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O círculo está se fechando Enquanto presidia o BC,
Chico Lopes Consuelo Dieguez, Esdras Paiva, Expedito
Filho,
Em apenas duas semanas de investigações, desde que veio a público o caso do Banco Marka, a situação do professor Francisco Lopes ficou comprometida num ponto crucial. Se não se confirmarem as suspeitas mais graves levantadas até agora, já está estabelecido pelo menos que Chico Lopes teve conduta incompatível com seu cargo de diretor e, mais tarde, de presidente do Banco Central. Isso para dizer o mínimo. O que já se conhece a respeito da conduta do professor é muito grave. Na semana passada, soube-se que o economista Sergio Bragança, seu ex-sócio numa empresa de consultoria, a Macrométrica, redigiu um bilhete, em 4 de agosto de 1996, dizendo que Chico Lopes tem, sob sua custódia, 1,675 milhão de dólares depositados em contas no exterior. Nessa data, agosto de 1996, Chico Lopes já estava no Banco Central desde o ano anterior. VEJA teve acesso às três últimas declarações de renda de Chico Lopes, referentes aos anos de 1995, 1996 e 1997. Em nenhuma delas o professor informou a existência do dinheiro lá fora, como manda a lei, ainda que os dólares estejam sob custódia de uma terceira pessoa. Só aí há suspeita de três crimes: formação de caixa dois, evasão de divisas e sonegação fiscal. E isso tudo patrocinado por um homem que dirigia o Banco Central do Brasil. Comprovou-se, ainda, que Chico Lopes, durante os mais de quatro anos em que esteve no Banco Central, se desligou da Macrométrica apenas no papel – mas, na prática, sabia de tudo o que acontecia ali, e há indícios de que até escreveu um documento sobre divisão de cotas da empresa no dia 21 de dezembro passado, quando já estava prestes a virar presidente do Banco Central e vinha elaborando a nova política cambial. Pior que isso: um dos sócios da empresa, o economista Luiz Fernando de Souza Maia, funcionava como uma espécie de laranja. Ao final de cada mês, Souza Maia recebia da empresa numa conta bancária do Itaú e repassava o dinheiro à mulher de Chico Lopes, Araci Pugliese, cujo apelido é Ciça. Os extratos da conta bancária de Souza Maia foram apreendidos na casa de Chico Lopes, o que, por si só, já sinaliza uma irregularidade. Examinando esses extratos, constata-se que o "sócio" era o encarregado de pagar as despesas da casa do professor, distribuindo dinheiro para sua mulher, Ciça, e seu enteado Bruno Pugliese. Além disso, para aumentar o constrangimento de Chico Lopes, o Banco Central confirmou na semana passada que contratava os serviços da Macrométrica. Ou seja, a empresa de um dirigente do Banco Central (ou de sua companheira, na hipótese mais branda) vendia serviços para a instituição governamental em que esse cidadão trabalhava. Tudo o que foi revelado até aqui é estarrecedor.
Há um aspecto que chama a atenção, depois que se toma conhecimento das ligações tortuosas de Chico Lopes com a Macrométrica. Sua mulher está na lista de sócios de uma empresa do mercado financeiro que dá consultoria muito especializada, ainda que ela jamais tenha estudado economia. Fez cursos de teatro, o que francamente não constitui recomendação muito adequada para o tipo de aconselhamento dispensado pela empresa. Mas isso é apenas a ponta já comprovada de uma teia de relações incestuosas. Há ainda uma suspeita pesadíssima: a de que Chico Lopes estaria envolvido num esquema de venda de informação privilegiada, ou pelo menos que possa ter sido ingenuamente usado nessa teia por pessoas de sua relação íntima. É uma suspeita, sobre a qual não existem provas, mas a cada dia que passa a situação de Chico Lopes fica mais complicada, à medida que vêm à tona suas relações com os personagens envolvidos nessa história. Um deles é o economista Sergio Bragança, um dos donos da Macrométrica. No Senado, a comissão parlamentar de inquérito encarregada de investigar o comportamento do Banco Central e de seus funcionários na relação com o sistema financeiro trabalha com a suspeita de que Sergio Bragança recebia informações de Chico Lopes e as vendia no mercado, sendo que o grosso delas dizia respeito à taxa de juros – um assunto do qual Chico Lopes cuidava diretamente até virar presidente do BC. Mercador de privilégios – As pistas levantadas até agora sugerem que Bragança tinha dois tipos de cliente na Macrométrica – os comuns e os preferenciais. Um operador do mercado ouvido por VEJA conta que, aos clientes preferenciais, Bragança oferecia serviços a "risco zero" e cobrava 30% do lucro que o cliente obtivesse com a operação. A taxa de 30%, por si só, já é um sinal eloqüente de estranheza, uma vez que não existe no mercado ninguém que se disponha a pagar uma comissão tão elevada por um serviço – só mesmo quem tem certeza do ganho. Na semana passada, Sérgio Bragança evitou a imprensa e não falou sobre a suspeita de ser um mercador de privilégios. Pode ser que Chico Lopes e Sérgio Bragança jamais tenham participado de um esquema desses, mas as relações entre ambos são evidentes. Foram sócios na Macrométrica, empresa da qual Chico Lopes jamais se desligou na prática, e mantêm uma sociedade secreta no exterior, conforme revela o bilhete manuscrito de Bragança que está reproduzido na abertura desta reportagem. O bilhete foi apreendido dentro de um envelope no qual se lê o seguinte: "Para Ciça (se eu faltar)". Os procuradores que estão investigando o caso acham que a letra deixada no endereçamento do envelope é de Chico Lopes. No bilhete, Bragança informa que há 1,675 milhão de dólares "nas minhas contas no exterior" pertencentes a Chico Lopes, ou seus herdeiros, e que Sergio Bragança, ou seus herdeiros, honrará o compromisso. Assinado por Bragança, o bilhete termina com esta frase: "Essa manifestação anula as outras declarações da mesma natureza feitas anteriormente". Há outras ligações incestuosas aparecendo, como é o caso de Luiz Augusto Bragança, irmão de Sergio. No dia 13 de janeiro, quando a política cambial mudou, o banqueiro Salvatore Alberto Cacciola, do Marka, alugou um jatinho para ir a Brasília falar com Chico Lopes. A bordo, levou seu amigo Luiz Augusto Bragança. Chico Lopes não quis recebê-los. No dia seguinte, pela manhã, Luiz Augusto Bragança foi à casa de Chico Lopes em Brasília, conversou com ele e fez o pedido de ajuda ao Marka. A tal ajuda saiu na forma de uma venda de dólares ao Marka por 1,27 real, cotação abaixo da praticada no mercado no fim do expediente daquele mesmo dia, 14 de janeiro. "É claro que um homem como o Cacciola, na hora em que vê o banco quebrando, tenta tudo para salvá-lo", diz Luiz Guilherme Martins Vieira, advogado de Chico Lopes. "Em nome do Cacciola, o Luiz Augusto foi à casa do Chico Lopes, conversaram por alguns minutos, mas o professor não disse nada. A ajuda saiu naquela tarde porque o Banco Central já havia sido comunidado pela BM&F no dia anterior de que o Marka tinha uma posição desfavorável", explica o advogado. Por que a mentira? –A viagem a Brasília no jatinho alugado teve outro passageiro misterioso: o economista Rubem Novaes. Um banqueiro ligado a um grupo estrangeiro comentou com VEJA há três semanas que Cacciola, numa conversa privada que tiveram, definiu Rubem Novaes como pombo-correio, repassando informações da cúpula do BC a ele, Salvatore Cacciola. Quando essa informação veio à tona, Novaes declarou que parara de trabalhar com Cacciola havia nove anos e não o via desde dezembro passado. Por que Rubem Novaes mentiu? Por que não contou que viajou para Brasília com Cacciola para falar com Chico Lopes? "Não contamos antes porque ficamos com medo de ser mal interpretados na época", diz Rubem Novaes. "Mal interpretados porque o Luiz Augusto é irmão do Sergio, que era sócio do Chico Lopes. Alguém poderia fazer a ligação e chegar a conclusões erradas. Nesta semana, falei com o Alberto (Cacciola) e resolvemos contar como foi porque achamos que não tem problema algum." As tais "conclusões erradas", na verdade, só estão no ar porque se descobriu agora que a viagem de Cacciola a Brasília estava encoberta por segredos e mentiras. Quando tudo é legal, limpo e transparente, não existe razão visível para contar só meia história. As histórias mal contadas ou ocultas têm produzido uma série interminável de comentários e temores. Na semana passada, houve banco no Rio de Janeiro que mergulhou num processo intenso de queima de arquivo. Desde que a polícia foi à casa de Chico Lopes e pegou documentos comprometedores, espalhou-se um certo receio na praça, o que motivou a incineração de papéis. O susto não é infundado: o Banco Central ainda apura o que aconteceu com uma meia dúzia de bancos que, na virada cambial, ganhou fortunas. Até agora, a CPI no Senado está dedicada a investigar as suspeitas na operação de ajuda do BC aos bancos Marka e FonteCindam, que fizeram a aposta errada e foram à lona. O Marka, que sempre teve pontaria certeira nas adivinhações sobre mudanças de juros, a tal ponto que seu fundo Marka-Nikko era um dos mais bem-sucedidos da praça, errou tão feio e tão alto na virada do dólar em janeiro que despertou suspeitas. "Ninguém que não tivesse informação privilegiada apostaria tanto dinheiro contra a tendência geral do mercado como fez o Marka", afirma um respeitado profissional do setor, que já desempenhou alta função no governo Fernando Henrique. Mas, entre os senadores, a idéia é apurar também a eventual ocorrência de informação privilegiada em bancos que ganharam muito na desvalorização do real. O deputado Aloizio Mercadante, do PT de São Paulo, já levantou a suspeita sobre isso. Ele obteve dados acerca das apostas de um grupo de grandes e reputados bancos mostrando que houve um balé cheio de harmonia. Esses estabelecimentos, na véspera ou antevéspera da virada cambial, inverteram suas apostas. Vinham jogando suas fichas na manutenção do câmbio e, de repente, trocaram de posição, apostando na desvalorização. Isso nada prova a não ser que todos eles tiveram a mesma percepção ao mesmo tempo. Naquele momento, depois da moratória do mineiro Itamar Franco, da derrota do governo na votação da CPMF no Congresso e de uma crescente saída de dólares do país, era natural imaginar que o Banco Central não conseguiria manter o câmbio por muito mais tempo. Mas a mudança de lado nas apostas não deixa de ter um aspecto perturbador. Os bancos envolvidos nessa mudança de cartas fizeram a mesma jogada no mesmíssimo momento. Há uma indicação indireta – e política – de que a situação do professor Chico Lopes se alterou bastante e para pior nos últimos dias. Percebe-se até nas manifestações do Palácio do Planalto uma postura mais cuidadosa no trato do assunto. Durante sua viagem à Europa, o presidente Fernando Henrique soube das apreensões feitas no apartamento de Chico Lopes e saiu numa defesa enfática de seu ex-auxiliar. Falou de sua biografia íntegra, seu brilho intelectual e censurou a atitude da Polícia Federal e do Ministério Público, que fizeram juntos as apreensões. Julgando que a ação fora precipitada e violenta, o presidente chegou até a falar em "volta do arbítrio". Foi um equívoco do presidente. Fernando Henrique não sabe se há envolvimento ou não de Chico Lopes na malha de suspeitas e, portanto, precisa deixar que a investigação seja feita. Além disso, não é papel do presidente dizer se uma investigação é bem ou mal conduzida. Por fim, a busca no apartamento de Chico Lopes pode ter sido constrangedora, mas arbitrária não foi. Estava respaldada por autorização judicial e foi conduzida nos termos da lei. Tanto que o procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, convocou os procuradores do Ministério Público a Brasília para lhes passar um pito, mas percebeu que tudo fora feito com correção. A visita dos procuradores a Brasília, que Brindeiro esperava ser um puxão de orelha, tornou-se um solene desagravo aos procuradores pelas críticas que receberam. Nesse caso, se alguém tomou uma atitude que lembra o arbítrio foi o próprio presidente da República, que usou o peso de seu cargo para criticar a investigação. Quando um presidente faz isso, toda a máquina do governo entende que se trata de uma sinalização para abafar o assunto, mesmo que a hipótese não passasse pela cabeça de FHC. Se Chico Lopes é inocente, é bom que se prove isso quanto antes. Se não for, o recomendável é que isso fique demonstrado o mais depressa possível, para que a instituição do Banco Central seja preservada. Houve um choque no governo quando a polícia foi à casa de Chico Lopes. Os ministros Pedro Malan, da Fazenda, e Clóvis Carvalho, da Casa Civil, telefonaram ao ministro da Justiça, Renan Calheiros, para saber o que estava acontecendo. Da Europa, até o presidente ligou, com o objetivo de ouvir explicações. Calheiros disse ao presidente que iria informar-se exatamente do que se passava, mas adiantou que ele também achara a operação precipitada e inconstitucional. Foi a partir daí que o presidente Fernando Henrique saiu em defesa de Chico Lopes, mas, na semana passada, diante das provas e dos indícios apreendidos na casa do ex-presidente do BC, o governo mudou de tom e corrigiu a rota. A idéia que se espalha no Planalto agora, segundo o presidente confidenciou a um parlamentar do PMDB, é que a situação de Chico Lopes está grave e que ele, se por acaso tiver alguma culpa no cartório, deve pagar por ela. É natural a preocupação do Planalto em evitar que a equipe econômica saia machucada desse episódio. O ministro Pedro Malan, por exemplo, explicou na semana passada que a declaração aos senadores de que só contaria a verdadeira história da demissão de Chico Lopes "dez anos depois da minha morte" foi feita em tom de blague e não se referia a suspeitas cabeludas. Há quem acredite que o ministro Malan está apenas sendo discreto em relação às disputas internas na equipe econômica. Sabe-se que ele e o ministro do Orçamento, Pedro Parente, tinham reservas sobre a nomeação de Chico Lopes para presidir o Banco Central. Dentro do governo, não se esconde que ambos fizeram o que podiam para evitá-la e, uma vez consumada, trabalharam para desfazê-la. O problema é que, mantendo silêncio acerca dos motivos reais da demissão de Chico Lopes, Malan abre a porta à especulação de que houve descobertas inconfessáveis nos bastidores do governo. O ministro Pedro Parente é outro que não fala a respeito da saída de Lopes e, igualmente, contribui para gerar dúvidas. Se antes era importante evitar que os atritos internos da equipe econômica viessem a público, agora é mais importante preservar a imagem dos que ficaram do que continuar fingindo uma falsa unidade que, sabe-se, nunca existiu. Corrupção improdutiva –Casos de corrupção com fornecimento de informação privilegiada supostamente sempre ocorreram. Acontece que nunca se provou coisa alguma contra ninguém do Banco Central. Mas são permanentes os comentários sarcásticos no mercado financeiro a respeito do enriquecimento rápido e enorme de alguns neobanqueiros que tinham amizades óbvias em gabinetes privilegiados do poder. Outra coisa: não são os valores envolvidos no caso Chico Lopes que chocam. Afinal, até agora as referências a dinheiro limitam-se a quantias relativamente pequenas. O problema, no episódio do professor Lopes, é de atitude – no seu caso, inteiramente inadequada para um presidente do Banco Central, mesmo em detalhes como os ligados à contabilidade menor da Macrométrica. Nos últimos seis meses, pressionado pela crise russa e pela desconfiança dos investidores internacionais, o Brasil perdeu 40 bilhões de dólares de suas reservas – uma fortuna muitíssimo maior do que qualquer ato de corrupção poderia render. Outro aspecto a considerar está na natureza da corrupção. Antes eram de empreiteiras os nomes envolvidos nas iniciativas que constroem algo grandioso, que enriquecem e que também corrompem. Agora, é de bancos que se fala ao comentar as grandes fortunas formadas em poucos anos. A corrupção realmente rentável hoje em dia também está ligada ao sistema financeiro. O conhecimento de uma mudança na política de juros ou de câmbio pode fazer um milionário em pouco tempo. O desconhecimento da mudança pode arruinar outro num único dia, como acaba de acontecer com os bancos Marka e FonteCindam, na virada do câmbio. Não é um fenômeno brasileiro, que fique claro. Na escala internacional, o sistema financeiro concentra um poder tal que é capaz de levar países inteiros à bancarrota, como aconteceu no México, na Ásia, na Rússia e, de forma menos traumática, no Brasil. Olhando essa paisagem com frieza e distanciamento, um cínico poderia dizer que, antes, havia uma espécie de "corrupção produtiva". As empreiteiras e dirigentes públicos se envolviam em operações inconfessáveis aqui ou ali, mas deixavam plantadas no chão a rodovia, a hidrelétrica ou a ponte. Agora, na era em que reina solitário o sistema financeiro, se poderia dizer que a corrupção piorou. Além de criminosa, tornou-se totalmente improdutiva. Nada constrói a não ser fortunas privadas. Na semana passada, Chico Lopes, que está hospedado na casa de parentes no Rio, reuniu um grupo de amigos. Nessa roda, surgiu um consenso entre os presentes de que havia mesmo um informante dentro do Banco Central, mas provavelmente era funcionário de segundo ou terceiro escalão. Nessa mesma roda, também veio à tona a reação da família de Chico Lopes à revelação sobre seus dólares no exterior. Sua mulher, os dois enteados, um jornalista e o outro sócio da Macrométrica, e sua filha Estefânia ficaram surpresos ao saber do dinheiro lá fora. Seus familiares entendem que, se o dinheiro é legal, como acreditam que seja, deveria ter sido usado para elevar o padrão de vida da família. Mas, ao contrário, eles continuam vivendo como uma família de classe média, num apartamento sem luxo, e convivendo com atropelos no orçamento doméstico.
Salvatore Cacciola ganhou muito dinheiro no mercado financeiro até ser surpreendido pela desvalorização do real. E seu estilo de vida reflete a fortuna que tem. No Rio de Janeiro, mora num apartamento de 4 milhões de reais no condomínio Golden Green, o mais luxuoso da cidade. Tem uma mansão em Angra dos Reis e, depois de ter sido seqüestrado, comprou um helicóptero para seus deslocamentos. Quando viaja, gosta de alugar barcos e costuma encomendar uma maquete dos modelos mais interessantes. Um amigo conta ter visto a reprodução de um iate que o dono do Marka alugou por 15 000 dólares por dia. Nos finais de semana, aprecia champanhe. E já serviu a um grupo de pessoas com quem não tem muita intimidade oito garrafas de Dom Pérignon 1976, cada uma custando quase 500 reais. Durante uma viagem de negócios a São Paulo há dois anos, Cacciola conheceu a ex-miss Brasil Adriana Alves de Oliveira, uma loura de 35 anos, olhos verdes e 1,80 metro de altura, que é de parar o trânsito. Por ela, o banqueiro desfez um casamento de quase trinta anos. Cacciola é o terceiro marido de Adriana, que tem dois filhos. A senhora Cacciola já comentou com amigas que o banqueiro é o homem mais generoso que ela conheceu. No final do ano passado, Adriana estava numa roda de amigas, e falavam sobre a mesada que os maridos lhes davam. Uma comentou que recebia 12 000 reais por mês. Outra disse que tinha 25 000. Adriana encantou a todas quando contou que Cacciola não impõe limites. Adriana gasta quanto quiser.
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