"Diversificar
a alimentação e comer com equilíbrio e prazer é imprescindível
para estar saudável e no peso adequado." Mônica
Delfraro David Campinas,
SP
Dietas
Como um assumido "gordinho que faz
a dieta do Mediterrâneo", li com sofreguidão (e gula) a excelente
reportagem "Dietas A ciência da nutrição faz 30 anos"
(21 de março), de Anna Paula Buchalla. Desnecessário dizer que adorei.
Texto muito bem escrito, objetivo, elucidador, alegre e sincero, vale por uma
fantástica coleção de livros que muito vendem e nada ensinam.
Quando, neste mundo de mídia obcecada pela síntese, me perguntam
por que é VEJA a revista que prefiro e indico, não tenho como hesitar:
jornalismo inteligente! Celso Antunes Por e-mail
Em uma época em que somos bombardeados diariamente com informação
de dietas mirabolantes, VEJA nos presenteia com reportagem de alto nível
sobre o assunto. Uma verdadeira enciclopédia de saúde. Parabéns!
Edna Rodrigues de Andrade São Gabriel, ES
Excelente, oportuna e elucidativa a reportagem. Está faltando mais rigor
ao poder público para regular, retirar das prateleiras e punir as pseudo-indústrias
que vendem o "bem-estar" e as falsas propagandas de medicamentos de origem duvidosa,
que só enganam os consumidores com as promessas de emagrecimento rápido.
Stephen Price Rumjanek Rio de Janeiro, RJ
A propósito da excelente matéria sobre dietas de VEJA 2.000, gostaria
de acrescentar que a dieta pobre em carboidratos (menos de 45% de carboidratos)
associada a uma alimentação mediterrânea, isto é, com
frutas, legumes, verduras, trigo e arroz integrais e óleo de oliva, e acompanhada
de exercícios leves porém diários, mostrou nítidas
vantagens em comparação com uma dieta geral com 54% do valor calórico
total de carboidratos. O grupo de mulheres que ingeriram menor quantidade de carboidratos
perdeu mais peso, teve melhora dos níveis de triglicérides e colesterol
e diminuição dos sinais laboratoriais de inflamação
(portanto, com maior possibilidade de reduzir o risco de doença coronariana).
O estudo durou dois anos e foi bastante convincente quanto ao valor nutricional
da dieta com menor porcentual de carboidratos. Foi publicado na prestigiosa revista
médica New England Journal of Medicine. Doutor Geraldo Medeiros Professor da Faculdade de Medicina da USP São Paulo, SP
Sou nutricionista clínica
e gostaria de cumprimentar VEJA pela excelente matéria sobre dietas, pois
a maioria das pessoas quer emagrecer rapidíssimo com dietas da moda (radicais)
ou com medicamentos que causam dependência, irritação e nervosismo.
Quando caem na real e param com essas drogas, elas engordam muito mais do que
antes do início do tratamento. Daniela Cristiane Ferrari Denardi
Nutricionista clínica, especialista e mestranda em nutrição
e alimentos pela USP Cerquilho, SP
Além de bem assessorada tecnicamente, a reportagem denota a qualidade dos
jornalistas de saúde da revista, hoje uma especialidade dentro do jornalismo.
Gostaria de contribuir, todavia, observando que não existem evidências
de maiores malefícios para as dietas com baixo teor de carboidratos, como
sugerido na reportagem. Na verdade, essas dietas são interessantes para
melhorar o colesterol HDL, por melhorar a sensibilidade à insulina, e contribuem
enormemente para o controle do açúcar em diabéticos do tipo
2. Um recente estudo demonstrou haver menor risco de infarto e derrames em mulheres
que praticavam uma alimentação reduzida em carboidratos. No resto,
concordo em gênero e grau com a mensagem implícita da matéria:
comer pouco, de tudo, associado a atividade física moderada, ainda é
a verdadeira fonte da longevidade com boa qualidade de vida. Amélio
F. Godoy-Matos Membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Chefe do Serviço de Metabologia do Instituto Estadual de Diabetes e
Endocrinologia Pontifícia Universidade Católica Rio de Janeiro,
RJ
Sempre se dá
muita ênfase ao valor nutricional dos alimentos, deixando em segundo plano
a forma como eles são consumidos. Acredito que uma parcela da culpa pelo
aumento da obesidade, em especial a infantil, passa pela textura e consistência
dos alimentos. As crianças atualmente estão mastigando cada vez
menos (vide o sucesso que alimentos como salsichas, hambúrgueres e purês
fazem). Como conseqüência, comem mais rápido, engolem pedaços
maiores, devolvem pedaços de carne "mascados". A origem desses hábitos
está no pouco tempo de amamentação exclusiva, nas papinhas
que são batidas no liquidificador, nas frutas sempre descascadas e raspadas,
nas mamadeiras que são usadas até os 2 ou 3 anos de idade, prejudicando
o aprendizado do movimento mastigatório laterolateral. Traçando
um paralelo com a deambulação, é como se se deixasse o bebê
num berço por dois anos e depois se quisesse que ele saísse andando
bem. Mariângela Schalka Odontopediatra Cotia, SP
Nunca existiu dieta milagrosa.
A ciência da nutrição sempre nos mostrou que a melhor dieta
é a junção do equilíbrio alimentar, do bom senso e
da disciplina. Luana Giannotti Nutricionista Jaguariúna,
SP
Lidia Rosenberg
Aratangy
A abordagem feita pela terapeuta
de casais Lidia Rosenberg Aratangy (Amarelas, 21 de março) mostra com clareza
impressionante como um "casal pode ser funcional apesar das diferenças"
(monografia de minha conclusão de curso). Creio que a leitura dessa entrevista
levará à reflexão sobre a real função do casamento
e, quem sabe, acordará os casais para seus mitos sobre felicidade eterna.
Parabéns, VEJA, sempre de olho nas necessidades de nosso tempo! Tais
Fittipaldi Bergstein Psicóloga Curitiba, PR
VEJA, na sua excelência em revista, consegue mais uma vez entrar no nosso
cotidiano e colocar um divã à nossa disposição para
entendermos nossa vida de casal. Mostrei a reportagem para minha esposa e vimos
quanto não é difícil trilhar o caminho de uma boa união.
O bom é que essa minha consulta à terapeuta saiu por menos de 10
reais. Janner Luiz e Cristina Alves Morrinhos, GO
Para mim foi um belo presente receber essa inesquecível edição
com uma entrevista tão rica, e ao mesmo tempo simples, como a da terapeuta
de casais Lidia Rosenberg Aratangy. Sou casada há quase dois anos e com
certeza aprendi muito com suas palavras. Renata de Jesus Coelho Simioni Santos, SP
Casais
inteligentes, quando divergem, convergem. Os demais procuram um advogado, quando
podem. Quando não podem, traem, na grande maioria das vezes, a si mesmos.
Celso Corrêa de Freitas Praia Grande, SP
Mais uma vez VEJA nos brinda com uma reportagem de grande interesse para as famílias.
A doutora Lidia nos apresenta uma visão bem realista do matrimônio,
com exemplos práticos e observações importantes, e nos mostra
que o respeito, a tolerância e a criatividade são peças fundamentais
para um casamento duradouro. Wanderley Wang Diretor da ONG
Família Viva e editor do site Portal da Família São Paulo,
SP
VEJA 2 000
Magnífica a edição
2.000 de VEJA com todas as capas desde setembro de 1968 até março
de 2007, em uma paginação do melhor nível ("2.000 semanas
com você!", 21 de março). Sem dúvida uma das melhores revistas
do mundo, com noticiário sempre atualizado. Leio VEJA desde o primeiro
número e continuo seu assinante. VEJA ensina história e orienta
os seus leitores para o que é melhor para o nosso sofrido Brasil. Parabéns.
Ruy Pereira da Silva Brasília, DF
Chegar ao topo é difícil, mas lá permanecer é acima
de tudo uma conseqüência da liderança absoluta em credibilidade.
Junior Chisté Xaxim, SC
Não foi surpresa para mim a evolução histórica das
2.000 capas de VEJA. Afinal, sua missão é acompanhar e transmitir
notícias semanalmente. Surpresa foi verificar que seus profissionais têm
conseguido, há quase quarenta anos, manter a objetividade, a concisão
e a criatividade. Patrícia Lima Denipotti Orlândia,
SP
Obrigado por nos
brindar com essa viagem. Relembrar fatos, momentos de tristeza e de alegria. Momentos
de saudade, de reflexão, de amor. As capas levam a gente a se perguntar:
esta eu li? Onde eu estava? Luís Jorge de Farias Curitiba,
PR
Foi uma nostálgica
viagem pelo túnel do tempo. Relembrar capas da infância e mocidade
fortaleceu a certeza do empenho e comprometimento de VEJA com o Brasil. Mauro
Barbosa São Paulo, SP
Contrariando o
dramaturgo Nelson Rodrigues, VEJA conseguiu ser uma unanimidade
inteligente. Isso não foi por acaso. A credibilidade
adquirida na escalada de 2.000 números e a resistência
em não aceitar, no seu conteúdo, a influência
deletéria dos poderosos a fizeram merecedora do nosso
respeito e fidelidade. Parabéns a toda a equipe de
colaboradores de VEJA pela dedicação e pela
sensibilidade de corrigir seus erros, de aprimorar sua obra.
Antonio Carlos Vaz de Mello
São João Del Rei, MG
Televisão
Em relação
à recomendação enviada pelo Ministério
Público Federal em São Paulo à direção
de Páginas da Vida, esclarecemos o seguinte:
1) nunca houve nenhuma intenção de interferência
no desfecho da trama, mas apenas e tão-somente de garantir
que fosse divulgada uma informação absolutamente
desconhecida da população e pertinente ao preconceito
que o autor escolheu retratar; 2) a recomendação
foi enviada nas semanas finais de exibição da
obra, pois só então ficou bem caracterizada
a opção do autor de não divulgar cenas
que esclarecessem as conseqüências da frustração
da matrícula da personagem Clara; 3) o autor pode até
ter deixado claro que a conduta é errada, mas deixou
subentendida a total impunidade dela, daí a necessidade
de maior esclarecimento para impedir um retrocesso na enorme
batalha que se trava no Brasil e no mundo para garantir o
direito dessas crianças de freqüentar as escolas
comuns. Eugênia Augusta
G. Fávero Procuradora da República
em São Paulo São Paulo, SP
Bia Furtado
Solidarizo-me com
a modelo Bia Furtado ("Uma vida interrompida", 21 de março)
e quero dizer-lhe que sua beleza principalmente a interior
jamais será apagada. Mas, como cidadã,
preciso também dizer-lhe que os bandidos são
culpados, sim. Negar esse fato é ofender-me, é
ofendê-la, é ofender-nos. Tudo bem que o estado
não é lá grande coisa, mas negar a culpa
desses marginais é muita ingenuidade, generosidade,
caridade. Faço votos que, em breve, esses bandidos
ardam no fogo (do inferno), assim como fizeram com tantos
inocentes. Helena Cristina Lübke Jaraguá do Sul, SC
Fiquei comovida
com a história de Bia Furtado. É inspirador
o depoimento dessa jovem, repleta de serenidade e coragem
diante de uma provação que lhe impôs tantas
renúncias, como interromper a carreira e projetos em
razão das queimaduras que atingiram 30% de seu corpo.
Senti profunda admiração por ela, que, apesar
do sofrimento, demonstra que tem um nobre respeito pela vida,
valor esse ausente nos bandidos, que, na minha opinião,
são os únicos responsáveis pela crueldade
que fizeram. Ana Lúcia Freire
de Lemos Brasília, DF
Tão revoltante
quanto a barbárie sofrida pela modelo Bia Furtado é
saber que ela não culpa os bandidos, e sim o estado,
que "deixou isso acontecer". A inversão de valores
(que já faz com que crianças se recusem a usar
cinto de segurança) é filha legítima
da impunidade que nos assola, e, nesse caso, a vítima
prestou um inestimável serviço à criminalidade.
Lamentável. Daqui a pouco vão culpar Deus. Roger Santos Maceió, AL
Diogo Mainardi
Logo que vi a notícia
do convite de Lula a Franklin Martins lembrei-me das denúncias
de Diogo Mainardi. Que ironia, meu caro amigo! Estou rindo
até agora com o placar: Franklin 0 x 2 Mainardi ("Minha
pastinha implacável", 21 de março). Nayanna Morais João Pessoa, PB
Sobre Franklin
Martins, esqueceu-se Diogo de informar que o mesmo se encontra
na Rede Bandeirantes, que nada mais é do que a do Canal
21, que
fez um "acordo" com o Lulinha. Portanto, ele está em
casa. Ary Cesar São Caetano do Sul, SP
Gostaria de esclarecer
que, na minha passagem pela liderança do governo, a
composição da assessoria técnica foi
pautada pela competência, e jamais pela ideologia político-partidária
de cada um. Aloizio Mercadante Senador (PT-SP) Brasília, DF
Com tantos bandidos,
larápios e outras coisas mais para a Justiça
brasileira se preocupar, ela gasta o meu dinheiro, o meu suor
de todos os dias, para processar pessoas que, no entendimento
deles, teriam sido preconceituosas. Realmente este povo não
é sério ("Agora me acusam de antinordestino",
14 de março). Jairo Caovilla Passo Fundo, RS
Por que será
que o MPF quer processar o Diogo Mainardi por ter citado estados
nordestinos em seus artigos e não processou o digníssimo
presidente de República quando ele foi pego chamando
os gaúchos de homossexuais? Por que o MPF não
se preocupa com as meninas menores de idade que estão
se prostituindo em frente a hotéis e ruas famosas no
Nordeste e na orla no Rio de Janeiro? Rafael Carvalho de Gusmão Rio de Janeiro, RJ
Alimentação
das crianças
Li com muita atenção
a reportagem "Crianças o prato nota 10" (Guia,
14 de março), sobre alimentação infantil.
É importante destacar que o leite desnatado só
pode ser recomendado com segurança para crianças
maiores de 3 anos. Abaixo dessa idade, apenas em casos graves,
com infinito cuidado e sob acompanhamento médico especializado.
A gordura do leite é a principal fonte dos ácidos
graxos essenciais, que são fundamentais no processo
de formação da bainha de mielina dos nervos
e da retina. Esse processo se completa nos primeiros anos
de vida. Passada essa fase crítica, as recomendações
estão perfeitas para ajudar a combater a epidemia de
obesidade infantil e melhorar a nutrição das
crianças brasileiras. Cumprimento VEJA por mais essa
ótima iniciativa e pelo bom serviço que presta
aos seus leitores e à nutrição infantil
do nosso país. Doutor Nataniel Viunisk Pediatra e nutrólogo Associação Brasileira
de Nutrologia Nova Petrópolis, RS
Compras pela
internet
Na reportagem "Como
evitar entrar numa fria" (Guia, 21 de março), a recomendação
número 5 diz que compras no exterior costumam incluir
taxas de importação que podem chegar a 20% do
valor da compra. Na verdade, se o valor da compra incluindo
aí o preço do frete for de no máximo
50 dólares, não há imposto. Acima de
50, a taxa é de 60% do valor da compra mais frete,
e não 20%. Maurice Cezário Brasília, DF
CORREÇÕES:O título do livro do sociólogo Albert Tévoédjre
citado na seção Cartas (21 de março)
é A Pobreza, Riqueza dos Povos.
James M. Barrie, autor de Peter Pan, é
escocês, e não inglês (VEJA Recomenda,
21 de março).
O PAPEL DE VEJA
O
leitor Fábio Leandro Fitarelli Petry, de Porto Alegre, leu o caderno especial
comemorativo da edição 2 000 de VEJA e pergunta: "A título
de curiosidade, quantas árvores foram necessárias para chegar às
2 000 edições de VEJA? O total de 1,4 bilhão de exemplares,
ou 5 720 quilômetros de papel, certamente teve um custo expressivo em madeira.
Gostaria também de saber de onde vem o papel usado pela revista". Carlos
Orlando Barbosa, diretor de Atendimento Publicações da Editora Abril,
responde: "Considerando-se o papel utilizado para a impressão de VEJA,
que pesa 51 gramas por metro quadrado, é necessária uma média
de cinco árvores por tonelada do produto". C.O., como é chamado
pelos colegas, tranqüiliza o leitor e os amantes da natureza: "Todas as árvores
utilizadas no processo têm origem em projetos de reflorestamento, com certificados
que garantem a idoneidade da empresa fornecedora, e o papel é 100% importado
da Finlândia".
UM MANIFESTO DE GOULART?
O leitor José Inácio
da Cunha, de Juiz de Fora, envia à redação um folheto que
recolheu um dia depois do golpe militar que derrubou o presidente João
Goulart, em 1964. "Sou natural de Juiz de Fora e na época pré-Revolução
eu prestava serviço como civil em um quartel do Exército. Um dia
após o início da Revolução de 1964, encontrei no jardim
um folheto que, segundo me disseram, havia sido jogado naquela manhã por
um avião", diz Cunha. Num lado do folheto havia um manifesto da Presidência
da República e no verso outro do Ministério da Guerra. Ambos de
repúdio ao movimento. "Fiz algumas pesquisas a respeito nos livros de Elio
Gaspari, do general Mourão Filho, do ministro da Justiça Abelardo
Jurema, entre outros, e nunca encontrei referência alguma a esse manifesto",
diz o leitor, que espera alguma luz com a publicação desses fatos.
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O
documento de Juiz de Fora: manifestos da Presidência e do Ministério
da Guerra