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VEJA
Edição 2001

28 de março de 2007
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Cartas

 
"Diversificar a alimentação e comer com equilíbrio e prazer é imprescindível para estar saudável e no peso adequado."
Mônica Delfraro David
Campinas, SP

 

Dietas

Como um assumido "gordinho que faz a dieta do Mediterrâneo", li com sofreguidão (e gula) a excelente reportagem "Dietas – A ciência da nutrição faz 30 anos" (21 de março), de Anna Paula Buchalla. Desnecessário dizer que adorei. Texto muito bem escrito, objetivo, elucidador, alegre e sincero, vale por uma fantástica coleção de livros que muito vendem e nada ensinam. Quando, neste mundo de mídia obcecada pela síntese, me perguntam por que é VEJA a revista que prefiro e indico, não tenho como hesitar: jornalismo inteligente!
Celso Antunes
Por e-mail  

Em uma época em que somos bombardeados diariamente com informação de dietas mirabolantes, VEJA nos presenteia com reportagem de alto nível sobre o assunto. Uma verdadeira enciclopédia de saúde. Parabéns!
Edna Rodrigues de Andrade
São Gabriel, ES  

Excelente, oportuna e elucidativa a reportagem. Está faltando mais rigor ao poder público para regular, retirar das prateleiras e punir as pseudo-indústrias que vendem o "bem-estar" e as falsas propagandas de medicamentos de origem duvidosa, que só enganam os consumidores com as promessas de emagrecimento rápido.
Stephen Price Rumjanek
Rio de Janeiro, RJ  

A propósito da excelente matéria sobre dietas de VEJA 2.000, gostaria de acrescentar que a dieta pobre em carboidratos (menos de 45% de carboidratos) associada a uma alimentação mediterrânea, isto é, com frutas, legumes, verduras, trigo e arroz integrais e óleo de oliva, e acompanhada de exercícios leves porém diários, mostrou nítidas vantagens em comparação com uma dieta geral com 54% do valor calórico total de carboidratos. O grupo de mulheres que ingeriram menor quantidade de carboidratos perdeu mais peso, teve melhora dos níveis de triglicérides e colesterol e diminuição dos sinais laboratoriais de inflamação (portanto, com maior possibilidade de reduzir o risco de doença coronariana). O estudo durou dois anos e foi bastante convincente quanto ao valor nutricional da dieta com menor porcentual de carboidratos. Foi publicado na prestigiosa revista médica New England Journal of Medicine.
Doutor Geraldo Medeiros
Professor da Faculdade de Medicina da USP
São Paulo, SP  

Sou nutricionista clínica e gostaria de cumprimentar VEJA pela excelente matéria sobre dietas, pois a maioria das pessoas quer emagrecer rapidíssimo com dietas da moda (radicais) ou com medicamentos que causam dependência, irritação e nervosismo. Quando caem na real e param com essas drogas, elas engordam muito mais do que antes do início do tratamento.
Daniela Cristiane Ferrari Denardi
Nutricionista clínica, especialista e mestranda em nutrição e alimentos pela USP
Cerquilho, SP  

Além de bem assessorada tecnicamente, a reportagem denota a qualidade dos jornalistas de saúde da revista, hoje uma especialidade dentro do jornalismo. Gostaria de contribuir, todavia, observando que não existem evidências de maiores malefícios para as dietas com baixo teor de carboidratos, como sugerido na reportagem. Na verdade, essas dietas são interessantes para melhorar o colesterol HDL, por melhorar a sensibilidade à insulina, e contribuem enormemente para o controle do açúcar em diabéticos do tipo 2. Um recente estudo demonstrou haver menor risco de infarto e derrames em mulheres que praticavam uma alimentação reduzida em carboidratos. No resto, concordo em gênero e grau com a mensagem implícita da matéria: comer pouco, de tudo, associado a atividade física moderada, ainda é a verdadeira fonte da longevidade com boa qualidade de vida.
Amélio F. Godoy-Matos
Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Chefe do Serviço de Metabologia do Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia
Pontifícia Universidade Católica
Rio de Janeiro, RJ  

Sempre se dá muita ênfase ao valor nutricional dos alimentos, deixando em segundo plano a forma como eles são consumidos. Acredito que uma parcela da culpa pelo aumento da obesidade, em especial a infantil, passa pela textura e consistência dos alimentos. As crianças atualmente estão mastigando cada vez menos (vide o sucesso que alimentos como salsichas, hambúrgueres e purês fazem). Como conseqüência, comem mais rápido, engolem pedaços maiores, devolvem pedaços de carne "mascados". A origem desses hábitos está no pouco tempo de amamentação exclusiva, nas papinhas que são batidas no liquidificador, nas frutas sempre descascadas e raspadas, nas mamadeiras que são usadas até os 2 ou 3 anos de idade, prejudicando o aprendizado do movimento mastigatório laterolateral. Traçando um paralelo com a deambulação, é como se se deixasse o bebê num berço por dois anos e depois se quisesse que ele saísse andando bem.
Mariângela Schalka
Odontopediatra
Cotia, SP  

Nunca existiu dieta milagrosa. A ciência da nutrição sempre nos mostrou que a melhor dieta é a junção do equilíbrio alimentar, do bom senso e da disciplina.
Luana Giannotti
Nutricionista
Jaguariúna, SP

 

Lidia Rosenberg Aratangy

A abordagem feita pela terapeuta de casais Lidia Rosenberg Aratangy (Amarelas, 21 de março) mostra com clareza impressionante como um "casal pode ser funcional apesar das diferenças" (monografia de minha conclusão de curso). Creio que a leitura dessa entrevista levará à reflexão sobre a real função do casamento e, quem sabe, acordará os casais para seus mitos sobre felicidade eterna. Parabéns, VEJA, sempre de olho nas necessidades de nosso tempo!
Tais Fittipaldi Bergstein
Psicóloga
Curitiba, PR

VEJA, na sua excelência em revista, consegue mais uma vez entrar no nosso cotidiano e colocar um divã à nossa disposição para entendermos nossa vida de casal. Mostrei a reportagem para minha esposa e vimos quanto não é difícil trilhar o caminho de uma boa união. O bom é que essa minha consulta à terapeuta saiu por menos de 10 reais.
Janner Luiz e Cristina Alves
Morrinhos, GO  

Para mim foi um belo presente receber essa inesquecível edição com uma entrevista tão rica, e ao mesmo tempo simples, como a da terapeuta de casais Lidia Rosenberg Aratangy. Sou casada há quase dois anos e com certeza aprendi muito com suas palavras.
Renata de Jesus Coelho Simioni
Santos, SP  

Casais inteligentes, quando divergem, convergem. Os demais procuram um advogado, quando podem. Quando não podem, traem, na grande maioria das vezes, a si mesmos.
Celso Corrêa de Freitas
Praia Grande, SP

Mais uma vez VEJA nos brinda com uma reportagem de grande interesse para as famílias. A doutora Lidia nos apresenta uma visão bem realista do matrimônio, com exemplos práticos e observações importantes, e nos mostra que o respeito, a tolerância e a criatividade são peças fundamentais para um casamento duradouro.
Wanderley Wang

Diretor da ONG Família Viva e editor do site Portal da Família
São Paulo, SP

 

VEJA 2 000

Magnífica a edição 2.000 de VEJA com todas as capas desde setembro de 1968 até março de 2007, em uma paginação do melhor nível ("2.000 semanas com você!", 21 de março). Sem dúvida uma das melhores revistas do mundo, com noticiário sempre atualizado. Leio VEJA desde o primeiro número e continuo seu assinante. VEJA ensina história e orienta os seus leitores para o que é melhor para o nosso sofrido Brasil. Parabéns.
Ruy Pereira da Silva
Brasília, DF  

Chegar ao topo é difícil, mas lá permanecer é acima de tudo uma conseqüência da liderança absoluta em credibilidade.
Junior Chisté
Xaxim, SC  

Não foi surpresa para mim a evolução histórica das 2.000 capas de VEJA. Afinal, sua missão é acompanhar e transmitir notícias semanalmente. Surpresa foi verificar que seus profissionais têm conseguido, há quase quarenta anos, manter a objetividade, a concisão e a criatividade.
Patrícia Lima Denipotti
Orlândia, SP  

Obrigado por nos brindar com essa viagem. Relembrar fatos, momentos de tristeza e de alegria. Momentos de saudade, de reflexão, de amor. As capas levam a gente a se perguntar: esta eu li? Onde eu estava?
Luís Jorge de Farias
Curitiba, PR  

Foi uma nostálgica viagem pelo túnel do tempo. Relembrar capas da infância e mocidade fortaleceu a certeza do empenho e comprometimento de VEJA com o Brasil.
Mauro Barbosa
São Paulo, SP

Contrariando o dramaturgo Nelson Rodrigues, VEJA conseguiu ser uma unanimidade inteligente. Isso não foi por acaso. A credibilidade adquirida na escalada de 2.000 números e a resistência em não aceitar, no seu conteúdo, a influência deletéria dos poderosos a fizeram merecedora do nosso respeito e fidelidade. Parabéns a toda a equipe de colaboradores de VEJA pela dedicação e pela sensibilidade de corrigir seus erros, de aprimorar sua obra.
Antonio Carlos Vaz de Mello
São João Del Rei, MG

 

Televisão

Em relação à recomendação enviada pelo Ministério Público Federal em São Paulo à direção de Páginas da Vida, esclarecemos o seguinte: 1) nunca houve nenhuma intenção de interferência no desfecho da trama, mas apenas e tão-somente de garantir que fosse divulgada uma informação absolutamente desconhecida da população e pertinente ao preconceito que o autor escolheu retratar; 2) a recomendação foi enviada nas semanas finais de exibição da obra, pois só então ficou bem caracterizada a opção do autor de não divulgar cenas que esclarecessem as conseqüências da frustração da matrícula da personagem Clara; 3) o autor pode até ter deixado claro que a conduta é errada, mas deixou subentendida a total impunidade dela, daí a necessidade de maior esclarecimento para impedir um retrocesso na enorme batalha que se trava no Brasil e no mundo para garantir o direito dessas crianças de freqüentar as escolas comuns.
Eugênia Augusta G. Fávero
Procuradora da República em São Paulo
São Paulo, SP

 

Bia Furtado

Solidarizo-me com a modelo Bia Furtado ("Uma vida interrompida", 21 de março) e quero dizer-lhe que sua beleza – principalmente a interior – jamais será apagada. Mas, como cidadã, preciso também dizer-lhe que os bandidos são culpados, sim. Negar esse fato é ofender-me, é ofendê-la, é ofender-nos. Tudo bem que o estado não é lá grande coisa, mas negar a culpa desses marginais é muita ingenuidade, generosidade, caridade. Faço votos que, em breve, esses bandidos ardam no fogo (do inferno), assim como fizeram com tantos inocentes.
Helena Cristina Lübke
Jaraguá do Sul, SC

Fiquei comovida com a história de Bia Furtado. É inspirador o depoimento dessa jovem, repleta de serenidade e coragem diante de uma provação que lhe impôs tantas renúncias, como interromper a carreira e projetos em razão das queimaduras que atingiram 30% de seu corpo. Senti profunda admiração por ela, que, apesar do sofrimento, demonstra que tem um nobre respeito pela vida, valor esse ausente nos bandidos, que, na minha opinião, são os únicos responsáveis pela crueldade que fizeram.
Ana Lúcia Freire de Lemos
Brasília, DF

Tão revoltante quanto a barbárie sofrida pela modelo Bia Furtado é saber que ela não culpa os bandidos, e sim o estado, que "deixou isso acontecer". A inversão de valores (que já faz com que crianças se recusem a usar cinto de segurança) é filha legítima da impunidade que nos assola, e, nesse caso, a vítima prestou um inestimável serviço à criminalidade. Lamentável. Daqui a pouco vão culpar Deus.
Roger Santos
Maceió, AL

 

Diogo Mainardi

Logo que vi a notícia do convite de Lula a Franklin Martins lembrei-me das denúncias de Diogo Mainardi. Que ironia, meu caro amigo! Estou rindo até agora com o placar: Franklin 0 x 2 Mainardi ("Minha pastinha implacável", 21 de março).
Nayanna Morais
João Pessoa, PB

Sobre Franklin Martins, esqueceu-se Diogo de informar que o mesmo se encontra na Rede Bandeirantes, que nada mais é do que a do Canal 21, que
fez um "acordo" com o Lulinha. Portanto, ele está em casa.
Ary Cesar
São Caetano do Sul, SP

Gostaria de esclarecer que, na minha passagem pela liderança do governo, a composição da assessoria técnica foi pautada pela competência, e jamais pela ideologia político-partidária de cada um.
Aloizio Mercadante
Senador (PT-SP)
Brasília, DF

Com tantos bandidos, larápios e outras coisas mais para a Justiça brasileira se preocupar, ela gasta o meu dinheiro, o meu suor de todos os dias, para processar pessoas que, no entendimento deles, teriam sido preconceituosas. Realmente este povo não é sério ("Agora me acusam de antinordestino", 14 de março).
Jairo Caovilla
Passo Fundo, RS

Por que será que o MPF quer processar o Diogo Mainardi por ter citado estados nordestinos em seus artigos e não processou o digníssimo presidente de República quando ele foi pego chamando os gaúchos de homossexuais? Por que o MPF não se preocupa com as meninas menores de idade que estão se prostituindo em frente a hotéis e ruas famosas no Nordeste e na orla no Rio de Janeiro?
Rafael Carvalho de Gusmão
Rio de Janeiro, RJ

 

Alimentação das crianças

Li com muita atenção a reportagem "Crianças – o prato nota 10" (Guia, 14 de março), sobre alimentação infantil. É importante destacar que o leite desnatado só pode ser recomendado com segurança para crianças maiores de 3 anos. Abaixo dessa idade, apenas em casos graves, com infinito cuidado e sob acompanhamento médico especializado. A gordura do leite é a principal fonte dos ácidos graxos essenciais, que são fundamentais no processo de formação da bainha de mielina dos nervos e da retina. Esse processo se completa nos primeiros anos de vida. Passada essa fase crítica, as recomendações estão perfeitas para ajudar a combater a epidemia de obesidade infantil e melhorar a nutrição das crianças brasileiras. Cumprimento VEJA por mais essa ótima iniciativa e pelo bom serviço que presta aos seus leitores e à nutrição infantil do nosso país.
Doutor Nataniel Viunisk
Pediatra e nutrólogo
Associação Brasileira de Nutrologia
Nova Petrópolis, RS

 

Compras pela internet

Na reportagem "Como evitar entrar numa fria" (Guia, 21 de março), a recomendação número 5 diz que compras no exterior costumam incluir taxas de importação que podem chegar a 20% do valor da compra. Na verdade, se o valor da compra – incluindo aí o preço do frete – for de no máximo 50 dólares, não há imposto. Acima de 50, a taxa é de 60% do valor da compra mais frete, e não 20%.
Maurice Cezário
Brasília, DF

 

CORREÇÕES: O título do livro do sociólogo Albert Tévoédjre citado na seção Cartas (21 de março) é A Pobreza, Riqueza dos Povos.
James M. Barrie, autor de Peter Pan, é escocês, e não inglês (VEJA Recomenda, 21 de março).

 

 

 

O PAPEL DE VEJA

O leitor Fábio Leandro Fitarelli Petry, de Porto Alegre, leu o caderno especial comemorativo da edição 2 000 de VEJA e pergunta: "A título de curiosidade, quantas árvores foram necessárias para chegar às 2 000 edições de VEJA? O total de 1,4 bilhão de exemplares, ou 5 720 quilômetros de papel, certamente teve um custo expressivo em madeira. Gostaria também de saber de onde vem o papel usado pela revista". Carlos Orlando Barbosa, diretor de Atendimento Publicações da Editora Abril, responde: "Considerando-se o papel utilizado para a impressão de VEJA, que pesa 51 gramas por metro quadrado, é necessária uma média de cinco árvores por tonelada do produto". C.O., como é chamado pelos colegas, tranqüiliza o leitor e os amantes da natureza: "Todas as árvores utilizadas no processo têm origem em projetos de reflorestamento, com certificados que garantem a idoneidade da empresa fornecedora, e o papel é 100% importado da Finlândia".

 

UM MANIFESTO DE GOULART?

O leitor José Inácio da Cunha, de Juiz de Fora, envia à redação um folheto que recolheu um dia depois do golpe militar que derrubou o presidente João Goulart, em 1964. "Sou natural de Juiz de Fora e na época pré-Revolução eu prestava serviço como civil em um quartel do Exército. Um dia após o início da Revolução de 1964, encontrei no jardim um folheto que, segundo me disseram, havia sido jogado naquela manhã por um avião", diz Cunha. Num lado do folheto havia um manifesto da Presidência da República e no verso outro do Ministério da Guerra. Ambos de repúdio ao movimento. "Fiz algumas pesquisas a respeito nos livros de Elio Gaspari, do general Mourão Filho, do ministro da Justiça Abelardo Jurema, entre outros, e nunca encontrei referência alguma a esse manifesto", diz o leitor, que espera alguma luz com a publicação desses fatos.

 
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O documento de Juiz de Fora: manifestos da Presidência e do Ministério da Guerra

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