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Minha simpatia
por Marisa Letícia Lula da Silva aumentou. E não sou petista.
Marisa faz sua parte, dignamente, com elegância e naturalidade,
ao ser ela mesma a todo momento. Parabéns, Marisa. Seja o esteio
de nosso presidente. Admiro você, e suas mãos de quem sempre
trabalhou pelos seus. "A sombra de Lula" (21 de maio). Os sinais
das mãos de Marisa Letícia revelam que a arte do trabalho
tem o mérito de recompensas. Que ela continue sua jornada sem dar
importância para as unhas pintadas e untadas de preguiça
das socialites que só acordam para as futilidades. Uma pessoa
como a socialite da capital federal, que acha que o trabalho pode deixar
as mãos "estragadinhas", é digna de pena. Desviar dinheiro
público é ato que não deixa as mãos "estragadinhas".
Que bom seria se todos os brasileiros e brasileiras tivessem mãos
como as de Marisa Letícia. Cumprimento
a equipe de VEJA pela qualidade jornalística da reportagem de capa.
Solicito apenas a correção de duas informações
nela contidas, que não correspondem à verdade: 1) Em nenhum
momento, antes ou depois das eleições de 1989, dona Marisa
procurou qualquer advogado para discutir seu relacionamento conjugal em
conseqüência de telefonemas que teria recebido; 2) O casal
mantém relações de amizade com Jair Meneghelli e
Luiz Favre, tanto é que ambos foram convidados recentemente para
jantar no Palácio da Alvorada.
Como mãe
da Gabriela, nascida em fevereiro, cumprimento VEJA pela edição
especial Criança (maio de 2003). Seriedade, objetividade
e competência em um suplemento de grande utilidade para nós,
leitores. Que mais edições como essa venham! VEJA gerou
um filho com o especial Criança. Parabéns à
equipe que trabalhou nesse "parto". Somente uma
publicação séria como VEJA poderia nos brindar com
essa edição especial. Semanalmente envio a revista ao Quirguistão
(Ásia), onde vive meu marido, há cinco anos. Mas nesta semana
o "envelope" seguirá com a edição especial Criança.
Eis que estamos na expectativa de decidir: filhos ou carreira? Vocês
acertaram na "mosca"! Excelente
a edição especial Criança, do nascimento aos
5 anos. Calhou em um momento também muito especial em nossa vida.
Temos um filho de 50 dias, João Vitor, e nesta fase estamos cheios
de dúvidas e inseguranças em relação a como
agir com o bebê. A edição nos trouxe muitas respostas
para nossos questionamentos.
Pela primeira
vez na imprensa brasileira leio com prazer absoluto a entrevista de um
cubano residente em Cuba e líder oposicionista, desmistificando
a ditadura que há décadas Fidel Castro impõe ao povo
de seu país. Oswaldo Payá, que ainda não está
na cadeia nem foi assassinado, como tantos, é uma luz no fim do
túnel sangrento e covarde que o regime castrista construiu naquele
país (Amarelas, 21 de maio). Oportuníssima
a entrevista das páginas amarelas com o dissidente cubano Oswaldo
Payá. Ele vem sofrendo a mesma perseguição que no
passado, na Alemanha de Hitler, Portugal de Salazar, Rússia de
Stalin, Albânia de Enver Hoxha e Romênia de Ceausescu, sofreram
todos aqueles que lutaram contra o arbítrio, pelo direito de opinar. O ditador
cubano inspirou muita gente por aqui, inclusive integrantes do atual governo.
Pessoas que lutaram por liberdade e combateram o autoritarismo e o arbítrio
na ditadura que assolou o Brasil e que, lamentavelmente, mantêm-se
insensíveis às atrocidades do ditador cubano. Santa incoerência!
Fiquei estarrecido
ao assistir a um programa de humor de uma TV canadense sobre os americanos.
Eles desconhecem fatos geográficos, como o de o Canadá ter
saída para o mar. Mas o ponto alto do programa é mostrar
que, ao utilizar a expressão "bombardear tal país", o brilho
vem aos olhos, e eles dizem: sim! Considero, sim, que algo precisa ser
revisto na cultura americana. Para ser mais exato, que existam outros
meios de resolver problemas antes da violência ("O imperialismo
americano", Ponto de vista, 21 de maio).
A Embrapa
é uma empresa séria que está a serviço do
desenvolvimento da agricultura no Brasil há trinta anos. Fiquei
muito feliz quando li o artigo do cientista político Sérgio
Abranches (Em foco, 21 de maio) em que exaltou a importância dessa
companhia no cenário econômico nacional. Diante desse quadro,
é inadmissível que problemas como a falta de recursos venham
a dificultar o bom andamento das pesquisas. Espero que opiniões
sensatas como essa continuem a ilustrar as páginas de VEJA.
Que a senhora
Maria da Conceição fale, esperneie e continue com seus arroubos
mal-educados é um direito dela. Seria no entanto apropriado que
ela tivesse mais respeito às pessoas de bom senso, deixando de
se considerar a única dona da verdade, como se economia fosse uma
ciência exata ("No governo dele, ela pode falar à vontade",
Radar, 21 de maio).
O ministro
Ricardo Berzoini deve ser aplaudido pela coragem que teve ao divulgar
a lista dos devedores da Previdência Social. Eventual excesso cometido
na ação é perfeitamente absolvido pelo resultado.
É chegada a hora de os grandes conglomerados e as vistosas empresas
pagarem suas dívidas com o INSS. Efetivamente, o Brasil está
mudando. E isso é alvissareiro ("Até quem não deve
entrou na lista", 21 de maio).
Vergonhosa
a atitude do representante da Bélgica ao se exibir empunhando arma
para representar o malandro. A Editora Abril deveria presenteá-lo
com algumas edições do Zé Carioca, que sempre representou
o espírito brasileiro. O Itamaraty tinha de obrigá-lo a
desculpar-se publicamente ou até exigir sua substituição
("As rainhas das festas nas embaixadas", 21 de maio). Bons tempos
aqueles em que para representar brasileiro, especialmente o carioca, se
usava uma camisa listrada, chapéu palheta, calça branca,
sapatos brancos e um pandeiro na mão. Atualmente o pandeiro foi
substituído por uma arma de fogo de grosso calibre. Fico imaginando
a cena: em uma festa a fantasia na embaixada do Brasil na Alemanha, o
embaixador brasileiro chega trajado de Adolf Hitler para homenagear o
país. Ou na embaixada da Arábia Saudita aparece de Bin Laden.
Seria constrangedor.
Concisa
e indo direto ao ponto, VEJA aborda a crise do país vizinho que
se recusa a modernizar suas instituições. Uma coisa, todavia,
intriga-me: nossa imprensa não analisa os motivos que levam o mercado
internacional a perceber o risco Argentina bem menor que o risco Brasil.
Será que ser rebelde, difícil e retrógrado é
bom sinalizador para o mercado ("Menem foge e aposta no caos", 21 de maio)?
A reportagem
"Se minha cama falasse..." (21 de maio), sobre a sexualidade do povo brasileiro,
baseada em pesquisa patrocinada pelo laboratório Eli-Lilly, deu
um banho de importantes e saudáveis informações a
respeito de assunto tão relevante na vida de todo e qualquer ser
humano. Com relação à afirmação de
que "o diálogo franco é fundamental para identificar o problema",
ouso acrescentar que o diálogo franco e constante é fundamental,
também e principalmente, para a manutenção de uma
vida sexual ativa, criativa, sem preconceitos e bastante satisfatória. Se não
existir amor, diálogo, intimidade, cumplicidade, respeito, humor,
saber aceitar e curtir a rotina, não tem vida sexual que perdure.
Não
precisa ser um especialista em trânsito para saber que a moto é
a saída para alguns dos mais graves problemas que temos nessa área
em nosso país. Pena que ainda a associamos a motoboys, quando o
correto seria associá-la a motociclistas. Enquanto estes usam com
inteligência um dos veículos mais versáteis já
criados pelo homem, aqueles insistem em transformá-lo em objeto
de intimidação. Chegará o dia em que o Brasil também
descobrirá todas as vantagens de uma motocicleta ("A invasão
da Europa", 21 de maio).
É
lamentável constatar a banalização da violência
no Brasil, em especial em meu Estado, Pernambuco. A notícia do
desaparecimento, e posterior assassinato, de duas jovens cheias de vida
e de sonhos não impressiona mais os que ainda são espectadores
da violência.
Fiquei arrasada
com a matéria "Só falta pichar" (21 de maio), sobre a "destruição"
de Ouro Preto. Nossa cultura, infelizmente, acha que tudo deve estar a
cargo do governo, o que já cansou de se mostrar uma verdadeira
falácia. Penso que o empresariado nacional poderia fazer seu papel
de empresa em dia com sua função social e colaborar. Ganhariam
o empresariado, a cidade e a cultura do país. Como toda
mineira, sinto-me orgulhosa pelos patrimônios históricos
de nossa região. Infelizmente, por incompetência, descaso
e descuido da população e das autoridades, estamos perdendo
uma de nossas maravilhas. Mas faço um convite a todos os brasileiros
para que conheçam outras cidades, como Tiradentes, Diamantina,
São João del Rei e Mariana, pois vale muito a pena. É
uma pena ver em que estado de conservação se encontra o
patrimônio histórico brasileiro. E mais triste ainda é
ver que Ouro Preto não está só, que Olinda segue
o mesmo caminho da degradação.
Cidades
como Londres, Nova York e Lisboa, entre outras, como foi mostrado na nota
"Carteirada internacional" (Guia, 14 de maio), desenvolveram projetos
que beneficiam seus turistas diretamente: um cartão oferecendo
descontos (em restaurantes, transportes etc.) e entradas gratuitas em
alguns pontos atrativos, o que propicia maior permanência do visitante
na cidade. O Brasil também caminha para esse estágio de
desenvolvimento do turismo. No Recife, em Pernambuco, o Recife Convention
& Visitors Bureau tem um projeto, em operação, com o
mesmo objetivo dos que foram mostrados na matéria: o Recife Card,
que se caracteriza como um cartão de benefícios para os
turistas que participam de eventos.
Diogo Mainardi é um excelente articulista, pois, além de
muito culto, é também arguto e sabe causar polêmica.
Resolveu deliberadamente errar nos comentários que fez numa seara
que não é a sua, chamando Fosbovi, marca registrada de suplementos
minerais da Tortuga, de "ração", e achincalhou a "vaquinha"
de um leilão transmitido pelo Canal Rural, dando-lhe o preço
de 400 reais, quando, na realidade, esse é o valor de uma parcela,
que deve ser multiplicada por catorze e algumas vezes por quinze, para
chegar ao valor do animal ("Aonde a vaca vai", 21 de maio). Foi
com alegria que li na coluna de Diogo Mainardi a referência ao Canal
Rural, da RBS. O texto certamente contribui para o debate sobre os rumos
da economia brasileira no momento em que os políticos e a sociedade
discutem a retomada do crescimento econômico. O Canal Rural está
no ar desde novembro de 1996 e, nestes seis anos, pôde acompanhar
o crescimento da agropecuária brasileira: o aperfeiçoamento
da tecnologia e o conseqüente aumento da produtividade agrícola.
Em dezoito horas de programação diária, o Canal Rural
é testemunha da consolidação do papel da produção
agropecuária brasileira no mercado mundial. Diogo Mainardi
descobriu o que milhares de pessoas do interior do Brasil, sobretudo do
Centro-Oeste, já sabem: o agronegócio é a mola propulsora
da economia deste país. Assistindo ao Canal Rural, Mainardi também
já deve ter descoberto, além da vaca, a soja, o algodão,
o milho e uma infinidade de produtos com o selo made in caipira.
Mato Grosso, por exemplo, realizou em abril a segunda maior feira de agronegócios
do país, a Agrishow Cerrado, movimentando mais de 650 milhões
de reais em uma semana. O grande
artigo, no qual Diogo Mainardi compara a Bienal do Livro com a Expoingá,
deixou claro que o povo brasileiro é um povo de culturas diferentes.
Muitos são mais intelectuais, preferindo um bom livro de Scott
Turow. Já outros preferem "balançar o esqueleto" com Teodoro
e Sampaio. Apesar de o artigo ter sido ótimo, não concordo
com que se compare a Expoingá com a Bienal do Livro, já
que são dois eventos que atraem públicos diferentes. Eu queria
ajudar Mainardi a elucidar essa "certa confusão" que ele diz fazer
entre gado limousin, caracu e simental. Das três raças citadas,
a única tipicamente tropical é o caracu. Tem mais de três
séculos de seleção sob o sol dos trópicos.
O ensaio
"E eles ainda comemoram..." (21 de maio), de Roberto Pompeu de Toledo,
grita das páginas de VEJA para o mundo. Ele atentou para as questões
gerais do conflito que estão sendo esquecidas em nome de uma política
imperialista. Enquanto os americanos comemoram (ainda não sei bem
o quê), os iraquianos estão sem rumo porque foram destruídas
as bases de seu Estado. Será que é o caos que eles comemoram? Parabéns
ao jornalista Roberto Pompeu de Toledo pelo ensaio "Negros, coronéis
e Sócrates" (14 de maio). É claro que não
devemos esquecer os fatos históricos causadores da nossa pobreza,
mas devemos ter olhos mais fortes para dentro de nosso país e usar
isso para a avaliação de decisões futuras. O presidente
Lula foi felicíssimo em sua observação. Ou olhamos
para a frente e batalhamos para construir uma nação, como
fizeram japoneses, alemães, coreanos e outros, ou viveremos a lamentar
os próximos cinco séculos. Vamos à luta, Brasil!
A propósito
da reportagem de capa de VEJA na edição 1.803
("A sombra de Lula", 21 de maio), que ressalta a presença da mulher
do presidente Lula, Marisa Letícia, faltou mencionar a atuação
decisiva embora equivocada politicamente de outra primeira-dama
na história republicana. Carmela Leite Dutra, mais conhecida como
dona Santinha, mulher do marechal Eurico Gaspar Dutra. Sob a inspiração
de dona Santinha, católica fervorosa e ligada aos setores mais
conservadores da Igreja, o governo Dutra fechou os cassinos e proibiu
o jogo no Brasil três meses depois da posse. Mais ainda: foi dona
Santinha quem influiu de modo decisivo para que se extinguisse, em 1947,
o Partido Comunista Brasileiro.
Sobre a
garrafa térmica Futura Aladdin, faço algumas considerações.
A foto utilizada na matéria "Estilo em 6 vezes sem juros" (7 de
maio) está desatualizada, visto que o design desse produto foi
modificado para atender às sugestões de nossos clientes.
A M. Agostini sempre foi uma empresa com excelente saúde financeira,
e seus lançamentos de produtos têm contribuído ainda
mais para sua rentabilidade, além de aumentar a participação
da empresa no mercado.
CORREÇÃO: Na foto que ilustrou as págs. 52 e 53 da edição 1 803 ("Petistas sentam no divã", 21 de maio), quem aparece entre o deputado João Batista Babá e a deputada Luciana Genro é o deputado federal João Fontes, do PT de Sergipe, e não o deputado Lindberg Farias.
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