Edição 1 655 -28/6/2000

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"Que bom poder ver o belo e poderoso Tom Cruise na capa de VEJA, em vez de bandidos e assassinos."
Maria Inês Ghilardi Lucena
Campinas, SP

 

Tom Cruise

Excelente a reportagem sobre o astro Tom Cruise. Ele domina Hollywood e o mundo com seu talento, beleza e magnetismo. Para ele não há missões impossíveis ("Tom Cruise, o dono de Hollywood", 21 de junho).
Vânia Ferreira
São Paulo, SP

A reportagem a respeito de Tom Cruise me fez lembrar algo muito peculiar em minha vida. Sou um cinéfilo inveterado. Gosto, amo, sou simplesmente apaixonado por cinema. Principalmente, o cinemão. Bergman, Allen, Glauber e afins que me perdoem, mas entretenimento é fundamental. Lendo a reportagem com Cruise, tenho de admitir que assisti a muitos filmes dele. De alguns até gostei – apesar dele –, como Questão de Honra, A Firma, Entrevista com o Vampiro, The Outsiders e o recente Magnólia. Quanto aos demais, eu viveria muito bem sem eles. Para mim, sem a pretensão de ser crítico de cinema, Cruise e John Travolta estão lado a lado no tocante a talento.
Sérgio Ricardo Habermann
srhabermann@uol.com.br

 

Segurança

Há exatos sete meses, minha mãe foi vítima da violência que assola o país ("A gota d'água", 21 de junho). Quando do seu assassinato por um marginal de 17 anos, senti na pele a insegurança pública do Estado de São Paulo. Agora, diante da tragédia ocorrida no Rio de Janeiro, tive a triste certeza de que, enquanto cresce o número de vítimas da violência urbana, as autoridades mostram quão incompetentes e despreparadas estão em matéria de segurança pública.
Adriano de Castro Peduto
Santo André, SP

Foi realmente chocante o desfecho do assalto ao ônibus 174 no Rio. Mas revoltante mesmo foi o enfoque dado na semana passada pelas emissoras de TV, provando por A mais B que o bandido Sandro poderia ter sido executado ainda dentro do ônibus. E ele de fato foi executado, mas numa vingança irresponsável. Ora, isso é pena de morte – e sem julgamento nenhum.
Marcello Jardim Ribeiro
Belém, PA

Uma sucessão ininterrupta de erros, desmandos, brutalidade, imperícia e imprudência. Como é que se pode confiar em uma polícia que não sabe sequer negociar com um marginalzinho pé-de-chinelo? Que tem agentes que não consultam seus superiores antes de tomar uma decisão? Que, tendo a certeza da impunidade e com o apoio do corporativismo, se sentem como autoridade máxima, que, acima da lei e da ordem, prendem, condenam e executam, não se importando com a vida tanto da vítima quanto do bandido? Desculpe-me, ACM. Chamem o FBI.
Robson Américo Perdigão
raperdigão@zipmail.com.br

Meu nome é Fernanda, tenho 19 anos e fui vítima de quatro assaltos. Assisti de perto ao terror do 174, ouvi os tiros dados da minha casa, pois sou residente da Rua Jardim Botânico, senti o pânico das reféns e não acreditei nas cenas próprias dos filmes mais sangrentos de Hollywood. Como se não bastasse, no dia seguinte a esse absurdo fui pegar um ônibus para a faculdade e um pivete de menos de 17 anos com um arma de gente grande assaltou a mim e a mais quatro pessoas que estavam dentro do 572-Leblon–Glória, deixando os passageiros em pânico. Quando essa situação de medo constante vai terminar? Quando vou poder entrar num ônibus sem ter de esconder dinheiro na roupa e rezar para que nenhum assaltante pule a roleta e sente do meu lado? Não dá mais para agüentar a violência desta cidade, que tinha tudo para ser umas das mais bonitas e atraentes do mundo e agora é considerada uma das mais violentas e perigosas.
Fernanda Salgado Henriques
Rio de Janeiro, RJ

 

ONGs

Com relação à reportagem "O que elas querem?" (14 de junho), a Oxfam GB (Grã-Bretanha) levantou, no último ano, fundos da ordem de 200 milhões de dólares, metade dos quais advinda de doações do público e das rendas de nossa rede de lojas. O financiamento de instituições como as do governo britânico nos é dado em resposta a propostas do nosso pessoal que vive e trabalha em mais de setenta países em todo o mundo. É esse pessoal, em colaboração com os nossos parceiros, quem decide como a Oxfam investe seu dinheiro na luta contra a pobreza.
Claude St-Pierre
Representante da Oxfam GB no Brasil
claude@oxfam.org.br

 

Claudio de Moura Castro

Concordo com a assertiva de que "Os computadores chegaram às escolas, mas ainda não trouxeram quase nada à educação". Apesar das boas intenções do MEC com a implantação do Proinfo, os benefícios educacionais decorrentes dessa tecnologia só se tornarão positivos à medida que o governo investir seriamente na preparação do professor, fazendo-o encarar a máquina como um instrumento auxiliar a sua ação pedagógica ("Ponto de vista", 21 de junho).
Onelice de Medeiros Borges
onelice@zaz.com.br

 

Alceni Guerra

Ficamos indignados com o tratamento depreciativo dado a Pato Branco, em que se atacou a Câmara, mencionando os dois vereadores mais votados (um ao estilo Ratinho e outro um puxador de carroças semi-analfabeto). Só para exemplificar, um dos vereadores citados preside os trabalhos que permitirão a inauguração, nos próximos meses, do Hospital do Câncer. Para nós, as idéias do prefeito não são megalomaníacas. Na verdade, Alceni Guerra é um dos melhores prefeitos do Brasil ("De volta à ativa", 21 de junho).
Gilson Marcondes

Vereador
Pato Branco, PR

 

Roberto Pompeu de Toledo

Enquanto muitos pensam sob o aspecto do "olho por olho", elogiando a atitude dos policiais ao matar o bandido depois de dominado, o senhor Roberto Pompeu de Toledo (Ensaio, 21 de junho), num rasgo de lucidez, como é próprio dele, mostra-nos um lado positivo dos acontecimentos, que sem dúvida merece atenção se quisermos mudar nossa sociedade.
Douglas Ferreira
Itajubá, MG

 

Diogo Mainardi

Quase sempre a primeira coisa que leio em VEJA é a crônica de Diogo Mainardi ("O filhinho do papai", 21 de junho). Geralmente, são sensacionais, por seu jeito irônico, meio poético, meio blasé de dizer as coisas. Dessa vez, no entanto, ele se superou. Tenho dois filhos, de 3 e 13 anos, e ocorre exatamente isso: ficamos bobos com eles, derrubamos todas as nossas teorias, saímos do computador em que estamos com o trabalho atrasado para levar-lhes Coca-Cola no sofá.
Maria de Lourdes Genovez
Tubarão, SC

 

Livros

Essa mulher me alfabetizou! Ainda me lembro dos dias em que eu me divertia com as historinhas do Mico Maneco. Até hoje tenho os vinte livrinhos que me ensinaram a ler. Muito obrigado, Ana Maria, e parabéns! ("A fada das letras", 21 de junho)
Victor Biagioni
Campinas, SP

 

Tributos

Em relação à reportagem "A idéia ainda não morreu" (21 de junho), sobre a reforma tributária, gostaria de esclarecer que o total de impostos embutidos que o consumidor paga por um medicamento é de 32%. Para se ter uma idéia do peso desses tributos, basta dizer que sua fatia no preço de um medicamento é maior que a que o sistema de distribuição (atacado e varejo) recebe, 26%, e chega perto da do próprio fabricante, 42%. Aproveito o ensejo para afirmar que a reforma tributária é inadiável e absolutamente necessária para estimular o desenvolvimento da economia brasileira.
José Eduardo Bandeira de Mello
Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica
São Paulo, SP

 

Georges Saint-Laurent III

Para iniciar suas atividades no Espírito Santo, a Vitech recebeu do Fundo de Recuperação Econômica do Espírito Santo (Funres) um aporte de recursos de incentivos fiscais, por meio da subscrição de ações preferenciais, além de financiamento deste Banco de Desenvolvimento. Tempos depois da instalação, houve a desativação de seus negócios neste Estado, com a transferência dos equipamentos para Ilhéus, na Bahia, onde iniciou suas atividades com o nome de Bahiatec. Não se discute a liberdade que a empresa tem de optar por se instalar na Bahia ou em qualquer outro Estado, mas, ao adotar tal procedimento, a companhia ocasionou sérios prejuízos ao Funres, na qualidade de acionista, pois o abandono da atividade, segundo a legislação vigente, cria para a empresa e demais sócios a obrigação de devolver os recursos decorrentes dos incentivos, com juros, correção monetária e multa. Ocasionou, também, prejuízos ao Bandes, que concedeu financiamento de repasses do BNDES para sua instalação, estando o assunto sendo discutido judicialmente ("Na trilha do pai", 31 de maio).
João Luiz de Menezes Tovar
Diretor-presidente do Bandes
Vitória, ES

 

CORREÇÃO: Na nota da seção Datas (21 de junho) sobre a morte dos atletas de natação do Flamengo vítimas de acidente de carro no Rio, a primeira foto, identificada como sendo de Daniel Aragão de Matos, é na verdade de Alexandre Watanabe, que nada sofreu, pois não estava no carro e não esteve envolvido no acidente.