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Home  »  Revistas  »  Edição 2136 / 28 de outubro de 2009


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Conversa com Robson Moreira

"Vejo saci toda hora!"

No próximo dia 30, será realizado em São Luiz do Paraitinga,
no interior paulista, o encontro anual da Sociedade
dos Observadores de Saci. O presidente da entidade,
Robson Moreira, quer transformar o saci no símbolo
da Copa de 2014


Gabriele Jimenez

Ana Araujo

Moreira
Observador de sacis, mas podia ser o curupira


Quantos sacis você já viu?
Vários. Vejo saci toda hora. Recentemente, um veio me visitar. Ficamos amigos e botei nele o nome de Miçanga. Hoje, ele vive comigo.
Mora no meu carro.

Como se faz para ver um saci?
Você tem de ficar no mato em silêncio, observando tudo, de preferência com os olhos fechados. Eles aparecem depois das 4 da tarde. Antes disso, estão dormindo.

Como nasce um saci?
Em ninhadas de sete sacizinhos, no oco dos bambus. No começo, medem 7 centímetros, mas crescem até 77 centímetros e morrem com 77 anos. Aí, viram um cogumelo branquinho, no meio da mata.

Existem saci macho e saci fêmea?
Há quem defenda a existência das "sacias", mas nós, observadores, achamos que os sacis são todos hermafroditas.

Eles mantêm seus cachimbos, mesmo com a lei antifumo?
Saci não larga o cachimbo de jeito nenhum! Não há lei que o convença.

Você já tentou criar sacis?
Sou totalmente contrário à criação de sacis em cativeiro! O Miçanga está comigo porque quer.

Por que o saci merece ser mascote da Copa?
Se você pegar jogadores que sabem dar dribles incríveis, como o Garrincha ou o Robinho, vai ver que o que eles fazem com os adversários nada mais é do que coisa de saci.

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