Edição 1 655 -28/6/2000

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Final feliz

A série Pânico dá a volta por
cima no último episódio

Isabela Boscov

Na década de 80, o diretor americano Wes Craven reformulou os filmes de terror com A Hora do Pesadelo, uma produção modesta que fisgou os adolescentes – o grande público do gênero – com sua mistura de sustos, sangue e insinuações sexuais. Craven fez escola: a fita gerou uma batelada de continuações e também de imitadores. Depois, o cineasta caiu no esquecimento. Quatro anos atrás, ele voltou à tona com mais uma sacada: Pânico, um filme que fez sucesso justamente por brincar explicitamente com todas as convenções do terror que o próprio Craven inventara. Novamente, Hollywood foi na sua cola, lançando subprodutos que ficavam muito a dever ao original. Nem o diretor resistiu. Em 1997, fez Pânico 2, em que repetia sem muita imaginação os truques do primeiro filme. Agora, porém, ele se redime. Com Pânico 3 (Scream 3, Estados Unidos, 2000), que estreou na sexta-feira no país, ele prova que, quando dá tratos à bola, é imbatível no casamento de horror com humor. O mote continua o mesmo: um assassino mascarado persegue a jovem Sidney Prescott (a atriz Neve Campbell) e seus amigos, interpretados pelo casal David Arquette e Courteney Cox Arquette. Ou seja, os sustos estão garantidos. Mas agora o diretor investe ainda mais pesado na comédia. A melhor brincadeira do filme é anunciar-se, sem maiores rodeios, como o capítulo final de uma trilogia. "Nesses casos, nenhuma regra vale, e até os protagonistas podem ser assassinados", avisa um personagem. Será verdade?

 
Saiba mais
Da internet
  Site do filme Pānico 3