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VEJA Recomenda
DVDs
Divulgação
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| Sexta-Feira Muito Louca:
uma dupla feminina afiada |
Sexta-Feira Muito Louca (Freaky Friday, Estados Unidos,
2003. Buena Vista) A mãe é psicóloga,
mas suas brigas com a filha adolescente "Você está
arruinando a minha vida!", é o que a garota grita a toda
hora são tão estridentes que chamam a atenção
de uma velhinha chinesa. Para dar uma força à paz
familiar, a velhinha faz com que as duas troquem de corpo e, assim,
passem a compreender melhor os problemas da oponente. O mote do
filme é manjado (trata-se, aliás, da refilmagem de
uma produção de 1976, com Jodie Foster). Mas Jamie
Lee Curtis e Lindsay Lohan estão tão inspiradas em
seus papéis, e efetuam a troca com tanta precisão,
que ele acaba por causar aquela sensação de leveza
própria das boas comédias. Entre os extras, há
um making of bem informal e simpático, conduzido pela jovem
Lindsay que tem tudo para se tornar uma estrela da próxima
geração. Veja
cenas.
AP
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| Os Beatles, com Sullivan: clássicos |
Ed Sullivan's Rock'n'Roll Classics, vários intérpretes
(ST2) Entre 1948 e 1971, Ed Sullivan comandou um dos programas
mais populares da TV americana. Esse show de variedades teve um
diferencial e tanto: em seu palco, estrelas da música pop
fizeram performances antológicas. Foi Sullivan quem apresentou
os Beatles ao público de seu país, por exemplo. Acabam
de chegar às lojas dois DVDs com o supra-sumo de seus números
musicais. O primeiro traz grandes momentos de artistas dos anos
60, como Beach Boys, Santana e, claro, Beatles. Inclui ainda a passagem
do The Doors pelo programa, que causou polêmica na época:
Sullivan queria que a banda alterasse a letra do sucesso Light
My Fire, que ele considerava "sexual" demais, mas o vocalista
Jim Morrison se recusou e fez provocações enquanto
cantava. O segundo DVD é dedicado à soul music e resgata
aparições históricas de Stevie Wonder, Diana
Ross e Jackson 5, entre outros.
LIVROS
Escolha
de Mestre, vários autores (tradução
de Vera Ribeiro; Nova Fronteira; 320 páginas; 36 reais)
Autor de O Ladrão que Estudava Espinosa e Um Baile
no Matadouro, entre outros romances policiais cultuados, o americano
Lawrence Block teve uma idéia original para organizar uma
coletânea de contos de mistério que contemplasse ao
mesmo tempo escritores contemporâneos e do passado. Para compilar
as dezoito histórias reunidas no livro, ele convidou nove
escritores vivos a fazer uma escolha dupla: cada um deles indicou
o melhor conto que já escreveu e o conto de outro autor que
desejaria ter escrito. O próprio Block selecionou um conto
do conterrâneo John O'Hara (1905-1970), embora este não
fosse um autor tipicamente policial. O mestre do horror pop Stephen
King, por sua vez, escolheu uma história de uma autora contemporânea,
a americana Joyce Carol Oates. Leia
trecho.
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| Vincent & Van Gogh: arte
em gibi |
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Vincent & Van Gogh, de Gradimir
Smudja (tradução de André Telles; Jorge Zahar
Editor; 72 páginas; 49,50 reais) Nascido em 1956 na
antiga Iugoslávia e hoje radicado na Itália, Gradimir
Smudja consegue nesse volume trazer a arte de Van Gogh para dentro
dos quadrinhos. Sua história mistura a biografia do pintor
holandês com toques de fábula. Van Gogh seria, na verdade,
um comerciante e pintor medíocre que ganhou fama ao assinar
a obra de outro artista, um gato chamado Vincent. O bichano revela-se
genial nos pincéis, mas tem um caráter duvidoso: além
de pintar, também é dado a roubar os bens (e as mulheres)
dos outros e é ele quem corta fora a orelha do pobre
Van Gogh. As paisagens e os personagens mais conhecidos do pintor
dão um sofisticado cenário à história,
que também cita a obra de outros gigantes da pintura impressionista,
como Monet, Degas, Toulouse-Lautrec e Gauguin.
A
Ponte da Ilha do Sapo, de Carl Hiaasen (tradução
de Celso Nogueira; Companhia das Letras; 380 páginas; 47
reais) Com sua peculiar mistura de ostentação
americana e breguice latina, a Flórida não parece
um cenário muito promissor para a literatura. O jornalista
e escritor Carl Hiaasen, no entanto, transformou o Estado em cenário
de uma literatura leve mas inteligente em livros como Sorte Sua
e Strip-Tease. A Ponte da Ilha do Sapo tem um
toque ecológico. Hiaasen critica a especulação
imobiliária ao narrar a disputa entre Twilly Spree, um ecoterrorista
alucinado, e Palmer Stoat, um cínico lobista que trabalha
para transformar o santuário ecológico da Ilha do
Sapo em um resort de luxo. Os demais personagens, invariavelmente
excêntricos, incluem um pistoleiro punk, um incorporador imobiliário
que já foi traficante e um ex-governador convertido em eremita.
DISCOS
Happiness
in Magazines, Graham Coxon (EMI) Há três
anos, o inglês Graham Coxon, cantor e guitarrista do grupo
Blur, chegou ao fundo do poço de sua vida profissional e
pessoal. Ele se internou numa clínica de reabilitação
com o objetivo de se curar dos vícios em drogas e álcool.
Além disso, foi expulso de sua banda seus ex-companheiros
o avisaram da demissão pelo telefone. Mas Coxon, felizmente,
deu a volta por cima. Prova disso é o inspirado Happiness
in Magazines, seu primeiro disco-solo. Repleto de sons de guitarra
no volume máximo, trata-se de um álbum de rock que
não fica a dever aos melhores momentos do Blur. Fera do instrumento,
Coxon cria melodias que conquistam o ouvinte na primeira audição
e compõe boas letras. A maioria delas aborda as idas e vindas
dos relacionamentos do rapaz, como é o caso de Bittersweet
Bundle of Misery.
Yone Guedes
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| Lulu Santos: sucessos ao vivo |
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MTV ao Vivo, Lulu Santos (BMG)
Anos atrás, ao tentar definir a essência de
Luiz Gonzaga (1912-1989), o cantor e ministro Gilberto Gil sapecou:
"Ele foi uma espécie de Lulu Santos da época". A comparação
se deve ao fato de que, assim como o forrozeiro pernambucano em
seu tempo, Lulu produz sucessos em série e é insuperável
nas apresentações ao vivo impossível
sair insatisfeito de seus shows, tal a energia do artista. Uma prova
do poder de combustão de Lulu Santos está neste MTV
ao Vivo. Gravado em abril deste ano numa casa noturna do Rio
de Janeiro, o disco, que também ganhou uma versão
em DVD que inclui mais músicas e cenas de bastidores do show,
traz dezessete hits do cantor e guitarrista carioca. Os arranjos
estão bastante diferentes de suas versões originais.
Tempos Modernos, por exemplo, ganhou efeitos eletrônicos.
Além disso, o disco traz a inédita Sem Nunca Dar
Adeus.
Ouça
o disco.
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