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O ministro Clóvis Carvalho que é, na verdade, quem toca a administração pública federal exibe sinais de fadiga e vontade de voltar para casa. A conferir. Outro O ministro Raimundo Brito também anda matutando se continua ou não no governo. Por pouco Emílio Odebrecht resistiu bravamente. Mas no final teve de quebrar a jura de não financiar ninguém nesta eleição. Foi muita pressão. Roda da fortuna O publicitário Duda Mendonça faturou na eleição cerca de 70 milhões de reais. Colheu muitas derrotas. Mas dizem que ajudou, escondido, alguns vitoriosos o petista José Genoíno, por exemplo. O partido da terceira idade O PFL tem de adotar umas crianças. Marcelo Néri, do Ipea, trabalhou em cima de dados do IBGE e constatou que o partido tem apenas 1,4% de simpatia dos jovens de até 20 anos. Já entre os setentões a simpatia cresce para 12%.
Jorio Dauster, um dos bambas do Itamaraty na área econômica, não é mais o embaixador na União Européia. Tentou o posto de Londres. Mas, como o lugar está ocupado, volta ao Brasil. Dissidente O presidente Fernando Henrique não passa recibo. Mas registra todas as estocadas do embaixador Rubens Ricupero. A última: o ex-ministro mandou carta para o Financial Times minimizando o papel do presidente no lançamento do Plano Real.
Alguns milagres têm ocorrido desde que o ministro José Serra libertou hospitais federais do mando de alguns políticos espertos. Pequeno exemplo: o Hospital Piedade, no Rio, sem deixar nenhuma roupa suja, reduziu de 17 para 12 toneladas por mês o volume de roupa lavada. Além disso, a lavanderia que atende ao hospital topou diminuir o preço de 2,48 reais para 1,70 real o quilo.
Mesmo depois da crise, o Brasil continua só perdendo para os EUA na preferência dos investidores. É o que vai revelar nova pesquisa feita pela americana Global Business. Estável Joel Rennó completou seis anos no comando da Petrobras. É um recorde. Tem sete vidas já que muita gente boa tentou apeá-lo do cargo. BBV do Brasil Vai chamar-se Bilbao Vizcaya do Brasil o banco que assumiu o natimorto Excel Econômico. Faz sentido. Excel não significa nada. Econômico é um nome com ressonância só no Nordeste. Virou pó Em 1994, a Previ, o fundo de pensão do pessoal do Banco do Brasil, enterrou 54 milhões de reais no finado Banco Econômico. Depois, 80% desse dinheiro se transformou em ações. Agora, o BBV pagou 1 real pelo banco. Como sobrou para a Previ apenas algumas moedinhas, o fundo vai reclamar na Justiça. A bolsa e a vida Esta é para quem não consegue dormir com o ronco do pregão da Bolsa de Valores do Rio. Lá, o volume diário de negócios gira em torno de 5 milhões de reais. Isso é um quinto do movimento do mercado de São Sebastião onde parte do comércio carioca se abastece de secos e molhados. Maré mansa Os diretores das antigas teles, que não perderam o lugar depois da privatização, estão com a vida que pediram a Deus. O salário pulou de 10.000 reais, na época de estatal, para 30.000 e até 40.000 por mês.
O Natal da viúva Todo ano a Bradesco Seguros finca uma árvore de Natal no meio da Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio. É muito bonita. Só que a conta (mais de 2 milhões de reais) o banco deduz do imposto a pagar com base na Lei de Incentivo à Cultura. Hambúrguer A McDonald's vai instalar quarenta quiosques nas Lojas Brasileiras.
É praxe bancária só conceder cartão de crédito para clientes com renda mensal acima de 500 reais. Em abril, Sérgio Cutolo, da Caixa Econômica Federal, lançou o Claro, que exige renda mínima a partir de apenas 200 reais. Hoje, o Claro já tem 15.557 associados dos quais, acredite, somente quatro inadimplentes. Gente O ator Antonio Fagundes diversifica. Vai gravar um CD de música caipira.
Colaborou: Julio Cesar de Barros
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