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Cartas
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"Enquanto o homem não aprender que
ele é apenas uma concessão da natureza, continuaremos reféns
dessa realidade catastrófica."
Mauro Xavier Biazi
Guarapuava, PR |
Aquecimento global
A reportagem "Apocalipse já"
(21 de junho) é um alerta que é ouvido por aqueles
que, além dos problemas do dia-a-dia e das múltiplas
distrações, fazem esforço para vislumbrar o
futuro global e se sentir parte da consciência planetária.
José Tubino
Representante da FAO no Brasil
Brasília, DF
Em 50.000 anos, desde o surgimento
do homem na Terra até 1950, o planeta acumulou 2,5 bilhões
de habitantes. De 1950 a 2005, aumentamos esse número para
6,5 bilhões, ou seja, mais 4 bilhões de habitantes
em apenas 55 anos. Esse é o sinal do apocalipse, o resto
é conseqüência.
Wagner Lisso
Valinhos, SP
Ficou clara a responsabilidade
dos seres humanos com a conservação do planeta. Sou
professora de educação infantil e já multiplico
minha preocupação com o mundo de amanhã e com
o que faremos agora para cuidar dele. O desenvolvimento sustentável
está aí, e acredito que nós, educadores, temos
o dever de saber o mínimo sobre o assunto, além de
conhecer um pouco das novas leis ambientais. Os agentes do futuro
estão em nossas mãos e precisarão saber como
salvar o planeta que nós deixamos doente.
Karina Suelen Pereira
São José dos Campos, SP
Se a solução para
os problemas ambientais viesse do país que possui em seu
território a maior floresta tropical do planeta e boa parte
da diversidade biológica mundial, estaríamos fritos.
Neste país, o órgão que deveria defender tal
natureza exuberante é passivo, omisso diante da declaração
de que desmatar não é crime, é progresso, feita
por um plantador de soja em rede nacional de TV. Neste país,
ambientalistas são ameaçados de morte na internet,
são presos por protestar. Neste país, falta educação
e sobra ambição, e é fácil então
compreender a causa de tanto desrespeito à natureza.
Juliana Lucena
Fortaleza, CE
O modelo de civilização
construído pela sociedade moderna tem consolidado a tendência
ao desequilíbrio ambiental. Esse modelo vem levando, por
exemplo, ao desperdício de energia e à desestabilização
das condições de equilíbrio por razões
de ordem biológica, social, política, cultural, econômica.
Não podendo criar as fontes que satisfazem suas necessidades
fora do ambiente natural, o homem impõe uma pressão
cada vez maior sobre esse ambiente.
Juliana Lacorte Cazoto
Jaú, SP
Sou professora de biologia, de
ensino médio e superior, há vinte anos. Há
muito tempo venho acompanhando as reportagens de VEJA sobre o desequilíbrio
do planeta. É angustiante saber que deixamos para nossos
descendentes um planeta agredido e desrespeitado que apenas reage
à forma como é tratado. Se respeitarmos a natureza,
ela nos responderá com harmonia.
Maria Luzenita Wagner Mallmann
Maceió, AL
Silvio de Abreu
A entrevista com o grande autor
de novelas Silvio de Abreu (Amarelas, 21 de junho) foi uma das melhores
dos últimos tempos. Deu para conhecer melhor o que pensa
o homem que faz mais de 30 milhões de telespectadores tentar
descobrir quem é o filho de Bia ou quem é o assassino
de Belíssima. Parabéns, Silvio, pelo sucesso
de sua obra.
Marcos Gagliasso
Presidente do Instituto Globo de Dramaturgia
Santos Dumont, MG
Lendo a entrevista de Silvio
de Abreu é que pude entender o porquê do alto índice
de aprovação do governo Lula. É triste chegar
à conclusão de que para o povo brasileiro não
importam os meios que o levaram ao poder, mas sim o poder. Como
disse o ilustre autor de Belíssima, "as pessoas querem
subir na vida e dane-se o resto". A honestidade e a moral viraram
palavras em desuso.
Andresa Vitorino Garcia Ribeiro
Araranguá, SC
O autor de Belíssima
se diz chocado com a descoberta de que o público mudou seu
modo de encarar os desvios de conduta dos personagens. Isso é
o reflexo da sociedade em que vivemos, já que exemplos não
faltam, começando por Lula e sua gangue.
Edson José de Azevedo
Joinville, SC
Beleza e dinheiro são
mais importantes que honestidade e escolaridade. Se nada mudar,
vai chegar uma hora em que não teremos como distinguir qual
é o folhetim, o da TV ou o da vida real.
Mônica Delfraro David
Campinas, SP
Carta ao leitor
Sou leitor da revista VEJA desde
a década de 80, quando cursava administração
de empresas, morava em uma pensão e dividia o mais recente
exemplar da revista com outros onze colegas. Desde aquela época,
lê-la aos domingos é um hábito, que hoje compartilho
com minha esposa e procuro incutir em minha filha de 14 anos, pois
VEJA é a revista mais completa do país. Suas informações
são confiáveis e imparciais. Por isso, não
me espanta VEJA ser citada nas páginas da imprensa mundial,
pois já a reconheço como a melhor revista do Brasil
e ela certamente está entre as melhores do mundo. Em uma
época em que nossos políticos corrompem e são
corrompidos (e nosso presidente finge nada saber), VEJA resgata
nosso orgulho ("VEJA nas páginas do mundo", Carta ao leitor,
21 de junho).
Clóvis Roberto Benedetti Lourenço
Bauru, SP
VEJA é, e será
por muitos anos, a única revista brasileira com ressonância
planetária. É por isso que a encontramos nas melhores
bancas de revistas das maiores cidades do mundo. Meus efusivos parabéns
a todos os colaboradores desse excelente semanário.
Pedro Tavares de Lucena
Brasília, DF
Meu pai, um dos primeiros médicos
do estado de Santa Catarina, já assinava essa conceituada
revista, por ter absoluta convicção de sua imparcialidade
e compromisso com a verdade. Além de VEJA, ele era assinante
da Time, isso nos idos de 80. Com ele, aprendi a valorizar
a boa leitura. Daí surgiu não um médico, mas
um advogado que preza o próximo, luta pela pátria
e pela verdade, busca sempre a igualdade, a justiça e o respeito
pelas leis. Nesses meus catorze anos de advocacia vivi com o que
aprendi de meu pai, além de fazer valer, acima de tudo, o
que nossa Constituição dispõe. Como sempre,
acompanhei o que VEJA publica, desde minha infância até
a faculdade, utilizando suas matérias em meus trabalhos.
Finalmente: "Sem uma imprensa forte e independente, é improvável
que os anseios da sociedade prevaleçam".
Fernando Mayerle
Blumenau, SC
De olho na reeleição
Afinal de contas, as empresas
públicas são entidades independentes ou apenas um
braço do governo, que serve, entre outras coisas, como palanque
para políticos inescrupulosos? Excelentíssimos senadores
e deputados, já passou da hora de encerrar esse tipo absurdo
de uso da máquina do Estado. Seja por meio de leis que inibam
a apropriação indébita dos feitos das estatais
por parte do governo, seja por meio de mais privatizações
("Os vôos da reeleição", 21 de junho).
Aldebaran Perseke
São Paulo, SP
Lula faz as chamadas "inaugurações-fantasma"
simplesmente por não ter obras (reais) suficientes para mostrar
o que fez em seu governo.
Flaudísio Tolentino Filho
Montes Claros, MG
Fernando Gabeira
Quero cumprimentá-los
pelo artigo "O guerrilheiro da lucidez" (21 de junho), muito oportuno
nos dias de hoje. Há algum tempo esse lúcido parlamentar
Fernando Gabeira vem chamando a minha atenção
e tenho certeza de que a de muitos outros brasileiros também
, especialmente depois da merecida descompostura no então
presidente da Câmara, Severino Cavalcanti. É extremamente
positivo que um político com a história de Fernando
Gabeira, ao contrário de muitos outros que seguiam a mesma
ideologia, tenha amadurecido, revisto seus conceitos e se tornado
uma força confiável dentro da Câmara dos Deputados.
Fernando Gabeira para presidente!
Raul P. Fischer
São Paulo, SP
O perfil apresentado no artigo
concomitantemente à reportagem de capa ("Os sinais do apocalipse")
alertando sobre os problemas ligados à ecologia mostra que
Fernando Gabeira, com seu PV, está muitos anos à frente
de seu tempo. Tenho 55 anos, fui seu eleitor quando meu título
era do Rio de Janeiro e teria enorme prazer em votar nele novamente,
só que desta vez para presidente. Tenho certeza de que não
teria decepção, como venho tendo ultimamente.
Geraldo S. Chaves
Campinas, SP
No "pântano de Brasília"
(Congresso Nacional), o deputado Fernando Gabeira parece ser uma
espécie de "flor-de-lótus" (flor sagrada dos hindus
que se mantém sempre limpa apesar de nascer no meio do pântano).
Esse político de "passado agitado", cigarrinhos proibidos,
fala mansa e gestos calmos precisa dizer a seus pares que um bom
político é aquele que não só não
rouba como também não deixa que roubem. Parabéns,
deputado. A maioria (lá, do "pântano") deve invejá-lo
pela coragem e determinação.
Mirna Machado
Atibaia, SP
Terror biológico
Cumprimentamos VEJA pela reportagem
"Terrorismo biológico" (21 de junho), que mostra membros
do PT como responsáveis por introduzir a praga mortal da
vassoura-de-bruxa no sul da Bahia, em 1989. Trata-se de uma denúncia
gravíssima, que precisa ser apurada com urgência, a
fim de que os supostos culpados por um crime de natureza hedionda
como esse sejam rigorosamente punidos. A vassoura-de-bruxa praticamente
dizimou cerca de 600.000 hectares de cacaueiros, deixando um rastro
de desemprego, falência econômica e retrocesso social
nos 150 municípios que formam a região cacaueira do
sul da Bahia.
Fernando Gomes
Prefeito
Itabuna, BA
Estarrecido com a reportagem
a respeito do terrorismo biológico na região cacaueira
da Bahia, no primeiro momento pensei em fantasia, vingança
do denunciante, criação anti-PT. Mas, vendo o nome
dos participantes e conhecendo de perto o modo de atuar das pessoas
citadas, infelizmente sei que não praticam os limites do
bom senso ou o respeito à história do cacau e ao patrimônio
privado. Que as necessárias e aprofundadas investigações
não parem como as anteriores, pois o bem-sucedido terrorismo
se constitui num verdadeiro crime de lesa-pátria. A região
sabe que a vassoura-de-bruxa foi implantada por mãos humanas
e que os citados são capazes do feito.
Ubaldo Dantas
Ex-prefeito
Itabuna, BA
Na condição de
membro do Conselho Nacional dos Produtores de Cacau e à época
produtor e chefe de sua representação em Rondônia,
quero registrar que, assim que foi iniciada a produção
de cacau em escala comercial naquela região, logo se instalaram
compradores vinculados a comerciantes de Itabuna e Ilhéus
nos principais pólos produtores: Ariquemes, Jaru e Ouro Preto
D'Oeste. Esses comerciantes espoliavam os produtores locais ao comprar
a produção com um deságio muitas vezes superior
a 30% do preço no mercado nacional e, sem adotar medidas
preventivas, burlavam as barreiras fitossanitárias estabelecidas
pela Ceplac e cruzavam o país até a Bahia, em busca
do porto exportador em Ilhéus. No percurso, geralmente nos
fins de semana, iam espalhando esporos de Crinipellis perniciosa,
a vassoura-de-bruxa. Não é à toa que o próprio
mapa que ilustra a reportagem aponta como principais focos locais
ao longo do eixo da BR-101. Tudo isso foi por mim denunciado em
sessão do CNPC com a exibição, inclusive, de
sacaria própria para a exportação do cacau,
que os comerciantes usavam para ensacar o produto contaminado, onde
se lia "Cacau do Brasil Ilhéus Bahia" com a
indefectível tarja verde-e-amarela em diagonal. Pois era
assim que o cacau saía de Rondônia.
João Mendonça de Amorim Filho
Brasília, DF
Claudio de Moura Castro
O artigo "A idolatria do diploma"
(Ponto de vista, 21 de junho) ilustrou de forma magistral, e até
mesmo engraçada, a veneração que a sociedade
tem por uma simples folha de papel. Conheço muitos formados
que, mesmo com um diploma renomado, não têm o mínimo
de competência. Em contraposição, conheço
pessoas que, sem nunca ter entrado em uma faculdade, desenvolvem
trabalhos primorosos. No entanto, para essas falta aquele "atestado
de capacidade". Dependendo das circunstâncias, o diploma tem
certa importância, mas apegar-se a ele é um erro, pois
esse documento ainda não é prova de competência.
André Ricardo Gravatá
Embu das Artes, SP
Por não ter diploma de
mestrado, não pude dar aulas nas universidades de Florianópolis.
Fiz pós-graduação na Coppe/UFRJ em mecânica
dos solos, fundações e obras de terra, outra pós-graduação,
esta lato sensu, em engenharia de produção
no INT/UFRJ e atualmente estou prestes a concluir a terceira, em
gestão empresarial. Além de todos esses cursos, minha
vida profissional foi voltada para projetos e obras de usinas hidrelétricas
e eu gostaria de repassar esses conhecimentos aos alunos universitários.
Não posso!
Trajano José Lopes de Oliveira
Florianópolis, SC
Galvão Bueno
Graças ao seu ufanismo,
a seus gritos histéricos, comentários inconvenientes,
bordões maçantes e a essa idolatria insuportável
pelo jogador Ronaldo, ele virou motivo de piadas até na própria
emissora vide "Gavião Bueno". Agora, pior do que ouvir
o Galvão deve ser trabalhar com ele. Pelo menos a gente tem
a opção de tirar o som da TV ("Bola dividida", 21
de junho).
Carlos Augusto Carvalho
Salvador, BA
Galvão Bueno quer bater
o escanteio e cabecear ao mesmo tempo. Ele é o dono da verdade,
não há necessidade de especialistas para comentar
o jogo. Infelizmente a Globo monopoliza as transmissões esportivas
no país, e somos obrigados a aturá-lo. Está
na hora de a Globo colocá-lo no banco de reservas e renovar
seu elenco de locutores. O Galvão foi mais xingado no Mineirão
que a seleção da Argentina por ocasião das
eliminatórias para a Copa do Mundo. Isso a Globo não
mostrou. Ninguém merece!
Sebastião Donizétti Ribeiro
Pouso Alegre, MG
Eu não fico só
na vontade de desligar o som da TV nas transmissões do Galvão
Bueno, eu desligo o som, fico com a imagem e ouço qualquer
emissora de rádio.
Neusa M. Stranghette
São Paulo, SP
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JOVEM ASSINANTE
Felipe Martins Greiner, de 15 anos, morador de Curitiba,
já era assinante das revistas Superinteressante
e Mundo Estranho, ambas da Editora Abril, e há
um mês assinou VEJA. "Gostei muito, principalmente
das seções de livros e cinema." Irmão
coruja, ele enviou à redação a
foto de sua irmã caçula, Maria Clara Martins,
de 7 meses, brincando com a revista. "Espero que ela
aprenda o importante valor da leitura e que leia VEJA
assim como as demais", diz Felipe.
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SILVINHO QUIABO
Joedson Alves/AE
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| Silvinho Pereira: Quiabo do Ano
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Arlei Coqueiro, procurador da prefeitura de Paraopeba,
em Minas Gerais, comunica a premiação
de Silvinho Pereira com o troféu Quiabo do Ano.
Situada na região central de Minas, a 100 quilômetros
de Belo Horizonte, Paraopeba é, segundo a Emater,
a campeã nacional da produção de
quiabo, com 2 800 toneladas em 2005. O prêmio
Quiabo do Ano, ou Kiaboo Prize, foi instituído
para homenagear figuras que se destacam pela habilidade
de "se esquivar de problemas e de não assumir
o que dizem e fazem". Sendo assim, Sílvio Pereira,
ex-secretário-geral do PT, que deu entrevista
reveladora ao jornal carioca O Globo e uma semana
depois negou tudo na CPI, foi honrado com uma caixa
de 40 quilos da leguminosa, entregue na sede do PT.
A escolha de Silvinho ocorreu durante a I Festa Nacional
do Quiabo, no início do mês, quando se
comemoraram os 94 anos de fundação do
município.
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