Oportunidade

Carro muito barato

É possível encontrar preços até 30%
mais baixos nos leilões de automóveis

Os primeiros carros
são os mais disputados.
Espere para dar o lance
Montagem de Roberto
Weigand sobre foto de
Fernando Lemos/Strana
 

Que tal comprar um carro de 15.000 reais por apenas 10.500, um desconto de 30%? A possibilidade existe, mas é preciso ficar de olho nos editais de leilões publicados nos principais jornais do país. Ofertas desse tipo surgem porque há muita gente que entra num plano de leasing e não consegue pagar as prestações. O carro é retido pela financeira e destinado a leilão. O Banco Fiat retomou neste ano 17.200 automóveis de pessoas que não conseguiram pagar os carnês. Dessa frota, equivalente a quase dez dias de produção da montadora, pouco mais de 6.000 já foram leiloados. Os 11.000 restantes aguardam sentença judicial para ser postos à venda. Nas outras montadoras, a situação é parecida.

Negociantes — É possível comprar em leilões computadores, eletrodomésticos e qualquer outro produto retomado pelas financeiras, até mesmo imóveis. Mas as estrelas da temporada são os carros. Até pouco tempo atrás, os pregões eram dominados por negociantes profissionais, que aproveitavam as melhores oportunidades. Como o mercado de usados está em baixa, o apetite dos negociantes diminuiu e as boas ofertas sobram para a clientela comum.

Competição — É prudente, antes de participar para valer, visitar um leilão para ver como funciona. O clima de competição é contagiante, mas a cautela sempre deve vir na frente. Os primeiros carros postos à venda normalmente são os que atingem os preços mais altos. "Os menos experientes têm medo de perder o carro e não conseguir um melhor lá adiante", diz Álvaro Sérgio Donato, diretor administrativo do Banco Fiat. "Muitos entram na disputa e isso acaba elevando o preço."

As multas — Alguns bancos entregam o carro com as multas pagas e o IPVA em dia. Outros deixam essa despesa para o comprador. Portanto, é bom saber a condição do automóvel. Também é aconselhável visitar o pátio do leiloeiro antes da data da venda, para verificar o estado dos carros. Os interessados podem conferir a lataria, o estofamento e o piso do automóvel. Mas não podem ligar o motor nem as luzes. Os leiloeiros são obrigados a comunicar o estado do câmbio e do motor do carro. "As informações dizem respeito apenas aos problemas mais sérios", afirma José Eduardo Sodré Santoro, um dos maiores leiloeiros do país. No mais, a compra é feita no escuro. São cobrados 5% sobre o valor do lance vencedor como comissão do leiloeiro. Quem faz a oferta vencedora tem de pagar 10% do carro à vista e o restante até 48 horas depois (alguns bancos aceitam financiar esse tipo de carro).

Mais informações: sobre as datas de leilões visite as páginas de leiloeiros na Internet. Veja alguns endereços: www.brasilleiloes.com.br, www.ssol.com.br ou www.jkleilao.com.br

Para usar

Olho na mala
Começa a vigorar no dia 1º de novembro a exigência de preenchimento de uma declaração de bagagem na volta das viagens internacionais. O objetivo da Receita Federal é aumentar o controle sobre a entrada de mercadorias no país. Da lista deverão constar todos os produtos com valor acima de 500 dólares para quem chega de avião, ou de 150 dólares para quem viaja de ônibus ou de carro. Quem for flagrado com declaração falsa pagará uma multa pesada e uma taxa mais alta do que qualquer alíquota de importação em vigor.

MBA à brasileira
A Universidade de São Paulo oferecerá, a partir de 1999, três cursos de especialização destinados a executivos. Os novos MBA serão nas áreas de comércio internacional, de tecnologia e inovação e de varejo. Uma das preocupações da universidade é preparar os profissionais para identificar não só as oportunidades, mas também as ameaças aos negócios. Mais informações pelos telefones (011) 818-5818 e 818-5844.

E-mail seguro
Chegou ao Brasil um serviço que garante segurança e privacidade às mensagens enviadas por e-mail. A empresa Certisign (www.certisign.com.br) lançou a identidade digital. O serviço usa os códigos de segurança mais eficientes do mundo e garante que as mensagens transitem pela rede sem ser lidas por bisbilhoteiros. A proteção custa 14 reais por ano.

Foto: Divulgação




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