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Edição 1 766 - 28 de agosto de 2002
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Menos tempo na mesa de cirurgia

 

Os médicos operam cada vez mais e mais profundamente invadindo o corpo dos pacientes cada vez menos. As cirurgias assim são mais rápidas, menos dolorosas, e os pacientes se recuperam mais depressa. Na maior parte delas, a principal tecnologia utilizada é a das microcâmeras, que, inseridas no corpo, tornam possível localizar e sanar o problema. Veja três exemplos:

Cálculo na vesícula – Fazia-se um corte de até 20 centímetros na pele e nos músculos da barriga para a remoção da vesícula, ao custo de 6 000 reais e com trinta dias para a recuperação do paciente.
Agora – São quatro perfurações de 1 centímetro, pelas quais se retiram as pedras. O custo é igual e a recuperação leva uma semana.

Ruptura de ligamentos do joelho – Antes eram precisos até dois cortes de 8 centímetros para retirar o ligamento rompido e fixar o substituto. O paciente ficava imobilizado por três semanas. A cirurgia custava mais de 17 000 reais.
Agora – Os cortes são de 2 centímetros. O custo é o mesmo, mas o paciente é liberado no mesmo dia.

Sinusite – A operação exigia corte de 3 centímetros entre a gengiva e a bochecha para a desobstrução das cavidades nasais. Durava três horas, deixava o paciente de molho por catorze dias e custava 3 000 reais.
Agora – Um endoscópio com câmera é introduzido pelo nariz e faz a desobstrução em uma hora. A recuperação diminuiu para cinco dias. O preço subiu para 3 500 reais.

Fontes: Dr. Albino Augusto Sorbello, cirurgião-geral e especialista em cirurgias do aparelho digestivo do Hospital Albert Einstein; Dr. Eric Roger Wroclawski, professor-adjunto de urologia da Faculdade de Medicina do ABC e presidente da Sociedade Brasileira de Urologia; Dr. Gilberto Sitchin, otorrinolaringologista do Hospital São Luiz; Ricardo Beyruti, cirurgião torácico do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Hospital São Luiz; Dr. Edgard dos Santos Pereira, ortopedista especialista em cirurgias de joelho e artroscopia e professor titular de ortopedia da Faculdade de Medicina de Santo Amaro, Unisa; e Dr. Gilberto Luiz Camanho, presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia.

Veja também
Outros exemplos de cirurgias que ficaram mais rápidas e menos dolorosas



Concreto ecológico

Um novo tipo de concreto, 50% mais leve que o convencional, foi desenvolvido por pesquisadores da Unicamp. Produzido com materiais renováveis, como resíduos de bambu, palha de arroz e serragem, em lugar da pedra britada, o composto resiste à água e ao fogo e serve como isolante térmico e acústico. Leia mais em www.agr.unicamp.br/biokreto.



Quem não deve tem algo para temer

 
Lucia Brandão

Se você é do tipo que ganha bem, compra tudo à vista e espera o dia de exibir suas virtudes de consumidor na hora de obter um financiamento imobiliário, saiba que o sistema financeiro não gosta nem um pouco desse seu perfil. Tanto que, na hora de aprovar um financiamento, gente com essas características pode ter sérios problemas para obter crédito ou taxas de juro razoáveis. Os computadores das financeiras analisam o risco de um candidato a empréstimo também a partir de sua pontualidade em pagamentos anteriores. Quem atrasa tem notas negativas. Quem simplesmente não usa crediário fica com notas também insuficientes. É bom saber ainda que o tipo de compra pode influir na taxa de juro. Para materiais de construção, um ramo em que são mais raros os calotes, o juro é de 3,8% ao mês. Tênis e roupas, alvos de compradores impulsivos e nem sempre capitalizados, são financiados a 9% ao mês.

 

Os preços para voar barato

 
Bia Parreiras

Os preços bem que despertam a tentação de voar por uma companhia aérea não regular ou charter, com descontos que podem chegar a 50% das tarifas praticadas por empresas tradicionais. Mas há algumas desvantagens que vão além de não poder contar pontos na conta de milhagem. A pontualidade do vôo, por exemplo, não é tão rigorsosa. Já houve caso de atraso de um dia. O passageiro deve telefonar na véspera para confirmar a partida. Se precisar remarcar, a multa pode chegar a 70% do valor da passagem. Se perder o vôo, perde também o dinheiro. Recentemente, a empresa Via Brasil, desse escalão, deixou de operar porque seu único avião foi retido por falta de documentação de uma peça. Veja a lista de comparações.

 

BOA NOTÍCIA

As bananas e os derrames

Mauro Holanda


Comer banana, laranja ou repolho pode ser um excelente método de prevenção de derrame. Um estudo desenvolvido por pesquisadores do Centro Médico Queen's, no Havaí, acompanhou 5 600 homens e mulheres com mais de 65 anos. Eles descobriram que aquelas pessoas que consumiam baixa dose de potássio (menos de 2,4 gramas por dia) em sua dieta tinham uma vez e meia mais probabilidade de sofrer um derrame que aquelas que consumiam muito potássio. Para atingir 4 gramas por dia, é necessário comer seis bananas e meia.

 

MÁ NOTÍCIA

O stress e as mulheres

O stress na vida das mulheres que trabalham fora aumenta em 2,24 vezes o risco de que venham a sofrer um derrame (acidente vascular cerebral) e em 2,28 vezes a probabilidade de ter doenças coronárias, em comparação com aquelas que não trabalham. A conclusão é de cientistas da Universidade de Tsukuba, no Japão, que acompanharam 43 000 trabalhadoras por oito anos. Nesse período, 643 delas morreram em conseqüência de problemas cardíacos. Os estudiosos encontraram a mesma ligação entre stress e doenças do coração em outra pesquisa com 30 000 homens.

 

Defeitos na mesa


Durante uma entrevista para emprego, é normal que o candidato concentre o discurso nas próprias virtudes. Afinal, ele precisa causar boa impressão. Muitos não sabem o que fazer, no entanto, ao ser questionados sobre pontos fracos ou momentos delicados da carreira, como demissão, desentendimentos com o chefe ou períodos de desemprego. O pior a fazer nessa hora, asseguram os consultores, é bancar o profissional perfeito. "Reconhecer erros e vulnerabilidades é um sinal importante de maturidade", diz o headhunter Darcio Crespi. "Os melhores profissionais sabem onde precisam melhorar e como lidar com as próprias limitações." Para não ser pego de surpresa, um bom exercício antes de uma entrevista é relacionar cinco pontos fortes, cada um deles justificado por um texto de cinco linhas, e depois fazer o mesmo com os pontos fracos – tarefa que certamente parecerá mais difícil. Esse exercício de autoconhecimento ajudará a organizar as idéias para os momentos mais delicados da entrevista. Ao falar dos pontos fracos, recomenda-se evitar afirmações incisivas, como se eles fossem "incuráveis". Em vez de "sou centralizador" ou "não confio em meus subordinados", prefira algo como "às vezes tenho dificuldade para delegar tarefas".



 
 

   
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