
estasemana
colunas
seções
arquivoVEJA
 |
 |
| (conteúdo
exclusivo para assinantes VEJA ou UOL) |
 |
Crie
seu grupo

|
|
Lauro
Jardim [email: ljardim@abril.com.br]
GÁS
Orquestra afinada
As distribuidoras de gás estão comprando uma briga de
bom tamanho com o governo FHC, que quer porque quer que o preço
do produto baixe. O governo promete jogar pesado. Uma reunião na
quartafeira entre o ministro da Justiça, Paulo de Tarso, e o diretorgeral
da ANP, Sebastião do Rego Barros, vai selar o início de
uma grande ofensiva sobre as distribuidoras.
SUCESSÃO
República
do grampo
A família Sarney anda ressabiada. Na manhã
de quartafeira, foi descoberto um grampo no celular de um dos empregados
mais antigos da casa de Roseana Sarney.
Quem
será?
Em diversos encontros fechados com banqueiros e grandes empresários,
José Dirceu tem feito afirmações que soam tranqüilizadoras
como uma canção de ninar para essas platéias. A hora
que a turma mais gosta é quando Dirceu afirma que o ministro da
Fazenda de um eventual governo Lula não sairá dos quadros
do partido. Mais: que será um nome que surpreenderá positivamente
tanto aqui quanto no exterior.
Jogo
de cintura
Um craque na conciliação de contrários
é o cientista político Antônio Lavareda. Faz análise
de pesquisas e participa da estratégia de campanha de três
candidaturas a de José Serra e as de Tasso Jereissati e Roseana
Sarney ao Senado, inimigos figadais do tucano.
Durão
A entrada de José Alexandre Scheinkman, exdiretor
da faculdade de economia da Universidade de Chicago um ícone
da visão prómercado e monetarista , na campanha de Ciro
Gomes produziu um comentário irônico de uma das estrelas
mais cintilantes da PUC carioca. O pessoal da PUC, como se sabe, detém
há dez anos a hegemonia da condução econômica
do país: "Nossos críticos, quem diria, vão sentir
saudade de nós".
Fator
Lula
Sinal dos tempos: hoje, 40% dos pedidos que o headhunter
Antônio Carlos Martins recebe para contratar executivos são
de diretores de RH com experiência em negociação sindical.
De três meses para cá, a procura não pára de
crescer.
|
Um
petista de "mercado"
Adi Leite/Valor
 |
| Barbosa:
reforço na campanha |
Preste
atenção neste nome. Discreto e desconhecido fora do
mercado financeiro, Pedro Barbosa, 37 anos, tem um currículo
invejável. Entre 1990 e 1999, foi chefe de mercados emergentes
do ING Bank, em Nova York, e até sextafeira passada comandava
a mesa de operações do Bank of America no Brasil.
Uma fera na negociação de títulos da dívida
externa, câmbio e mercados futuros. Barbosa está deixando
o banco americano para colaborar com a equipe de Lula. Nos últimos
meses, tem sido um dos principais consultores informais do PT para
o mercado financeiro. Mais: tem marcado reuniões entre o
partido e a banca. Um sinal de que o mercado e o PT andam se entendendo
melhor.
|
ECONOMIA
O
país Petrobras
Veja como uma empresa brasileira pode ser maior que
um país: só de impostos e royalties, a Petrobras vai gerar
neste ano 12,5 bilhões de dólares. O faturamento está
em torno de 25 bilhões. Somando os dois, é o dobro do PIB
do Uruguai.
A
Vale se mexe
A Vale do Rio Doce está fazendo um discreto, mas intenso,
trabalho de bastidores no BNDES para melar o negócio entre a CSN
e a angloholandesa Corus.
A
todo o vapor
O que mais se ouve nestes tempos préeleição
é que nenhum grande negócio vai para a frente por causa
da crise e da indefinição do quadro eleitoral. Pode ser.
Mas tem gente que está remando com força no meio da tempestade.
A Votorantim Celulose, por exemplo, acaba de fechar com o banco ABN Amro
uma operação de financiamento de exportação
de papel e celulose de 200 milhões de dólares.
Laranja,
goiaba e limão
A crise é real, mas, acredite, alguns setores vivem
uma explosão de consumo digna dos primeiros tempos do real. Fechados
os números do primeiro semestre, a LatinPanel/Ibope constatou que
aumentou em 61% a venda de sucos de frutas prontos neste primeiro semestre,
em comparação com o mesmo período do ano passado.
Um total de 26 milhões de litros.
GOVERNO
O
lobista da Raytheon
A Raytheon, que desenvolveu o sistema tecnológico
do Sivam, contratou o exembaixador americano Anthony Harrington para
dar uma mãozinha em seus negócios no Brasil.
|
O
imortal e o presidente
|
Oscar Cabral

Coelho:
encontro com Putin
|
Paulo Coelho não pára. Depois de eleito para a Academia Brasileira
de Letras, mergulhou em nova e longa temporada européia. Agora,
vai ao Kremlin. Na primeira semana de setembro, terá um encontro
com o presidente russo, Vladimir Putin. O que tem Coelho a ver com
Putin, um exespião da KGB que há dois anos governa a Rússia? Ainda
não se sabe. Mas há uma pista: a mulher de Putin é leitora dos livros
do neoacadêmico brasileiro.
|
MINAS GERAIS
Um
negócio das Bahamas 1
Bons negócios não são para qualquer
um. Veja o caso da desconhecida Solaris Company, uma empresa com sede
no paraíso fiscal das Bahamas. Em dezembro passado, o BNDES vendeu,
via leilão, uma participação de 2,5% do capital que
o governo federal possuía na Companhia Mineradora de Minas Gerais
(Comig). Por 1,7 milhão de reais, o preço mínimo,
a Solaris arrematou o naco da estatal controlada pelo governo mineiro,
responsável pelo gerenciamento do rico subsolo do Estado. Apenas
88 000 reais foram em dinheiro o restante foi pago com as chamadas "moedas
podres". Mas o melhor vem agora: apenas quatro meses depois da compra,
a Solaris recebeu da Comig 1,1 milhão de reais a título
de dividendos. Ou seja, em apenas quatro meses, teve de volta 65% do capital
investido.
Um
negócio das Bahamas 2
A Comig, presidida por Henrique Hargreaves, fiel escudeiro
de Itamar Franco, lucrou 56 milhões de reais no ano passado. E,
para a sorte da Solaris, as jazidas mineiras de nióbio, o mineral
de onde saem 90% das receitas da estatal, têm pela frente uma vida
útil de 400 anos. É dinheiro garantido para muitas gerações.
Por que o governo Itamar não entrou num negócio tão
bom? "Perdemos o prazo do leilão", explica Hargreaves.
CINEMA
Agora
vai?
Depois de um período de chuvas e trovoadas,
finalmente Guilherme Fontes conseguiu dinheiro para terminar Chatô.
A Petrobras e a BR Distribuidora decidiram pingar um dinheirinho no filme.
No total, 1,8 milhão de reais.
|
|
 |