|
Ataque ao manobristaQuadrilhas especializadas
roubam carros
|
![]() Fonte: Cadastro Nacional de Veículos Roubados |
|
Em São Paulo, a nova modalidade de roubo ronda os restaurantes de luxo. Um grupo de cinco homens com pistolas e submetralhadoras Uzi levou três carros da marca Mercedes de clientes do restaurante PianoForte, um dos bons endereços da cidade. No estacionamento do badalado restaurante Gero, quatro homens sumiram com um luxuoso Jaguar, de 200.000 dólares. Todos os anos são furtados 244000 veículos. Dá um para cada 100 em circulação. Nove de cada dez carros roubados são nacionais, como o Gol e o Uno. A lista dos mais visados varia de Estado para Estado. No Estado agrícola de Tocantins, as caminhonetes D-20 são as mais furtadas. No Rio Grande do Sul é o Palio. O Estado campeão em assaltos é São Paulo, onde um veículo é roubado a cada seis minutos. São mais de 80.000 furtos por ano. A singularidade de São Paulo está nas quadrilhas craques em roubar importados
e revendê-los rapidamente. Um dos Mercedes furtados no PianoForte foi
achado dois dias depois no interior de São Paulo. Seria enviado ao Chile,
com placas e documentos falsificados. Já tinha comprador garantido. A
ação também é rápida. Os ladrões chegam armados, pedem modelos específicos
e fogem sem confusão. "Apesar da segurança não dá para fazer nada
contra bandidos armados com metralhadoras", diz Rogério Fasano, dono
dos restaurantes Fasano, Gero e Parigi. "Ninguém está preparado para
uma situação dessas." No mercado da receptação, um carro nacional
é vendido por 300 reais. Já um importado vale até 3.000
reais. Por isso, cresce o perigo dos modelos estrangeiros. Eles são 5%
da frota nacional, mas representam 10% dos registros de roubos. As seguradoras
sentem o efeito. Quem tem um carro importado na lista dos mais visados
por ladrões paga um prêmio 50% maior pelo seguro.
|