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Edição 2062

28 de maio de 2008
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Cartas

"A corrupção, os escândalos e as trapaças se sucedem no atual governo, e seus protagonistas continuam impunes, em cargos de relevância."
Mário Lúcio Caldeira de Faria
Montes Claros, MG

O lado negro da Força Sindical

Mais uma vez, VEJA mostra aos brasileiros os relacionamentos nada republicanos entre integrantes do (des)governo, partidos e sindicalistas da base de apoio a Lula ("O banquete de Paulinho", 21 de maio). Esperamos que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal continuem a realizar as suas missões institucionais com o esmero que têm demonstrado, a favor do país,retirando da vida pública políticos como Paulinho, Luiz Medeiros e cia. O nosso ilustre presidente, se pelo menos for leitor assíduo de VEJA tanto quanto se declara fã do Faustão e dos jogos do Corinthians, estará menos desinformado e se iluminará para uma faxina na Esplanada dos Ministérios, a começar pelo Ministério do Trabalho, que anda dando muito trabalho à PF.
Cristiano Ribeiro
Natal, RN

Cumprimento VEJA pela reportagem "O banquete de Paulinho". Se houver o Dia do Juízo, rogo a Deus que o deputado Paulinho Pereira da Silva e seu "grupelho" façam seu banquete no "mármore do inferno", por terem se apossado de recursos retirados de milhares de trabalhadores brasileiros que lutam com suor para garantir uma vida digna neste país.
Alan Brasil Pietrobon Magalhães
Sorriso, MT

O sorriso sarcástico do senhor Paulinho, da Força Sindical, reflete o que há de mais podre nos sindicatos do Brasil, ou seja, interesses próprios em detrimento da categoria, enriquecimento ilícito, roubalheira etc. Se os trabalhadores brasileiros se conscientizassem de que os sindicatos às vezes lhes fazem mal, muita coisa mudaria neste país.
Júlio César Menezes
Belém, PA

Como professor na área de relações sindicais, não fiquei nada surpreso com o conteúdo da reportagem de capa de VEJA. Surpreso ficarei se alguém for preso, se alguém pedir para sair. Afinal, estamos no Brasil, uma república sindicalista.
Sidnei Tibério
Piracicaba, SP

Depois da apresentação de todas as evidências de que o movimento sindical vem sendo utilizado para o enriquecimento ilícito de políticos e sindicalistas, será que o presidente Lula continuará defendendo que essas entidades não sejam investigadas pelo Tribunal de Contas da União?
Josimar Moreira Cesar
São Bernardo do Campo, SP

O presidente Lula, além de distribuir milhares de cargos à companheirada incompetente, entregou ministérios que dispõem de polpudas verbas a cidadãos sem nenhum predicado para exercer o cargo. é o caso do Ministério do Trabalho, com 38 bilhões de orçamento, que é dominado pelo pulha Paulinho da Força e seus comparsas. Paulinho, acusado também de rapinar altas porcentagens dos financiamentos arranjados por intermédio de seus amigos, no BNDES, tem confundido, como outros inúmeros sindicalistas embrenhados no governo Lula, os cofres públicos com os próprios bolsos.
Victor Germano Pereira
São Paulo, SP

A capa de VEJA é o retrato fiel e sinistro da promiscuidade entre o público e o privado, colocando em risco a confiança que os cidadãos depositaram nas urnas.
Dirceu Edmilson Theiss
Blumenau, SC

Constrangedora a foto da página 53 com o ministro do Trabalho palitando os dentes depois do almoço. Um pouco de educação não faz mal a ninguém. Eu, mesmo sendo da classe proletária, não pratico o gesto. Será que a Martinha Suplicy, educadérrima, poderia dar umas dicas ao coleguinha de ministério?
Paulo Saturnino
Rio de Janeiro, RJ

 

Arlindo Chinaglia

Excelente a entrevista com o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (Amarelas, 21 de maio), que se mostra um parlamentar maduro, consciente de que um terceiro mandato é uma afronta à democracia e à inteligência dos eleitores, e admite ainda que o PT errou no episódio do mensalão.
Erick Ledesma Galindo
São Paulo, SP

Duas frases me chamaram atenção na entrevista com Arlindo Chinaglia, presidente da Câmara: "...essas crises constantes vão deixando marcas, cicatrizes... mas o pior já passou" e "Se comparado ao escândalo do mensalão, esse dossiê não é nada, não chega nem perto de ser um problema". São frases que traduzem limpidamente a brutal diferença na percepção de padrões morais dos políticos e da média da sociedade informada sobre o dia-a-dia do Congresso. Seriam "cicatrizes" se os escândalos a que sua excelência se refere tivessem sido denunciados, investigados, julgados e, principalmente, punidos exemplar e imediatamente. Aí, sim, ele poderia afirmar que "o pior já passou".
Etienne Douat
Joinville, SC

O excelentíssimo senhor deputado é o pior cego e não quer ver que o Poder Legislativo morreu e está em adiantado estado de putrefação. O Congresso poderia tentar ressuscitar o Legislativo, aprovando uma proposta de emenda à Constituição que extinguisse a obrigatoriedade do voto, pois somos livres e vivemos numa democracia. Criar por lei o curso e o cargo de assessor parlamentar e abrir concurso público para esse cargo traria transparência e competência ao Congresso. Seria ainda de muito bom alvitre ministrar aos parlamentares um curso de boas maneiras, para que todos fossem educados para saber se portar num ambiente tão austero como o Parlamento. Que os parlamentares se espelhassem no exemplo do trabalhador brasileiro, honesto, dedicado e responsável.
Carlos Alberto Lima
Florianópolis, SC

 

Meio ambiente

O maior prejuízo da Amazônia vai além do bem que seria produzido pela pecuária e pela agricultura no metro quadrado preservado. É o prejuízo causado pelo isolamento absoluto das comunidades. É condenar à miséria e à ignorância uma população enorme. É a carência total de meios de transporte, educação, saneamento, informação, bens, postos de saúde e demais serviços públicos. Inimaginável por alguém que só conhece o Leblon ("O desafio da economia verde", 21 de maio).
Gustavo Quintela
Belém, PA

Com a saída de Marina Silva, uma grande protetora do meio ambiente, teremos de ver o que o novo ministro fará para melhorar a vida e a preservação de nossa floresta. Não adianta trocar seis por meia dúzia.
Raquel Araujo Soares
São Paulo, SP

Verde por verde, por que não transformar a Floresta Amazônica em "moeda verde"? Se o mundo está tão preocupado com a biodiversidade ali existente e com o importante papel que ela representa para o equilíbrio climático do planeta, façamos valer nosso ouro verde e cobremos bem caro por isso.
Isabella Torres Ragone Nascimento
Belo Horizonte, MG

 

Stephen Kanitz

Stephen Kanitz é reconhecidamente um articulista inteligente e objetivo. Chega a ser redundante afirmar isso, mas em seu último artigo (Ponto de vista, 21 de maio) ele se superou. Fechou o texto com algo que é unânime entre pais e religiosos de qualquer tipo: nossa vida post-mortem se prolonga pelos filhos e demais descendentes. Não menos importante é o que ele ainda destaca sobre amor ao próximo, bem-estar comum, enfim, essa utopia que todos queremos e sonhamos: um mundo melhor para nossos filhos, para que tenhamos uma vida melhor no futuro que nos aguarda. Procuro fazer minha parte educando o melhor possível meu DNA (7 e 13 anos).
Giovani Pacheco Costa
Curitiba, PR

Excelente o artigo "A vida após a morte". Ética, moral, amor e generosidade não devem ser princípios condicionados, exclusivamente, à crença religiosa.
Luciano Calheiros de Morais Guerra
Recife, PE

Há muito tempo não leio algo inteligente sobre esse assunto tão especulado. Graças ao Kanitz podemos nos lembrar de uma fala bem interessante de Guimarães Rosa: "Eu quase que nada sei, mas desconfio de muita coisa".
Rosimere Valduga
Cascavel, PR

Fantástico o artigo de Stephen Kanitz. Muito propício a este momento que nossa sociedade atravessa, no qual o desamor, a ganância, o individualismo estão aflorados.
Sandra Cristina Andrade Mousse
Manaus, AM

 

O lado escuro da Força Sindical 2

Quem indicou o Carlos Lupi para o Ministério do Trabalho foi o presidente Lula, que tem a prerrogativa de escolher seus auxiliares. A indicação de Lupi muito nos orgulhou, sim; ele tem mostrado através de suas ações ser um homem íntegro e comprometido com os interesses dos trabalhadores, mas sempre pautando sua atuação pelo bom entendimento entre capital e trabalho. Quanto às citações nos grampos da Polícia Federal, cabe aqui um esclarecimento: sou citado em diálogos de terceiros que falam no substantivo Paulinho. O relatório afirma que o nome é supostamente o meu. Uma advertência necessária: suposição não é sinônimo de afirmação. Há ainda no relatório um tal de PA. Quero registrar que, em 52 anos de vida, ninguém nunca usou essas duas letras para se referir a minha pessoa. Registre-se: há no Dicionário Aurélio, 2ª edição (editora Nova Fronteira), 44 páginas de palavras que começam com PA. A revista apresenta uma foto afirmando a compra de uma casa em Bertioga, o que não condiz com a verdade. A foto ilustra algumas casas de um módulo de catorze residências. A aquisição feita pela minha família é de uma casa com metragem de 100,20 metros quadrados. A imagem de VEJA ilude o leitor e dá uma noção distorcida da realidade.
Paulo Pereira da Silva (Paulinho)
Presidente da Força Sindical
Deputado federal (PDT-SP)
São Paulo, SP

Quero deixar registrado que refuto com veemência todas as imputações que me foram feitas. Sou conselheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador – o FAT – e presidente do Conselho, em razão de ter sido eleito pelo colegiado de doze membros. Todas as decisões do Codefat são tomadas em regime de colegiado e em reuniões públicas. As atribuições dos conselheiros e do presidente estão definidas em lei e eu as exerço plenamente. O que VEJA publica como atos condenáveis são exatamente o contrário – refletem meu zelo e meu empenho em exigir de agentes financeiros federais, como o BNDES, todas as informações que me permitem exercer o papel de gestor.
Luiz Fernando Emediato
Jornalista, escritor, editor e presidente do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat)
Brasília, DF

 

BNDES

O BNDES é reconhecidamente uma instituição séria e competente, como atesta a própria matéria publicada na semana passada ("Marcas de fissura na blindagem", 21 de maio). Essas qualidades se devem, além da excelência de seus profissionais, ao fato de que seus mecanismos institucionais são de tal forma rigorosos que exigem que todas as decisões sobre financiamentos sejam tomadas por corpos colegiados. Desse modo, não é verdadeira a afirmação desta revista de que eu seria o responsável por liberar empréstimos, uma vez que se trata de uma atribuição do corpo técnico e aprovada pela diretoria de maneira coletiva, e não individual. E o que é pior: VEJA insinua que a decisão de liberar os créditos é tomada com base em critérios não estritamente técnicos. Receber administradores municipais e estaduais, independentemente de coloração partidária, é uma das atribuições da diretoria que ocupo, responsável pelo atendimento ao setor público. Representar o banco em cerimônias é, e sempre foi, papel dos funcionários da alta administração do BNDES. A matéria tenta, mesmo que não tenha uma única fonte para sustentar seu argumento, colocar em suspeição atividades, minhas e da equipe do banco, que são exercidas dentro dos mais rigorosos parâmetros da ética e da legalidade. Élvio Gaspar
Diretor das áreas de Inclusão Social e Crédito do BNDES
Rio de Janeiro, RJ

CORREÇÕES: ao contrário do que foi publicado na reportagem "O banquete de Paulinho" (21 de maio), Luiz Antonio de Medeiros não é filiado ao PDT e Ezequiel Nascimento não é dirigente da Força Sindical, mas ex-presidente de um sindicato então ligado à Força Sindical. No Ponto de vista de Lya Luft desta semana (página 20 desta edição), o correto seria dizer que "Vários casos de análise de DNA – desconhecida à época do julgamento – demonstraram que houve a condenação de inocentes". O mecanismo chamado tourbillon compensa o efeito da gravidade, mas não anula sua ação, ao contrário do que afirma o quadro da reportagem "O seu tem tourbillon?" (21 de maio).

 

 

VEJA na história

Alguns leitores escreveram para a redação elogiando as edições especiais on-line de VEJA. O trabalho enfoca momentos que marcaram a história do Brasil e do mundo e é realizado pela equipe de VEJA.com, a edição on-line da revista (http://www.veja.com.br). O leitor Alexandre Capilé Miranda Silva diz que "a versão digital da VEJA na História – Israel (Nasce o país dos judeus) está simplesmente perfeita. A qualidade do material apresentado e a forma simples de busca no site facilitam e cativam o usuário e consumidor de VEJA, seja ela em papel, seja ela virtual". Valeria Forte, de Laguna Niguel, Califórnia, EUA, achou "fantástico o trabalho de VEJA na História – II Guerra Mundial".

Além dos sessenta anos da fundação de Israel e da II Guerra Mundial, outros especiais sobre história da VEJA.com, fartamente documentados e ilustrados, ajudam os leitores a se aprofundar nos assuntos tratados. A edição 1808 comemora os 200 anos da vinda da família real portuguesa para o Brasil e a edição Crise dos Mísseis relata os acontecimentos que se seguiram à instalação de mísseis soviéticos em Cuba, em 1962, fato que levou o mundo à beira da III Guerra. Na edição Memórias do Regime Militar, o leitor fica sabendo dos fatos que marcaram os anos de chumbo da ditadura, de 1964 a 1985. Há ainda edições sobre o Descobrimento e a Proclamação da República. Vá direto ao site: http://veja.abril.com.br/historia/index.shtml.

 



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