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Menos
tempo na
mesa de cirurgia
Os
médicos operam cada vez mais e mais profundamente invadindo o corpo
dos pacientes cada vez menos. As cirurgias assim são mais rápidas,
menos dolorosas, e os pacientes se recuperam mais depressa. Na maior parte
delas, a principal tecnologia utilizada é a das microcâmeras,
que, inseridas no corpo, tornam possível localizar e sanar o problema.
Veja três exemplos:
Cálculo na vesícula Fazia-se um corte de até
20 centímetros na pele e nos músculos da barriga para a
remoção da vesícula, ao custo de 6 000 reais e com
trinta dias para a recuperação do paciente.
Agora São quatro perfurações de 1 centímetro,
pelas quais se retiram as pedras. O custo é igual e a recuperação
leva uma semana.
Ruptura de ligamentos do joelho Antes eram precisos até
dois cortes de 8 centímetros para retirar o ligamento rompido e
fixar o substituto. O paciente ficava imobilizado por três semanas.
A cirurgia custava mais de 17 000 reais.
Agora Os cortes são de 2 centímetros. O custo
é o mesmo, mas o paciente é liberado no mesmo dia.
Sinusite A operação exigia corte de 3 centímetros
entre a gengiva e a bochecha para a desobstrução das cavidades
nasais. Durava três horas, deixava o paciente de molho por catorze
dias e custava 3 000 reais.
Agora Um endoscópio com câmera é introduzido
pelo nariz e faz a desobstrução em uma hora. A recuperação
diminuiu para cinco dias. O preço subiu para 3 500 reais.
Fontes:
Dr. Albino Augusto Sorbello, cirurgião-geral e especialista em cirurgias
do aparelho digestivo do Hospital Albert Einstein; Dr. Eric Roger Wroclawski,
professor-adjunto de urologia da Faculdade de Medicina do ABC e presidente
da Sociedade Brasileira de Urologia; Dr. Gilberto Sitchin, otorrinolaringologista
do Hospital São Luiz; Ricardo Beyruti, cirurgião torácico do Hospital
das Clínicas de São Paulo e do Hospital São Luiz; Dr. Edgard dos Santos
Pereira, ortopedista especialista em cirurgias de joelho e artroscopia
e professor titular de ortopedia da Faculdade de Medicina de Santo Amaro,
Unisa; e Dr. Gilberto Luiz Camanho, presidente da Sociedade Brasileira
de Ortopedia.

Veja também |
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Concreto ecológico
Um
novo tipo de concreto, 50% mais leve que o convencional, foi desenvolvido
por pesquisadores da Unicamp. Produzido com materiais renováveis,
como resíduos de bambu, palha de arroz e serragem, em lugar da
pedra britada, o composto resiste à água e ao fogo e serve
como isolante térmico e acústico. Leia mais em www.agr.unicamp.br/biokreto.
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Quem
não deve tem
algo para temer
Lucia Brandão
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Se
você é do tipo que ganha bem, compra tudo à
vista e espera o dia de exibir suas virtudes de consumidor na hora
de obter um financiamento imobiliário, saiba que o sistema
financeiro não gosta nem um pouco desse seu perfil. Tanto
que, na hora de aprovar um financiamento, gente com essas características
pode ter sérios problemas para obter crédito ou taxas
de juro razoáveis. Os computadores das financeiras analisam
o risco de um candidato a empréstimo também a partir
de sua pontualidade em pagamentos anteriores. Quem atrasa tem notas
negativas. Quem simplesmente não usa crediário fica
com notas também insuficientes. É bom saber ainda
que o tipo de compra pode influir na taxa de juro. Para materiais
de construção, um ramo em que são mais raros
os calotes, o juro é de 3,8% ao mês. Tênis e
roupas, alvos de compradores impulsivos e nem sempre capitalizados,
são financiados a 9% ao mês.
Os
preços para voar barato
Bia Parreiras
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Os
preços bem que despertam a tentação de voar
por uma companhia aérea não regular ou charter, com
descontos que podem chegar a 50% das tarifas praticadas por empresas
tradicionais. Mas há algumas desvantagens que vão
além de não poder contar pontos na conta de milhagem.
A pontualidade do vôo, por exemplo, não é tão
rigorsosa. Já houve caso de atraso de um dia. O passageiro
deve telefonar na véspera para confirmar a partida. Se precisar
remarcar, a multa pode chegar a 70% do valor da passagem. Se perder
o vôo, perde também o dinheiro. Recentemente, a empresa
Via Brasil, desse escalão, deixou de operar porque seu único
avião foi retido por falta de documentação
de uma peça. Veja a lista
de comparações.
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BOA
NOTÍCIA
As
bananas e os derrames
Mauro Holanda
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Comer banana, laranja ou repolho pode ser um excelente método
de prevenção de derrame. Um estudo desenvolvido por
pesquisadores do Centro Médico Queen's, no Havaí,
acompanhou 5 600 homens e mulheres com mais de 65 anos. Eles descobriram
que aquelas pessoas que consumiam baixa dose de potássio
(menos de 2,4 gramas por dia) em sua dieta tinham uma vez e meia
mais probabilidade de sofrer um derrame que aquelas que consumiam
muito potássio. Para atingir 4 gramas por dia, é necessário
comer seis bananas e meia.
MÁ
NOTÍCIA
O
stress e as mulheres
O stress na vida das mulheres que trabalham fora aumenta em 2,24
vezes o risco de que venham a sofrer um derrame (acidente vascular
cerebral) e em 2,28 vezes a probabilidade de ter doenças
coronárias, em comparação com aquelas que não
trabalham. A
conclusão é de cientistas da Universidade de Tsukuba,
no Japão, que acompanharam 43 000 trabalhadoras por oito
anos. Nesse período, 643 delas morreram em conseqüência
de problemas cardíacos. Os estudiosos encontraram a mesma
ligação entre stress e doenças do coração
em outra pesquisa com 30 000 homens.
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Defeitos
na mesa
Durante
uma entrevista para emprego, é normal que o candidato concentre
o discurso nas próprias virtudes. Afinal, ele precisa causar
boa impressão. Muitos não sabem o que fazer, no entanto,
ao ser questionados sobre pontos fracos ou momentos delicados da
carreira, como demissão, desentendimentos com o chefe ou
períodos de desemprego. O pior a fazer nessa hora, asseguram
os consultores, é bancar o profissional perfeito. "Reconhecer
erros e vulnerabilidades é um sinal importante de maturidade",
diz o headhunter Darcio Crespi. "Os melhores profissionais sabem
onde precisam melhorar e como lidar com as próprias limitações."
Para não ser pego de surpresa, um bom exercício antes
de uma entrevista é relacionar cinco pontos fortes, cada
um deles justificado por um texto de cinco linhas, e depois fazer
o mesmo com os pontos fracos tarefa que certamente parecerá
mais difícil. Esse exercício de autoconhecimento ajudará
a organizar as idéias para os momentos mais delicados da
entrevista. Ao falar dos pontos fracos, recomenda-se evitar afirmações
incisivas, como se eles fossem "incuráveis". Em vez de "sou
centralizador" ou "não confio em meus subordinados", prefira
algo como "às vezes tenho dificuldade para delegar tarefas".
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