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MInas Gerais Imitação de Jânio Itamar usa a oposição
Na falta de um revolucionário autêntico, lá estavam Lula, Brizola, José Dirceu, Olívio Dutra, Miguel Arraes e até representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra. Devidamente engalanados, os homenageados não decepcionaram. "Fernando Henrique é imperador, falsário e vendilhão da pátria", começou Lula. "O presidente deve renunciar", emendou Brizola. "Nós vamos dizer aos homens do poder que não tentem tirar os nossos rios, nossas hidrelétricas, porque, aí sim, teremos o confronto", completou o anfitrião. Faltou lembrar que por muito menos Tiradentes foi enforcado. Apesar do aspecto mambembe, o circo armado por Itamar contou com o apoio de marketeiros e levou três meses para ser planejado. Uma semana antes, foram veiculados comerciais em todas as emissoras de TV do Estado e espalharam-se centenas de cartazes pelas principais cidades de Minas. No dia da festinha, 300 ônibus contratados pelo governo estadual despejaram manifestantes em Ouro Preto. Oficialmente, o protesto de Itamar sangrou os combalidos cofres mineiros em 294.000 reais. Mas, segundo cálculos de um conceituado publicitário de Belo Horizonte, a farra saiu por 1 milhão. Che Guevara custou mais barato.
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