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| Quatro projetos para áreas reduzidas: (da esq. para a dir.) quintal com plantas tropicais; cobertura repleta de árvores frutíferas (ao lado); jardim integrado à sala; e estilo oriental |
![]() Fotos: Renata Castello Branco |
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| Foto: João Ribeiro |
Antes havia os jardineiros. Agora a moda é contratar um paisagista. Esse profissional, cujo campo de trabalho era restrito aos projetos de praças públicas, parques e jardins de grandes residências, está vendo seu mercado se expandir rapidamente. Isso ocorre por dois motivos. O primeiro é a proliferação de jardins em pequenos espaços, como varandas de apartamentos e fundos de quintal. Há quem pague de 700 a 1.000 reais para ter um terraço com meia dúzia de vasos, desde que a escolha e a colocação das plantas tenham a assinatura de alguém renomado no ramo. O segundo motivo é a criação de áreas verdes em empreendimentos imobiliários como condomínios residenciais e shopping centers. Para os incorporadores, o jardim tornou-se um importante apelo de venda.
"Cada vez mais, os jardins ajudam a suavizar a artificialização da vida urbana", afirma Catharina Pinheiro Lima, professora de paisagismo da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. "Por menores que sejam, eles funcionam como recantos de tranqüilidade em meio à selva de concreto." Outra mudança interessante nessa área é que, hoje, paisagismo não é mais sinônimo de planta ornamental apenas. Os jardins que saem das pranchetas agora têm, além da função estética e de contemplação, um fim utilitário. Estão na moda projetos paisagísticos com árvores frutíferas, como jabuticabeiras, pitangueiras, laranjeiras, ávores de romã, acerola e uvaia, plantadas em vasos e colocadas em varandas de apartamentos. São jardins que dão frutos, exalam aromas diferentes, combinam com a decoração e, em muitos casos, incluem hortas de temperos. "Eles materializam o conceito clássico de paraíso, porque resumem o que de mais bonito e generoso a natureza tem a oferecer", afirma Benedito Abbud, presidente da Associação Nacional dos Arquitetos Paisagistas.
Fruta em um ano Uma prova do interesse crescente por jardins privados é a expansão e sofisticação do mercado produtor de plantas. Em dez anos, as vendas de flores e plantas ornamentais na Ceagesp de São Paulo, o maior entreposto de plantas do Brasil, subiram quase 800%. "Com o crescimento da procura, a concorrência aumentou e a qualidade e a variedade das plantas melhoraram muito", afirma Marcelo Faisal, paisagista e viveirista. Alguns exemplos são as bromélias, que não eram cultivadas até poucos anos atrás, e as árvores frutíferas enxertadas. Ao contrário de uma jabuticabeira-sabará, que só começa a dar frutos em dez ou quinze anos, a planta enxertada frutifica com um ano de idade. Com o verde em moda, os negócios proliferam e mais gente quer participar. Estima-se que hoje existam 3.000 paisagistas em todo o Brasil. E o número não pára de crescer. "É uma das áreas com maior ritmo de expansão no país", afirma Astrid Marchini, professora de uma escola de paisagismo de São Paulo. Há duas décadas, Astrid não tinha concorrentes. Hoje, divide espaço com outros vinte cursos na cidade.
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