
CADA
UM PAGOU 1.725 REAIS
Ricardo Stuckert
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Quanto custou a âncora cambial que estabilizou o real?
Pode-se fazer o cálculo por meio da dívida
pública, que saltou de 71 bilhões de reais
no início do programa econômico, em 1994, para
487 bilhões. O ministro Pedro Malan gosta
de lembrar que uma parte desse dinheiro, 140 bilhões,
se refere à federalização da dívida
de Estados e municípios. Não seria dívida
nova, apenas trocou de mãos. Sobrariam 276 bilhões
de reais. Esse é o custo. Dá 1 725 reais por
brasileiro, pagos em seis anos. Até agora, claro.
PALPITE
MÍSTICO
Raul Junior
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Coube ao diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo,
David Zylbersztajn, decidir a data da última
licitação para a exploração
de campos petrolíferos. A escolha recaiu sobre o
dia 7 de junho. Sabe por quê? Porque nesse dia, informa
o diretor, os astros estavam em conjunção
bastante positiva. É isso mesmo. Zylbersztajn é
um homem místico. Na janela de seu escritório,
ele mantém pendurado um discreto cristal para afastar
os "maus fluidos". É só o que se comenta no
prédio.
PROCURA-SE
MARCOS COIMBRA
Henryu
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Em ano de eleição, o diretor do instituto
de pesquisa Vox Populi, Marcos Coimbra, passa a ser
um dos sujeitos mais procurados do Brasil. Atualmente, Coimbra
recebe mais de cinqüenta telefonemas por dia de candidatos
e jornalistas em busca de informações sobre
as tendências do eleitorado. "Os políticos,
com seus horários malucos, são os piores",
diz ele, sem dar detalhes sobre o impacto dessa agitação
na conta bancária da sua empresa.
SOBREVIVENTES
CENTENÁRIOS
Antonio Milena
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O presidente da Federação das Indústrias
do Estado de São Paulo, Horácio Lafer Piva,
estava orgulhoso na semana passada. A empresa ligada a sua
família, a Klabin Celulose, é uma das trinta
companhias familiares brasileiras a completar 100 anos de
existência. O dado integra uma pesquisa recente. O
trabalho mostra ainda que metade das companhias familiares
quebra (ou é vendida) na segunda geração.
Apenas 15% chegam à terceira geração.