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"Meu
casamento acabou"
Claudio Rossi
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"Tenho certeza de que o principal motivo de minha separação
foi o fato de eu ter perdido o desejo sexual. Nos dois primeiros
anos de casamento, transávamos pelo menos cinco vezes por
semana. Quando engravidei, tudo mudou. Ele passou a me evitar, e
eu me senti rejeitada. A situação piorou quando o
bebê nasceu e tive depressão pós-parto. Comecei
a ter aversão a seus carinhos, a seu toque. Cheguei a procurar
um terapeuta sexual. Ele disse que eu precisava colocar mais romantismo
na relação. Mas como, se eu não conseguia nem
chegar perto de meu marido? Eu me sentia infeliz e culpada. Ele,
cada vez mais insatisfeito. O casamento virou um pesadelo. Há
um ano estou sozinha e, engraçado, me sinto melhor. Percebo
que minha falta de auto-estima pode ter influenciado no problema.
Voltei a fazer aulas de dança, a me cuidar, a sair com amigas,
e sinto que o desejo está voltando aos poucos. Ainda não
estou totalmente recuperada, mas acho que agora é uma questão
de tempo."
R.R.,
31 anos, empresária
"Nem
havia reparado"
Rogério Voltan
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"No fim do ano passado, comecei a me sentir muito cansado. Faltava
ânimo para ir à academia de ginástica e até
para trabalhar. Procurei um especialista em medicina esportiva,
que constatou que eu estava com 40% a menos de testosterona que
o normal e disse que isso deveria estar afetando também minha
libido. Fiquei surpreso não havia reparado nesse detalhe.
Depois, pensando melhor, concluí que realmente estava diferente.
Apesar de fazer sexo com freqüência, sentia que o desejo
já não era o mesmo. Acho que evitava pensar no problema.
Fiz o tratamento de reposição de testosterona durante
dois meses. Tomei injeções e usei um gel nas pernas
e na região das costas. Hoje, me sinto bem mais disposto.
Acho que o que causou a queda de testosterona foi puro stress profissional.
Levava trabalho para casa, preocupava-me muito se iria conseguir
fazer tudo dentro do tempo previsto. Hoje, diminuí o ritmo
e estou prestando mais atenção à saúde."
Eduardo
Mudalen, 30 anos, advogado
"Eu
me sentia um vegetal"
Antonio Milena
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"Sempre me dei muito bem com as mulheres, mas há pouco mais
de um ano passei a notar que tinha algo de errado comigo. Comecei
a perder a vontade de fazer sexo com a minha namorada. Via passarem
garotas com roupas provocantes e não sentia nada. Chegava
a me afastar quando, numa roda de homens, alguém começava
a falar da artista que estava nua na capa da revista. Sou divorciado
há dez anos e sempre quis reconstruir a vida com outra mulher.
Mas ficava imaginando como é que um vegetal como eu poderia
satisfazer alguém. Perdi o ânimo de viver. Quando tomei
coragem de procurar um médico, descobri que estava com baixa
de testosterona. Foi um alívio. Fiz reposição
hormonal e em pouco tempo estava me sentindo um menino. Voltei a
olhar as mulheres com aqueles olhos, adoro quando elas usam minissaia.
Continuo o tratamento e faço questão de segui-lo à
risca, para não correr o risco de passar de novo por aquela
situação. É um pesadelo."
P.F.,
65 anos, empresário
"Temi
perder meu marido"
Claudio Rossi
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"Aos 47 anos, voltei a me casar com o homem de quem havia me separado
25 anos antes. O problema é que isso aconteceu no período
em que entrei na menopausa e ela foi traumática. Tinha
enjôos, dores de cabeça e um enorme desânimo.
Isso me tirava a vontade de fazer sexo. Ele não reclamava,
mas eu percebia que todas as vezes que dizia 'não' ficava
frustrado. Foi principalmente por causa disso que resolvi procurar
um médico: não queria perder meu marido de novo. Foi
a melhor coisa que fiz. Comecei um tratamento à base de reposição
de estrógeno e, três meses depois, voltei completamente
ao normal. Minha vaidade aumentou, meu desejo voltou, meu marido
diz que eu fiquei até melhor que antes. Hoje, quando vou
ao cabeleireiro e ouço pessoas reclamarem dos mesmos sintomas
que tive, fico agoniada. Sei exatamente como elas estão se
sentindo. Acho que toda mulher nessa situação deveria
procurar um médico. Nem imaginam a diferença que isso
faz na vida da gente."
Maria
Pia Finocchio, 57 anos, juíza aposentada
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