Seções
• VEJA.comPanorama
• Imagem da SemanaBrasil
• Sindicatos: O gangsterismo explícito nas entidades de classeGeral
• Religião: O papa abre as portas aos anglicanosArtes e Espetáculos
• Arte: Fogo no acervo de Hélio OiticicaLeitor
Albert Einstein"A
abordagem de VEJA sobre a genialidade de Einstein nos desperta a sensação
de que podemos realizar muito mais do que realizamos e ser muito mais do que somos."
Oportuna a reportagem sobre
Einstein. Pudemos concluir que sua imaginação e persistência
eram ilimitadas. Ao contrário da ciência, que sempre impõe
limites, como Einstein afirmava. As
conclusões a que diversos estudiosos chegaram sobre o cérebro de
Einstein nos confirmam a grande colaboração desse gênio à
humanidade. Enquanto a ciência não se abrir para a realidade
de que a inteligência provém do espírito, buscaremos, sem
sucesso, no corpo físico, as causas da genialidade de Einstein e de muitos
outros que vieram revolucionar o mundo. Saliência
no córtex motor, concentração maior de células gliais,
lobo parietal maior e hipocampo mais longo. São essas as explicações
dos principais cientistas das mais renomadas universidades mundiais para
a genialidade de Einstein. Então, como leigo no assunto, posso dizer que,
ao ser criado, fui um azarado e o Albert um sortudo? A recente tentativa de descobrir o segredo da genialidade
de Einstein nas particularidades de seu cérebro, reduzido a fatias, é
a melhor prova disso. Anuncia-se que o peso, a configuração e os
detalhes da massa cerebral do ilustre cientista não conferem com os dados
conhecidos no comum dos mortais. O raro fulgor da inteligência einsteiniana
estaria ao alcance do microscópio. A genialidade não é questão
de dom miraculoso, de anatomia cerebral nem de QI elevado. Pelo contrário,
não são raros os casos de gênios nem tão bem dotados
intelectualmente, de cabeça estreita, raciocínio moroso. O gênio
é aquele que logra êxito na luta contra todo tipo de limitação,
inclusive suas limitações intelectuais, sendo forçado a inventar
nova gramática para superá-las. O cérebro é como o universo: mesmo que
um dia enxerguemos sua infinitude, não seremos capazes de desvendá-la.
Armazenar num pen drive a mais perfeita máquina já inventada seria
o fim da inteligência humana e o surgimento de algo superior. VEJA, sempre maravilhosa, a
começar pela capa. Embaixo, em destaque, um gênio com a língua
para fora. Em cima, no canto direito, dois "idiotas" com a língua
para fora, ilustrando a chamada para a reportagem sobre os coquetéis químicos
das baladas.
Biz StoneParabenizo VEJA pela entrevista com Biz Stone (Amarelas, 21 de outubro),
criador do Twitter. É incrível como fica difícil dimensionar
a extensão dos recursos oferecidos pelas ferramentas sociais que são
disponibilizadas na internet. Por meio de uma entrevista inteligente e muito bem
elaborada, VEJA conseguiu transmitir essa noção a seus leitores. Veja EssaNão corresponde à realidade a frase atribuí-da
à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) publicada na seção
Veja Essa da última edição de VEJA. O que a ministra disse,
durante encontro com a bancada federal do PR na semana passada, foi o seguinte:
"O presidente Lula gosta de lembrar que ele sempre dizia, muitos anos atrás,
que metalúrgico não votava em metalúrgico, corintiano não
votava em corintiano e mulher não votava em mulher. Mas, como demonstram
as duas eleições que ele venceu (Lula é metalúrgico
e corintiano), isso já começou a mudar". Roberto Pompeu de ToledoGostaria de felicitar o autor pelo artigo "A volúpia
do fracasso" (21 de outubro), no qual ele define magistralmente o povo argentino,
descrevendo esses tópicos que todos sabemos, porém que o comum das
pessoas não consegue colocar no papel. Gostaria também, pois minha
profissão me obriga, de esclarecer que o tango citado se chama Cambalache (troca), de 1934, do grande Enrique Santos Discepolo, e que em outros versos
diz: "¡Hoy resulta que es lo mismo ser derecho que traidor, ignorante,
sabio o chorro (ladrão), generoso o estafador!", que infelizmente
identifica tantos políticos do Brasil. Outra coisa: não se usa acento
agudo no verbo ser no pretérito perfecto simple da 3ª P.S. (fue), e, atualmente, eu ensino aos meus alunos que "latinoamericanos"
é pejorativo, nós somos "hispanoamericanos". ¡Grande,
Roberto!
Jean SarkozyCumprimento VEJA pela reportagem "Lá, como cá"
(21 de outubro), pois ela demonstra que governantes de todo o mundo tendem a beneficiar
familiares e aliados políticos. Discordo, contudo, da conclusão
de que, "depois da globalização, talvez esteja chegando a brasileirização".
A conclusão destoa de todo o argumento apresentado ao longo do texto. O
Brasil é produto do Ocidente e reflete o que há de melhor e de pior
na civilização europeia. Não inventamos a corrupção,
nem o nepotismo, nem a sinecura. É hora de extirpar o "espírito
de vira-lata"!
O governo contra a ValeExcelente a reportagem sobre a pressão
do governo para ditar os rumos da companhia Vale ("O PT quer engolir a Vale",
21 de outubro). Parabéns ao jornalismo de VEJA, que aprofundou e trouxe
à população brasileira informações precisas
e esclarecedoras sobre as estratégias sujas dos que agem nos bastidores
do governo contra uma das maiores empresas privadas do país. O objetivo
do governo e do PT não é outro senão "administrar"
as grandes empresas brasileiras que dão lucro. O papel do governo é
administrar bem os interesses do estado, como a educação, a saúde,
a segurança e o bem-estar social, e não se meter nas atividades
tipicamente privadas e produtivas. A reportagem dá uma ideia da loucura deste governo.
Faltou dizer que o governo petista, além dos 49% dos fundos de pensão
das estatais, também tem uma participação extra através
do BNDES, mais precisamente através do BNDESPar. Se o governo dos petistas
pretende controlar a Vale, não precisava promover essa pantomima. Eles
já têm o controle. Esse tipo de denúncia seria motivo para investigações
céleres e, caso viessem a ser confirmadas, com consequências gravíssimas
em países sérios. No Brasil, desgraçadamente, isso já
não surpreende mais. Surpreendente tem sido a passividade resignada do
chamado "mercado", tanto dos operadores quanto dos acionistas, claramente
prejudicados caso esse tipo de atitude tenha sucesso. Já foi assim com
a "invasão" e a "nacionalização" das
refinarias da Petrobras pelo Exército e pelo governo bolivianos, que, além
de dar prejuízos à companhia, causaram um imenso transtorno à
sociedade brasileira em geral. Principalmente às empresas que acreditaram
nos acordos internacionais assinados pelo governo brasileiro para fornecimento
de gás. Em vez de
tentar, sordidamente, "bolivarizar" a Vale, o presidente deveria ter
pedido ajuda a Agnelli para escolher melhor seu ministro de Minas e Energia, um
leigo confesso no assunto. Pode
ser que Eike Batista seja "um extraordinário empresário privado",
como afirmou VEJA na reportagem. Contudo, desse episódio ficou a impressão
de que Eike agiu com oportunismo, ao pensar como Lula, e foi antiético,
ao sugerir a entrega do comando da Vale a Sérgio Rosa, presidente da Previ,
que teria importante participação na venda de parte das ações
do fundo de pensão. Auguramos que Sérgio Rosa, correto e profissional,
não se deixe aliciar com promessa de cargo.
Casa Branca X Fox NewsFiquei muito feliz em ver meu ídolo Glenn Beck em VEJA
("O Talibã de Obama é... uma TV", 21 de outubro). Além
disso, a Fox tem Hannity e OReilly. Todos fantásticos. Mas, em especial,
Beck para mim é a maior mente televisiva. Simplesmente genial. Alguns acham
que ele consegue causar inveja até a OReilly. O Brasil poderia ter
uma Fox News? Tenho minhas dúvidas: somos muito do centro, gostamos do
meio. Do meio de campo que nunca chega perto do gol (desenvolvimento). Nossos
partidos, por exemplo, são um desastre. Todos com a mesma plataforma: o
meio. A Fox News é a direita, que questiona as mentiras esquerdistas que
usam Mao Tsé-tung, Castro e Chávez como exemplos. Drogas das "baladas"Meus
sinceros parabéns pela reportagem "Música, sexo e loucura"
(21 de outubro), muito oportuna e até inacreditável. Como as pessoas
podem se drogar dessa forma mesmo sabendo que a conta será tão cara?
Muito instrutiva essa reportagem, que com certeza ajudará muitas famílias,
pois a arma que temos para combater esse mal é a informação. É difícil acreditar
que, em pleno século XXI, na era da difusão livre de informações,
ainda existam jovens que enveredam por esse caminho sem volta. Eu, como adolescente,
abomino esse comportamento. Onde estão os pais nessa hora? O que esses
jovens precisam é de limites! O
que a reportagem "Música, sexo e loucura" nos mostrou é
que os jovens estão tentando encontrar um limite para as possibilidades
de obter sensações "diferentes", que são provocadas
por substâncias químicas. A grande indagação, aliada
a uma sensação de impotência, fica sem resposta: por que nós,
adultos mais maduros, não conseguimos evitar que tudo o que foi relatado
na matéria aconteça? Isso inclui desde uma política pública
para o tema até a responsabilidade dos pais a respeito do comportamento
dos filhos. Nunca
uma geração levantou tanto a bandeira da não violência,
mas os jovens fumam um "baseadinho" nos fins de semana, como se isso
não provocasse a violência e as mortes que emergem do tráfico
de drogas. Afirmam-se como "geração saúde", buscando
neuroticamente uma alimentação saudável, mas tomam ecstasy
na balada. Ao mesmo tempo que via as notícias da guerra urbana
no Rio de Janeiro em razão do tráfico de drogas, estupefato lia
em VEJA um ridículo depoimento de uma empresária que se gabava de
sair para a balada completamente "louca", fazendo uso de drogas. Enquanto
tivermos em nossa sociedade, especialmente na classe média, os párias
do consumo que financiam o tráfico, perderemos para o crime organizado.
Lya LuftSempre
com muita clareza e propriedade, a escritora Lya Luft levanta questões
essenciais ("A gente decide", 21 de outubro). Parece que todos os problemas
estão resolvidos aqui no Brasil, pois sediaremos a Copa em 2014 e a Olimpíada
em 2016. Também não acho simpático o artigo, mas ele vai
fundo nas coisas que estão por resolver. Serão apenas alguns dias
de eventos e já estamos festejando não se sabe o quê. A saúde
vai mal, a educação vai mal, a administração vai pior
ainda, com nossos senadores, deputados e outros que continuam impunes, apesar
das comprovadas denúncias. Infelizmente, não estamos decidindo nada,
pois escolhemos mal nossos representantes, e o resultado aí está:
impunidade, descaso e desvio dos recursos públicos. No Brasil, muitas vezes
não sabemos mesmo por onde começar. Não agora. Agora tenho
certeza de que quero começar elogiando o excelente artigo e dizer que senti
um grande alívio. Achava que eu era uma exceção, pois não
consigo sentir a mesma alegria que todos estão sentindo com a Olimpíada
e a Copa no Brasil. Parece que esqueceram os nossos gravíssimos e tristes
problemas. Enquanto se samba e se comemora, nossos jovens saem da faculdade e
não encontram colocação, há filas intermináveis
de doentes que penam nos hospitais públicos, nossos velhos são constantemente
desrespeitados, estamos no 75º lugar no índice de desenvolvimento
humano da ONU. Quando vamos acordar e tentar mudar esse jogo através do
nosso voto consciente? José Dirceu embaixadorNa minha modesta opinião, embaixada boa para José
Dirceu seria a de Havana, em Cuba, onde já morou e cujo idioma deve pelo
menos conhecer. Ou em outro país com viés socialista, como por exemplo
a Coreia do Norte. Colocá-lo em um país capitalista seria desperdício
ideológico ("O embaixador Zé", Radar, 21 de outubro).
José Dirceu cabo eleitoralSalta à vista o absurdo de um suposto incentivo
de Lula à candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República.
O presidente tem defendido publicamente a candidatura de Ciro ao governo do estado
de São Paulo e trabalhado com o diretório paulista do PT por ela.
E foi o próprio Lula quem propôs a transferência do domicílio
eleitoral do deputado para São Paulo ("O chefe do mensalão
já opera 2010", 14 de outubro).
J.R. GuzzoA propósito do artigo "A capital perdida" (14 de
outubro), gostaria de destacar que a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada
de 2016 abrem para o Brasil oportunidade ímpar de desenvolvimento: podemos
melhorar a vida nas grandes cidades, captar vultosos investimentos externos, projetar
no mundo uma imagem positiva do país, atrair turistas, movimentar a economia,
criar empregos, formar uma nova geração de jovens ligados ao esporte,
construir uma infraestrutura hoteleira digna das nossas belezas naturais, enfim,
colocar o Brasil no cenário das grandes nações. Por isso,
é hora de união e visão de futuro, e não de saudosismo.
Nós todos amamos o Rio de Janeiro, a cidade mais bonita do mundo, com suas
praias, lagoas e montanhas desafiando a degradação urbana. Mas esse
amor não é excludente, nem deve ser alimentado à custa da
depreciação de Brasília. Também não pode nos
impedir de perceber que JK, com seu plano ousado de interiorização
do desenvolvimento, mudou o Brasil. E que Brasília é a síntese
dessa fase que transformou o mapa econômico e social brasileiro. O grande
desafio de todos nós é aproveitar essa oportunidade para dar um
novo salto, olhando o futuro com trabalho, otimismo e união, como se espera
de uma grande nação.
O biquíni da MartaA nota "Os
bons companheiros" (Gente, 21 de outubro) informa que a ex-prefeita de São
Paulo Marta Suplicy apareceu (em Trancoso) com um "biquininho tomara que
caia". VEJA errou. O biquíni da companheira era do modelo "tomara
que não caia".
Correção: ao contrário do que foi informado na reportagem "Agora, cachorro grande" (14 de outubro), os três filhos de Frank Aguiar não moram com ele. Todos vivem com suas mães e o visitam de vez em quando. |