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Edição 1 766 - 28 de agosto de 2002
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Quando o
sexo esfria

A falta de desejo é uma
queixa que só aumenta.

Há muitas maneiras
de combatê-la

Thaís Oyama
Acesso rápido
Capas de VEJA
2000 | 2001 | 2002
Veja também
Entrevista na íntegra com a sexóloga americana Rebecca Chalker
Conselhos para reacender a velha chama
Melhor que comer chocolate?
Sexo na cabeça

Sexo, para muita gente, nunca foi tão bom. Desde que o tema deixou o confinamento da alcova para virar assunto de consultórios médicos e de programas de TV, uma legião de insatisfeitos sentiu-se encorajada a partir em busca de solução para seus males, antes secretamente remoídos. Mulheres que mal podiam esperar que o parceiro esfriasse o entusiasmo no leito, para finalmente dormir em paz, descobriram que o orgasmo também foi feito para elas. Homens atormentados pelo fantasma da disfunção erétil, ou por causa dela conformados à aposentadoria precoce, despertaram para alegrias adormecidas com o surgimento de novos medicamentos. Para um número incalculável de pessoas, o sexo – pós-Freud, pós-revolução nos costumes e pós-Viagra – ficou mais fácil, e melhor. O problema é que tem gente se descobrindo agora sem vontade de fazê-lo.


Zeca Rodrigues


A falta de desejo sexual é a queixa que mais aumenta nos consultórios de médicos e terapeutas. Vem de mulheres angustiadas porque não conseguem corresponder ao apetite do parceiro e de homens que se declaram perplexos ao constatar uma súbita indiferença diante de tema outrora tão estimulante. São pessoas para as quais o problema não é necessariamente a dificuldade em "funcionar" ou em "chegar lá", mas a falta de ânimo até para pensar no assunto. Estariam homens e mulheres, massacrados pelas tensões da vida contemporânea, entorpecidos por devastações hormonais ou até dessensibilizados pela rotina com um mesmo companheiro ou companheira de leito por anos a fio? Na opinião dos especialistas, essas coisas têm, sim, influência sobre o desempenho sexual. Mas por trás de tudo existe outra coisa. Nunca as pessoas prestaram tanta atenção ao assunto. Além disso, no passado, tanto homens quanto mulheres se resignavam mais às limitações impostas pela falta de desejo. Hoje se preocupam com o problema e querem solução.

Por muito tempo, o universo das queixas sexuais foi dominado por dois temas: a disfunção erétil, campeã das reclamações masculinas, e a dificuldade em atingir o orgasmo, o mais evidente obstáculo das mulheres. O surgimento do Viagra rearranjou alguns dos elementos desse quadro. O remédio ajuda oito em cada dez casos de impotência ligada ao mecanismo de ereção, mas não funciona sem o motor de arranque, digamos, de todo o processo: o desejo. Homens insatisfeitos com o desempenho, que creditam seu problema a alguma disfunção "hidráulica", têm experimentado as drágeas azuis por contra própria e, decepcionados com os resultados, acabam batendo à porta dos consultórios. "Chegam dizendo: 'Doutor, acho que o meu caso é pior do que eu pensava'", conta o psicólogo e terapeuta sexual Oswaldo Martins Rodrigues Júnior. Em 1991, ele fez um levantamento com 100 pacientes e constatou que menos de 2% o haviam procurado por problemas de falta de libido. Em maio deste ano, repetiu o estudo: de 49 pacientes recentes, 16% acreditavam sofrer de falta de desejo.

No caso feminino, o "efeito Viagra" se deu de forma indireta. Mulheres cujo marido tem problema de ereção muitas vezes se acomodam a uma vida sexual minguada, quando não inexistente. "Ao perceber que eles recobram a vitalidade e o entusiasmo pelo sexo, elas tendem a sentir-se pressionadas a solucionar os próprios problemas", afirma Rodrigues. A força da educação repressiva, mesmo depois de décadas de permissividade, também continua a sufocar a libido feminina. "A maioria das mulheres ainda hesita em explorar sua sexualidade", disse a VEJA a sexóloga americana Rebecca Chalker (leia a íntegra da entrevista). "A conseqüência é que muitas não têm prazer durante o ato sexual ou se culpam pela falta de libido." Com ou sem sentimento de culpa, quando vão procurar ajuda já levam o diagnóstico. Segundo pesquisa realizada pelo Projeto Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo e coordenada pela psiquiatra Carmita Abdo, a falta de desejo hoje é a principal queixa sexual feminina.

O primeiro passo para tratá-la é identificar o problema. Todo mundo em vários momentos da vida passa por períodos de recolhimento erótico. A linha que separa essa retração previsível de uma disfunção já instalada pode ser difusa. Problemas de ereção, por exemplo, são muito mais facilmente detectáveis. Colocam-se diante dos olhos a partir do momento em que o corpo insiste em não responder à ordem do cérebro. Já a falta de desejo, em alguns casos, equivale à perda de apetite causada por distúrbios alimentares: quem não sente vontade de se alimentar nem sequer se lembra de que comida existe. Mulheres se conformam em pensar que talvez sejam "assim mesmo" e homens se convencem de que estão apenas momentaneamente cansados – quando não transferem a responsabilidade para o lado oposto do leito conjugal. "É comum acharem que a parceira já não é mais tão atraente ou que não sabe estimulá-lo", afirma Carmita Abdo. A monotonia resultante do casamento monogâmico é um fenômeno praticamente universal – e alguns dos conselhos de especialistas reproduzidos aqui, especialmente no campo da mudança de hábitos, podem ajudar a combatê-la. Existe o arrefecimento conjugal de um lado. Esse é um problema circunstancial. Há também o caso da libido permanentemente encolhida. Esse já é um distúrbio firmemente instalado.


Zeca Rodrigues


Na busca de tratamentos, os estudiosos deparam com a impressionante complexidade do mecanismo da libido. O surgimento do desejo depende de uma intrincada cooperação entre corpo e mente, que, como num balé requintado, ora se alternam, ora se solicitam – e, eventualmente, se atrapalham. O pesquisador americano Stephen Levine explica que o desejo é composto de três ingredientes. Em primeiro lugar, vem o impulso, aquela força primal e instintiva que brota a partir do funcionamento orgânico e é tão natural no ser humano quanto a vontade de comer. Também faz parte do desejo a motivação. Ela é desencadeada, por exemplo, pela visão de um corpo atraente ou pela evocação de uma fantasia sexual. Por fim, soma-se a tudo isso o "querer", a autorização que o cérebro dá para que impulso e motivação se realizem – esse o campo mais sujeito a interferências psicológicas ou culturais.

Quando a dificuldade reside no impulso, o mais provável é que o problema esteja nos hormônios. Desde a entrada na puberdade, as mulheres se habituam a constatar a importância do ziguezague hormonal no corpo, na mente e no humor, inclusive a disposição para o sexo. A gravidez e o parto lançam-nas num dos pontos baixos dessa montanha-russa – a prolactina, hormônio responsável pela produção do leite materno, inibe os neurotransmissores que ativam o desejo no cérebro. Quando se aproximam da menopausa, a devastação hormonal é violenta. De um lado, diminui o estrógeno, o hormônio que enlanguesce, irriga e intumesce, preparando o corpo para o sexo. De outro, mingua a testosterona. Conhecida como o hormônio do homem, ela também existe no organismo feminino, em quantidades menores. Em ambos, é diretamente responsável pelo desejo. Repô-la artificialmente (em cerca de 15% dos homens, o estoque de testosterona diminui drasticamente a partir dos 40 anos) pode despertar leões adormecidos – ou transformar tímidas ovelhinhas em tigresas. No entanto, como tudo que envolve o delicado equilíbrio hormonal, não existem respostas simples. "No caso da mulher, o médico precisa medir com o máximo de precisão possível os aspectos positivos e negativos da reposição do estrógeno", afirma o ginecologista Ramon Luiz Braga Dias Moreira, autor do livro Medicina e Sexualidade. No que diz respeito ao homem, é a mesma coisa: a administração de testosterona pode acelerar o crescimento de tumores não detectados na próstata.

Da mesma forma que corre atrás da pílula que acabará com a obesidade, com a calvície e eventualmente até aquela droga milagrosa que retardará o envelhecimento da pele, a ciência procura a chave da libido. Para isso, coloca seus microscópios na bioquímica do cérebro. Atualmente, pelo menos três grandes laboratórios estão em busca da pílula do desejo. A grande promessa do momento é a bupropiona, substância que atua sobre dois "ativadores" do prazer: a dopamina, associada ao impulso sexual, e a noradrenalina, ligada à motivação. Segundo uma pesquisa recente apresentada pela Associação Americana de Psiquiatria, 40% das mulheres tratadas com bupropiona relataram aumento do número de episódios de excitação e de fantasia sexual. O médico paulista J.R., de 47 anos, relata uma experiência animadora com o medicamento, depois de sofrer de depressão e falta de libido, decorrentes de um devastador trauma familiar. "Passei a usar a bupropiona há dois meses e o sexo voltou a ser prazeroso. Se depender da minha vontade, faço todos os dias, a qualquer hora", diz ele. "Não sei dizer se o remédio, ao melhorar a questão psicológica, me fez voltar a querer sexo ou se, voltando a ter sexo, a minha cabeça melhorou. Só sei que meu relacionamento ganhou muito com isso."

Essa fusão entre "corpo" e "cabeça" mostra como a natureza do problema é fugidia. Especialistas estimam que até nove entre cada dez casos de falta de desejo tenham origem em causas psicológicas ou circunstanciais. Mesmo pessoas que nunca passaram por situações sexuais traumáticas, uma das causas freqüentes da baixa no desejo, podem ter dificuldade em sentir vontade de fazer sexo pelo simples fato de não terem sido estimuladas para isso. O exemplo se aplica, sobretudo, a mulheres – que, ao contrário dos homens, continuam a ser educadas muito mais para proteger-se das conseqüências indesejadas do sexo do que para usufruir dele. Ainda hoje, quando pais se dispõem a conversar sobre o assunto com as filhas, limitam-se quase sempre à sua parte desagradável. Leia-se: gravidez indesejada, doenças venéreas e, mesmo sem dizer claramente, a idéia implícita de que boas meninas não devem fazer muito sexo. Do lado bom da coisa, pouco se fala. A deseducação sexual da mulher é um fato. O que as meninas ouvem sobre o tema em casa ou na escola está muito abaixo da quantidade de informação que deveriam ter. Quando se relacionam com homens, costumam deparar com outra barreira: o desconhecimento que seus parceiros habitualmente têm a respeito do funcionamento do corpo e da alma da mulher. A partir daí fica fácil entender por que elas sofrem três vezes mais de falta de desejo do que eles, como apontou a pesquisa coordenada pela psiquiatra Carmita Abdo.

Se as mulheres têm motivos para achar-se incompreendidas, os homens também alimentam as suas mágoas. Psicólogos lembram que, por trás de um parceiro sexualmente desaquecido, pode estar, por exemplo, um homem nocauteado em sua auto-estima. Várias causas levam à baixa estima que pode arrefecer o desejo masculino. Em primeiro lugar, estão as razões orgânicas: problemas de ereção, ejaculação precoce ou preocupações quanto ao tamanho do pênis. Nesses casos, o desejo existe como potencial. Só esfria por uma sensação circunstancial de inibição. "É a falsa falta de desejo", explica o urologista Celso Gromatzky. Cada vez mais presente hoje em dia está, no entanto, um ingrediente externo – a terrível sensação de fracasso profissional. Na sociedade contemporânea, o sucesso no trabalho é uma das medidas fundamentais para determinar o "valor" de um homem – e, por causa disso, o que vai mal no escritório pode se refletir diretamente na cama. "O órgão sexual é o símbolo do poder masculino. Como o desempenho profissional também está ligado ao poder, o mau funcionamento de um pode acabar afetando o outro", explica a diretora do Instituto Paulista de Sexualidade, a psicóloga Aparecida Favoreto. Homens pressionados pela competição no trabalho, estressados por um mau momento profissional, angustiados por um sentimento de autodesvalorização, são potenciais candidatos a ter a libido esfriada. "De todos os componentes sexuais, o desejo é o que mais flutua ao sabor das condições externas", afirma Aparecida Favoreto.

O que os terapeutas sexuais podem fazer em relação a isso? Eles respondem: ajudar o paciente a descobrir motivações para a sua libido, a detectar insatisfações de diferentes origens, de modo a não deixar que uma interfira na outra, e a liberar os freios emocionais que emperram o desejo. Para isso, estimulam o autoconhecimento e também recomendam exercícios práticos. Um exemplo: casais com o desejo combalido ficam "proibidos" de praticar sexo por dez dias. Nesse período, devem apenas trocar carícias. "É uma forma de fazer com que eles descubram ou recuperem pequenos prazeres, pequenos estímulos que são a fonte do desejo", explica Aparecida Favoreto. Outro exercício, bem menos convencional, e geralmente prescrito de forma mais velada, inclui a busca de profissionais do sexo ou especialistas em massagens eróticas, contratados para dar "aquela forcinha" sobretudo a pacientes solteiros para os quais a origem da dificuldade sexual reside na ansiedade, na insegurança ou na timidez. Terapeutas acreditam que, livres do compromisso de exibir uma performance retumbante, eles têm mais chances de ver o desejo fluir de forma natural.

E o que fazer quando nem hormônios, nem ansiedade, nem traumas passados são justificativa para o casal deixar de aproveitar as delícias do sexo – e mesmo assim aquele fogo de antigamente foi reduzido a não mais do que uma brasinha? Na fase da paixão, o desejo costuma brotar com a mesma facilidade com que fluem as declarações de amor. Entretidos no prazeroso exercício de descobrir um ao outro, possuídos pelo feitiço da paixão, esquecem cansaço, tensões e mau humor: tudo é encanto, surpresa, excitação. Tudo é motivo para sexo. O problema é que tanto paixão como desejo têm entre suas molas propulsoras a novidade. E a matéria-prima do cotidiano é outra: a repetição. É inevitável que o desejo perca intensidade quando a rotina – mais a chegada dos filhos, o envelhecimento do corpo e as exigências do trabalho – fazem com que a imagem do parceiro na cama acabe se transformando em só mais um detalhe da paisagem doméstica.

A sexóloga americana Rebecca Chalker afirma que, biologicamente, o desejo, ao menos em sua forma mais intensa, não foi feito para durar mais do que dois anos. "A própria proximidade que a convivência implica – como dormir na mesma cama e permanecer muito tempo junto – diminui a produção dos hormônios sexuais, que funcionariam com máxima potência apenas para manter os casais juntos o tempo suficiente para procriar", afirma. A variação de parceiros seria, portanto, um antídoto para a inapetência sexual? A resposta é sim – pelo menos, como foi cientificamente comprovado, no que diz respeito aos ratos. Uma experiência de laboratório conduzida pelo pesquisador americano Donald Dewsbury, da Universidade da Flórida, mostrou que roedores sexualmente inapetentes após um período de intenso sexo com suas fêmeas recobram a atividade quando colocados diante de outra parceira. Não é preciso ser nenhum gênio da ciência para intuir isso. E para perceber que o mesmo pode ser afirmado em relação a seres humanos. Ou talvez o estímulo da novidade seja ainda mais forte nos macacos que desceram das árvores e hoje andam por aí preocupados com dezenas de problemas, entre eles o sexo. Ocorre que, como lembra o psicólogo Ailton Amélio da Silva, o sexo, na nossa sociedade, não tem somente a função de perpetuar a espécie, mas também a de manter o vínculo entre os casais, necessário para a consolidação da família. "Prova disso é que, ao contrário do que fez com os animais, a natureza dotou a mulher da capacidade de ter orgasmo e ainda perenizou nela as características que atraem os homens – bichos só fazem sexo quando a fêmea está no cio", afirma o psicólogo, autor do livro O Mapa do Amor. Descartada a poligamia como recurso para acender a velha chama, pelo menos no caso das pessoas que procuram aconselhamento profissional para melhorar o clima no casamento, existe outra solução? "Há muitos casais que conseguem manter a atração sexual por muitos anos ou mesmo durante a vida inteira", afirma Rebecca Chalker. Em comum, afirmam unanimemente especialistas, eles têm a capacidade de dar asas à imaginação. "Isso inclui não só recriar fantasias como procurar estar sempre descobrindo novas facetas do outro", diz a ginecologista e terapeuta sexual gaúcha Jaqueline Brendler.

Poucos termômetros são mais eficientes para medir o grau de satisfação diante da vida quanto a vontade de fazer sexo. Da mesma maneira, a falta de apetite sexual também pode indicar uma insatisfação mais generalizada, uma angústia do ser. "Os problemas dessa ordem, descontados os diagnosticadamente orgânicos, geralmente são só um sintoma de algo mais que não está bem", lembra Aparecida Favoreto. Afinal, desde Freud já se sabe que sexo é instinto de vida em estado puro. Por causa dele, animais pulam cercas e seres humanos cometem as mais incríveis bobagens. Em busca dele, se enfeitam, se exibem, se aperfeiçoam, se engalfinham e, deliciosamente, se reconciliam. Vão à ruína, descambam no desvario, descobrem um elo com as correntes vitais mais profundas que nenhuma outra experiência pode dar. "O sexo é o que mantém o ser humano vivo e o êxtase, a mais primal das experiências que o homem pode ter", diz Carmita Abdo. É perfeitamente possível alguém renunciar ao sexo, de maneira serena e consciente, sem se tornar um frustrado doentio. Mas deixar, por inação, que o desejo se dilua na rotina, se esconda na doença ou se perca nos labirintos do ressentimento é mais do quer perder a chance de saborear uma das mais prazerosas experiências da vida: é abrir mão do próprio desejo de viver.

 



   
 
   
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