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Edição 2001

28 de março de 2007
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Ciência
Picada sem risco

Criado mosquito transgênico que combate a malária

 
PNAS
O mosquito modificado: olhos verdes

O combate à malária, doença que chega a atingir um caso por 1 000 habitantes em algumas regiões da Amazônia, pode ter ganho um valioso aliado. Na semana passada, uma equipe da universidade americana Johns Hopkins anunciou a criação de um mosquito geneticamente modificado que se torna imune ao plasmódio, o parasita causador da malária. Dessa forma, mesmo que ele sugue o sangue de animais contaminados com a doença, suas picadas não a transportam para os seres humanos. Para erradicar a malária de uma região, a idéia é introduzir dezenas de milhares deles nas áreas infestadas pelos mosquitos que transmitem a doença. Caso se repitam os resultados obtidos em laboratório, os mosquitos transgênicos, que vivem mais e colocam maior quantidade de ovos, poderão suplantar em quantidade a população de mosquitos nocivos. O chefe da equipe da Johns Hopkins é o cientista brasileiro Marcelo Jacobs-Lorena, radicado nos Estados Unidos.

O mosquito geneticamente modificado – cujos olhos são verdes fluorescentes para facilitar a identificação – foi apresentado pela primeira vez por seus criadores há cinco anos, mas temia-se que ele não fosse resistente o suficiente para vencer a competição pela sobrevivência com o transmissor do plasmódio. Experiências recentes mostram que o projeto evoluiu. Foram colocados 1.200 mosquitos de cada tipo numa estufa com ratos contaminados pela malária. Em apenas nove gerações, o mosquito transgênico já representava 70% da população da estufa. O próximo passo é testar o novo mosquito a céu aberto.

 

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