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Tecidos
de cores fortes, algodão egípcio e estampas inusitadas: novidades que estimulam as compras |
| Montagem sobre fotos de Marcelo Saraiva |
Dormir sobre os mesmos lençóis durante anos e anos é coisa do tempo em que enxovais (e até os casamentos) eram feitos para durar a vida inteira. Seduzidos pela diversidade da oferta, que promove tendências em termos de cores e estampas, e movidos por uma preocupação maior em incrementar o ambiente doméstico, os consumidores estão renovando o estoque de cama, mesa e banho com muito mais freqüência. Segundo uma pesquisa da Coordenação Industrial Têxtil, CIT, entidade que presta serviços ao setor, de janeiro a setembro deste ano, comparado com igual período do ano passado, o número de compradores desses produtos cresceu 46%. Nem o prognóstico de retração econômica abala o otimismo dos fabricantes. "Nossa expectativa é de que novembro e dezembro registrem uma boa demanda", diz José da Conceição Padeiro, diretor da CIT.
Quem tem dinheiro para gastar em um pouco de luxo não espera os lençóis puírem para comprar um novo. "É difícil ter uma necessidade real, porque são artigos que duram bastante. Mas compro peças novas todos os anos", diz a dona de casa paulista Sueli Rodrigues de Mello, 48 anos. Na roupa de cama, os estampados (40%) batem os lisos (25%) na preferência dos compradores. Os tons pastel predominam, com exceções: a rede de lojas Trousseau vendeu em um mês 300 peças de cama e banho assinadas pelo estilista Kenzo, cultor dos vermelhos e azulões. "O mais importante é o tecido ser muito macio", aconselha o ator Paulo Betti, que descobriu as delícias do enxoval depois do fim de um longo casamento. Para esse consumidor mais exigente, lençol que se preza é de algodão egípcio (considerado o melhor do mundo, pela qualidade da fibra) ou italiano. Um jogo de cama dessa categoria chega a custar 700 a 800 reais. É o preço de doces e caros sonhos.
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