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Tensão
na Itália
Cresce o medo de que
o patrimônio
artístico do país vire alvo de terroristas
AFP
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O
afresco de Bolonha: Maomé
no inferno |
A Itália está vivendo sob um medo constante: o de que seus
inestimáveis tesouros culturais se transformem em alvos do terrorismo
islâmico. Há pouco mais de um mês, um jornal do país
confirmou que o grupo fundamentalista Al Qaeda, de Osama bin Laden, havia
elaborado um plano para um grande ataque ao Vaticano, sede da Igreja Católica.
Na mesma época, veio à tona a informação de
que grupos islâmicos da Tunísia e do Marrocos pensavam em
destruir a basílica de San Petronio, em Bolonha. Jóia do
estilo gótico, ela tem um afresco que mostra o profeta Maomé
sendo arrastado por demônios nas profundezas do inferno. Religiosos
muçulmanos sempre consideraram essa obra ofensiva e já pediram
que ela fosse coberta ou raspada. Na segunda-feira passada, um ato de
barbárie pareceu realmente próximo de se concretizar. Cinco
homens quatro marroquinos e um historiador italiano foram
presos na basílica. A polícia desconfiou do grupo ao vê-lo
filmando o afresco, pintado no século XV por Giovanni da Modena
sob inspiração de uma passagem da Divina Comédia,
de Dante Alighieri. No vídeo que os homens gravaram, estava
registrada a seguinte frase: "O que Bin Laden fez com as torres é
o que precisa ser feito aqui". Logo se levantou a hipótese de uma
ligação dos suspeitos com a rede do terrorista saudita.
Na quarta-feira, no entanto, um juiz decidiu libertá-los por falta
de provas. O alarme pode ter sido falso, mas a tensão continua.
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