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Diogo
Mainardi
Perde Brasil
"Usar dinheiro público para patrocinar
o time
de voleibol a gente engole. Para patrocinar a
torcida é demais. O Banco do Brasil irá gastar
9,5 milhões de reais para patrocinar a torcida
brasileira nas Olimpíadas. O jeito é torcer contra
nossos atletas"
O time de voleibol do Brasil acaba de conquistar
a Liga Mundial. As finais foram em Roma. Os torcedores brasileiros
ocupavam um setor inteiro das arquibancadas. Vestiam camiseta amarela,
com a marca do Banco do Brasil. Usar dinheiro público para
patrocinar o time de voleibol a gente engole. Usá-lo para
patrocinar a torcida é demais. O departamento de marketing
do Banco do Brasil irá gastar 9,5 milhões de reais
para patrocinar a torcida brasileira nas Olimpíadas de Atenas.
O mote da campanha é Brilha Brasil. O jeito é torcer
contra nossos atletas. Perde, Brasil.
Além de patrocinar a torcida do time
de voleibol, o Banco do Brasil está patrocinando a torcida
pela reeleição de Lula. Dois dos maiores dirigentes
do banco, Henrique Pizzolato e Ivan Guimarães, trabalharam
na última campanha presidencial lulista, respectivamente
como arrecadador de fundos e coordenador financeiro. Pizzolato foi
premiado com o cargo de diretor de marketing do banco e é
responsável pela campanha Brilha Brasil. Guimarães
tornou-se presidente do Banco Popular do Brasil e é acusado
de ter defendido o patrocínio de 5 milhões de reais
aos cabos eleitorais petistas Zezé di Camargo e Luciano.
O Banco do Brasil gastou 70.000 reais
nos espetáculos em que a dupla sertaneja arrecadou fundos
para a construção da nova sede do PT. Pizzolato e
Guimarães são ligados à CUT, que tem contado
com o patrocínio do Banco do Brasil em seus principais eventos,
como a festa de vinte anos e o oitavo congresso nacional. Lula é
a grande atração da TV CUT, programa semanal feito
pelos mesmos publicitários que administram a conta de propaganda
do Banco do Brasil. Uma conta que vale 142 milhões de reais
anuais.
Quem cuidou do dinheiro de Lula na campanha
eleitoral agora cuida de nosso dinheiro no Banco do Brasil. Quem
cuidou de sua segurança agora cuida de nossa segurança.
Um dos guarda-costas de Lula, Francisco Baltazar da Silva, foi nomeado
superintendente da Polícia Federal de São Paulo. Atualmente,
está sendo investigado pela compra de 134 600 dólares
através do doleiro Toninho da Barcelona. Outro guarda-costas
de Lula, Mauro Marcelo de Lima, ganhou a função de
diretor-geral da Abin, nosso serviço de espionagem. Entre
suas credenciais, há um curso de dublagem e uma ponta numa
telenovela de 1982, Elas por Elas. Agente secreto com pendores
artísticos é sempre uma temeridade. Em seu discurso
de posse, algumas semanas atrás, Mauro Marcelo admitiu estar
na "torcida por um bis" presidencial de Lula. O serviço de
espionagem dos Estados Unidos, no passado, também torceu
pela reeleição de um presidente. O resultado foi Watergate.
As campanhas pelo time de voleibol e pelo
bis de Lula só perdem para a campanha pelo desarmamento.
O sofisma é o seguinte: o cidadão corre mais riscos
com uma arma na mão do que sem ela. O que se pretende demonstrar
é que a responsabilidade pelo crime é nossa, não
do poder público. Se os guarda-costas de Lula não
sabem defender a população, então não
podem impedi-la de tentar se defender por conta própria,
mesmo que de maneira desastrada. Bem mais honesto do que desarmar
o cidadão com falsos argumentos seria oferecer-lhe um curso
de tiro e defesa pessoal. Todo mundo com uma arma no coldre e andando
a cavalo. Perde, Brasil.
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