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Cartas
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"Coração:
bomba-relógio silenciosa. Dieta controlada e exercícios físicos
freqüentes são métodos fáceis para não deixar que a bomba
estoure."
Hanna Carolina Martins de Oliveira
Juiz de Fora, MG
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Coração
Vejo
pelo riquíssimo conteúdo da reportagem "O perigo real"
(21 de abril), assinada pela jornalista Anna Paula Buchalla, que
nasce uma nova definição para o coração:
uma bomba-relógio silenciosa. O que se deve fazer é
não deixar que se ative essa bomba-relógio. Deve-se
prevenir! Dieta controlada e exercícios físicos freqüentes
são métodos fáceis para não deixar que
a bomba estoure. As conseqüências serão bem-vindas.
Hanna Carolina Martins de Oliveira
Juiz de Fora, MG
O
perigo real do desencadeamento do infarto está sendo desvendado.
Ainda não demos a grande guinada da história. Ela
só ocorrerá quando as causas da formação
das placas forem conhecidas. A luz no fim do túnel aponta
para motivos genéticos, mas outros existem, causadores da
atual mortandade por infarto. O New England Journal of Medicine
em vários trabalhos originais publicados nos últimos
anos indica a atorvastatina como a mais eficaz estatina no combate
às placas arteriais. Ela já foi utilizada em doses
adequadas e com sucesso em tratamento de infarto agudo do miocárdio.
Pena que tem um efeito colateral importante: o bolso do paciente.
Joaquim P. Martins
João Pessoa, PB
Cumprimento
a revista pelo destaque a um tema ainda tão atual e desconhecido
da maioria dos médicos. Na verdade, tais procedimentos ainda
precisam ser validados cientificamente por métodos estatísticos
da chamada "medicina baseada em evidências", que é
o modo correto em todo o mundo de avaliar quaisquer procedimentos
da área. Mas já se sentia há tempos a importância
dos processos inflamatórios na gênese das chamadas
placas moles, que valem também para os derrames; mudança
de hábitos e medidas medicamentosas simples estão
presentes em incontáveis publicações médicas
semanalmente, com a proposta de aspirina e uma estatina. O que vale
a espera da validação citada é saber se realmente
esse é o caminho ou se a indústria farmacêutica
resolveu aumentar as vendas de aspirina e introduzir as estatinas
no rol dos medicamentos mais usados, sendo estas últimas
muito mais caras e não isentas de efeitos colaterais. A conferir
no futuro.
Doutor Celio Levyman
São Paulo, SP
Foi
com grande felicidade que recebemos a excelente matéria sobre
a mudança de paradigmas em cardiologia. Cumprimentamos desde
já a equipe envolvida no desenvolvimento de valioso material,
que foi utilizado na pauta de nossa reunião com os alunos
do curso de medicina da Universidade Federal Fluminense. É
de grande mérito e responsabilidade a orientação
competentemente levada aos leitores de VEJA. Entretanto, há
uma discussão que a matéria toca levemente, que é
o fato de a arteriosclerose ser uma condição auto-imune.
Hoje, sólidas evidências experimentais, em camundongos
e humanos, sustentam essa visão.
Vitor Pordeus
Interno do Hospital Universitário
Antônio
Pedro (UFF) e fellow de pesquisa
do Hospital Pró-Cardíaco
Evandro Tinoco Mesquita
Professor de cardiologia da UFF e
coordenador científico do Hospital
Pró-Cardíaco
Rio de Janeiro, RJ
Hans
Blix
As
considerações tecidas pelo senhor Hans Blix, ex-chefe
dos inspetores da ONU, são evidentes (Amarelas, 21 de abril).
Não haveria condições favoráveis para
produzir no Iraque armas de destruição em massa devido
ao resultado devastador sobre suas usinas nucleares após
a Guerra do Golfo. Bush comandou a ação militar sem
motivos palpáveis. No entanto, os cidadãos americanos,
sim, ludibriados que foram, têm motivos bastantes para não
reelegê-lo.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE
Muito
boa a entrevista com o ex-chefe dos inspetores da ONU Hans Blix.
É óbvio que mais uma vez a organização
foi usada para atender aos interesses americanos. Em meu ponto de
vista, um dos fatores determinantes para o início do ataque
ao Iraque pelos EUA foi o relatório emitido pela ONU, em
que existiam informações bastante confiáveis
da não existência das armas de destruição
em massa no Iraque dando assim ao poderio militar americano
a certeza de "fácil conquista do território iraquiano".
Danilo Fernandes de Araújo
Mossoró, RN
Rio
de Janeiro
Muito
lúcida e esclarecedora a reportagem de Ronaldo França
sobre a tragédia urbana no Rio de Janeiro ("A cidade que
o medo construiu", 21 de abril). Chegamos a um ponto em que fica
até difícil acreditar que exista muito a ser discutido
sobre a violência e o banditismo que assolam a cidade do Rio,
o Estado e o país. No fundo, as causas e as razões
do problema parecem ser totalmente conhecidas, o que não
há é interesse e vontade de mudar. Falta compromisso
e responsabilidade política, critério, capacidade
crítica e educação/acesso ao conhecimento da
população e falta amor verdadeiro pelo país.
Juliana Salvado Ribeiro
Boston, Massachusetts, EUA
VEJA
foi a única a enxergar o problema do Rio de Janeiro não
como um incômodo do momento, mas como algo de longa data.
A revista fez uma análise pertinente, a ponto de questionar
o significado de termos como banditismo, violência e comunidade,
utilizados por nós e pela imprensa de qualquer forma. Realmente,
o que se vê no Rio nos últimos dias é a exibição
do banditismo e a impossibilidade de dizer que aquelas casas dependuradas
nos morros, abrigando pessoas com as piores condições
de vida possíveis, formam uma comunidade. Do outro lado da
cidade, na cúpula do poder, temos o teatro do Garotinho,
que aproveita para parecer que faz algo além de se promover
politicamente. No Planalto, um Ministério da Justiça
mudo e com cara de intelectual, sempre esperando a situação
se agravar, e um presidente vivendo nas nuvens, com discurso vazio
e fazendo cara de que nada de errado está ocorrendo!
Leandro Anésio Coelho
Resende Costa, MG
Parabéns
pela bela reportagem. Vocês, repórteres, são
nossa esperança de dizer ao governo o que deve ser feito
diante de tanta incompetência e oportunismo político.
Bernie Shepard
Phoenix, Arizona, EUA
É
lamentavelmente triste e deplorável a situação
de caos e violência que atinge a cidade e o Estado do Rio
de Janeiro, com a bandidagem assenhorando-se de forma explícita
de todos os espaços e ações que deveriam ser
administrados pelo Estado, enquanto as autoridades responsáveis
pela segurança pública se ocupam com evasivas demagógicas
e aproveitam o próprio fracasso na gestão do problema
para fazer achincalhe com assunto de tanta seriedade.
Sinvaldo do Nascimento Souza
Rio de Janeiro, RJ
Cota
nas universidades
Excelente
a visão crítica de VEJA, pesando bem os prós
e os contras (muitos, aliás) da demagógica e racista
cota para negros. Correta seria uma cota para "pobres", para quem,
por exemplo, cursou mais de três quartos do 1º e 2º
graus em escola pública. Negros não têm os piores
empregos nem são mais analfabetos por ser negros, e sim por
ser pobres. Pobres são pela natural conjuntura histórica
de uma escravidão relativamente recente. Quanto à
livre declaração de negritude, essa é a piada
do 3º Milênio ("Retrato em preto-e-branco", 21 de abril).
Carlos Carrion Torres
Vitória, ES
Será
que os negros ficaram satisfeitos com essas cotas que favorecem
sua entrada na universidade? Afinal, a raça interfere na
inteligência? Vamos acabar com essa falta de respeito com
os negros.
Thadeu Santos Rodrigues
Acadêmico de direito
Governador Valadares, MG
O
nó górdio no acesso à universidade é
a existência da escola pública de boa qualidade nos
ensinos fundamental e médio. A síntese de Lucila Soares
é perfeita. Parabéns.
Paes Landim
Deputado federal (PTB/PI)
Brasília, DF
A
questão de "cotas" para ingresso no ensino superior conseguiu
se tornar ainda mais absurda com a atitude racista dos responsáveis
pela Universidade de Brasília pretendendo estabelecer quem
é e quem não é negro ou mulato. É grave
a tentativa de desobedecer ao princípio constitucional de
que todos são iguais perante a lei.
Gustavo Py Gomes da Silveira
Professor titular da Faculdade Federal de
Ciências Médicas de Porto Alegre
Porto Alegre, RS
Estrela
vermelha no Alvorada
É
inacreditável a prepotência do PT de deixar sua marca
nos jardins do Palácio da Alvorada e mesmo na Granja do Torto,
que são propriedades públicas. Sugerimos que, não
tendo o que fazer, plante também um canteiro com a foice
e o martelo. Melhor dona Letícia voltar a ser apenas o que
sempre foi: esposa do presidente ("É partido ou é
governo?", 21 de abril).
Aristides A.J. Makowich
Arapongas, PR
Tales
Alvarenga
Foi
com imenso regozijo que li o artigo "O Estado somos nós"
(21 de abril), do senhor Tales Alvarenga. Necessitamos, dia após
dia, de um crítico talentoso e amante da sociedade capaz
de articular as idéias de tal forma que incite no leitor
a fúria de um espírito não leviano, sem nos
privar jamais da sublime beleza da erudição.
Carolina Andrade
São José do Rio Preto, SP
Lúcida
a análise de Tales Alvarenga. Os brasileiros ainda não
se deram conta de que estamos numa cilada. O presidente diz que
não é Deus para fazer milagres, mas ele pensava que
era, e o povo que o elegeu, também. A mídia esquerdista,
encastelada nas redações de jornais e revistas, paparicou
Lula durante vinte anos, desde a Vila Euclides, e agora está
caindo na real. Como afirmou o presidente do STF, Maurício
Corrêa: "Vida sofrida não é credencial para
ninguém ser presidente da República". Agora, é
agüentar!
Lael Oliveira Almeida
Belém, PA
André
Petry
A
análise sociológica de André Petry sobre o
MST ("Mil pecados. Alguma virtude?", 21 de abril) talvez seja a
única explicação com alguma lógica para
a permanência de um movimento social sem pé nem cabeça,
mas que afronta sem muitos obstáculos a tolerância
dos donos das terras invadidas, o que seria impensável algumas
décadas atrás. A classe dos sem-rumo na vida econômica
atual engrossa as filas imensas daqueles desocupados à procura
de alguma coisa, e a terra é o leitmotiv que os induz ao
paraíso de seus sonhos. Reforma agrária, nesse contexto,
não passa de mero pretexto para seus líderes.
Dálvares Barros de Mattos
São Paulo, SP
Reforma
agrária
Alguma
organização o MST já tem, mas não entendo
qual o sentido de investir tanto em bandeiras e bonés, e
não em escolas agrícolas, já que grande porcentagem
dos participantes do movimento não sabe como nem o que plantar.
É triste ver que os líderes do movimento perdem enorme
chance de atrair admiradores de sua causa ("Como na guerra", 21
de abril).
Carlos F.A. Metzler
Münster, Alemanha
Stephen
Kanitz
Fiquei
emocionada ao ler o ponto de vista de Stephen Kanitz sobre a arte
de servir ("Preparadas para servir", Ponto de vista, 21 de abril).
Uma lição profunda de vida, amor, realização,
ética e educação. Ética e Educação
com E maiúsculo. Somente aqueles que sabem servir conseguem
sentir a felicidade por essa imensa virtude. Educadores, professores,
pedagogos, pais, despertem e acordem com a importância do
exercício da arte de servir. Parabéns, Stephen Kanitz,
por expressar tão clara e objetivamente seu ponto de vista
sobre um tema tão nobre.
Solange Tolomio Guimarães
São Paulo, SP
Perfeita
a abordagem feita por Stephen Kanitz sobre a aversão de nossa
sociedade a servir ao próximo, antagonizando com nossa fama
de país católico. É pena que o desnível
cultural e financeiro de nosso povo não permita que esta
publicação chegue à maioria. Entretanto, acredito
ser nossa função servir de multiplicadores de ações
que possam redirecionar o modo de ver e pensar o mundo a nossa volta.
Parabéns.
Carlos Alberto Linhares Bezerra
Sobral, CE
Vivendo
numa sociedade em que não houve escravidão, tenho
a dizer que servir aqui na Suécia é algo impensável.
Todos os dias eu me pergunto como uma sociedade pode evoluir assim,
sem nenhuma mentalidade de serviço. Não acredito que
exista outro lugar onde a idéia de servir seja considerada
tão humilhante, degradante. E morro de saudade do sorriso
e do charme brasileiros de servir com classe, com orgulho, com a
sensação do dever cumprido.
Sandra Lerda
Estocolmo, Suécia
Veja
essa
Sobre
a queixa do inatacável, ilibado, honrado e grande brasileiro
Antonio Ermírio de Moraes (Veja essa, 21 de abril), de que
não consegue audiência com o presidente Lula, gostaria
de dizer a ele: basta que se filie ao PT e ao MST, que invada fazendas
produtivas, que destrua suas sedes e abata seu gado que certamente
o senhor será recebido.
Adir de Castro
Belo Horizonte, MG
José
Dirceu
Já
era tempo de José Dirceu perceber que não está
no poder para bancar o primeiro-ministro. Compreende-se o nível
de confiança e de amizade que o une ao presidente Lula há
mais de trinta anos, mas não se pode admitir que toda a economia
fique em estado de animação suspensa num momento de
transitória fragilização de quem nem ministro
da área econômica é. Afinal, quem comanda o
Brasil? O eleito ou a eminência parda ("O capitão ri,
o assessor chora", 21 de abril)?
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE
Salão
de Nova York
A
reportagem "Beleza interior" (21 de abril), sobre o Salão
de Nova York, afirmou enfaticamente: "O primeiro carro-conceito
foi o GM Y-Job, de 1938. Projetado por Harley Earl, o papa do design
de automóveis, o carro introduziu os faróis retráteis,
que influenciaram toda a produção da indústria
automobilística dos anos 40". Os belos Cord 812 já
adotavam esses faróis em linha de produção
anos antes. Eles influenciaram a linha de esportivos a partir dos
anos 60, não nos 40, com algumas exceções de
praxe. Também existiram carros-conceito anteriores ao Y-Job,
na época chamados de protótipos, e o popular Volkswagen
foi um deles, bem no comecinho dos anos 30, com proposta apresentada
até pela Mercedes-Benz. Descontando isso, a reportagem está
ótima, dentro do alto padrão de VEJA.
Wagner Nogueira
Campinas, SP
Segurança
É
lamentável que em profissões como segurança,
e até policial, os candidatos ainda sejam selecionados pela
força física como animais de tração,
e não pela capacidade mental. Deviam criar um curso de graduação
superior em segurança estratégica ou segurança
pessoal e patrimonial. Aqui em Pernambuco, um policial tem salário
acima do dobro do de um professor da rede pública. Para o
professor é exigido o curso superior, mas para o policial
somente o ensino fundamental e a força física ("Exército
em casa", 21 de abril).
João Bosco
Petrolina, PE
Diogo
Mainardi
Fantástico
o artigo "Bom é ser improdutivo" (21 de abril), escrito por
Diogo Mainardi. Para o governo do PT, ser "improdutivo" (inerte,
ineficaz e paternalista) parece ser bom, pois eles estão
em lua-de-mel com o poder há quinze meses, tão deslumbrados
com a possibilidade real de gerir o Brasil que se esqueceram de
governar. Produtivo seria o governo cessar a falácia e começar
a executar medidas que efetivamente gerem resultados e que demonstrem
que democracia não é sinônimo de desordem. Avisem
ao governo do PT que o Brasil não é uma ONG!
Guilhermo Hanry Fernandes
Vitória, ES
Admiro
a coragem de Diogo Mainardi ao expor seu ponto de vista. O artigo
"Bom é ser improdutivo" foi de muita clareza e sabedoria.
Preocupamo-nos tanto com as terras improdutivas e não vemos
que nas maiores instituições e no poder estão
as pessoas mais improdutivas e incompetentes.
Magali Nunes Laguardia
Belo Horizonte, MG
Rio
de Janeiro 2
A
violência nas grandes cidades, principalmente no Rio de Janeiro,
cresceu exacerbadamente porque as autoridades preferiram o discurso
politicamente correto, em defesa dos direitos humanos, ou seja,
na recusa do enfrentamento, o que na verdade sempre caracterizou
a elite dirigente brasileira, que continuamente preferiu evitar
o conflito, em vez de encará-lo. Um ex-governador do Rio
de Janeiro, que dirigiu esse Estado por duas vezes, disse certa
vez: "Sinceramente, por mim o policial não andaria armado".
Protelaram o combate efetivo à violência, o que permitiu
aos narcotraficantes se fortalecerem de tal forma que atualmente
ninguém mais se sente seguro. Uma coisa é o nosso
querer, outra é a realidade. Todos anseiam pela paz, todavia
"há tempo de paz e tempo de guerra". O Rio de Janeiro vive
uma guerra não declarada. Enfrentar a autoridade constituída
com fuzil é um ato de guerra, e não adianta fazer
discursos fantasiosos para dar solução a esse conflito.
Melquisedec Correia do Nascimento
Tenente PM
Presidente da Associação dos Militares
Auxiliares
e Especialistas do Estado do
Rio de Janeiro
www.amaerj.org
A
reportagem foi muito generosa ao tratar da incompetência das
autoridades fluminenses no combate ao tráfico. O que pudemos
observar na semana passada foi um "teatro" estrelado pelo secretário
de Segurança Pública, o senhor Anthony Garotinho,
sobre o que não se deve fazer. Chega de populismo e de ações
visando a interesses eleitoreiros. Parabéns a VEJA por mostrar
que o estado de sítio atual está relacionado com a
má gerência administrativa praticada pelos governantes
há décadas.
Michel Martignago Mondardo
Rio de Janeiro, RJ
Muito
oportuna a citação de VEJA, lembrando que durante
muitos anos o carioca exaltou a malandragem (e continua exaltando,
pois ainda vota em certos políticos) como se fosse virtude.
Aliás, o que se pode esperar do futuro de uma cidade refém
da incompetência de seus governantes, onde o turismo da miséria
é incentivado pelas autoridades, com favelas, malandros,
morros e bocas-de-fumo sendo atrações para tour, com
guias turísticos, como se estivessem documentando in loco
grandes patrimônios da humanidade? De fato, para os "curiosos
estrangeiros" é uma aventura marcante e histórica.
Quando eles estiverem vendo de longe toda essa batalha urbana, vão
poder mostrar emocionados fotos e vídeos, como se tivessem
estado no Vietnã ou no Iraque. E dizer: caramba, eu já
estive lá!
Carivaldo Pinheiro
Rio de Janeiro, RJ
Roberto
Pompeu de Toledo
O
senhor Roberto Pompeu de Toledo, reportando-se ao site Viva Favela,
revela-nos a dramática realidade dos morros no Rio de Janeiro
(que não é diferente nas periferias das grandes cidades),
comparando-a à ditadura de Saddam Hussein. Os moradores são
submetidos e subjugados por meio da violência e pelo medo;
escravizados por "leis" que "disciplinam" a liberdade de ir e vir
e de vestir, impondo a lei do silêncio e eliminando a liberdade
de expressão com mordaças e até com a vida.
A exemplo de tiranos, exterminam dissidências e desconhecem
direitos humanos. Ao mesmo tempo, recebem o reconhecimento pela
chantagista, simpática e arrogante benemerência que
domina, cativa e compra adeptos. Omissões, descasos, impunidade,
conivência, ironias, troca de acusações e intervenções
políticas oportunistas num constante e desorientado jogo
de interesses, que resume a conclusão do ensaísta:
o Iraque é aqui e seus "libertadores incompetentes" terminam
por causar mais danos ("Na Rocinha, como em Falluja", Ensaio, 21
de abril).
Ângela Luiza S. Bonacci
Pindamonhangaba, SP
Sérgio
Abranches
O
artigo "Não há guerra civil" (Em foco, 21 de abril)
é por demais oportuno e contundente. É necessário
que as autoridades, enebriadas pelo recente poder adquirido, despertem
e se recordem de sua luta "enquanto povo", tomando pulso da situação
da criminalidade, que nos assusta. Meu único desacordo é
justamente com relação ao título do artigo.
Os traficantes, o crime organizado e os invasores do MST (a fundo,
não vejo por que fazer muita distinção) se
articulam e se juntam em grupos armados (com armamento que supera
até o do Exército), colocando-se acima dos governos
e da Constituição. Então, isso para mim já
não é crime comum. Vivemos mesmo é uma guerra.
Pedro Correa
Recife, PE
Parabéns
a Sérgio Abranches pela clareza inconfundível da análise
dos acontecimentos que envergonham o povo brasileiro pela desfaçatez
de seus governantes.
Amaury V. Monari
Bariri, SP
Carta
do Editor
Sou
assinante e admiradora de VEJA. Ao ler a Carta do Editor "Troca
de guarda na direção de VEJA" (21 de abril), percebi
mais uma vez o comprometimento do editor com os leitores. Desejo,
sinceramente, aos senhores Eurípedes e Tales muita liberdade
e bom humor nessa nova etapa! Bon courage!
Denise Gisele de Britto Damasco
Brasília, DF
Tenho
acompanhado há alguns anos a brilhante carreira jornalística
de Eurípedes Alcântara na revista VEJA. Sua promoção
ao cargo de diretor de redação reflete a preocupação
da Editora Abril com a verdade e com a qualidade de suas publicações,
justificando a posição de líder absoluta nesse
segmento jornalístico. Parabéns à Editora Abril
pela melhor renovação possível de seu compromisso
com os leitores.
Marinho Del Santo Jr.
São Paulo, SP
VEJA
acaba de mostrar ao país o valor que dá a seus bons
e competentes colaboradores. Um exemplo que deveria ser seguido
principalmente pelas estatais e pelo governo, do qual muitos executivos
do mais alto gabarito têm sido alijados ao longo dos anos
para dar lugar a afilhados de políticos importantes, muitas
vezes de moral duvidosa e que se prestam à defesa dos mais
baixos interesses.
Elói Inácio Carmezini
Biguaçu, SC
O
massacre das focas
Uma
vez que o Greenpeace foi citado na matéria, solicitamos a
publicação desta nota de esclarecimento. O Greenpeace
se opõe a qualquer atividade humana que seja prejudicial
à população de focas. De 1976 a 1983, a organização
participou ativamente da campanha contra a caça comercial
desses animais no Canadá. Combater o massacre de focas continua
sendo uma preocupação do Greenpeace, que apóia
o Fundo Internacional para o Bem-Estar Animal e outros grupos que
assumiram a liderança das ações na região.
Frank Guggenheim
Diretor executivo do Greenpeace Brasil
São Paulo, SP
Claudio
de Moura Castro
Ao
ler a reportagem "Leva cinqüenta anos?" (14 de abril), ficamos
emocionados pelos elogios e reconhecimento de que há bom
e afinado "som" além da grande capital cultural, São
Paulo. O Conservatório de Tatuí, órgão
do governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria
de Estado da Cultura, foi criado por Lei Estadual em 13 de abril
de 1951 e instalado em 11 de agosto de 1954, sendo considerado o
mais sério e bem-sucedido esforço do governo do Estado
na formação de músicos instrumentistas. Contando
com uma estrutura ímpar e reconhecimento internacional, o
Conservatório de Tatuí tem hoje mais de 3.500
alunos de diversas cidades do Estado, do país e também
do exterior.
Prof.
Antonio Carlos Neves Campos
Diretor técnico de divisão
Tatuí, SP
Congresso
Receba
meu protesto pela maneira indelicada com que VEJA, na seção
Holofote, chama-me de insaciável. O assunto de reeleição
das mesas da Câmara e do Senado corre sem minha participação.
Não estou lutando por nenhum cargo, e não é
esse meu estilo na vida pública brasileira. O presidente
Lula é a maior testemunha de que jamais procuro ou procurei
interferir em seu governo, e minha atuação está
restrita às minhas funções de presidente do
Senado, com a completa solidariedade de meus colegas.
José Sarney
Presidente do Senado
Brasília, DF
CORREÇÃO:
Liana Gomes Pereira é assessora da presidência do
Superior Tribunal de Justiça em Brasília, e não
em São Paulo ("Pergunte
ao Guia", 21 de abril). O nome da boneca
é Milene, e não Milene Rodrigues, como foi grafado
no quadro "O ranking das bonecas" (21 de abril). Palmas,
no Paraná, e não no Tocantins, é a cidade da
Associação dos Reflorestadores de Palmas (Assoflor)
(Cartas,
7 de abril).
| O
CARRO DE SEIS RODAS |
Lemyr Martins
 |
Após
ler a reportagem "Os
segredos de Senna" (14 de abril), o leitor
Agnelo Franco Junior, de São Paulo, escreveu
para VEJA: "Qual foi a escuderia da Fórmula 1
que utilizou um carro com seis rodas?". A seção
Datas (1º de outubro de 1975) noticiou o lançamento
do modelo Tyrrell-008, projetado pelo engenheiro Derek
Gardner. O regulamento impedia a utilização
de carenagens que desviassem o impacto do ar sobre a
face dos pneus. Com a adoção de duas rodas
dianteiras menores alinhadas de cada lado, a Tyrrell
manteve a mesma área de contato com o asfalto,
mas os pneus mais estreitos sofriam menor resistência
do ar. Apesar de muito questionado, o modelo conseguiu
vencer o GP da Suécia de 1976, com o piloto sul-africano
Jody Scheckter, e deu à equipe inglesa o terceiro
lugar dos construtores do mesmo ano. A novidade foi
proibida no ano seguinte.
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| PROCESSADORES
VELOZES |
| A
nota "Quanto vale uma marca" (14 de abril) informou que
o processador Pentium, da Intel, é o mais rápido
do mercado. Os leitores Romero Mesquita, de Santos, e
Alexandre Viana, analista de web em Aracaju, escreveram:
"Recentes testes mostraram que os chips da AMD são
mais rápidos que os da Intel", disse Viana. "Diversos
testes comprovam que os processadores da marca AMD, concorrente
da Intel, são os mais rápidos do mercado,
em especial os processadores 64 Bits", escreveu Mesquita.
No site Clube do Hardware (http://www.clubedohardware.com.br/xp_64_3200.html),
dirigido por Gabriel Torres, especialista brasileiro no
mercado de informática, há um dos mais recentes
testes comparativos (fevereiro de 2004) com os mais avançados
processadores disponíveis. Os testes confirmam
o que VEJA publicou. A reportagem "Velocidade extrema",
edição de dezembro de 2003 da revista Info
Exame (Editora Abril), especializada no assunto, informa
que a Intel manteve a dianteira no mercado com o Pentium
4 Extreme Edition. Segundo a matéria, o Pentium
4 Extreme Edition alcançou a maior marca até
então vista em teste acompanhado pela revista:
333 pontos, contra 305 do Athlon 64 FX-51, da AMD.
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| SANGUE
NA NEVE |
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A
foto do massacre dos filhotes de focas no Canadá
mostrada na reportagem "A
matança dos bebês" (21 de abril)
mexeu com a sensibilidade dos leitores. Algumas reações:
"Pelo
impacto que causou a foto, comecei a questionar a racionalidade
humana."
Bruno Martins Fernandes, Barretos, SP
"Soa
estranho que um país tão desenvolvido
permita que uma atrocidade dessas aconteça."
Carla C.D. Lacerda, Juiz de Fora, MG
"O
mundo inteiro se revolta contra essa crueldade."
Antonella Namorado, Penha, SC
"É
triste ver como a ambição faz do homem
o bicho mais cruel de todos."
Ivana Torres Di Luca, Londrina, PR
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