Lauro Jardim
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Chico Caruso/O Globo
Enquanto isso, no arraial daquela
festa junina
Segue o baile!
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ECONOMIA
Negócio da China
O empresário baiano Nelson Tanure fez
um dos melhores negócios dos últimos tempos.
Há dois anos, comprou por 2 milhões de reais
a Docas, empresa que detinha o controle do Banco Boavista
até 1997. Em seguida, entrou com uma ação
judicial que acabou emperrando a venda do banco ao Bradesco.
Para desistir do litígio, aceitou receber 130 milhões
de reais. Se descontarmos outros 2 milhões de reais
que ele gastou com seus advogados durante o processo, fechase
uma conta impressionante: Tanure tirou uns 126 milhões
de reais limpinhos na operação.
Declaração de guerra
As relações da Previ com o banco
Opportunity se esgarçaram de vez. O motivo são
as divergências na parceria entre os dois na área
de telefonia. Um diretor do poderoso fundo de pensão
dos funcionários do Banco do Brasil diz que as portas
da Previ estão fechadas para o Opportunity. "Vão
ser tratados na base da borduna", foi uma das frases mais
gentis ditas pelo alto comando da Previ na semana passada.
De volta
André Lara Resende, que estava na muda
desde que deixou a presidência do BNDES, há
dois anos, prepara sua volta ao mercado financeiro.
Jogo em conjunto
Na surdina, a Volkswagen entrou no Cade com uma
representação contra os fabricantes de aço.
A acusação é de cartel pesado: as siderúrgicas
teriam aumentado o preço do aço no mesmo dia
e nos mesmos valores.
Inferno astral
Quando foi obrigado a deixar a Vale do Rio Doce,
no mês passado, Benjamin Steinbruch não gostou,
é claro. Mas, pelo menos, restoulhe a CSN. Agora,
Steinbruch receberá uma nova má notícia:
o BNDES já decidiu que só concederá
financiamento para que o empresário compre as participações
do Bradesco e da Previ na CSN se ele aceitar um sócio
estratégico para a empresa idéia que, só
de ouvir, dá urticária em Steinbruch.
INTERNET
Tentativa de emergir
O Submarino bateu à porta da Musimundo, um site argentino
com características semelhantes às suas. Está
propondo uma união de forças.
EDUCAÇÃO
Menos mau
No Censo do Ensino Superior, que o Ministério da
Educação divulga nesta semana, um dado chama
a atenção. Cresceu 40% o número de
matrículas nos cursos noturnos das universidades
federais nos últimos cinco anos.
ENERGIA
NUCLEAR
De mal a pior
A INB, filhota da antiga Nuclebrás, acaba de ser
reprovada em mais dois testes internacionais: teve devolvida
uma partida de parafusos de alta precisão pela Westinghouse
por falta de cumprimento das normas técnicas. Perdeu
a chance de ser fornecedora internacional da empresa americana.
Para a espanhola Enusa, mostrouse incapaz de produzir bocais
para suas usinas. Essas duas encomendas viabilizariam a
existência da INB. Quem comanda o desastre é
Roberto Franca, o presidente de estatal mais longevo do
Brasil, ungido por Collor.
IMPRENSA
Mudança no time
Os controladores do diário esportivo Lance!
(entre eles Organizações Globo, Icatu e Bozano,
Simonsen) estão negociando a entrada de um novo parceiro
no jornal. Se a operação for fechada, um ou
dois dos atuais sócios cai fora.
GOVERNO
O paladino da classe trabalhadora
Pegou mal, muito mal mesmo, no Palácio do Planalto
a afirmação do secretário de Política
Econômica, Edward Amadeo, de que o governo tem de
fazer "política econômica para os pobres e
não para a classe média". Em uma época
em que o governo FHC nada de braçada nos mares da
impopularidade, tudo que ele não precisa é
de alguém que o indisponha com mais gente ainda.
Mais uma superagência
O novo presidente do Cade, João Rodas, ainda nem
tomou posse e já se aceleraram os estudos do governo
para que o órgão seja exterminado. A idéia
é criar uma superagência independente para
regular a concorrência. Ela englobaria as funções
do Cade e da Secretaria de Direito Econômico.
Colaboraram Eduardo
Nunomura e Silvio Ferraz
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Bola na
urna
Eduardo Monteiro
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Teixeira: a
CBF fora da eleições
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O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, garante que
neste ano a entidade não apoiará nenhum
candidato a prefeito nas eleições municipais.
Ele não está falando de uma eventual
subida em palanques. Até porque não
se imagina que a CBF tenha votos para transferir para
qualquer político. Apoio, nesse caso, é
sinônimo de grana. Ela costuma soltar um dinheirinho
para certos candidatos a cargos executivos
algo surpreendente para uma entidade civil criada
para cuidar do futebol. Em 1998, por exemplo, ela
doou 50.000 reais ao senador
Hugo Napoleão, candidato derrotado ao governo
do Piauí. Pelo visto, o milionário contrato
da Nike com a CBF tem mil e uma destinações.
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