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Edição 2001

28 de março de 2007
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DVDs

Ninguém Pode Saber (Dare Mo Shiranai, Japão, 2004. Imovision) – Keiko tem quatro filhos entre os 5 e os 12 anos de idade, cada um de um pai diferente, entre os quais ela é que parece ser a criança. Por motivos não explicados, ela não deixa nenhum deles ir à escola e quer que a vizinhança conheça a existência apenas de Akira, o mais velho. Os outros têm de viver em segredo no apartamento que acabaram de alugar. Certo dia, Keiko se vai e não volta. Do início, em que Akira pensa ser possível manter alguma normalidade na casa, ao final, em que o futuro das crianças já se desfez antes de acontecer, o filme do grande diretor japonês Hirokazu Koreeda é um exercício de paciência – que em nada se compara, porém, àquele enfrentado por seus tristes personagens. Veja cenas.

M*A*S*H – A Primeira Temporada (Estados Unidos, 1972. Fox) – Houve uma época em que, em Hollywood, os filmes é que davam origem a séries, e não o contrário. Retendo do MASH de Robert Altman, lançado em 1970, o protagonista Alan Alda, o senso de humor irreverente e o entrecho – durante a Guerra da Coréia, uma equipe médica móvel salva vidas mas não poupa ninguém de uma troça –, a série durou onze temporadas, ao fim das quais já dava mostras visíveis de cansaço. Estes primeiros 24 episódios, porém, fazem jus à fama e aos prêmios que o seriado conquistou. O ritmo, é verdade, não tem nada a ver com o da televisão de hoje, mas as piadas ainda funcionam. Sinal de respeito ao consumidor: pode-se assistir à série na versão em inglês, com e sem a detestável "trilha de risadas", ou ainda na excelente dublagem original brasileira.

 

LIVROS

O Calcanhar do Aquiles, de Duda Teixeira (Arquipélago Editorial; 224 páginas; 34 reais) – Da filosofia de Platão e Aristóteles aos jogos olímpicos, os gregos antigos lançaram as fundações daquilo que hoje se entende por "civilização ocidental". Não é de estranhar que a imagem idealizada que ficou da Grécia Antiga seja a de um lugar rigorosamente ordenado segundo proporções clássicas entalhadas em mármore. O jornalista de VEJA Duda Teixeira apresenta uma Grécia mais informal e acessível – mas não menos fascinante – em O Calcanhar do Aquiles. Dividido em capítulos temáticos, o livro é uma coletânea de curiosidades sobre os gregos, do hábito de misturar pimenta ao vinho às arrepiantes práticas cirúrgicas do médico Hipócrates. Leia trecho.

 
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Bonvicino: na tradição de Dos Anjos

Página Órfã, de Régis Bonvicino (Martins; 136 páginas; 29 reais) – Augusto dos Anjos, um dos mais estranhos poetas brasileiros, definiu-se como "aquele que ficou sozinho / Cantando sobre os ossos do caminho / A poesia de tudo quanto é morto". Quase um século depois, pode-se dizer que Régis Bonvicino, um dos mais destacados poetas contemporâneos do Brasil, coloca-se na mesma tradição. É um cantor da matéria desprezada – mas com um novo acento, talvez mais agressivo, marcado pelo gigantismo urbano de São Paulo, sua cidade natal. Os poemas de Página Órfã buscam sua matéria no lixo, na poluição, nos ratos, nos mendigos, em contraste irônico com os outdoors publicitários onde figuram modelos decadentes. "Há cacos de vidro na comida todos os dias", diz um de seus contundentes versos. Leia trecho.

 

DISCOS

 
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The Stooges: velhinhos, mas dignos

The Weirdness, The Stooges (EMI) – Em 1973, o Stooges era o máximo de subversão que se poderia esperar de uma banda de rock. Tinha um guitarrista talentoso, Ron Asheton, e um cantor – Iggy Pop – que não conhecia limites. Pop era capaz de se cortar no palco e se movia como uma lagartixa sendo eletrocutada (anos mais tarde, o jornalista Nick Kent entregou que a intensidade das performances dependia da quantidade de drogas consumidas antes da apresentação). Weirdness, CD que marca o retorno do Stooges depois de um hiato de 34 anos, não tem as canções incendiárias do início de carreira. Mas faixas como Free and Freaky e You Can't Have Friends, em que Asheton mostra seu poder de fogo, são aulas de como envelhecer com dignidade no mundo do rock.

 
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Arcade Fire: um futuro para o rock

The Neon Bible, Arcade Fire (Slag Records) – Anos atrás, acreditou-se que o futuro do rock estaria nas mãos de grupos como Strokes e White Stripes. Eles tinham "atitude", ingrediente considerado imprescindível na receita de um roqueiro. Hoje, parece mais provável que, se o rock ainda vier a evoluir, será pelo trabalho de bandas como o Arcade Fire. Os sete canadenses não apenas têm um cuidado com a produção de seus discos – a lista de instrumentos vai do mandolim e do órgão de igreja a inúmeros tipos de percussão –, como são também ótimos de palco. Com isso, cativam público de todas as idades e gostos. Suas influências também são de primeira linha: Neon Bible, seu segundo CD, traz melodias dignas dos melhores momentos de U2 e Bruce Springsteen, a exemplo da canção Intervention.

 

 

Fontes: São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livraria da Vila, Nobel, Saraiva; Campinas: Fnac; Rio: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva; Porto Alegre: Cultura, Livrarias Porto, Saraiva; Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Saraiva; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Natal: Laselva; Florianópolis: Livrarias Catarinense; Goiânia: Saraiva; Fortaleza: Laselva; Curitiba: Fnac, Livrarias Curitiba, Saraiva; Londrina: Livrarias Porto; Belo Horizonte: Leitura; Maceió: Laselva; Vitória: Leitura; internet: Cultura, Laselva, Nobel, Saraiva, Submarino.

 

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