Publicidade
buscas
cidades PROGRAME-SE
Edição 1 766 - 28 de agosto de 2002
Diogo Mainardi

estasemana
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Índice
Seções
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

colunas
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo

seções
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Carta ao leitor
Entrevista

Cartas
Radar
VEJA on-line
Veja essa
Arc
< face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size=1>Veja essa
Arc
Gente
Datas

Para usar
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos

arquivoVEJA
(conteúdo exclusivo para assinantes VEJA ou UOL)
Arquivo 1997-2002
Reportagens de capa
2000|2001|2002
Entrevistas
2000|2001|2002
Busca somente texto
96|97|98|99|00|01|02


Crie seu grupo




 

Diogo para presidente

"O Brasil deveria espelhar-se no bom
senso de índios
e turcos e se ajoelhar
diante dos Estados Unidos. Não há
nada de mau em fazer isso diante
de uma civilização superior"

Os candidatos concordam que o Brasil não deve "acovardar-se". Não deve cair "de joelhos". Não deve tornar-se "uma província dos Estados Unidos". Se os candidatos concordam num ponto, significa que ele está intrinsecamente errado. De fato, não há nada de mau em acovardar-se e cair de joelhos diante de uma civilização superior. Foi o que fizeram nossos índios, quando encontraram os primeiros europeus. E foi o que acabou de fazer a Turquia, a qual, na esperança de ser aceita pela União Européia, aceitou as imposições de abolir a pena de morte e ampliar os direitos da minoria curda. O Brasil deveria espelhar-se no bom senso de índios e turcos e se ajoelhar diante dos Estados Unidos, implorando a eles que dotem a Alca de mecanismos semelhantes aos do Plano Marshall e dolarizem a economia continental no prazo máximo de cinco anos.

Os candidatos prometem adotar uma política de "substituição de importados". É o velho engodo da Lei de Informática, que pretendia incentivar a indústria nacional, mas só teve o efeito de deixar o país na idade da pedra dos computadores. Em vez de tentar substituir os importados, o Brasil deveria fazer uma agressiva política de importações, com o objetivo de se modernizar e desestimular a indústria nacional a investir em setores nos quais não é competitiva internacionalmente. A maior chance de nossa economia é se especializar em segmentos de mercado em que pode crescer sem recorrer a desvalorizações da moeda ou benefícios fiscais. Lula oferece dois exemplos de substituição de importados: os aviões da FAB e as plataformas da Petrobras. Muito melhor, a meu ver, seria cortar os gastos militares e privatizar a Petrobras, que, se fosse uma empresa privada, o Brasil já seria auto-suficiente em petróleo há mais de vinte anos.

Os candidatos também repetem que é indispensável fazer uma reforma agrária, que deveria ter sido feita muito tempo atrás. Como o México, que fez a sua nos anos 30. Ou a Coréia do Sul, nos anos 40. Ou a Itália, nos anos 50. Agora ficou tarde. É melhor esquecê-la. A reforma agrária se tornou um instrumento arcaico, contraproducente. O Brasil precisa de uma agricultura de larga escala, mecanizada e exportadora, não de culturas de subsistência. Nesse sentido, o governo deveria limitar-se a decuplicar os impostos sobre terras improdutivas. Os candidatos conseguem seduzir a classe média com o argumento preconceituoso de que a reforma agrária pode contribuir a fixar os brasileiros no campo, impedindo que as massas de miseráveis migrem para as cidades. Só que o problema do país não é o excesso de migrantes, e sim a falta de cidades. Mais de 30% das cidades brasileiras não têm bancos, e mais de 90% não possuem cinemas. Ou seja, não são realmente cidades, mas meros currais eleitorais. O Brasil necessitaria de uma reforma urbana, não de mais hortas de feijão. A urbanização é a única garantia de empregos e mobilidade social.

A cultura é vista pelos candidatos como meio de inclusão social. Pois eu acho que cultura não é assunto para governo. A tal propósito, eu começaria privatizando as TVs públicas. Assim como privatizaria o ensino superior, a Previdência e o Banco do Brasil. Também tenho interessantes projetos para a área da segurança. Maiores detalhes na semana que vem. Enquanto isso, cante comigo (em ritmo de forró): Diogo Mainardi para presidente!

 
 
   
  voltar
   
  NOTÍCIAS DIÁRIAS