake é um gênio dos mares, capaz de unir uma grande capacidade de planejamento e espírito competitivo", afirma Lars Grael, secretário nacional de Esporte e ganhador de duas medalhas olímpicas de bronze no iatismo.



Na Nova Zelândia: herói nacional

Depois dessa série inigualável de conquistas, Blake passou a dividir seu tempo com outros tipos de desafio. Desde o ano passado, dedica-se a percorrer os principais ecossistemas do planeta. A expedição é feita a bordo de um veleiro de 36 metros de comprimento e no momento passa pela Amazônia. Junto com ele, viaja uma equipe de catorze cientistas e aventureiros. A cada parada, a tripulação gasta algumas semanas para explorar as características da flora e fauna locais. Um grupo de cinegrafistas registra tudo para transformar o material numa série de documentários. Uma atração à parte nos filmes é a reação da população ribeirinha ao próprio Blake, um gigante de 2 metros de altura.

Na semana passada, Blake recebeu em Manaus uma visita ilustre. Em missão oficial pelo Brasil, a primeira-ministra neozelandesa, Helen Clark, fez questão de subir a bordo do Seamaster para cumprimentar o conterrâneo. Na Amazônia, sua fama correu rápido. "Esse é o lugar mais rico e vibrante que eu já conheci", afirma o navegador. Entre outras peripécias, ele nadou ao lado de botos cor-de-rosa, entupiu-se de banana e trocou presentes com os índios. Disposto a sentir na pele as agruras da vida selvagem, Blake proibiu o uso de repelente em seu barco. Apesar dos enxames de insetos, a tripulação não ousa amotinar-se contra as manias do famoso capitão. O neozelandês ficará na Amazônia até fevereiro. Depois disso, segue para Venezuela, Caribe, Groenlândia, Pacífico Sul e, finalmente, Nova Zelândia. A longa expedição está prevista para terminar em meados de 2005.

   
 
   
  voltar
   
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS